História Obstacles - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Orange Is the New Black
Personagens Alex Vause, Piper Chapman
Tags Vauseman
Exibições 130
Palavras 2.177
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Policial, Romance e Novela, Suspense, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Gostaria de agradecer a todos que favoritaram a fic! Muito obrigada de verdade fiquei completamente feliz! Queiram me desculpar pela demora, mas aqui está. Bye

Capítulo 9 - Toda ação existe uma reação


Fanfic / Fanfiction Obstacles - Capítulo 9 - Toda ação existe uma reação

Piper POV

-É só falar no diabo que ele aparece. Nicky fala quase cuspindo as palavras com fogo e deboche.

-Ora ora Natasha, estou bem, obrigada por perguntar. – A voz sai irônica e cheia de satisfação.

-Pensei que estivesse na suíça- Falo encarando aqueles olhos persuasivos.

-Estava em Los Angeles...

-Então porque está com essa cara de quem não dormiu? – Nicky fala controlando a raiva e a vontade de esmagar seu pescoço.

-Eu estou maravilhosa querida.

-Que porra você está fazendo aqui? Não queremos ter que aguentar com você destruindo nossos dias. – Quando digo isso ela sorri vitoriosa.

-Vejo que ainda guardam rancor daquele momento, sei disso...

-Ah você sabe!? Que bom! Finalmente entende o motivo de odiarmos tanto você! Porra sua filha foi assassinada junto com o marido, e você não teve o pingo de vontade de comparecer ao menos no velório deles? VAI SE FODER! Você era a única pessoa de ‘sangue que nos restava! Mas a nossa “querida vovó”, tinha um desfile de moda para controlar e muitas roupas de grife para lançar, não é? POR QUE ISSO É MUITO MAIS IMPORTANTE QUE A PORRA DA SUA FAMÍLIA! – Nicky grita expondo completamente seu desgosto entre lágrimas.

-Cordélia sabia muito bem que nunca aprovei o casamento dela com o Bill...

-Isso é motivo de abandonar suas netas? E não comparecer ao funeral da Cordélia? Você é inacreditável porra! Aprendi a me virar sem precisar de você, não faz diferença alguma ficar agora. – Falo não suportando a ignorância dela e dessa vez entregue a lágrimas também.

- Eu não pretendo ir embora tão cedo. Tenho negócios para resolver em Chicago, terão que me aguentar por um bom tempo.

-NÃO- Minha irmã e eu falamos juntas- Pare de agir como se pudesse controlar alguma coisa e vá embora não quero você aqui. – Termino já com a respiração ofegante.

-Queridas, sou Fiona Goode controlo todos os lugares.  

-Quando é que você vai morrer, para parar de infernizar a nossa vida? – Sem lágrimas no rosto e com um tom totalmente intimidador, Nicky se aproxima e arranca o cigarro da mão dela.

Vejo Fiona engolir em seco e forçar um sorriso após tal comentário, sei que ela fica com coração machucado, orgulho ferido, medo ao lado, tudo bagunçado com essa simples interrogação, é notável em seu rosto. Soltando o ar que havia prendido continua com um pouco menos de ‘poder’ da situação.

-Eu estou aqui, e vou ficar. Dessa vez não as deixarei sozinhas. – Se levanta e segue em direção ao quarto de hóspedes, deixando Nicky e eu totalmente inconformadas com a situação.

Meu coração palpitava, lágrimas inundavam meus olhos fazendo meus pensamentos irem a mil, foi uma das piores noites da minha vida, pelo simples fato de saber que Fiona estava ali. Porque voltar justo agora? Problemas de saúde que nem todo o dinheiro que ela possuía seria capaz de pagar, ou a falta dele? Em meio a tudo isso, levantei de manhã e comecei a fazer o ritual de sempre. Optei por usar um vestido preto e desci para o café, Nicky já se encontrava na mesa totalmente agitada.

-Oi.

-Oi. Eu não consigo, juro, pensei muito, mas não entendo o ‘porquê dela ter voltado.

-Panda, certamente, o fim do mundo está próximo. – Digo e isso parece aliviar um pouco a tensão estabelecida em nossa casa.

-Idiotas- Fiona aparece no batente da porta resmungando isso e outras coisas ao ver algo em seu celular. – Vause’s Advocacy? Ótimo lugar para estágio, o mais renomado escritório do país, como conseguiram?

-Ameaçamos os gêmeos mostrando uma foto sua e ganhamos o cargo na hora. – Nicky fala com o humor de sempre e mandando uma piscadela para a velha.

-Com a nossa competência Fiona...- Completo e ela assente com a cabeça. 

-Certo, estou de saída, volto depois do jantar, não sintam minha falta. – Ela diz com um sorriso que se parece irritantemente com o de Nicky e bate à porta da frente.

