História Obstacles - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Orange Is the New Black
Personagens Alex Vause, Piper Chapman
Tags Vauseman
Exibições 153
Palavras 2.359
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Policial, Romance e Novela, Suspense, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oiii! Pelo que vi nos comentários vocês odiaram de verdade a 'querida' Fiona.KKKKK Mas enfim como prometido, voltei mais rápido dessa vez. Por favor não me matem!

Capítulo 10 - Você tem que se acostumar


Fanfic / Fanfiction Obstacles - Capítulo 10 - Você tem que se acostumar

Alex POV

Ignoro a raiva que acaba me consumindo ao vê-la, e trato de levar Piper para dentro do prédio novamente para cuidar do roxo que crescia em sua bochecha e limpar o sangue que escoria do corte. Porque todo mundo resolveu bater nela hoje?

-Al...foi ela. Aquela mulher do outro lado da rua que você olhava, conhece ela?

-Infelizmente sim, ela é a Sylvia. – Vejo Piper hesitar antes de falar novamente, mas ela continua.

-Era sério...? O relacionamento...de vocês? – Ela pergunta meio receosa enquanto eu limpo seu rosto.

-Não, era complicado isso sim. Sempre disse que não queria nada sério com ela, mas acho que a Sylvia era a versão que sua avó disse, a interesseira, sabe? Por isso deve ter ficado com raiva quando viu que não tinha nada mais comigo. – Respiro fundo e dou um beijo em sua bochecha machucada ao terminar.

-Você acha que ela vem atrás de mim?

-Acho que ela precisava só extravasar. Ás vezes é preciso enfurecer para seguir adiante.

-Você a amava? – A pergunta sai meio sussurrada, tímida e me faz soltar um leve sorriso pela sua vergonha.

-Não...Mas eu amo você. – Vejo o sorriso adorável iluminar o rosto de Piper ao ouvir isso, e em um pulo do balcão ela me abraça fortemente.

-Eu também amo você. – Minhas pernas bambearam na hora, e isso fez com que ela soltasse um riso abafado em meu ouvido. Não esperava que ela respondesse, não agora.

A afasto o suficiente para nossos lábios se encontrarem, e o beijo começa suave, porém ganha intensidade e Piper abre passagem para minha língua e a suga na mesma hora. Esse beijo que era tão nosso, cheio de amor e carinho, teve que ser pausado pela falta de ar. Mordo o lábio inferior dela e puxo para mim antes de continuamos com apenas uns selinhos, esperando ambas as respirações se acalmarem.

-Porque caralho tem uma cozinha no...OPA! Espero não ter quebrado o clima maninha. – Nicky entra no espaço onde estávamos com um sorriso malicioso no rosto ao nos ver juntas. Piper apenas mostra o dedo do meio para a irmã em resposta. – Continuando meu pensamento, porque caralho vocês tem uma cozinha no primeiro andar da empresa? E porque a Piper ‘tá com a cara roxa? A mão da Fiona é pesada, mas isso ai é resultado de um soco...

-Um pequeno incidente com a ex da Alex, só isso Nicky.

-Hummm, ok! Vocês iam mesmo transar aqui? Argh! Me lembrem de nunca comer nessa cozinha!

-Vai se foder Nicky! E respondendo sua pergunta, minha avó Red, quis construir essa cozinha porque ela ama cozinhar, e ás vezes ela vem fazer aqui fazer almoço para o pessoal da empresa.

-Porque ela não veio ainda? Só porque comecei a trabalhar aqui? Preciso ter uma conversa séria com ela. Piper sua sogra parece ser um amor de pessoa, estava conversando com ela até agora... – A loira se engasga com a água que estava bebendo e encara a irmã incrédula.

-Eu te odeio Nicky!

-Não, não odeia. -  Nicky sorri e Piper revira os olhos.

-Não, eu não te odeio. - Faço uma cara confusa e Nicky resolve me explicar.

