História Obsessed - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Chaz Somers, Chris Beadles, Crossover, Drama, Justin Bieber, Personagens Originais, Romance, Ryan Butler
Exibições 10
Palavras 2.651
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá! Agradeço desde já por vocês estarem lendo a fanfic, eu tive um sonho relacionado sobre ela e não pude deixar de compartilhar essa história com vocês, espero que gostem do enredo inicial :) .xNath.

Capítulo 1 - Rebel


Fanfic / Fanfiction Obsessed - Capítulo 1 - Rebel

- Você deveria sair mais vezes, parece um animal trancafiado nesse quarto. – Amelia, minha melhor amiga, sugeriu enquanto rabiscava em um pedaço de papel uma vez que terminamos o trabalho de história.

- Você fala isso como se eu tivesse escolha, você conhece os meus pais, já deveria saber que a minha vida funciona assim. – Bufei enquanto desbloqueava o ecrã do celular a fim de ver alguma mensagem nova. Nada.

- O ponto não é esse Cass, eu já te disse que você tem que tomar alguma iniciativa, você não pode ser mantida em cativeiro, eles são os seus pais, nãos os seus donos...

- Ah é? E o que você tem em mente, huh? – Arqueei uma de minhas sobrancelhas esperando uma resposta, qualquer ideia maluca que ela tivesse estaria completamente fora de cogitação.

- Fugir.

- FUGIR? – Eu gritei em espanto e em menos de um segundo Amelia estava encima de mim com uma de suas mãos na minha boca.

- Isso, grita sua idiota, só faltou sua mãe aparecer aqui e me espancar até a morte por estar te levando para o mau caminho.

- Não duvide que ela o faria. – Falei com a voz ainda abafada por sua mão.

Amelia revirou os olhos e tirou sua mão de minha boca sentando-se na ponta da cama, ela me olhou dos pés a cabeça e suspirou profundamente.

- Terá uma festa hoje à noite. – Ela falou em um tom baixo. – Tony me levará de carro, ele pode passar aqui para te buscar, mas para isso você terá que fugir.

- O que? Você diz...

- Eu digo apenas fugir, mas acredito que se você sair pela janela suas chances serão maiores.

- E onde é essa festa?

- No Bulls. – Ela falou e quase que instantaneamente meus olhos soltaram para fora de suas órbitas. Bulls era um dos lugares mais frequentados de Los Angeles à noite, o lugar havia sido comprado por um rapaz na qual ninguém sabia o nome, na realidade, o chamavam de Bizzle, mas era só isso, nunca ninguém o viu pessoalmente, só sabiam das coisas que ele fazia, já disseram que ele era um mafioso, porém não acreditei. Se ele fosse, já teriam ele atrás das grades.

- Cassie! – Amelia estalou os dedos em frente ao meu rosto me fazendo piscar várias vezes, tirando-me do meu transe. - Você ouviu?

- Claro...

- Então o que eu disse?

- Tudo bem, não ouvi.

- Me escuta com atenção Cassie, isso não é brincadeira. Eu e Tony estaremos aqui à meia noite para te buscar, não se atrase, ele odeia isso.

- Que ótimo namorado... – Eu disse sarcástica e ela revirou os olhos, eu odiava quando ela fazia isso, era literalmente a sua pior mania.

- Ele é ótimo mesmo, fará uma coisa que nem está dentro de seus planos.

- Você fala isso como se ele estivesse perdendo um ano da sua vida.

- Com a sua lerdeza é bem capaz que ele perca mesmo.

- Cala a boca! – Falei um pouco mais alto e joguei meu travesseiro nela rindo, o que a fez revidar em seguida.

(...)

Amelia já tinha ido embora fazia tempo e meus pais já estavam dormindo há umas duas horas, eles gostavam de dormir cedo para poder ir ao culto de manhã na igreja, sempre havia algumas missas e eles gostavam de participar, disseram que eu deveria começar a frequentar quando completasse dezoito anos, o que não demoraria para acontecer, mas antes que isso acontecesse, eu ligaria para o meu irmão e iria embora, ele me prometeu que eu podia faze-lo a hora que quisesse por mais que eu não falasse com ele há anos. Ainda o tinha no meu coração.

