História Obsessão. - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bdsm, Drama, Lemon, Original, Violencia, Yaoi
Exibições 158
Palavras 2.558
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Ainda não decidi quantos capítulos teremos nessa história, eu planejo algo curto, com uns 10 capítulos no máximo, mas ainda não sei direito. (Acho que isso vai depender do feedback dos leitores.)
E também ainda não sei a frequência ao qual planejo postar. (Espero poder fazer isso semanalmente, mas não vou prometer nada.)

Devo-lhes advertir que planejo liberar todo o meu lado Dark nesse drama, quero explorar a minha veia para esse tipo de história, então estejam avisados.

Boa leitura.

Capítulo 1 - Prólogo.


Os sons dos gemidos de dor eram tudo que se podia ouvir naquele local abarrotado, o lugar estava abafado com o cheiro seco e almiscarado da fumaça de vários cigarros de diferentes marcas baratas, os homens ali presentes os tragavam com vontade, tentando reprimir o frenesi da doce violência ao qual ansiavam.

Puxei uma velha cadeira com forro barato e sentei-me montando-a, apoiei o meu braço direito sobre o encosto e descansei meu queixo sobre o mesmo. Sobre a mesinha redonda com uma toalha de estampa brega ao meu lado, havia um prato inacabado de enroladinhos de peixe. Peguei um e o provei, o sabor era bom, nada muito sofisticado, mas para um lugar como essa espelunca, até que estava acima do esperado.

—Até que a comida daqui é boa! Então não deveria estar dando prejuízo. Pode me explicar de novo porque você não tem o meu dinheiro? — Perguntei calmamente para o velho sentado à minha frente, seu rosto estava todo deformado pelos vários socos que levara de meus capangas nos últimos minutos, ele estava sentando em uma cadeira parecida com a minha e tinha dois de meus homens ao seu lado, lhe segurando pelos ombros para mantê-lo sentado no lugar.

—P-por f-favor... eu juro que v-vou conseguir o dinheiro, só me dê mais tempo, por favor! — O velho implorou com lágrimas nos olhos, mas ele se enganava se achava que podia me fazer ter pena desse olhar, já matei muitos nas mesmas condições que ele, e, gostei muito.

Olhei ao redor, estávamos em um restaurante pequeno de gosto duvidoso, a decoração era horrível e tinha temática de restaurante clássico japonês, mas até que era limpinho e arrumadinho para o bairro em que se encontrava.

—Você jura que vai pagar? Ah, então eu não preciso me preocupar, não é mesmo rapazes? — Perguntei para os meus homens, todos os dez fizeram som de escárnio.

—Então eu deveria ir pra casa descansar e esperar tranquilo, não é mesmo? Ah... mas espera aí, desse jeito alguém ouviria sobre essa colher de chá que eu te dei e pronto, amanhã eu teria mais um infeliz pedindo mais tempo, e depois outro e assim sucessivamente até que todos perderiam o respeito por mim... E eu não posso deixar isso acontecer! — Fiz um sinal com a cabeça para um dos meus capangas que mantinha o homem sentado na cadeira, ele então apagou o cigarro na mão do velho.

O velho gritou e esperneou na cadeira, bocejei entediado. Esse era mais um início de mês normal pra mim, era nessa época que eu tinha que sair para cobrar o pagamento dos meus vários tipos de negócios. Encontrar e espancar caloteiros assim era parte do meu dia a dia.

—Cadê o meu dinheiro? — Perguntei pela milésima vez hoje.

—EU JURO QUE EU NÃO TENHO, POR FAVOR! — O velho respondeu aos berros e acabou levando um novo soco na cara de um dos meus capangas para se calar, o velho me olhou como se eu fosse um monstro.

—Porque está me olhando assim? Eu não sou mau, eu só faço o meu trabalho! E o meu trabalho é impedir que meus homens aqui, quebrem a sua espelunca e que a máfia chinesa tome conta do bairro, mas para isso, tudo o que eu peço em troca é que você me pague uma pequena quantia em dinheiro, pelos meus serviços de proteção. Eu não estou pedindo muito, estou? — Perguntei lhe dando um sorriso cruel.