-Nunca senti. – Minha irmã bufa e volta a comer.

-Você herdou isso dela, sabe disso né? – Ao ouvir isso ela engasga e começa a tossir me fazendo rir pela primeira vez depois do aparecimento repentino de nossa avó.

- ‘Tá louca? – Ela me encara incrédula e bate na minha cabeça.

-Essa sua ironia e essa ‘adorável’ personalidade é idêntica a dela...

 

-Você não é muito diferente... – Dou de ombros e ao terminarmos nos encaminhamos para a empresa.

 

ALEX POV

Escuto ao longe meu celular tocar, mas não consigo despertar. Minha cabeça lateja de dor, e mais uma vez tenho o desejo de matar meu irmão por beber daquele jeito. Sinto mãos me sacudirem e finalmente abro os olhos.

-O...o que... faz aqui? – Pergunto surpresa ao encontra-la ali.

-Vim ver meus filhos, e tive uma ótima recepção ontem ao encontrar ambos bêbados no tapete da sala. – Ela responde sorrindo e beija minha cabeça- Eu senti sua falta Alex.

-Eu também senti Diane, mas não é como se eu já não estivesse acostumada não é?

-Deus! Até quando vai se prender a isso?

-Ok! Não estou afim de discutir, minha cabeça dói.

-Já são 8 horas, está bem atrasada.

-Merda. – Resmungo e vou fazer minha higiene pessoal rapidamente. Ao terminar, desço indo para a cozinha onde tomo um remédio e saio sem me despedir do restante no local.

Hoje o dia não estava colaborando comigo. Acordo e descubro que minha mãe estava de volta, estava super atrasada e ainda fico presa durante meia hora no transito. PORRA! Ao sair do elevador com cara de poucos amigos, encontro Nicky conversando na mesa de Lorna com ela.

-Bom dia girls!

-Hey chefia! Precisamos conversar. – Nicky fala com um tom absurdamente sério que faz com que eu me concentre totalmente nela- Quando foi que você pediu para mim se podia transar com minha irmã? – A encaro incrédula e ela cai na gargalhada- Mas é sério, quando for pedir a mão dela em namoro tem que falar comigo antes.

-Vai se foder Nicky! – Reviro os olhos e começo a buscar a figura loira pelo local.

-Ela já está na sala, e não ‘tá muito bem, só estou te prevenindo de chegar e falar algo que faça com que ela pule no seu pescoço. – Ela dá de ombros e encara o chão. – Cadê a porra do seu irmão? Olha não tenho culpa se ele não quer trabalhar, mas eu venho, então tenho que receber igual...

-Ainda em casa, talvez nem venha hoje... O que aconteceu? Piper está ferida?

-Emocionalmente sim, como eu também estou. Não quero ter que repetir toda a história, fale com ela, mas tenha paciência.

Meu peito se aperta ao saber disso. Será que foi algo que eu fiz ou disse? Merda! Não vejo meu celular desde ontem. Começo a pensar no que poderia te-la magoado ao andar em direção a sala, pego meu telefone da bolsa e vejo que tem 5 chamadas perdidas de Piper e algumas mensagens. Me condeno fortemente em pensamento ao entrar na sala. Ela estava em sua mesa tão ‘perdida’ e concentrada que nem reparou minha entrada. Vou até ficar à sua frente e respiro fundo:

-Bom dia Pipes. Me...me...- As palavras somem quando eu a vejo levantar o rosto limpando algumas lágrimas. – Desculpe, eu sai com meu irmão ontem e bebi demais, acabei deix....

-Tudo bem Al, eu entendo. Não estou magoada por isso, não se preocupe. Talvez um pouquinho só por você não me dar notícias novamente, mas nada grave. – Ela balança em negativo a cabeça e levanta para me abraçar.

-O que houve? – Aperto um pouco mais o abraço para conforta-la.

-É uma longa história...

-Não tem problema, pode começar.

Ainda em meus braços ela começa a contar tudo, apoiando o queixo em meu ombro.

-Sua avó é a Fiona Goode? Porra! Minha mãe é a sócia dela. Isso explica ela estar na cidade novamente.

-Sua mãe voltou? – Ela pergunta afastando um pouco o rosto para me observar.

-Descobri isso hoje de manhã. Bom na verdade soube ontem, mas achei que era efeito das bebidas... – Ela sorri de lado acanhada, e dou um beijo terno em seus lábios.

