História Obsesso - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Jin, Jungkook, Suga, Sugajin, Taehyung, Taekook, Vkook, Yoonjin
Visualizações 79
Palavras 1.871
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Policial, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, pequenos vagalumes!
Cá estou, a novidade do Social Spirit sob o pseudônimo de "KA0S", postando essa fanfic que ficou bem maior do que eu planejava, pois era para ser uma oneshot, mas não acho que alguém conseguiria ler uma OS com mais de trinta mil palavras, não é?
Então virou longfic, embora ainda não saiba com exatidão qual será o tamanho dela.
Já vou avisando que o foco aqui não é o romance, então se você é realmente muito ansioso pra esse tipo de coisa, quer ver o couple que gosta distribuindo corações e flores pelo mundo, sugiro que procure outra fic pelo simples motivo de que você vai se decepcionar profundamente. Se você não suporta ler coisas envolvendo assassinato, tortura e uma linguagem bem aberta e explícita quanto as mortes retratadas, é melhor desistir também, pois eu pretendo ser demasiadamente detalhista com cada cadáver e cenário de crime que surgir.
Se você consegue aguentar as pontas por um enredo bem trabalhado - bem, eu estou me esforçando para tal - ou gosta desse tipo de coisa, devo dizer: SEJA BEM-VINDO A OBSESSO \o/
Primeira coisa que vou explicar é que a tal cidade onde se passa "Non Ecziste" e eu sequer vou especificar um país porque desejo que vocês a imaginem onde quiserem.
Enfim, isso aqui será mais voltado para os fatos do que para um suposto amor que vai surgir e blá blá blá, o que torna as coisas bem diferentes do que um dia eu já trabalhei, porque eu sou dos romances.

*Boa Leitura*

Capítulo 1 - Prólogo


A bruma suave deslizava vagarosamente pelo chão com tijolos de concreto em um silencioso condomínio de luxo, brilhando ligeiramente sob a luz da lua oblonga que reinava de maneira branda e imponente no céu obscurecido da grande cidade de Kwan. Grandes empresários e suas esposas-troféu dormiam tranquilamente nas confortáveis camas King-size, os pequenos herdeiros ressonando em seus respectivos quartos com o aconchego de uma falsa segurança que as paredes de seus lares lhes forneciam, alheios ao pequeno inferno que se desenrolava na majestosa mansão que se encontrava não tão distante de onde repousavam, e que até então acreditavam ser tão segura quanto.

Na penumbra que cobria o ambiente daquele escritório, podia-se distinguir os contornos de um corpo masculino em meio ao recinto, quase imperceptível pelas vestes escuras e elegantes mesclando-se a escuridão. Usava um blazer sobre a camisa social perfeitamente alinhada, apesar do líquido vermelho que respingara no tecido deste, sapatos italianos perfeitamente engraxados e uma calça de alfaiataria que se moldava amorosamente nas coxas torneadas.

Graças a parede de vidro ao sul do cômodo, bem as costas da figura misteriosa e assombrosa, os raios lunares infiltravam-se para dentro do espaço delineando suas formas e fazendo com que o metal escuro da P-800, segura por uma das mãos cobertas pelas luvas de couro, reluzisse de forma graciosa e letal, tracejando também o silenciador preto fosco que estava acoplado a esta.

O suave brilho lunar também revelava borrões escuros na tintura e decoração daquele escritório luxuoso, que nas últimas horas tornara-se o palco de um espetáculo mórbido orquestrado pelo rapaz de vestes escuras, manchando o chão de linóleo com sua cor intensa.

Sangue... Não havia cor mais bela para o rapaz parado em meio ao cômodo do que aquele profundo tom carmesim, nada mais deleitável do que aquele tão conhecido aroma metálico e marcante cobrindo o ar do recinto, e apenas por isso tomara um breve segundo para admirar e desfrutar de seu trabalho.

Tudo a volta do homem misterioso de vestes negras era um festival de vermelho tingindo as paredes e o chão em uma nuance fúnebre, transformando o recinto em um quadro macabro de pintura abstrata – inclusive, respingara na apavorante máscara de coelho sorrindo de forma psicótica que lhe protegia a identidade, olhos redondos e assustadores resguardando os orbes escuros como um breu que cintilavam em apreciação ao pequeno caos; além das orelhas em forma de elipse que se embrenhavam na franja de fios escuros, ressurgindo no topo de sua testa.