—P-por favor... eu não tenho 30.580* Ienes agora, são tempos difíceis, eu mal consigo me sustentar e... — O velho começou a choramingar, mas eu não me abalei por essas lágrimas, todos faziam isso, eu já estava mais do que acostumado a lidar com essa choradeira.

—Ai, poupe os meus ouvidos, pensa que eu nunca ouvi esse papinho antes? Todo mundo usa essa desculpa! Quer saber? Cansei, Nobu apaga o velho e taca fogo nessa espelunca, faça parecer que foi um incêndio causado pela fiação elétrica! Eu vou recuperar o meu dinheiro investido no seguro desse lugar! — Dei a ordem me levantando da cadeira e me preparando para ir embora.

—NÃO, NÃO, ESPERA, POR FAVOR, EU TE DOU GARANTIA DE QUE VOU PAGAR SEMANA QUE VEM... VOCÊ PODE LEVAR A ESCRITURA DA MINHA CASA COMO GARANTIA, POR FAVOR! — O homem esperneou na cadeira enquanto era segurado no lugar por dois de meus homens, que se mantinham impassíveis com os pedidos de piedade do velho.

—Hmm... espera Nobu! — Ergui a mão para deter o loiro oxigenado que já ia bater na cabeça do velho com um taco de beisebol.

—Tudo bem! Eu aceito a escritura da sua casa como garantia, mas você só terá cinco dias para me pagar, se não... — Passei o dedo sobre a minha garganta em um claro sinal de que ele ia dançar.

—Obrigado, obrigado Kazemichi-sama, muito obrigado, o senhor não vai se arrepender! — O velho agradeceu choroso.

—Nobu, um dono de restaurante precisa das pernas inteiras para trabalhar? — Perguntei com um sorriso cruel ao meu fiel capanga que brincava com o taco de beisebol nas mãos.

—Não, Senhor! — Respondeu ele me devolvendo o sorriso.

—Ótimo, tome isso como um aviso, senhor Miyamoto. — Fiz um sinal de tchau para ele antes que Nobu lhe quebrasse a primeira perna com o taco, o grito estridente do velho foi ouvido até mesmo do lado de fora.

Logo Nobu estava ao meu lado, junto com o restante de meus homens. Um deles me entregou a escritura da casa do senhor Miyamoto, guardei-a no bolso do meu paletó.

Sinceramente não sei se vou devolver a escritura depois, mesmo que ele me pague dentro do prazo. Eu vou tomar pose do imóvel e então terei mais dinheiro ao alugar a casa do velho que tão gentilmente me entregou a sua casa de mão beijada. Quem se importa que o velho tenha uma família? Afinal de contas, foi ele quem colocou a escritura da casa na jogada.

—Bom trabalho homens! Vamos sair pra comemorar, eu pago a primeira rodada de cerveja! — Anunciei isso e recebi agradecimentos e sorrisos contentes de todos ao meu redor.

—Vamos aonde essa noite? — Perguntei me espreguiçando.

—Ao cabaré Yazuji! — Um deles se pronunciou.

—Não! Vamos a um lugar mais calmo, que tal ao Porn Cofe? As garotas de lá servem nuas e sentam no seu colo. — O segundo se entusiasmou.

—Não, não estou a fim de um lugar que serve café e docinhos, quero algo com sustância, com bastante carne e cerveja! — Nobu exigiu.

—Ah, ouvi dizer que um novo restaurante abriu no centro, lá tem de tudo para todos os gostos! Tem carne na chapa, Sushi, sopas e etc. Disseram-me que lá tem um show legal também. — Um terceiro homem indicou.

—Por mim, tudo bem! — Respondi cansado, já estava farto dessa discussão pelo lugar. Por mim tanto faz o lugar ou o entretenimento, eu só quero encher a cara mesmo.

Depois que eu concordei com o lugar, todos aceitaram para puxar o meu saco, esse tipo de coisa me irritava, mas hoje eu não estava a fim de dar esporro em ninguém.

Partimos para o lugar onde esse suposto novo restaurante ficava. Quando chegamos ao lugar, descobrimos que era um restaurante para jovens, na plaquinha da frente dizia que haveria uma banda qualquer se apresentando hoje.

