História Obsessão - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


demorei mas voltei, gente
é como dizem: antes tarde do que mais tarde

Capítulo 12 - Rave.


 

Annabeth optou por vestir uma camiseta e um short jeans após sair do banho. Calçou um par de botas e deixou os cabelos ondulados — quase cacheados — soltos. Se encarou no espelho pelo que pareceu ser uma eternidade, tentando decidir se o correto seria cobrir as inúmeras olheiras, as manchas e as sardas, ou aparecer com aquela cara de acabada numa festa da faculdade. 

Achou que o prudente seria cobrir todas as imperfeições faciais, mas ficou com preguiça e decidiu passar apenas um batom vermelho para dar vida ao rosto. 

Tirou o celular do carregador e o guardou na mochila que levaria, pois costumava ficar muito bêbada em festas e poderia facilmente perder qualquer coisa que estivesse em suas mãos ou em uma bolsa de ombro, inclusive a própria bolsa. Ela não se orgulhava disso, é claro, mas a sensação de ficar bêbada era uma das melhores coisas de sua vida e ela definitivamente não abriria mão de um dos seus maiores prazeres. 

— O que deu em você para aceitar ir na festa da Reyna?  — Silena perguntou quando Annabeth saiu do quarto e apareceu na pequena sala do apartamento. 

— Eu sou a Annabeth. A coisa que mais gosto de fazer é ir em festas que não são minhas para poder dar prejuízo aos anfitriões. Adoraria levar Reyna à falência mas ela é muito rica e eu sou só uma pessoa, então... É triste, mas pelo menos vou poder beber de graça. 

— Pensei que guardasse rancor por ela já ter tentando colocar as garras no Luke  — Silena deu de ombros enquanto observava Annabeth sentar ao seu lado no sofá. 

— Eu querer a falir de alguma forma é sinal de que sinto carinho ou afeto por ela?

— Grossa, nojenta  — Silena estapeou o braço de Annabeth mesmo que risse do que ela havia dito.  — Thalia virá nos buscar?

Annabeth sentiu as bochechas enrubescerem quando lembrou da mensagem que estava esperando, de uma pessoa que ela certamente não pensou que ainda esperaria algo depois de ter feito tanta merda. 

— Não  — Murmurou. 

— Então nós vamos pegar transporte público? — A garota de olhos castanhos perguntou. — Já não deveríamos estar no ponto se é a história é essa? Vamos acabar chegando depois que todas as comidas acabaram e nós só estamos indo lá para comer, e beber...  

— Nós iremos pegar uma carona, Silena. 

— Nico? Leo? Piper?  

— Perseu... 

 Silena ficou em silêncio por tanto tempo que Annabeth estranhou, o que a fez olhar em direção da amiga apenas para encontrá-la com a boca aberta.

— Eu não acredito que, mesmo depois do drama que você fez, ele continua na sua!  

— Eu não fiz drama, Silena, não pedi para ele ficar correndo atrás de... 

— Carambolas, estou chocada! Digo, se eu fosse ele, me sentiria muito mal por estar ficando com alguém que ora quer minha companhia, ora não quer. Ele aceitou sair com você numa boa?

— Nós não paramos para conversar sobre o que aconteceu, na verdade  — Ela esfregou as mãos em cima do colo, desconfortável com a conversa.  — Estava tão nervosa quando o chamei para sair que não o dei oportunidade de puxar assunto depois de ele ter aceitado ir na festa comigo. E se você se sente mal com o meu jeito... 

— Conheço você, Annie. Conheço seus medos, as suas inseguranças, suas razões. Entendo que você quer minha companhia o tempo todo e que metade das coisas bobas que você faz são por conta do sentimento de insuficiência que você sente, só que o Perseu não. Ele acabou de te conhecer e não tem ideia da profundidade do oceano que é a sua alma. Não sabe que vai ter que mergulhar muito fundo quando as coisas ficarem sérias entre vocês. 

— Acha que vamos precisar ter aquelas conversas sérias e tensas, Si?  

— Eu acho sim — Ela sorriu em direção à Annabeth.  — Afinal, é assim que conhecemos as pessoas e nos apegamos por elas. As conhecendo, entendendo suas histórias e as aceitando como são. Ninguém muda por ninguém, afinal. Você é assim, e vai continuar assim caso ele queira ou não. É bom que ele entenda que isso pode acontecer de novo, e que não é por você não gostar dele ou por querer ser má. 

