História Obsessive Minds - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Tags Abuso, Obsessão, Tragedia
Exibições 352
Palavras 2.384
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Notas Finais

Capítulo 6 - Eu sou capaz de muitas coisas


Fanfic / Fanfiction Obsessive Minds - Capítulo 6 - Eu sou capaz de muitas coisas

Olhava o meu reflexo no espelho tentando parecer confiante perante o mesmo, mas tudo que podia enxergar em minha face era a preocupação. Não fiz nada de produtivo hoje a não ser pensar aonde que o Andrew estava com a cabeça em ter aceito aquela proposta. Ele  devia ter pensando em mim, no quanto  isso está me cansando. Nunca entendi o real motivo dos dois não se entenderem, na verdade, Andrew nunca fez questão de dizer nada em relação a isso. E eu realmente cansei. Se fosse outra pessoa em meu lugar já teria desistido de tudo, mas eu ainda estou aqui, por ele. 

O foco das nossas conversas sempre foi o nosso futuro, os nossos sentimentos e até mesmo sobre mim, mas nunca sobre ele. Sempre que eu fazia perguntas sobre o seu passado ele tentava mudar de assunto, sempre achei isso estranho, claro, mas não dava tanta importância por entender seu lado. Tem vezes que realmente não queremos falar sobre nosso passado por querermos esquecer as lembranças que tanto nos fizeram mal. Mas esquecemos que no mundo há milhões de pessoas que já passaram por algo parecido, ou até mesmo passaram por circunstancias ainda piores. Não somos os únicos que passamos por problemas a cada momento, que possuímos um coração em pedaços, do qual precisa ser restaurado.  É sempre bom compartilharmos nossas experiências como forma de exemplo para o nosso próximo. O ser humano é propenso a cair. 

Passo a mão no meu cabelo jogando cada fio pra trás e suspiro. Era visível a frustração em minha face. Meus lábios possuíam uma coloração vermelha pelo  batom que passei, não havia passado tanta maquiagem, não era necessário. Também não sei o porquê de eu ter passado um batom tão chamativo já que não faria nada demais, talvez pelo fato de eu gostar de me arrumar. Usava uma calça Jeans acompanhada de uma camisa preta mais soltinha.   

Não consigo andar até a porta e finalmente fazer o que se passa pela minha mente, parece que os meus pés estão grudados no chão impedindo-me de tomar um passo. Me encontrava nervosa, pois sabia que o que eu estava planejando fazer não adiantaria de nada, ele não me daria ouvidos, mas eu era tão teimosa que sempre tinha que procurar um motivo para vê-lo e começar uma briga com o mesmo. As vezes chego a pensar que eu gosto do fato de ser a única com coragem suficiente de lhe enfrentar. Sim, eu gosto e me orgulho disso. Não sou de abaixar a cabeça pra ninguém, eu enfrento a situação cara a cara, mesmo que por dentro eu me sinta enfraquecida. Por fora eu sou forte, mas por dentro sou fraca. Vivemos em um mundo que você não deve demonstrar afeto, por quê usam isso contra você,  pegam o que você mais ama atingindo seu ponto mais fraco com o intuito de colocar você pra baixo, mas você só vai continuar caído se você quiser. Quando passo por alguma situação difícil sempre lembro de uma das falas do Rocky  "Ninguém bate tão forte como a vida, mas não se trata de bater forte. Se trata do quanto você aguenta apanhar e seguir em frente, o quanto você é capaz de aguentar e continuar tentando" . A questão é até quando vou aguentar?.