Antes de dormir minha mãe apenas disse para eu dormir com os anjos e que eu era uma menina abençoada por Deus, bom, nem tanto, já que agora eu estava prestes a fazer a maior loucura da minha vida.

Eu tinha colocado o meu celular para despertar às 23:30h para ter ao menos tempo de me arrumar, eu já havia tomado banho então não precisava de outro, desci da minha cama com as pontas dos pés e fui atrás de uma roupa, optei por uma calça jeans skinny, uma bota preta de cano alto e um blazer azul marinho, eu odiava vestidos, preferia que me olhassem estranho durante a festa do que usar um. Fiz uma maquiagem neutra não querendo chamar qualquer tipo de atenção voltada para mim. Passei um perfume e escutei um barulho de motor vindo do lado de fora, quando olhei no relógio percebi que já era meia noite passada, então olhei pela janela e vi um carro preto se aproximando pela rua iluminada apenas pela lua e alguns postes, o bairro estava completamente silencioso, me fazendo amaldiçoar por estar fazendo algo tão importuno. Então o carro de Tony parou na frente da minha casa ligando o pisca alerta para mostrar que eram eles mesmos. Tinha chegado a hora, eu finalmente quebraria as regras, e do jeito que eu sou sortuda, eu me daria mal com certeza.

Antes de ir embora caminhei rapidamente até a porta do meu quarto a trancando, assim pelo menos meus pais não teriam como entrar e tirar conclusões se eu estava ou não dentro do quarto.

Depois de olhar mais uma vez para o ambiente que me era tão familiar, me certificando que estava tudo no seu devido lugar, eu encostei-me na janela me sentando na mesma depois de colocar minha perna direita para fora e em seguida a esquerda. Por fim, tomei coragem e pulei, meu quarto ficava no segundo andar, mas minha casa não era muito alta fazendo assim eu pousar graciosamente no gramado, talvez se fosse cimento eu não tivesse tanta sorte como tive.

Levantei-me com um certo desconforto nas pernas, mas nada que eu não pudesse aguentar, então corri até o carro que me esperava entrando rapidamente nele, batendo a porta o mais silenciosamente possível sem exageros, meu pais tinham a audição de um falcão.

- Essa é a minha garota! – Amelia comemorou assim que afivelei o meu cinto,

- Não se acostume. – Suspirei. – Olá Tony! – O cumprimentei.

- Hey Cass, está pronta para se divertir? – Ele perguntou retoricamente.

- Como nunca...

Então Tony engatou a marcha e começou a dirigir até onde seria a festa, eu não conseguia deixar de ficar nervosa quanto ao lugar, já me falaram muitas coisas sobre o bar e o pior é que Amelia confirmava todas as histórias já que Tony a levava constantemente lá, aquele lugar era muito badalado e os adolescentes colavam direto lá, e isso obviamente não acabava muito bem certas vezes, mas sempre havia seguranças que expulsavam as pessoas que estavam causando problemas, de acordo com Amelia, Bizzle sempre ficava no andar de cima resolvendo negócios, o que me fazia estremecer com a ideia.

- Chegamos. – Tony anunciou enquanto estacionava em uma vaga para deficientes.

- Hey, isso é uma vaga para deficientes. – Protestei.

- Eu sei, mas quem se importa? – Ele disse e saiu do carro assim como Amelia e eu logo depois.

- Hm, talvez quem sabe, os deficientes?

- Talvez de dia, agora vamos. – Tony segurou a mão de Amelia que não falou nada a respeito, não que eu não gostasse de Tony, ele era bem legal, mas às vezes ele podia ser o maior pé no saco.

- Amy! – Chamei Amelia pelo apelido a fazendo para de andar. – Promete que não vai me deixar sozinha?

Com a minha pergunta ela segurou o meu braço me puxando para um lugar mais afastado de Tony.