— Me sinto extremamente exposta tendo que ter esta conversa com alguém que eu não conheço bem... 

— Você se sente desconfortável com ele, Annie?

— De forma alguma! Em alguns momentos nos quais estou com ele, sinto como se o conhecesse há anos e como se fôssemos amigos desde os doze anos. É uma parada bem bizarra. 

— Então não tem porque se sentir exposta. Pense que está contando para mim, ou para a Thalia.  

Quando Annabeth pensou em responder, o celular vibrou anunciando uma mensagem nova e mesmo antes de abrir já sentiu o coração começar a palpitar rápido. Aquela sensação desconfortável no estômago a atingiu, e ela se perguntou quando havia voltado a ser uma adolescente apaixonada idiota. 

— Ele chegou  — Anunciou à Silena após ler a mensagem em seu celular. 

— Eu posso sentir a tensão do seu corpo daqui — Annabeth não precisou olhar para morena para saber que ela estava rindo de si.  — Relaxa. 

Minutos depois elas estavam dentro do carro. 

— O que você está fazendo aqui, Valdez?  — Annabeth resmungou após abrir a porta do banco do carona e dar de cara com o amigo sorridente. Ele tinha cara de quem havia feito algo errado, e ela se segurou para não rir.  

— O meu carro quebrou, Annie! Estava no meio da estrada, indo para o serviço...

— Perguntei o que estava fazendo no banco do carona do Perseu — Ela revirou os olhos.  — Caí fora. 

— Oh, eu não sabia que vocês estavam juntos de novo  — Leo sorriu maliciosamente em direção à Annabeth, que sentiu as bochechas esquentarem mais uma vez e esqueceu todas as palavras ofensivas que poderia jogar contra ele. Ela não podia falar que estavam, mas por qual outro motivo se achava no direito de dizer aonde deveria sentar? De repente, sentiu-se arrependida, e mal havia entrado no carro. 

— Estamos, Valdez  — Perseu interrompeu seus pensamentos, e ela o encarou pela primeira vez desde que havia aberto a porta do carro. O mundo pareceu sumir da sua cabeça e a única coisa que conseguiu fazer foi suspirar após encarar aqueles olhos os quais julgava tão lindos. 

— Certo, você não precisa sair  — Ela se pronunciou quando Leo começou a se movimentar dentro do carro.  — Só fiquei surpresa por você estar no banco da frente. Eu não esperava te ver. 

Perseu franziu a testa em sua direção, e ela fechou a porta do carona. Abriu a porta do banco de trás e sentou sem olhar para os lados, sabendo que Silena estaria questionando sua atitude e o Perseu também, pelo espelho retrovisor. 

— Obrigada por ter vindo buscar a Annabeth, e por estar me levando  — Silena agradeceu, e Annabeth se sentiu ridícula por não ter pensado em falar isso antes de todo o show com o Leo, e por ter feito Perseu confirmar que eles tinham algo mesmo sabendo que a situação entre eles estava muito estranha. Talvez ainda mais agora. Ela se perguntou porque era tão burra. 

— Não há de quê... 

— Não, obrigada por ter aceitado sair comigo, Percy  — Annabeth disse rápido, o interrompendo, como se aquela única frase pudesse concertar todas as coisas erradas que ela já tinha feito.  — Você não tinha obrigação e mesmo assim... 

— Por que você está falando como se eu não quisesse sair com você, Annie?... Aliás, sou eu quem deveria estar agradecendo por você aceitar ter minha companhia por mais que alguns minutos na escadaria do seu prédio  — Ele piscou em direção à ela pelo espelho retrovisor e a única reação que ela conseguiu ter foi sorrir, afundando-se no banco de trás.  

— Só eu que estou chocado por você estar indo numa festa da Reyna, Annie? Eu não esperava que você fosse querer vê-la depois...

— É, eu também não esperava que ela fosse convidar a faculdade e logo, eu também, para uma festa  — Annabeth interrompeu Leo antes que ele pudesse citar Luke na conversa, e o fato de ela não gostar de alguém por esta pessoa já ter dado em cima dele.  — Águas passadas, Valdez. Esta noite só quero saber de beber. 