-Quando erámos crianças, um dia Piper disse que me odiava e que queria que eu fosse embora da vida dela para sempre. Acontece que eu fiquei doente nesse mesmo dia, e meu pai me levou para o hospital. Quando ela acordou e viu que eu não estava em casa, começou a chorar e gritar desesperada por mim. Então a mamãe levou ela para o hospital, e durante todo o tempo que eu ‘dormia’, ela ficou no quarto comigo e dizendo; “Não, eu não te odeio, eu te amo Nicky”. E desde de então nunca mais desejou que eu fosse embora. – Termina a pequena história com um imenso sorriso nos lábios e abraça Piper de lado.

Saímos da cozinha e fomos atrás de Lorna. Minha mãe e Fiona já tinham ido embora para nossa sorte. Minha melhor amiga já estava nos esperando no carro para seguirmos para o restaurante almoçarmos. Foi uma refeição tranquila e calma, Nicky soltava piadas nos fazendo rir como sempre, e dizendo que estava feliz por ter o nosso primeiro encontro duplo. Piper estava mais calada que as outras, e nesse momento adoraria ler seus pensamentos, pois uma vez ou outra ela dava um sorriso bobo e olhava para mim.

 

Piper POV

Após todo o incidente na empresa, e nos encaminharmos para o almoço, minha cabeça só continuava a repetir as palavras minhas e de Alex “Eu amo você”, me fazendo sorrir inúmeras vezes e olha-la com carinho. Percebo que ela fica confusa quando isso já havia se repetido no mínimo umas 6 vezes, então dou um beijo em sua bochecha para que ela entenda que está tudo bem. Parece funcionar, pois seu rosto volta a ter aquele brilho e felicidade de sempre. E mais uma vez eu vejo o quanto estou apaixonada por ela, e o quanto tê-la ao lado me faz feliz.

Pagamos a conta e voltamos ao escritório. Aspen finalmente saiu do estado “vegetativo” e tinha voltado a trabalhar. Nicky não perde a chance e começa a perturba-lo com suas piadinhas, mas em vez de ficar bravo, cai na gargalhada.

A tarde foi mais tranquila. Minha cabeça latejava uma hora ou outra, mas nada preocupante. Minha bochecha também estava dolorida, e o roxo estava maior que na hora do almoço. Muitas das vezes que eu levava a mão ao machucado, Alex me olhava preocupada, mas dizia que estava tudo bem, porque estava.

Já era 17:20 quando estávamos todos descendo pelo elevador. Fomos até o estacionamento, e quando estávamos próximas dos nossos carros:

-BUUUUU- Patch sai detrás da caminhonete estacionada nos dando um baita susto.

-Que caralho Patch! Não sabe que meu coração é fraco filho da puta? Merda...- Nicky reclama do susto e começa a alisar o peito próximo ao coração para tentar acalma-lo.

-Desculpe, nunca vou me acostumar com isso, é estranho pra caralho...

-Que tipo de amigo é você? Numa noite me dá conselhos e no outro dia desaparece sem deixar vestígios? – Pergunto sorrindo e indo o abraçar, feliz por vê-lo ali.

-Oh sorry Anjo, mas como a Vee ainda não achou um pessoal descente para trabalhar no lugar de vocês, pediu minha ajuda até encontrar alguém.

-Entendo... Ah Patch essa é a Alex. Alex esse é o Patch. – Digo puxando a morena pela mão para ir cumprimenta-lo.

-Wou, você é alta! É uma honra finalmente te conhecer. – Com o sorriso típico, ele aperta a mão de Alex.

-Obrigada, igualmente Patch. – Ela retribui o sorriso, e volto atenção para Nicky que ainda respirava com dificuldade.

-Panda? - Vou até ela e no instante que apoio minha mão em seu ombro ela cai em meus braços desmaiada.