-Tem outra coisa Al.- Ela termina com um selinho e continua a falar- Não me chame de louca ou algo assim, mas...tem... No dia da festa, quando ainda estava na LAVO, eu senti uma sensação estranha, meu corpo se arrepiou por completo e comecei a suar frio, não entendi muito bem o motivo, mas quando estava na rua antes de você cair da moto, senti de novo. E ontem...eu sonhei que um homem atirou em mim enquanto brigávamos...e o mesmo arrepio me fez acordar desesperada.  A noite...quando cheguei em casa, Nicky e eu vimos um homem que parecia observar nossa casa... Pode ter sido só uma coincidência tudo isso, mas me deixou com medo...- Ela despeja aquelas informações e tenta controlar a respiração por falar tudo de uma vez.

-Você conseguiu ver o rosto do homem? – Confesso que fiquei assustada com aquela confissão, já havia visto isso outras vezes, não era só uma coincidência, Piper e Nicky corriam perigo.

-Estava escuro, não dava pra ver, e ele usava um capuz ainda por cima...

-Você vai ficar na minha casa até descobrirmos o paradeiro dele, e quais a reais intensões. Não sabemos quem é e nem do que é capaz, vai ficar onde eu possa te proteger. – Passo as mãos pelo cabelo tentando processar tudo que havia descoberto.

-Obrigada por acreditar em mim Al, e oferecer sua casa, mas tenho um problema chamado ‘Fiona’ ...

-Daremos um jeito nisso também. Ligue para Berdie Rogers, é uma velha amiga e uma ótima investigadora, fale que precisamos da presença dela na empresa o quanto antes.

-Amiga? Tenho certo receio sobre essas suas ‘amigas’. – Ela faz aspas com as mãos e sorrio abertamente.

-Não precisa sentir ciúmes meu amor- Piper cora e faz uma careta- Ela é só uma amiga mesmo, trabalhava com meu pai.

-Eu também era só sua amiga...- Ela sorri e vai fazer o que eu tinha pedido.

Berdie chegaria em dois dias, ela estava na Austrália em férias, mas se despôs a ajudar. Mesmo contra minha vontade, Piper disse que ficaria na casa dela até começarmos a investigação. Contamos para Lorna e Nicky sobre no que trabalharíamos, e a ‘leãozinho’ ficou visivelmente aliviada. Estávamos indo almoçar juntas quando vejo minha mãe e Fiona passarem pela recepção e irem ao nosso encontro, fazendo Piper e Nicky ao meu lado bufarem bravamente.

-Você disse que só a veríamos a noite, o que faz aqui?

-Honey, achei que a Panda me receberia assim, mas vocês insistem em me surpreender não é?

-Ainda tem a cara de pau de nos tratar por apelidos? Piper e Nicky pra você Fiona. – Ambas as irmãs estavam estressadas.

-Que seja! Vim ver como estavam se adaptando a empresa ‘Vause’s, mas instem em relembrar o passado, as pessoas mudam, não entendem?

-As pessoas podem até mudar, o passado não. Olá Fiona.

-Olá Alex, vejo que já é bem amiga de minhas netas.

-Mais que amiga no caso de Piper...- Nicky fala em tom debochado e Piper a encara com ar de tédio.

-Não somos tão diferentes assim então Piper, ambas nos relacionamos por interesse...

-Não, está errada! Não sou igual a você Fiona! Você casou com o Ben, porque ele era rico, e aproveitou para dar o golpe nele! Enganou-o por cinco anos, até ele morrer de que mesmo? AH, envenenado! Ainda teve a cara de pau de dizer que foi a comida do restaurante africano que o matou. Não ficaria surpresa, caso VOCÊ tenha o envenenado. Comigo é diferente porque eu amo a Alex! E sei que me apaixonaria por ela em qualquer situação! – Sinto meu coração vibrar fortemente após aquela declaração. Piper realmente explodiu com a avó após ser julgada de maneira errada.

Vejo então a mão de Fiona deslizar sobre o rosto de Piper deixando uma marca vermelha.

-Nunca amei o Ben mesmo, nisso você acertou, mas colocar a culpa da morte dele em mim, não aceitarei. Você me vê como uma pessoa horrível e até mesmo assassina, mas tem que acreditar que eu mudei, se tem algo do qual em mais me arrependo, é ter abandonado você e sua irmã aquela vez.

-É tarde para buscar perdão.

Piper sai correndo em direção a saída para fugir daquela situação, encaro minha mãe com um olhar reprovador por ter ido até ali com Fiona, e vou atrás dela. Procuro em minha volta os cabelos loiros, e prendo a respiração ao vê-la com o rosto machucado.

-Piper! Meus ‘Deus! O que houve?

-Eu...eu...nem sei...uma mulher louca apareceu e socou minha cara, nem tive tempo de reagir e ela...fugiu.

Ao levantar o rosto e olhar em volta à procura de alguma dica de quem tinha sido a vagabunda, me deparo com Sylvia, com um sorriso descarado do outro lado da rua.


Notas Finais


Espero que tenham gostado! Tentarei não demorar no próximo.


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