—Ah não, esse tipo de show? Eu pensei que íamos ter garotas rebolando em cima do palco, droga! — Ouvi a reclamação de alguém, mas liguei o foda-se, eu já estava aqui mesmo, não ia mais voltar atrás agora.

Entrei no local que era até bem decorado, parecia um lugar simples, mas confortável e adequando para ir tomar umas bebidas com os amigos.

Juntamos umas mesas no canto estremo à direita e nos sentamos, o palco estava vazio no momento, então o local estava bem silencioso, tanto que eu podia ouvir os cochichos dos outros clientes que desconfiavam da gente, ouvi um deles falar a palavra Yakuza, bem... ele estava certo, com certeza!

Uma garçonete vestindo um terninho negro com um avental branco veio nos atender.

Fizemos nossos pedidos e ela se retirou tremendo, alguns de meus homens estavam lançando a ela olhares significativos, acho melhor essa mulher não sair desse restaurante sozinha no final de seu expediente, pois meus homens com certeza vão esperar por ela lá fora, aposto que ela será estuprada essa noite em algum beco escuro aqui perto. Mas eu não ligo, não é da minha conta o que meus homens fazem com mulheres fora da nossa zona, eu mesmo participaria desse estupro coletivo, se eu não preferisse fazer isso com homens.

Ah, mas não me entenda mal, eu não me considero gay, eu simplesmente adoro a adrenalina de subjugar outro homem, eles são mais fortes e mais capazes de se defender do que uma garota pequena. Adoro destruir a masculinidade dos homens ao qual abuso, quebrar o espirito deles e fazê-los se sentir fracos e impotentes é algo que me enlouquece e me excita.

A comida foi servida e logo começamos a comer e a falar merda em alto e bom som, vi que alguns clientes mudaram de mesa para longe de nós, ou simplesmente foram embora, melhor assim, pois aí podíamos nos esbaldar à vontade.

Vi que os trabalhadores do restaurante estavam incomodados com a gente, mas nenhum tinha peito o suficiente para nos enfrentar. E isso era algo sensato de se fazer, pois meus homens com certeza levariam esse ser corajoso, para fora do estabelecimento e então lhe dariam uma boa lição, para aprender a nunca mais se meter com a Yakuza.

De repente um homem subiu no palco e deu uns toquinhos no microfone para ver se estava ligado.

—Boa noite senhoras e senhores, espero que estejam gostando de nossos aperitivos e aproveitando a noite maravilhosa. Essa noite teremos uma apresentação especial, com vocês a banda Limit song. — O homem anunciou a banda e saiu de fininho deixando o palco livre, logo as cortinas de veludo azul se abriram revelando um grupo que tinha muito cara de banda iniciante, daquele tipo que ainda toca em garagem.

O baterista era um cara mediano, tinha uma aparecia normal, mas estava usando roupas chiques e chamativas, provavelmente era filhinho de papai e estava tocando em uma banda para irritar seus velhos.

O baixista era um pouco mais bonito e tinha as orelhas todas furadas, esse sim, tinha cara de punk, aposto que de todos nessa banda, ele era o único que tinha o sonho de um dia se tornar profissional.

O guitarrista usava maquiagem e em minha opinião não estava legal, ele aparentemente não sabia usar isso direito e acabou estragando seu visual despojado.

Havia uma mulher na banda, ela era pequena e tocava teclado, ela estava usando roupas de colegial, mas eu não reconhecia esse uniforme da região.

E por último, mas não menos importante, o vocalista da banda e segundo guitarrista que estava de costas para o público, então a princípio não pude lhe examinar direito, mas seu traseiro me parecia apetitoso.

A música estava prestes a começar e eu já queria ir embora, odeio comer no meio de barulho alto, como Rock pesado, por exemplo. Não tenho paciência pra esse tipo de barulho, principalmente de uma banda sem talento e iniciante como eu julgava ser essa, mas para a minha surpresa a música era boa. Não me lembrava de já ter ouvido ela antes, será que eles escreveram ela?