-Puta que pariu! Nicky! Meu...Deus...Des...Culpa. – Lágrimas brotam nos olhos apavorados do meu amigo.

-Precisamos ir até um hospital, rápido o pulso dela está batendo de forma rápida e irregular. – Afirmo após repetir instintivamente o gesto tão conhecido, porém pouco me recordava da última vez que aconteceu.

-Tem o Grace Mercy, é o mais próximo daqui.- Disse uma Lorna pálida como a neve ao ver minha irmã naquele estado.

-Va...mos... Eu levo vocês- Patch diz apavorado, mas Alex passa na frente.

-Você está muito nervoso, eu levo, rápido entrem no carro.

Com cuidado colocamos Nicky no banco de trás e apoiei sua cabeça em meu colo. Alex dirigia rapidamente pelas ruas e desviando o olhar para trás uma curva ou outra. Lorna estava no outro carro dirigindo para Patch Desesperado Cipriano. Adentramos o hospital, e a morena carregava minha irmã nos braços. Nicky teve que dar entrada no centro cirúrgico, pois dessa vez tinha sido mais grave. Minhas mãos soavam frio, meus pensamentos corriam a mil, e a inquietação tomou conta do meu corpo. Ela já tinha passado por ‘pequenos’ problemas de coração antigamente, mas, um ataque cardíaco era ‘novidade’ para minha baixinha.

-Já ligou para a Vee? – Alex toca meu braço me despertando da minha preocupação eminente.

-Não, estou tão nervosa Alex... Eu nem sei...se ela...

-Tudo vai ficar bem, acredite em mim. O médico responsável é o Hagrid, um dos melhores cardiologistas de Chicago, confiaria minha vida a ele. Não se preocupe com dinheiro, arcarei com as despesas se necessário, não me importo. Ela vai superar essa Piper.

Apenas aceno com a cabeça e ela me abraça fortemente e murmura palavras de conforto em meu ouvido seguidos de alguns beijinhos pelo rosto.

Lorna vem até nossa direção e aponta Patch com a cabeça. Ele estava entregue totalmente a lágrimas e com o rosto vermelhíssimo, batia a cabeça repetidas vezes contra a parede que estava apoiado. Me desvencilho do abraço e vou até ele sentando ao seu lado.

-Piper...eu...nem sei o que dizer. É minha culpa. Porque tinha que ser tão idiota? Agora ela está lá a beira da morte e.... Se...ela não resistir...não sei o que vou fazer... – O choro e a angustia só aumentava, e agora eu também tinha meu rosto banhado em lágrimas.

-Mano, não foi culpa sua. De certa forma o susto só adiantou o acontecimento. Não se culpe por favor, não era de sua vontade querido. Ela é nossa baixinha irritante, não vai nos deixar tão cedo. – Ao dizer isso meu coração se aperta pelo medo de que aquelas palavras fossem mentira. Mas isso parece aliviar a tensão nos olhos dele, abro os braços e meu pequeno anjo mergulha neles como um animal ferido.

Ela não pode me deixar. É minha família, minha base, meu apoio, minha alegria. Várias cenas de Nicky e eu crianças me correm a memória fazendo eu chorar novamente. Lembro de todas ás vezes que brigamos e fizemos as pazes, abraços, sorrisos, piadas. Um momento em especial parte meu coração, quando Nicky me perguntou se eu gostaria de ter uma outra irmã caso ela fosse embora para sempre.

-Eu não gosto.

-Mas você pode se acostumar...

-Se eu não gosto, eu não gosto e pronto Panda. Porque tenho que me acostumar?

-Porque a vida é assim, a gente se acostuma com as coisas Honey.

-Assim como você se acostumou comigo?

-Com você é diferente, você é a minha pequena. No começo admito, rejeitei muito a ideia de ter você dividindo o carinho de nossos pais, mas quando você sorriu ao dar os primeiros passinhos e vir buscar apoio em mim, soube que nunca deixaria ninguém machucar meu anjo loiro.