Olho a hora no  relógio que se encontrava em meu pulso, ainda eram 14:00 horas. Decido ir a pé mesmo, não me importava de andar um pouco. Aliás, nunca me importei. Não sou como as demais garotas que quando saem para algum lugar não aguentam andar uma rua que já reclamam. Não passou mais de 20 minutos quando finalmente me encontrei em frente à sua porta, nesse momento já me encontrava suando frio e com as mãos um pouco tremulas. Qual é, Emma, é só bater nessa maldita porta e falar o que tem que falar. Respiro fundo e bato levemente na porta, o som não foi tão alto para que alguém que se encontra do lado de dentro pudesse ouvir. Mordo os lábios e bato novamente, mas dessa vez mais forte. Batucava os pés no chão impaciente, não aguentando tamanha demora para atender uma simples porta. Já fazia 5 minutos que ninguém atendia, reviro os olhos e bufo já desistindo. Dou meia volta desistindo de esperar, mas quando ouço o ranger da mesma, como se alguém estivesse abrindo-a,   viro minha cabeça pra trás tendo a visão tentadora de Justin sem camisa e com o nervosismo explicito em sua face. 

- Mais que porra, quem é o filho...

Ele arqueia as sobrancelhas um tanto quanto surpreso com a minha presença. Obviamente ele não esperava que a pessoa que tivesse o atrapalhado fosse eu. Ele se encontrava sem camisa revelando seus músculos definidos e algumas tatuagens, das quais nunca tive a oportunidade de ver, a não ser agora. Seu cabelo estava bagunçado e a sua bermuda praticamente caindo revelando uma pequena parte de sua cueca. Seu pescoço tinha uma marca de beijo. Resumindo: ele com toda certeza estava fazendo certas coisas que eu prefiro nem pensar.

- Preciso falar com você. 

Ele dá uma risadinha irônica e balança a cabeça negativamente. 

- Não errou de pessoa? Porque sinceramente....

- É com você mesmo que eu quero falar.

Me mantenho séria diante dele.  Seu sorriso aos poucos se desmancha dando lugar a um Justin desconfiado.  Ele olha pro lado de dentro de sua residência e depois volta sua atenção pra mim. 

- Estou ocupado.

Reviro os olhos. Já sabia do que se tratava, e sinceramente, não era ciúme o que eu estava sentindo, só estava frustrada porque eu tinha um assunto a tratar com ele. 

- Deixe eu adivinhar, você está com alguma vadia em casa e não pode dispensá-la por ainda querer continuar fodendo-a. 

- Não é tão burrinha como imaginei... - o mesmo abriu um sorriso malicioso - me dê um bom motivo que faça eu parar o que eu estava fazendo e lhe dá a devida atenção -  cruzou os braços. 

- Só pelo fato de você estar falando comigo, nesse exato momento, sabendo que tem uma garota no seu quarto, já é um bom motivo. E claro, há de convir,  que o fato de eu estar aqui, de frente pra sua porta, não é algo comum. Se estou aqui é porque se trata de algo importante, não perderia meu precioso tempo com você se o caso não fosse esse. 

Ele cruzou os braços e me fuzilou com os olhos. Talvez ele ignorasse tudo que eu disse e voltasse a fazer o que estava fazendo, mas algo me dizia que ele não faria tal ato. Antes que ele pudesse proferir uma se quer palavra uma mulher abraçou seu corpo por trás e encostou sua cabeça em seu ombro fitando-me. Era uma bela mulher, possuidora de uma beleza exuberante. Demonstrava ser uma mulher bem madura, de personalidade. Não a conhecia, somente seguia minha intuição. 

- Quem é essa, hm? 

A mesma me olhou de cima a baixo e fixou seu olhar em minha face. Admito que me sentia incomodada, mas tentava não demonstrar. 

-  Não é  uma pessoa importante, se é isso que quer saber. 

A mulher se afastou do Justin e soltou uma leve risada.

- Não me parece ser uma garota qualquer - a mesma continuou me olhando, parecia que ela queria tirar alguma informação de mim - não se assemelha às vadias que você trás aqui. 

- Não sou nada dele, muito menos sua vadia. 