O vocalista começou a cantar e parecia que eu estava no céu, ouvindo um anjo. Sua voz era bonita e melodiosa, ele se virou para o público e imediatamente fiquei atraído por ele. Sua pele pálida contrastava tão bem com seus cabelos negros repicados, suas roupas tinham o corte certo para destacar seu corpo magro e esguio, ele com certeza era jovem, mas não era mais um adolescente, provavelmente havia acabado de fazer uns 18 ou 19 anos.

Suas feições eram bonitas, um pouco andrógino. Acho que ele seria perfeito para atrair ambos os lados, homens e mulheres. E para completar ele tinha carisma no palco, seus movimentos chegavam a ser sensuais e sinuosos.

A música dessa banda era mesmo boa, ela não estava tomando conta do ambiente com sons altos e estridentes, tudo se harmonizava perfeitamente e ainda dava para as pessoas conversarem entre si sem precisar erguer muito o tom da voz. A letra da música também era bonita, tinha uma rima perfeita.

Na terceira música da banda eu estava sofrendo com uma ereção dolorosa, queria ir ao banheiro me aliviar, mas não queria perder nenhum segundo do espetáculo dele.

Para piorar o meu estado, eu comecei a perceber os movimentos sensuais que o ele fazia com o microfone, eu podia facilmente imaginar o meu membro na mão dele ao em vez daquele aparelho robusto... Puta merda! O modo como ele aproxima o microfone dos lábios... Porra!

Por fim eu não aguentei e me levantei para ir ao banheiro, alguns de meus homens se levantaram para me seguir, mas os dispensei com facilidade.

O banheiro desse estabelecimento era limpo e bonito, acho que ele acabara de passar por uma reforma, então o acabamento estava impecável, me enfiei em um dos cubículos e me sentei na tampa da privada.

Em desespero e com presa eu abri o zíper da calça e tirei meu membro duro e latejante pra fora, do banheiro era possível ouvir o som da música vinda da sala principal, então foi fácil imaginar os sons de gemidos do vocalista, foi ainda mais fácil imagina-lo de joelhos na minha frente me fazendo um boquete.

Masturbei-me com essa imagem perfeita dele na minha frente, afundando o meu membro até o fundo de sua garganta. Fiquei imaginando como ele reagiria se eu esbofeteasse a cara dele durante sua mamada, ele me olharia com raiva? Ele derramaria lágrimas se sentido violado? Ele gemeria de dor? Eu estava enlouquecendo com tantas possibilidades. Não demorei muito e acabei gozando no chão do banheiro, isso era patético! Isso nunca me aconteceu antes, nunca fiquei tão desesperado que tive que ir me aliviar em um lugar qualquer.

Limpei meu membro e o guardei subindo o zíper, lavei as mãos e retornei à mesa com meus camaradas, eles estavam combinando como iriam apanhar a garçonete e eu comecei a imaginar como eu iria apanhar o vocalista da banda, nunca quis tanto uma coisa, quanto quero esse cara e eu o terei... nem que seja a força, eu o farei meu!

—Nobu — Me inclinei para perto dele, ele estava sentado ao meu lado e logo se inclinou para perto também.

—Fala chefe. — Ele falou perto de meu rosto e pude senti o bafo alcoólico dele.

—Tá vendo o vocalista? Eu quero que você pesquise tudo sobre ele, quero que você o siga dia e noite e descubra tudo nos mínimos detalhes sobre sua vida. Quero saber onde mora, com quem fala, o que come e a que horas vai ao banheiro, entendeu? Tudo! Não deixe passar nada! — Ordenei e ele encarou o vocalista interessado.

—Porque isso Senhor? O Senhor acredita que ele seja de uma facção inimiga? — O loiro me perguntou calmo.

—Não! Ele só teve o azar de se tornar a minha nova obsessão. — Respondi e um sorriso maligno se espalhou no rosto de Nobu, ele agora já sabia o destino do pobre vocalista.

 

...

*30.580 Ienes: Aproximadamente 1.000,00 Reais na cotação do dia pesquisado.


Notas Finais


Pobre vocalista, ele nem sabe que acaba de se tornar alvo de um monstro. O que irá acontecer com ele? Não perca no próximo capítulo.


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