(...) 

Quando chegaram na rave, todos já estavam pulando com a música alta e as luzes frenéticas. Havia mais gente do que Annabeth pensara, o que a fez imaginar que toda a faculdade estava ali, sem exceção. Pensou também que se desse uma festa e convidasse a todos, ninguém sequer saberia. Procurou por Thalia com os olhos rapidamente, animando-se com a ideia de arranjar alguma confusão com Reyna junto da amiga. 

— Nem pense em estragar a festa com as suas confusões, Annabeth  — Silena puxou seu braço para perto, fazendo com que Perseu e Leo as encarassem.  — Conheço essa expressão de safada. Se comporte! 

— Eu não estava pensando em algo mirabolante, Silena  — Revirou os olhos para ela, vendo-a lhe olhar desconfiada.  — Mas se ela me provocar, eu vou destruir esse lugar. 

— Não acredito que todos nós chegamos na mesma hora! Somos tão ligados que até nossas chegadas são sincronizadas  — Nico gritou atrás dos quatro, atraindo a atenção para si. 

— Não é nada disso, Di Ângelo. Reyna especificou um horário para festa começar e é por isto que estamos todos aqui  — Thalia apareceu logo atrás, com os braços cruzados e um bico nos lábios. Annabeth podia imaginar que era porque a amiga não ia poder se divertir tanto com Nico ali, observando seus passos e a fazendo se manter na linha. Era como uma Silena em versão masculina, e portanto Annabeth entendia muito bem como Thalia se sentia.  — Já viu a piranha por aí, Annie? 

— Ainda não tive essa sorte, Thals. Mas se a ver, vou querer te ter por perto para ensiná-la bons modos — Piscou em direção à morena de olhos azuis, vendo-a rir de seu comentário. 

— Olha só o que nós temos aqui!  — Leo apareceu com pequeno amontoado de garrafas nos braços e pequenos copos nos dedos das mãos. O melhor de raves é que a bebida geralmente era de graça, e todos podiam pegar o que quisessem. 

Annabeth foi a primeira a se mexer, pegando uma garrafa inteira para si. A abriu rapidamente, tomando goles generosos e sentindo a garganta começar a queimar e o estômago revirar. A sensação era horrível, mas ela adorava o efeito duradouro que o álcool tinha nele.

Sexy Bitch havia começado a tocar e todos ouviram Thalia gritar alto. Ela puxou a mão de Annabeth até a pista de dança, e a única coisa que a loira conseguiu foi olhar em direção à Perseu com um sorriso malicioso no rosto. 

— É a nossa música Annabeth!  — Thalia gritou mais uma vez entre risos, tomando o resto do copo que havia enchido para si instantes antes.  

  Damn, I'm a sexy bitch!!  

Annabeth sorriu e ambas começaram a dançar como se aquela rave fosse uma verdadeira boate strip afinal, elas já estavam bêbadas o suficiente para não se ligar com a dignidade. 

Ela pensou que talvez devesse convidar Silena a se juntar à elas, mas estava muito concentrada nos olhares sensuais que Perseu direcionava a ela para ter discernimento. Sentiu Thalia ir atrás de si e apalpar partes do seu corpo enquanto ela rebolava e jogava o cabelo para todos os lados. Havia começado um jogo de provocação, já que não só Perseu como Nico e vários outros rapazes as cercavam, talvez tentando tomar coragem para se aproximarem. 

Estendeu a garrafa até a boca de Thalia, fazendo-a beber e bebendo até tudo girar tão intensamente para precisar de apoio para se manter em pé. 

Estava começando a se divertir e não sabia que Reyna tinha capacidade para fazer uma festa decente. 

— Você quer causar?  — Thalia perguntou em seu ouvido, e Annabeth estampou um sorriso em seus lábios.  — Nós podemos causar de muitas formas aqui. 

— Você tem o Nico e eu tenho a Silena  — Murmurou em resposta.  — Temos que nos comportar ou eles nunca nos deixarão sair outra vez sem supervisão. Seja esperta, Thals.

— Não vou me esquecer daquela piranha da Drew dando em cima do meu companheiro, Annie. Se a Reyna aparecer e elas estiverem juntas, vou fazer esta festa ficar animada. Espere só pra ver  — Annabeth achou graça do espírito de barraco de Thalia, e torceu para que Drew não tivesse vindo na festa. 

