História Obsessed - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford
Tags 5 Seconds Of Summer, Clemmings, Muke, Obssessed
Exibições 26
Palavras 1.552
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Hentai, Lemon, Musical (Songfic), Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - Blue Jeans


Fanfic / Fanfiction Obsessed - Capítulo 7 - Blue Jeans

Micheal

'O leite está na geladeira de fora, bons estudos'

Rasguei a folha, ouvindo o barulho dos pássaros logo de manhã.
Como podiam desejar bons estudos em plena segunda?
Morar com meus tios não era ruim, talvez fosse eu que nunca fui capaz de me encaixar no mundo.

Liguei o pequeno rádio enquanto procurava o leite.

' Olhos azuis
Meu amor tem olhos azuis
Como um profundo mar azul
Em um dia azul, azul'

Baguncei meus cabelos que já estavam completamente fodidos.
Tentei ignorar a música, que me lembrava daquele ser, no qual ultimamente fodia com meu psicológico.
Mas meus dedos logo trocaram de música, não aguentando os aparecimentos de Luke na minha cabeça.

' Cabelo loiro, calça jeans, a melhor coisa que eu já vi'

Gritei desligando rapidamente o rádio.
Eu não tinha dúvidas que a vida estava brincando comigo, ela adora fazer isso.

Deixei um pouco de leite no copo, ainda contrariado.
Era irritante não sabe distinguir o que eu estava sentindo naquele momento, um sentimento diferente que eu não conseguia matar.

Eu precisava matar aquele sentimento, ele estava me assustando.
Tranquei a casa, procurando pelo skate que provavelmente estava caído em algum canto.

-Bom-Dia Michael!- Procurei pelo dono da voz.
Tinha que ser meu vizinho fofoqueiro, aquele que sentava na cadeira perto de seu jardim escroto, para observar a vida dos outros.

Assenti com a cabeça, tentando sorrir, mas saiu como uma careta.
Por dentro eu pensava: 'Vai se foder', não tenho culpa já que ninguém me ensinou a fingir.

Puxei o skate que se encontrava encostado no portão, tentando fugir daquele bairro.
Naquele lugar só tinha velhos sem nada para fazer, que ficam fofocando por horas e o pior era quando eles colocavam aqueles sertanejos de sofrência.

Eu tinha vontade de fugir dali, mas eu não tinha coragem de deixar tudo.
Tudo, que eu dizia era meus tios, os únicos que realmente estão comigo, por mais que era insuportável morar lá às vezes.

Sinto a brisa tocando bruscamente em meu rosto, mas de algum modo eu gostava da sensação que me trazia.
Era como se estivesse livre, de tudo... De meus medos, angústias, problemas.
Era uma sensação que muitos procuravam ter, uma das poucas sensações que você poderia encontrar no mundo.

E eu tinha meus cinco minutos daquela sensação boa.

Piso na ponta do skate, fazendo com que ele subisse e parasse nas minhas mãos.
Adentrando no lugar que eu chamo de tortura para jovens burros.
E eu infelizmente era um deles, as aulas me pareciam um enigma que eu tinha que desvendar, mas era tudo em vão, pois eu desistia.

Senti meu estômago dobrar e pular dentro de mim, como eu havia dito, aquela sensação me assustava.
Luke estava rodeado de gente, não imaginava que ele poderia ser um dos populares.

E não imaginava que ao caminhar cada vez mais próximo, seus olhos adentrariam daquele jeito nos meus, mesmo com o frio que fazia eu podia sentir minha pele queimando.

Virei meu rosto para qualquer lugar que não fosse aqueles olhos azuis. Uma adrenalina no qual eu ainda não estava acostumado, Hemmings ainda me observava no meio de tanta gente.

Aquilo me incomodou, pois eu sentia meus órgãos sendo apertados de uma maneira nem um pouco agradável.
Suando frio como um louco, tentando me esconder daqueles olhos ágeis e cuidadosos.

Adentrei na minha sala e bati a porta, dando um longo suspiro. Ninguém daquela sala ligou, eu não tinha muitos amigos, me acham um cara bipolar e anti-social.
Estavam certos.

Me acomodei naquela cadeira dura e pequena, tentando acalmar todos aqueles batimentos loucos dentro de mim.
Mas logo o batimento acelerou novamente, quando senti uma mão em meu ombro.

-Nossa! Virou a cara que nem o exorcista.- Harry ria com as covinhas expostas, fiz uma cara feia é virei meu corpo para conversar com ele.

-Eu não sei onde o Louis está.- Falei sério, mas o mesmo ainda ria todo sorridente.
Sua alegria me dava vontade de se matar, afinal eu odiava qualquer coisa colorida.
Como as roupas que Harry usava naquele dia.

-Credo...- Styles logo se apóia na mesinha de sua cadeira, olhando para o nada.- Você conhece um rapaz chamado Luke Hemmings?.- Harry falava com sua voz rouca, concordei com a cabeça.

-Por que está me perguntando isso?- Tentei parecer despreocupado, mas minha curiosidade na hora era grande.

-Sei lá... Estão dizendo que ele está namorando o Jackson agora.- Me deu uma forte dor, misturada com raiva, me ajeitei na cadeira tentando esconder todas aquelas sensações irritantes.