- Olha, é a sua primeira festa de verdade, eu sei, mas você não pode ficar na colada em uma pessoa durante todo o tempo que passar aqui, tente se divertir por si mesma... – Ela falou em um tom baixo, quase como um sussurro. – Mas se isso te confortar, fique sabendo que não tirarei meus olhos de você, certo?

Amelia falava tudo com clareza, porém eu sabia quais eram as suas intenções para aquela noite, e com certeza não era bancar a minha babá.

- Certo. – A respondi com um sorriso de lado tentando me convencer de que ficaria tudo bem.

Então ela me abraçou de maneira rápida e estampou seu rosto com um sorriso reconfortante antes de voltar para Tony que nos esperava impacientemente.

Caminhamos até o hall de entrada do bar e dali Amelia sussurrou um “divirta-se” no meu ouvido antes de ser puxada pelo seu namorado para o meio daquelas pessoas que pulavam conforme o ritmo da música. Então quando eu menos esperava, tinha sido deixada para trás, estava sozinha e não sabia bem o que fazer naquele momento, Amelia simplesmente tinha sumido, ela estava completamente fora do meu campo de visão.

Então como uma luz, eu olhei para o lado e vi um pequeno balcão na qual um rapaz estava sentado no lado de dentro mexendo no celular, suas vestes eram iguais a de um garçom, logo conclui que ele deveria ser o barman.

- Oi. – Falei timidamente me aproximando, sentei em um dos bancos enquanto tirava o meu casaco o colocando perto de um cabide que tinha ali perto.

- Olá gracinha, o que deseja? – Ele bloqueou o celular e o colocou no bolso, ficando rapidamente em pé, eu não gostei muito do jeito que ele se referiu a mim, mas deixei passar, era uma festa, isso obviamente aconteceria.

- Eu não sei exatamente, digo, o que eu deveria beber para começar bem uma festa? – Falei confusa e o rapaz abriu um largo sorriso se virando de costas começando a preparar alguma bebida.

Isso me deu tempo para notar com mais clareza o ambiente que eu me encontrava, a festa naquela noite estava decorada por diversas luzes coloridas, quase como uma explosão de cores, a cada batida a cor mudava, era quase bonito de se ver se não tivesse tantos jovens embriagados quase fazendo coisas que deveriam ser feitas em um quarto em particular.

- Vou logo falando gracinha, as pessoas normalmente iniciam com um copinho de whisky, mas isso vai te deixar bem mais feliz. – Ele falou e empurrou um liquido laranja todo decorado com pedaços de limão e uma cereja para as minhas mãos.

- O que é isso? Suco?

Ele riu com a minha observação.

- Em parte, isso é um Sex on the Beach, tem um alto teor de vodka, mas o suco de frutas corta a acidez que ela trás, é gostoso, experimente. – Com suas palavras eu coloquei minha boca no canudo puxando o liquido para a minha boca sem mais nem menos, e por mais que eu odiasse admitir, aquilo era muito gostoso.

- Devo admitir... É muito bom. – Disse com um sorriso nos lábios antes de leva-los de volta para o canudo.

- Eu disse...

Então eu fiquei naquele lugar por mais um tempo até terminar a bebida, o barman era muito legal, mas era frustrante eu estar falando com ele no meio de uma festa.

- Eu tenho que ir.

- Vá, se divirta. – Ele disse compreensivo e eu sorri com isso.

- Obrigada pela bebida.

- Não há de que.

Logo eu me levantei e comecei a andar no meio de todas aquelas pessoas que chegavam a suar de tanto pular e dançar, eu não tinha bem um destino só queria ver o que havia do outro lado, quem sabe assim, eu não achava a Amelia.

- SE EU FOSSE VOCÊ NÃO DEIXAVA, IRMÃO. – Ouvi um grito vindo da minha esquerda.