Quando Thalia se afastou, Annabeth sentiu seu corpo sendo puxado para fora da pista. O galpão aonde a rave acontecia não era dos maiores embora fosse muito bem estruturado, portanto achar uma parede para se apoiar não fora uma tarefa difícil. 

Antes que ela pudesse pensar em palavras e montar uma frase para dizer à Perseu, o sentiu encostar os seus lábios nos dela com urgência, iniciando um beijo quase selvagem, repleto de tantos sentimentos que Annabeth sentiu-se desconcertada. Passou o braço por seu pescoço e encostou as mãos nos cabelos macios da nunca dele, sentindo a saudade apertar dentro do peito. Se lembrasse que era tão bom o beijar, não teria demorado tanto. 

— Por favor  — Ele murmurou rente aos lábios dela quando se afastaram.  — Por favor, não me faça sentir esta saudade de novo.  

Ela mordeu os lábios ao lembrar da conversa que tivera com Silena, sobre o assunto sério o qual deveriam tratar. Sabia mais do que ninguém o quão problemática conseguia ser, e era justo que ele soubesse disso uma vez que pedia para ela não o fazer sofrer mais uma vez.  Só não sabia se era o momento ideal por ter bebido tanto. 

— Desculpe...  — Ela suspirou, puxando a cabeça dele para mais um beijo. Oh, céus, como aquela sensação era boa! Ela podia o beijar para sempre se não tivesse que respirar.  — Desculpe. Vou ficar ao seu lado até você não me querer mais  — Disse no calor do momento, entre um gemido sôfrego e outro, após se separarem. 

— Não vou me cansar de você, Annabeth  — Perseu acariciou os cabelos loiros, a fazendo fechar os olhos como se aquilo fosse a ajudar a apreciar mais aquela carícia, tão boa, tão boa! 

— Então isso quer dizer que nós ainda vamos ficar juntos, tomar sorvete, ir pra sua casa e naquele negócio que o Tyson falou?  — Annabeth sentia que estava falando aleatoriamente, como se fosse uma criança, mas estava sob efeito do álcool.

— Nós vamos aonde você quiser — Ele riu, encostando sua testa na dela, fazendo-a abrir os olhos. — Mas creio que iremos precisar conversar sobre o que aconteceu, não concorda?

Foi quando ela lembrou de algo, e não soube a razão de ter ficado tão irritada uma vez que já havia decidido que confiava nele. 

— Percy?  — Perguntou, fazendo ele parar de acariciar seus cabelos e prestar atenção no que ela diria a seguir.  — Você ficou com alguma menina enquanto estávamos separados?

Ele arqueou as sobrancelhas e demorou mais do que Annabeth gostaria para responder. No entanto, quando abriu a boca para falar, Silena se aproximou do casal. 

— Annabeth, você tem que parar a Thalia! Ela está arrancando os cabelos da Drew e eu ouvi alguém falar que chamaram a Reyna... Está tudo um caos! 

— Aonde está o Nico, Si? Eu não estou em condições de parar alguém... 

— Ele ficou muito bravo com algo que ela falou e foi embora. É claro que eu não vou me envolver com aquela sua amiga canibal, então é melhor você ir até lá.  

Quando ela chegou até a rodinha e empurrou todos para chegar lá, junto de Percy e Silena, revirou os olhos com a cena. Thalia estava estapeando a garota, sem dó nem piedade. 

— Por que você está fazendo isto, Thals? É bom me dar um bom motivo. 

— Porque ela gritou para todo mundo que eu sou uma corna! Que o meu namorado me traiu com ela, e que eu deveria ter a decência de não vir aqui depois do que aconteceu! 

— Você deveria parar... 

— Ela também falou de você, sua imbecil. Você já perguntou para o Perseu sobre as coisas que ele fez com a Reyna enquanto você sofria pensando que ele estava com raiva ou preocupado com você?!  


Notas Finais


hehehehehehe posso pedir para que vocês, por favor, comentem? <3
galerinha, por que vocês acham que a Annie estava triste no final do Ship of The Dead? SE É Q VCS AINDA LEEM ALGUMA COISA Q O TIO RICK LANÇA
beijão achocolatado~


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