- Então a mocinha fala? Pra mim era muda - abriu um sorrio irônico - bom, vou deixa-los a sós, terei um compromisso daqui a pouco - a morena trajava um vestido azul bem chamativo que valorizava suas curvas e um salto agulha, algo extravagante demais.  Beijou os lábios do Justin e sussurrou algo em seu ouvido, do qual não consegui ouvir. Justin abriu um sorriso malicioso se despedindo da mulher que passou por mim finalmente seguindo seu caminho. 

- Agora podemos conversar? Ou você costuma trazer mais de uma mulher pra sua casa? 

Era explicito o deboche no meu tom de voz. 

- Não precisa se preocupar, por enquanto a segunda privilegiada a entrar na minha casa será você. 

Revirei os olhos. 

Justin deu espaço para que eu pudesse adentrar sua casa e foi o que eu fiz. Não pude deixar de reparar em cada detalhe da sala, não possuía nada de extravagante, tinha apenas dois sofás vermelhos ao redor de uma mesinha, na mesma tinha uma garrafa de vodka e dois copos, também tinham quadros em cada canto  da parede, bem bonitos por sinal. Mas apenas um deles me chamou a atenção, tinha uma garota sentada na grama e a mesma olhava para o céu, como se ela conversasse com alguém de cima. Tinha algumas borboletas ao seu redor e pássaros. Algo tão simples, mas ao mesmo tempo tão... esplêndido.  

- Vejo que gostou do  quadro. 

Pude ouvir sua voz rouca bem próxima do meu ouvido, supus que ele estivesse perto demais ao ponto de eu me virar e acabar dando de cara com ele. Fechei os olhos e respirei fundo. 

- Não sabia que possuía tão bom gosto para quadros. 

- Tem muitas coisas que você não sabe sobre mim. 

- Justin... Você pode se afastar? Não consigo ficar a vontade com você perto o suficiente de mim.

- Oh, está com medo de mim? Não precisa ter medo, não farei nada contra você. 

O alivio se apossou do meu corpo quando senti que ele havia se afastado. Abri meu olhos e virei em sua direção. Justin mantinha seus olhos em mim e não fazia questão de desvia-los.

- Por que tanto me olha? 

- O que eu acho impressionante, Emma, é que você é linda demais, mas não sabe disso, ou não se importa. 

Revirei os olhos ignorando seu elogio. Ele acha que eu vou ficar derretida por causa de um elogio? Muito pelo contrário, querido Justin.

- Bom, não vim aqui pra jogar conversa fora - tentei esquecer do seu elogio de poucos segundos atrás e focar no que eu pretendia falar - quero que desista dessa luta contra Andrew.

Como eu já imaginava, Justin abriu um sorriso zombeteiro como se o que eu tivesse falado fosse algo cômico. Bom, pra ele era, obviamente. 

- E por que você acha que eu faria isso? 

Não tinha uma resposta concreta sobre isso. Eu sabia que ele riria da minha cara, mas por eu ser tão teimosa insisti na minha decisão de propor tal coisa. 

- Por que se você não desistir eu mesma vou tratar de acabar com essa merda toda. 

Justin fechou seu semblante e se aproximou de mim, quanto mais ele se aproximava mais eu recuava, até que minhas costas encostaram na parede. Tentei escapar dos seus braços, mas não obtive tanto sucesso. Justin mantinha seus braços ao redor do meu corpo de estatura pequena diante do seu. 

- Como consegue ser tão tola a esse ponto? Tem medo que o seu namoradinho perca e se afaste de você? Porque é exatamente isso que vai acontecer. E você não tem noção  o quão gratificante será quando eu vence-lo pela segunda vez. 

- Você não o venceu, foi covarde. Sabia da morte do seu pai e usou isso contra ele,  para obriga-lo a fazer algo que ele não queria. 

- Não tenho culpa se ele é um chorão, que mal sabe lidar com as próprias emoções. 