-É por isso que eu não gosto Nicky, nunca aceitaria ter outra irmã se não fosse você.

Essa foi a conversa que tivemos após ela voltar do hospital, quando havia passado mal pela primeira vez. Eu tinha 7 e ela 8 anos quando aconteceu, cheguei a dizer que seria capaz de doar meu coração caso ela precisasse. “Aquele acordo ainda está de pé Nicky”, penso e um leve sorriso invade meus lábios. Vejo então, MamaBear entrar perdida e completamente assustada na recepção do hospital, ergo a mão e ela vem até mim, Taystee, Cindy e Suzanne vinham logo atrás.

-Piper... a Alex...me ligou... onde ela está? Como aconteceu? – Patch que cochilava com a cabeça no meu colo, deu um pulo ao ouvir a voz de Vee.

-Calma, vem fica aqui. – Digo e faço ele voltar a se deitar. – Ela levou um pequeno susto e isso fez com que o só adiantasse o perigo, segundo as enfermeiras. Ela está na sala de cirurgia agora, estamos aguardando notí...-

As palavras somem ao ver aqueles cabelos loiros entrarem rapidamente na sala de espera. Vee confusa segue meu olhar e a raiva fica proeminente em seu rosto.

-Ela acabou de ter uma hemorragia, estão tentando controlar a situação para que não se agrave mais...

-Que porra você faz aqui Fiona?

-Bom te ver também Vee, cheguei de viagem ontem, ficarei por um tempo. - Seu olhar exalava preocupação me surpreendendo um pouco.

-Quem te avisou que a Nicky deu entrada no hospital? – Pergunto confusa e volto meu olhar para Alex, mas a mesma levanta as mãos em redenção como se dissesse “Não fui eu”.

-Ninguém. Eu estava aqui...- Ela hesita e dá uma leve olhada por trás do ombro- Visitando um amigo, e quando passava pelo corredor vi ela ser levada na maca às pressas para o centro cirúrgico.

-Dente de leão? Ela machucou você? – Suzanne pergunta encarando Fiona com um olhar reprovador, Alex que se aproximava solta um leve riso pelo apelido.

-Sua vagabunda! Você bateu na minha menina? – Vee levanta o braço em direção a velha, e essa receosa da alguns passos para trás. Fiona encara meu rosto com certo espanto e pede desculpas com o olhar, deveria estar achando que aquilo era resultado de seu tapa.

-Não Suzanne, isso não foi ela. Foi uma mulher que me bateu na saída da empresa...

-O que? Porque? – Taystee e Cindy se manifestam pela primeira vez e aguardam a resposta ansiosas.

-É uma longa história...- Faço um gesto com a mão de que explicaria depois.

- Acho que é a primeira vez que vejo o pequeno Jev nessa situação... – Cindy comenta calmamente mudando de assunto.

-Só estou de olhos fechados, isso não quer dizer que não estou ouvindo. – Ele abre os olhos e encara Cindy incrédulo- Quantas vezes terei que dizer que odeio que me chamem assim?

-Não temos culpa se seu segundo nome é mais legal que o primeiro... – Taystee revira os olhos e os desvia para Alex que estava em pé ao meu lado. – Prazer, você deve ser a famosa Alex, Piper fala muito de você... Sou Taystee, essa é a Cindy e aquela roendo unhas é a Suzanne.

-O prazer é todo meu, fico feliz em conhece-las. – Al volta seu olhar para mim com um sorriso discreto porém vitorioso ao saber daquela revelação.

Já se passava das onze horas, quando o doutor Hagrid apareceu na sala com o semblante sério, que fez meu coração pular algumas batidas. Me levantei do chão com a ajuda de Alex, e Lorna se juntou a nós para receber a notícia. 


Notas Finais


Peço novamente, por favor não me matem. Até o próximo.


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