- CALA A BOCA, CHAZ! – Alguém respondeu e eu fiquei curiosa de onde esses gritos vinham, então passando por mais algumas pessoas eu dei de cara com um grupinho de pessoas jogando sinuca. – Façamos assim então Christopher, se eu acertar a bola sete no buraco eu escolho alguém para jogar no seu lugar, agora se eu errar você escolhe para alguém ficar no meu, as regras são as mesmas, quem perder para 100 mil. – O rapaz de os cabelos morenos falou e eu logo arregalei os olhos com o alto valor que ele tinha imposto.

- Fechado. – O tal Christopher apertou a mão do seu suposto amigo e logo eles já estavam posicionados de novo. – Bizzle vai adorar saber que o melhor amigo dele é um otário.

- Não se engane.

Então o garoto que tinha proposto tal desafio colocou-se em seu lugar apontando o taco para a bola branca a fim de acertar a bola sete. E em menos de um segundo lá estava ela na rede.

- Não pode estar falando sério. – Christopher falou.

- Aceita que dói menos, agora deixe-me pensar... – Os olhos do rapaz que tinha ganhado o jogo começou a vagar sobre as pessoas que estavam na volta da mesa de sinuca, até pararem em mim, e no mesmo momento eu me senti estranhamente desconfortável, tinha outras mulheres, mas nenhuma com uma aparência 100% feminina, elas estavam com roupas de homens e aquilo só me deixou com vontade de meter minha cabeça em um buraco.

- A mocinha ali. – Ele apontou para mim e pude sentir um arrepio na minha nuca.

- Uma mulher irmão? Está de brincadeira.

- Não, é ela que eu quero.

Então alguém atrás de mim me empurrou contra a mesa e eu só queria estar na minha casa novamente.

- Me diga que você sabe jogar, caso contrário eu dou um jeito em você. – O tal de Christopher sussurrou no meu ouvido e senti todos os meus pelos ficarem eretos com tal ameaça.

- E-Eu... – Gaguejei.

- Então linda, a única coisa que você tem que fazer para terminar o jogo é colocar a bola oito em algum buraco, se você conseguir o Chris ganha, mas se você errar, eu não sei o que ele pode ser capaz de fazer com você, acho que ninguém gostaria de perder 100 mil dólares. – Eles estavam começando a me deixar assustada, mas aquilo só fazia eu focar mais no meu objetivo, meu irmão tinha me ensinado e eu sabia exatamente como ganhar aquilo e ir para casa de uma vez por todas.

Peguei gentilmente o taco das mãos de Chris e me inclinei sobre a mesa já sabendo o que fazer. Apontei para a bola branca, mas do outro lado não estava a preta fazendo Chris perguntar que “porra” eu estava fazendo.

Finalmente bati o taco na bola e ela correu até a borda da mesa fazendo-a bater e voltar encontrando-se com a bola oito, e em seguida, ambas estavam no mesmo buraco.

- Puta merda. – Chris falou e me segurou pela cintura me tirando do chão. – Você é foda!

- Eu vou matar essa vadia! – O garoto na qual tinha desafiado Chris mais cedo tirou uma arma de seu bolso e apontou para a minha cabeça. Aquela foi a cena mais aterrorizante na qual eu já passei, eu podia ver a morte nos seus olhos.

Então sirenes foram ouvidas na frente do bar, fazendo todo mundo sair correndo como um bando de bois atropelando quaisquer um que estivessem em seus caminhos.

- FUDEU! – Christopher falou e saiu correndo para a saída de emergência, junto com os seus amigos.

Eu sem ter para onde ir subi as escadas, eu não achava a Amelia, ela provavelmente tinha me deixado para trás. Subi rapidamente os degraus das escadas, quase tropeçando em meus próprios pés, então entrei na primeira porta que eu vi, trancando-a por dentro. Meu peito se mexia rapidamente por causa da respiração irregular, assim que me acalmei, olhei para o lado e tomei um grande susto ao ver um rapaz vestido inteiramente de preto na minha frente, seus olhos eram de uma tonalidade de castanho tão claro que era quase como dois topázios, seu cabelo era comprido e estava penteado para trás porém sua expressão facial não era nada boa.

- Que porra você pensa que está fazendo aqui?


Notas Finais


Obrigada por ler :) .xNath.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...