Respirei fundo, não queria me estressar, mas é impossível manter a calma quando se está perto do Justin. 

- Acho melhor calar a sua boca antes de proferir qualquer merda em relação a ele. 

Justin segurou meu braço, fiz uma careta por causa da dorzinha que estava sendo aplicada.

- Me solta. 

Me debati  nos seus braços, mas Justin não me soltava de jeito nenhum, apenas se divertia com o meu desespero. 

- Você é medrosa, Emma. Medrosa. É ingênua o suficiente ao ponto de botar a mão no fogo por alguémDesconhece a própria pessoa que está ao seu lado. 

- Do que você está falando? 

Justin afrouxou o aperto no meu braço.

- Você confia demais nas pessoas, enquanto elas se aproveitam da sua confiança. No mundo em que vivemos não devemos confiar em ninguém, principalmente em quem diz ser seu amigo.

-Então você não é digno de confiança, querido Justin. 

- Nunca fui confiável, só pessoas desprovidas de inteligência são capazes de confiar em mim. 

- Você apresenta todos os motivos para que alguém não seja burro o suficiente de confiar numa pessoa como você. Me admiro com essas garotas que acreditam nas suas palavras, palavras que só servem pra criar falsas esperanças. 

 Me aproximei do mesmo e mantive minha cabeça erguida lhe encarando. 

- Se você não desistir dessa luta,  vou fazer da sua vida um inferno. 

Justin soltou uma risada repleta de deboche e balançou a cabeça como se não acreditasse no que eu falei.

- Eu vou lutar contra aquele verme, apenas aceite isso, docinho.

- Por que não luta contra mim, hm? 

- Está falando sério? Você realmente é uma comédia, Emma. 

Revirei os olhos. Eu tenho capacidade de lutar contra esse cara, não deve ser tão difícil assim. Eu preciso acabar  com essa sua marra toda e demonstrar que eu não sou tão fraca como ele imagina. Só alguns dias de treino e esforço que eu consigo enfrenta-lo. Justin não é tão bom como dizem, apenas sabe o básico de luta. É só eu me basear nas suas lutas, tentar descobrir seu ponto fraco. 

- Acha que eu sou fraca, não é mesmo? Você mal me conhece, Justin. Eu sou capaz de muitas coisas.

Justin revirou os olhos e deu as costas pra mim, aproveitei esse momento para me aproximar dele e acertar um golpe nas suas costas, mas antes de eu concluir tal ato ele virou pra trás e agarrou meu braço virando-me de costas pra ele de um modo que eu ficasse impossibilitada de me soltar e me jogou no chão ficando por cima de mim. Justin aproximou seus lábios do meu ouvido e disse.

- Um bom lutador sabe exatamente quando seu adversário usará um golpe contra ele. Nunca seja covarde de atingi-lo por trás, mas corajosa o suficiente de enfrenta-lo cara a cara.  


Notas Finais


Sim, eu demorei muito, mas expliquei o motivo pra quem viu. Bom, tá sendo muito puxado, muitos trabalhos pra fazer, provas pra estudar, mas o desejo de querer continuar escrevendo, independente de tudo, fala mais alto.
Um dia desses eu tava conversando com a minha mãe, meio desanimada com tudo, sem forças pra continuar escrevendo, pq são tantos problemas, tantas coisas acontecendo. Estou pensando até em escrever uma fanfic baseada no que eu estou passando, na minha vida, mas é claro, quando eu tiver mais tempo. Quando eu resolvi desistir de tudo minha mãe me disse "Não desista do seu sonho, independente do que aconteça, pq é isso que vc quer e ngm pode realiza-lo a não ser vc. O seu sonho é se tornar uma grande escritora, então lute, conquiste, mesmo desanimada" e foi a partir dai que eu resolvi continuar, pq eu amo essa fanfic de todo meu coração.
Perdoe-me por esse capitulo, não está dos melhores, mas prometo melhorar <3


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