Os ouvidos aguçados permaneciam dormentes com o frenesi desfrutado através da cacofonia de gemidos débeis implorando por misericórdia ou externando sua agonia que preenchera o recinto havia alguns instantes, os quais flutuaram graciosamente até os seus canais auditivos e se derreteram vagarosamente como manteiga; tais ecos provindos de sua memória trazendo um ínfimo repuxar de lábios ao rosto por trás da máscara conjunto do som baixo e melodioso de sua risada leve em regozijo.

Foram longas semanas lutando contra aquela necessidade que lhe inquietava o interior e crescia incontrolavelmente como uma onda que se encrespava e arrebentava na praia, mas que não recuava; tendo o infortúnio de seu eu que não era ele impedindo-o de finalmente buscar o que desejava tão fervorosamente, de saciar aquele anseio que lhe alfinetava a ponto de se tornar uma dor insuportável, de se estar envolvido por aquele tom carmesim tão maravilhoso.

Sondou uma vez mais o espaço a sua volta em apreciação a toda a diversão que tivera até então, apenas para provar algo tão óbvio e indiscutível quanto a sua lealdade para o seu mestre – deveria ele exigir um teste mais difícil? Pois aquela tarefa, o Rabbit faria apenas por hedonismo.

Havia um quê melodioso e revigorante em ouvir as pessoas implorarem; uma beleza viciante em esfacelar crânios a golpes – seu preferido sendo um pé-de-cabra – e extrair assim aquela cor vívida de vermelho que apenas o sangue detinha, observando-o gotejar no chão pouco a pouco...

Não gostava do uso de armas de fogo em suas vítimas por serem muito “rápidas e impessoais”, preferindo armas brancas por estas lhe fornecerem a oportunidade de desfrutar distintamente cada ínfimo passo daquele maravilhoso processo de torturar.

Ainda estava bastante chateado por seu mestre não ter lhe permitido levar apenas uma coleção de facas para aquela execução, dizendo-lhe que tais apetrechos não seriam velozes o bastante para evitar ocasionais gritos que sua visitinha traria, atraindo assim atenção desnecessária dos vizinhos.

Não que ele se importasse com um pouco mais de adrenalina, adoraria ter de provar as próprias habilidades ao tentar escapar da polícia, mas seu mestre preferia que não chamasse atenção demais, que fosse silencioso e rápido.

O Rabbit obedecera apenas a primeira parte.

Em frente a parede de vidro, a luz prateada banhava as formas curvilíneas de uma mulher caída de lado sobre o chão embebido em sangue, assim como a frente da camisola de seda branca; o cabelo escuro escorrendo de seu couro cabeludo para o chão como uma cascata. Em volta do pescoço elegante e delicado estava uma tira de arame farpado lhe rasgando a pele de porcelana e exibindo um pequeno detalhe do osso da traqueia; os olhos escuros e vazios permaneciam arregalados com o pavor de seus últimos instantes. A esquerda do Rabbit, sentado ao lado da porta, estava um senhor de olhos esbugalhados e sem foco com um buraco de bala na testa, as costas apoiadas na parede que jazia manchada com os respingos de seu sangue mesclado a pedaços de miolos. No canto escuro a norte do ambiente, estava um dos poucos restantes da família, uma criança de seis ou sete anos vestindo um pijama do Superman e que observava a figura sombria mais a frente com olhos arregalados e lábios trêmulos.

O rapaz suspirou de forma apreciativa e quase sonhadora, satisfeito com o decorrer daquela missão, antes de se voltar para o homem amarrado a cadeira bem no centro do escritório, seu cabelo escuro em um corte executivo estava colado na testa com o sangue incrustado que provinha do corte no início do cabelo, mãos atadas as costas e pés presos um ao outro por uma fita adesiva demasiadamente forte cor de chumbo. A camisa social branca encontrava-se aberta, mostrando a regata justa delineando as formas bem-desenvolvidas para um homem na casa dos quarenta; a cor clara do tecido manchada com sangue e suor.

— Parece que restou apenas o senhor e seu adorável filho para brincar comigo, Sr. Kim – falou o rapaz em um tom tristonho e infantil, usando a arma para apontar em direção ao mais velho e a pequena criança chorosa no canto. – Sejamos corteses e comecemos pelo mais novo, não concorda? – sugeriu de forma cínica, fazendo menção de ir até o menino, que já se encolhia com o temor, o corpinho trêmulo.

