História Obsessão - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Walking Dead
Tags Negan, The Walking Dead
Exibições 40
Palavras 2.085
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Drogas, Estupro, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oie gente!

Em primeiro lugar, quero pedir desculpas pela demora da postagem, nessas últimas duas semanas eu tive um probleminha de saúde e não conseguir revisar o capítulo para postar =/


E em segundo lugar, quero agradecer a todos que estão acompanhando a fanfic e comentando.

Muito obrigada pelo apoio ♥

Capítulo 5 - Sonhos e pesadelos


Fanfic / Fanfiction Obsessão - Capítulo 5 - Sonhos e pesadelos

Quando somos surpreendidos, por situações capazes de provocar um alvoroço abrupto ao nosso emocional, o cérebro exige uma conduta imediata de nosso corpo, para que esse se coloque em estado de alarde. Para tal reação, há a participação de regiões cerebrais ligadas ao sistema límbico, unidade responsável pelas emoções e comportamentos sociais, que decreta às glândulas suprarrenais a liberação de adrenalina, incumbida em preparar o organismo contra o perigo.

A descarga de adrenalina provoca uma série de efeitos no corpo, como a aceleração dos batimentos do coração e a elevação da pressão arterial, ocorre retração das pálpebras e as pupilas dilatam-se, isso para aguçar a visão, mesmo que se perca a percepção dos detalhes...ou seja, quando nos assustamos o corpo coloca-se em alerta pelo bem da própria sobrevivência, mas apesar de desempenharmos reações metabólicas análogas, ao nos amedrontarmos agimos de maneiras distintas.

Alguns gritam em sobressalto ao ocorrido, outros fogem da adversidade e também há aqueles que não conseguem mover-se em consequência do susto, e eu era uma dessas pessoas que sempre permaneceria paralisada ao espantar-me.

Eu não pude discernir o período em que permaneci àquela posição inerte, onde impressionada, direcionava a minha completa atenção ao papel retido por mim, àquela ameaça que havia conseguido deixar a maior parte de meus músculos enrijecidos.

A delonga por recompor-me tinha por principal dirigente, o questionamento a respeito da pessoa que armara tal queixa contra mim, afinal eu não tinha desafetos com qualquer pessoa do hospital, e pelo curto espaço de tempo em que chegara aquele apartamento, presumia que não houvesse alguém capaz de cometer tal afronta.

Então, ao constatar que não seria capaz de desvendar tal enigma, decidi procurar por Negan para relatar o que havia ocorrido, já que como comentado por ele anteriormente, havia câmeras escondidas nos corredores, caso houvesse qualquer problema de comportamento com algum hóspede.

Fora custoso permitir-me sair do apartamento, pois minha mente criara inúmeras cenas de mau gosto, exaltando o perigo que eu poderia correr do lado de fora de minha residência, mas apesar do temor, eu consegui sair daquele transe medonho e me movi para a porta principal do ambiente, e de maneira vagarosa, girei a maçaneta da porta e a abri.

Com certo receio do que pudesse encontrar do lado de fora, olhei para todas as direções com muita cautela e ao perceber que era a única ali, consegui acalmar-me um pouco, não havia nada do lado de fora do apartamento. Todavia, caminhei no sentido do elevador em passos largos, a fim de chegar logo à porta do ascensor, e quando o fiz, apertei o botão inúmeras vezes, como se aquela prática pudesse catalisar a tensão de movimento do elevador.

Ao segundo momento de temor do dia, eu pude perceber o barulho de passos que se introduziam aos degraus da escada perto de mim, nisso voltei-me novamente a apertar freneticamente o botão do elevador, na esperança de que ele comparecesse antes da pessoa chegar ao meu andar.

Mas toda aquela pressa manifestou-se em vão no instante em que pude perceber que a pessoa que se aproximava era Negan.

Instintivamente, abracei-o forte em certeza de que estaria segura em seus braços.

“-Ainda bem que é você.” Eu disse ainda enlaçada em seu corpo.

“-Lucy, aconteceu alguma coisa?” Perguntou temoroso, retribuindo o meu abraço.

“-Sim... – eu me afastei de seus braços e entreguei o papel da ameaça que estava em meu bolso. – isso estava no chão do meu apartamento, quando eu cheguei.” Declarei ainda inquieta ao fitar meus olhos àquele papel, que agora repousava nas mãos dele.

Ao passar os olhos por entre os dizeres da carta, o movimento de sua cabeça oscilou horizontalmente de um lado para o outro, em sinal de negação ao que acabava de ler, era perceptível o desconforto dele diante daquela ameaça.