-Foda-se...- Me levantei, só de pensar que Jackson era o tipo de cara que usava pessoas e depois jogava fora.
E Luke o tipo de pessoa que confiava muito nos outros, sempre achando que todos só fazem o bem.

Não consegui ficar naquela sala pequena e sem ventilação.
Caminhava com passos largos, como se fosse quebrar o chão toda vez que pisasse nele.

Suava como um porco, eu queria acreditar que aquelas sensações era apenas uma preocupação com Luke, já que estávamos nos conhecendo.

Mas a forte dor no peito queria me provar o contrário, por que é tão difícil fugir do amor?
E por que que é tão difícil manter o amor em seus braços?
Para que serve o amor se ele só nos machuca?

Eu tinha essas dúvidas,  já que um dia eu lutei por amor, como eu morri por amor.
Mas nunca soube a melhor definição, só sabia que ele fodia muito com a cabeça.

Ouvi risadas finas perto do bebedouro, por momento eu quis voltar para a sala, mas aquelas vozes me prenderam quando saiu o nome 'Luke'.

-Ele é muito gostoso! Vocês precisavam ver como ele rebolava, era uma delícia.- Cerrei os dentes, acalmando a paciência que eu não tinha.
Jackson não podia falar de alguém daquele jeito,  ainda mais de alguém que não estava totalmente consciente.
Luke estava bêbado quando quase beijou aquela criatura imprestável no mundo.

Me acalmei, afinal eu tinha fé que Hemmings não se rebaixasse ao ficar com um cara como ele.

-Hoje aquela bunda farta vai estar na minha cama...- Mas é claro que depois disso eu não procurei me acalmar, quando eu vi Jackson já estava caído no chão.

-Não crie muitas expectativas, a vida costuma ser brincalhona..- Falei em um tom sarcástico, vendo seus amigos o ajudarem a subir.

-Luke não vai querer ficar com um fracassado, eu posso ser o que ele quiser.- Vi um sorriso malicioso se formando naqueles lábios,  minha vontade era de pegar sua cabeça e bater na parede, até que sua própria mãe não o reconhecesse.

Mas me contive ao notar pessoas curiosas nos observando. Jackson sorria com aquele nariz sangrando, como se acreditasse em suas próprias palavras.

-Oh Luke! Estávamos falando de você.- Hemmings é apertado em um abraço daquele rapaz nojento, eu queria muito acreditar que Luke não estivesse com ele.

-Por que está sangrando?- O de olhos azuis olha para Jackson, preocupado.
Minha esperança foi jogada no lixo, me senti como um idiota lá, queria mesmo que Luke não tivesse algo com ele.

Fui abandonando o lugar, só de olhar o sorriso de vitorioso que formava no galã.
Afinal Jackson, o cara que não tinha cérebro, estava certo daquilo, eu era um fracassado.

Meus pés vão para trás, quando noto uma criatura parando na minha frente.
Seus olhos azuis se aprofundaram na imensidão dos meus olhos escuros.
Como se a cor clara e a escura fossem a combinação mais perfeita que existisse.

Seus lábios rosados com aquelas coisas feias rolando na minha cabeça.
Perto dele eu me sentia um pervertido, tudo isso não tinha palavras para descrever o que eu sentia quando ficávamos muito próximos.

Ele devia saber que aquela aproximação era ruim, eu sentia que podia fazer merda novamente.
Mas deuses! Eu fiquei tão bem quando ele deixou Jackson, para me ver...

-Está tudo bem? Ele te machucou?- Sua voz foi se repetindo na minha cabeça, como uma maldita música que não sai da cabeça.
Sorri fraco, fracassados não tinham pessoas como o Hemmings por perto.

-Eu o machuquei, afinal, está ficando com ele?- Não consegui guardar a curiosidade, eu queria ouvir mas tinha medo do que iria ouvir.
Eu parecia a pessoa mais ansiosa na hora, esperando que seus lábios dissessem que não.

-Nossa... Isso foi um xingamento.- Luke cruza os braços, com as sobrancelhas arqueadas.
Meu corpo se acalmou lentamente.
Como eu podia duvidar de uma criatura daquela?

Passei as mãos em seus cabelos, sem perceber tal ato, mantendo os olhos fixos naquele oceano de seus olhos.
O vi ronrar como um gatinho entre a carícia, senti  choque quando sua pele se encostou na minha.

Seus dedos tocavam ainda com medo de fazer algo errado.
Ele tinha aquele jeito angelical, que dava vontade de guardar em um pontinho para que ninguém fizesse maldades com ele.
E outro jeito, sedutor no qual me fazia perder a razão, uma perdição.

Pude achar a palavra perfeita para Hemmings, uma perdição.

Tentei esconder a minha felicidade ao vê-lo se aproximar, mas ele a encontrou estampada nos meus olhos...
Minha respiração mudou quando você chegou mais perto, me faltou ar,  ele foi para longe, para onde eu não sei...
Também não sei como eu sinto isso todas as vezes que eu te vejo, e só hoje já senti várias vezes...
 


Notas Finais




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