O homem preso a cadeira, Kim Jaehyun, sacudiu-se freneticamente sobre o móvel no qual estava privado de seus movimentos, tentando se livrar das amarras em uma tentativa vã de se interpor entre o Rabbit e o menino, mas apenas fazendo com que os pés da cadeira se arrastassem alguns centímetros para frente em um barulho estridente; seus gritos por clemência pelo filho abafados pela mordaça em sua boca; mas ao menos fora o bastante para que detivesse o assassino de sua família em seu caminho até o menino e fazer com que aqueles olhos redondos e doentios recaíssem sobre si. O desespero daquele homem para preservar a vida do pequeno divertira ao rapaz de vestes escuras, que tombara a cabeça para trás e se permitira rir em alto e bom som da imagem digna de pena de um alguém que sempre se portara de forma tão imponente tendo que choramingar migalhas de sua generosidade e compaixão, o som melódico não condizendo com o motivo que o causara nem os acontecimentos – ao menos para aqueles que se julgavam sãos, pois para o Rabbit tudo não passava de uma imensa piada.

Sorrindo maliciosamente por trás da máscara, ele caminhara lentamente para próximo da figura débil e deprimente.

ꟷ Uh, parece que o intransponível e severo Jaehyun se importa com algo – cantarolou em um tom baixo e sedutor de quem comemora uma descoberta excitante. – Você não me parece tão assustador agora, nem tão intimidante quanto você se dizia ser – parou bem em frente ao homem que lhe olhava com firmeza e apreensão, erguendo uma das mãos enluvadas e tocando o rosto ferido e inchado com a ponta de seus dígitos em uma carícia leve e piedosa, dotada de uma delicadeza que não cabia no momento em questão; e Jaehyun manteve-se quieto a suportar o afago indesejado sem desviar o olhar do outro nem por um instante. – Não é deprimente como o amor pode nos destruir? Nos fazer fraquejar em momentos nos quais a força para sobreviver mais nos é exigida? Você foi tolo e confiante demais, pois tudo isso – usou a arma para fazer um gesto que abrangia todo o cômodo, fazendo os olhos de Jaehyun irem por um breve instante para as pessoas mortas as costas do assassino – é um luxo que só se pode ter quando todos os seus inimigos estão mortos. Até lá, aqueles que você ama são reféns de... – hesitou por um momento, esquecendo-se de onde queria chegar – alguma coisa, blábláblá – concluiu com impaciência, logo soltando um suspiro e dando de ombros. No entanto, acabou rindo de forma descontraída enquanto recuava dois passos. – Não lembro com exatidão o que meu mestre ordenou que eu te dissesse antes de matar, era um discurso longo demais – explicou com os lábios levemente projetados para frente em um bico de chateação, logo levando o indicador até o queixo enquanto refletia sobre o que seu mestre havia lhe pedido para dizer mesmo.

ꟷ M-mestre? – gaguejou o homem com a voz oscilando um pouco com a incerteza e quase ininteligível por causa das mordaça, mas o Rabbit pareceu entender e isso fez os orbes escuros voltarem para si.

Os lábios do garoto se esticaram em um sorriso largo e tão psicótico quanto o de sua máscara, então circulou o homem em passos lentos e felinos, como um leão analisando minuciosamente sua presa, o Rabbit se colocando as costas dele. Inclinou-se para frente em um movimento fluido e vagaroso, aproximando seus lábios da orelha do outro e com os cantos de seus lábios levemente erguidos sussurrou:

ꟷ Ah, a propósito, Kim Taehyung manda lembranças.

Ouviu o homem engasgar com o ar assim que seus ouvidos registram aquele nome tão conhecido por si, disparando um raio através de seus tímpanos e trazendo a sua mente aquela explosão de reconhecimento que precisava para compreender os motivos daquele garoto insano ter invadido a sua casa e cometido todas aquelas atrocidades contra si e sua família; mas o Rabbit não o deu tempo para tecer qualquer comentário adicional por já estar fatigado daquele joguinho. O moreno empertigou-se e, após dar três longos passos para trás, disparou dois tiros; fazendo com que a necessidade que lhe queimara por tanto tempo finalmente fosse embora como uma onda que se desmanchava e recuava, deixando para trás um alívio que se entranhava nos músculos de seus membros e em seu âmago.

E apesar do grito agudo e irritante da criança ainda viva no canto, a cabeça do Rabbit pendera minimamente para o lado antes de seus lábios rosados e bem desenhados se esticarem lentamente em um sorriso largo de puro deleite.


Notas Finais


E é essa a conclusão!
Espero que tenham curtido e saibam que o próximo não vai demorar muito, ok?
Até a próxima, pessoal!


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