“-Lucy, eu te peço um milhão de desculpas por isso... – respirou fundo ainda fitando os olhos ao papel. – não se preocupe, que eu vou resolver esse problema agora mesmo.” Disse ele, agora olhando para mim com firmeza.

“-Você sabe quem fez isso?” Perguntei o encarando seriamente.

“-Sei.” Negan respondeu de supetão, ao carregar desgosto em seu semblante.

“-E quem foi?” Perguntei exaltada com a resposta.

“-Não se preocupe com isso, eu vou resolver o problema.” Respondeu com pesar ao dobrar o papel em suas mãos.

“-Tá, mas eu preciso saber quem foi que fez isso.” Salientei, pois precisava conhecer a quem provoquei tanta represália.

“-Você se importa de irmos conversar em seu apartamento.” Perguntou ele.

“-Claro que não.” Respondi rapidamente e logo caminhamos até o meu apartamento.

Ao entrarmos no cômodo principal, eu pedi para que ele se sentasse em um de meus sofás, para que pudéssemos conversar a respeito do ocorrido.

“-Você se lembra de quando eu disse que tinha sido criado pelo meu avô?” Perguntou sentando-se ao meu lado.

“-Sim.” Respondi.

“-Durante toda a vida, eu ajudei o meu avô August a manter esse edifício funcionando, nós trabalhávamos juntos com as manutenções necessárias e organizávamos toda a parte financeira também. Sempre que tínhamos um inquilino novo, ele mesmo montava uma cesta de café da manhã e deixava na porta do novo morador, em sinal de boas vindas... – ele sorriu ao lembrar-se da atitude do avô. – mas há pelo menos um ano, ele começou a apresentar sinais de esquecimento frequentes, então nós fomos ao médico para saber se ele precisaria ingerir algum suplemento de vitaminas ou algo do gênero, e infelizmente o diagnóstico que recebemos do médico não era da falta de algum composto no organismo, nós descobrimos que ele estava com Alzheimer... – Negan respirou fundo, na tentativa de recompor-se. – às vezes ele nem me reconhece, e nem se reconhece também, tanto que ao em vez de ele montar uma cesta de café da manhã para os novos inquilinos, ele escreve essa carta de ameaça, pois acredita que estão invadindo a propriedade dele... – ele fez uma nova pausa e fitou os olhos os meus. – eu posso te garantir que ele não é perigoso e raramente sai de casa, mas às vezes ele consegue fugir dos meus cuidados e apronta esse tipo de coisa.” Explicou com um cenho suplicante, não querendo que eu sentisse medo do que havia acontecido e muito menos que eu decidisse sair daquele apartamento.

 “-Nossa, eu sinto muito... – eu coloquei uma de minhas mãos em seu ombro, em sinal de apoio. – mas não seria melhor fazer a vontade dele, e não alugar mais os apartamentos?” Perguntei a ele, que antecipadamente lançou uma resposta negativa com o balançar de sua cabeça.

“-Ter inquilinos, poder interagir com eles e estar à disposição, sempre foi a maior satisfação dele, e eu tenho certeza de que ele gostaria que nada mudasse por aqui... – ele segurou a minha mão, que continuava repousando em seu ombro. – por esse motivo que eu ainda mantenho esse negócio de pé.” Explicou ele, lançando um sorriso amarelo em meu sentido.

“-Talvez se eu me apresentasse a ele, poderíamos...” Eu sugeri, antes de ser interrompida por ele.

“-Eu agradeço muito por essa preocupação, mas eu já tentei isso com outro inquilino e não acabou muito bem, então eu não quero que você passe por esse inconveniente também... – Negan sorriu discretamente ao encarar-me por poucos segundos. – eu só preciso que você entenda que ele raramente sai de casa, então não precisa se preocupar de cruzar com ele por aí, e ele só importuna nesse primeiro momento.” Negan declarou, se levantando do sofá em que estava alocado.

“-Você não imagina o alívio que eu sinto por saber de tudo isso... – eu ri baixinho antes de completar o que estava comentando.– eu estava até me sentindo em um filme de terror, só falta o psicopata aparecer para me atacar.” Eu disse de bom humor, me levantando também.

“-Olha, eu te peço que não se preocupe com o que aconteceu, e eu sempre vou estar aqui para te proteger de qualquer coisa.” Declarou com firmeza, fazendo com que eu me sentisse mais atraída por ele.

Negan dispunha de um sorriso aconchegante que me obrigava a desejá-lo em maior intensidade, a cada nova oportunidade que tínhamos de nos encontrar, e apesar de possuir o discernimento de que toda aquela receptividade vinda dele, não ultrapassava os limites de seus negócios, eu ainda assim o cobiçava como homem.

“-Fico feliz por saber disso... – eu disse ao aproximar-me dele, sem qualquer resquício de acanhamento em meu comportamento. – bom, eu acho que finalmente vou poder descansar. Muito obrigada por tudo.” Eu o agradeci por todo o suporte, e em seguida o beijei próximo aos lábios.

No instante posterior e ao afastar o meu rosto do de Negan, eu ainda permiti que meu corpo permanecesse pressionado ao dele, e em resposta a aquele consentimento ele enlaçou suas mãos em minha cintura, na tentativa de condicionar-me àquela posição, pois não queria que nós nos afastássemos.

Nossos lábios encostaram-se superficialmente, e antes que pudéssemos intensificar aquele beijo, nos afastamos... na verdade fora Negan que havia se afastado de mim.

 “-Eu não deveria ter feito isso, eu sinto muito.” Desculpou-se, antes de sair do apartamento com pressa.

Se há poucos minutos, o meu medo direcionava-se à aparição de um psicopata pronto para o ataque, naquele momento o meu maior receio era o de não poder ter mais um bom relacionamento com o dono do meu apartamento.

Eu não deveria ter o colocado naquela situação desconfortável, eu não deveria ter me atirado para ele... talvez ele já tivesse um relacionamento sério com outra pessoa, ou talvez quisesse manter-se em um relacionamento de senhorio e inquilina comigo, sem maiores intimidades.

Minha vontade era a de sair daquele apartamento e conversar com ele, pedir desculpas pelo que havia acontecido há pouco, mas o cansaço de uma noite sem dormir e de todo o tumulto sucedido durante aquela manhã, me fez repensar aquela atitude.

Pois a única coisa que eu precisava naquele momento, era descansar, dormir e tentar esquecer por algumas horas o que havia acontecido.

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Após a morte de meu avô, eu adquiri o hábito de conseguir sonhar com ele e com a minha falecida avó Lucille, sempre que situações adversas apresentavam-se em meu cotidiano, como se a presença ilusória dos dois trouxesse aconchego a minha psique, pelo simples fato de eu poder compartilhar o mesmo espaço com os dois novamente.

Eu tinha por percepção espiritual, o assertivo de que eles tinham se tornado meus anjos da guarda, e sempre que tinham permissão faziam aquelas visitas com a intenção de me ajudar emocionalmente. Porém e ao inverso de todos os sonhos que já tive com os meus avôs, aquele novo devaneio posicionava-se ao inverno de qualquer interação pós-morte que eu já tinha tido com os dois.

Ao que pareceu ser o início da ilusão, eu me percebi estagnada diante de um enorme corredor escuro e plácido, quando subitamente a voz de meus avôs ecoou por todo o recinto, com súplicas chorosas pedindo para que eu fugisse daquele lugar.

Depois de conseguir discernir o recado que passavam para mim, eu tentei olhar ao meu redor, porém minha visão turva não me permitia decifrar se havia qualquer pessoa ou criatura que pudesse agir de modo impiedoso contra mim, e mesmo não conseguindo identificar o perigo com meus olhos, eu pude sentir um temor súbito invadir-me com veemência. Nisso, tentei correr por entre o corredor, mas um peso em meus pés me obrigava a permanecer naquela mesma posição inicial.

O espaço que há pouco acolhia exclusivamente as vozes de meus avôs, agora permitia que o som de assovios azucrinantes fosse emitido em frequência sincronizada, o que me fez sentir ainda mais temor por estar naquele recinto.

Subitamente, uma luz no final do corredor impôs silêncio ao corredor e proporcionou-me aceleração, eu poderia me mover até o final daquela passagem.

Porém, e antes de conseguir alcançar o clarão bem a minha frente, a minha visão já embaçada afundou-se em completo breu, e eu não pude sentir meu corpo novamente.

Com muito custo, eu pude abrir meus olhos novamente e perceber que estava deitada, ao que parecia ser o meu atual quarto, e com o passar de poucos segundos eu pude perceber a silhueta de uma pessoa que agora caminhava para longe de onde eu estava. 

Eu não pude reconhecer o indivíduo, pois a única informação que consegui colher fora o contorno de uma seringa que era segurada por aquela pessoa, mas aquela nova visão durou por pouco tempo, pois logo o breu invadiu minha visão novamente.

Eu entraria em um novo sonho, ou na pior das hipóteses, em um novo pesadelo.


Notas Finais


Teria esse, sido apenas um sonho, Lucy?

Negan dando uma de difícil é para rir mesmo, né gente

O que acharam?


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