História Obstacles - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Hentai, Romance, Yaoi
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Irei postar todo fim de semana na fic. Bjs da Lulu.

Capítulo 3 - Capítulo 2


Fanfic / Fanfiction Obstacles - Capítulo 3 - Capítulo 2

Kou encarava o nada com um tédio profundo esparramado em um dos sofás da Área de Lazer.


 

Um grupo de garotas do segundo ano cochichavam entre si e davam risadinhas encarando o meu melhor amigo que nem parecia notar.


 

- Seu fã clube parece animado. - Nick provocou e Kou franziu a testa se sentando.


 

Ele passou os dedos pelo cabelo e olhando para as garotas sorriu de lado mostrando suas covinhas e acenou. As garotas quase tiveram infartos.


 

- Você poderia ir falar com uma delas... - Tentei e Kou me olhou sem expressão. - Ou não. Provavelmente não.


 

- Eu vou para o meu quarto desfazer as malas. - Kyung se levantou do sofá em um pulo com suas pernas longas. - Vejo vocês amanhã na aula. Boa noite.


 

- Tente não levar ninguém para sua cama no caminho. - Falei e ele sorriu de lado malicioso.


 

- Não prometo nada, Ruiva.


 

- Ele não tem jeito. - Nick falou balançando a cabeça. - Me impressiona que ele te escute.


 

- Eu tenho meus métodos. - Falei piscando. Olhei para os lados vendo que não havia quase ninguém conosco na Área de Lazer e mordi o lábio inferior. - Por que não saímos daqui?


 

- Diana...


 

- Não seja tão certinho, Herdofh. - Provoquei me levantando no sofá e estendendo a mão para o garoto que revirou os olhos entrelaçando seus dedos com os meus. - Bom garoto.


 

Quando vi eu tentava tirar o blazer de Nick enquanto o prensava em uma parede.


 

- Não devíamos estar fazendo isso aqui, Diana. - Ele murmurou com os lábios nos meus. Desci meus lábios para seu pescoço e o mordi e chupei fazendo Nick ofegar. Minha mão estava indo para dentro de sua calça quando ele se separou de mim do nada. - Eu... hum... tenho que ir. Nos vemos amanhã.


 

Franzi a testa vendo meu namorado praticamente sair correndo e passei a mão pelo cabelo o ajeitando.


 

- O que aconteceu? - Kou perguntou quando entrei em seu quarto. Ele estava sentado no chão com suas malas abertas em sua frente tirando as roupas das mesmas e as dobrando para poder colocar no guarda-roupa. - Nick te deu um fora?


 

- Está tão na cara assim?


 

- A frustração sexual exala de você no momento. - Comentou o coreano/britânico e revirei os olhos abrindo as gavetas do guarda-roupa e guardando as camisetas de Kou por ordem de cor. Sabia que ele gostava desse modo. - Aconteceu alguma coisa? Vocês pareciam tão bem nas férias.


 

- Eu não queria te preocupar, mas Nicolas anda meio estranho. - Admiti. - Logo que saímos da escola nas férias ele foi passar um dia com o pai dele e quando voltou estava todo estranho. Mal quer me beijar.


 

- Estranho. Nick não consegue ficar sem sexo por muito tempo. - Kou pareceu pensar um pouco. Ele estava sem camiseta e eu podia ver vários chupões e arranhões pelo seu corpo. - Tio Davi deve ter falado alguma coisa que o está preocupando. Deve ser toda a coisa de filho mais velho que vai assumir a empresa e ele não quer te preocupar com isso. Não se preocupe. Se conheço o Nick ele vai voltar ao normal logo e vai estar passando a noite em claro na sua cama fazendo loucuras.


 

Dei risada. Sempre que eu e Nick brigávamos, mesmo antes de namorarmos, Kou que me tranquilizou falando que as coisas se resolvem mais cedo ou mais tarde. Sempre fui mais amiga dele do que de Nick e fui a primeira pessoa que ele contou sobre sua orientação sexual e ele foi a primeira pessoa a saber que eu gostava de Nicolas. Ele falava que eu era como sua irmãzinha e que ele sempre me protegeria.


 

- Posso dormir aqui? Não quero voltar pro meu quarto. - Pedi, manhosa, e Kou me jogou uma de suas camisetas enormes e de manga comprida cinza e uma bermuda. - Obrigada.


 

Fui até o banheiro e troquei meu uniforme pelas roupas de Kou e quando sai do cômodo o mesmo já havia terminado de guardar suas roupas.


 

- Já que vai ficar aqui vamos ficar conversando até eu ficar com tédio e dormir. - Kou falou pegando cobertores e arrumando uma cama para si no chão ao lado da cama de casal. Reclamei falando que ele não precisava dormir no chão, mas o garoto ignorou. - Você fica com a cama. Eu me viro no chão, Ruiva. Agora me conte. Como andam as coisas com seus pais?


 

- Querendo adotar mais uma criança já que logo vou para a faculdade. - Respondi sorrindo. - Provavelmente uma do Oriente Médio. Vai ser bom ter um irmãozinho ou irmãzinha. Eles tem um grande coração. Não sei o que seria de mim se não tivesse sido adotada pelos dois quando estavam de lua de mel na Irlanda.


 

- Ainda me lembro de você mal falando inglês e deixando eu e Nick completamente confusos. Eu acabava gritando em coreano com você. O que não ajudava. Admito.


 

Demos risada. Ambos estávamos deitados no escuro olhando para o teto e única fonte de pouca luz era a janela já que Kou não dormia com janelas fechadas. Mesmo quando ficamos em silêncio ouvindo a respiração um do outro não me senti desconfortável.


 

Havia perdido as contas de quantas vezes havia ficado na mesma situação que estava agora com Kou.


 

- Já pensou em qual faculdade vai entrar? - Kou perguntou de repente. - Podemos começar com as suas aulas particulares cedo esse ano e você vai ter ótimas notas. Prometo.


 

- Pensei em algumas, mas nada que me chamou a atenção e você?


 

- Administração e economia na Universidade de Seul. Minha Omma quer que eu faça faculdade perto dela. - Kou falou dando um suspiro. Sabia que ele sentia muita falta dos pais, mas desde que eles haviam se separado o garoto havia se afastado um pouco de ambos. Kou costumava usar termos em coreano quando estávamos só nós dois já que Nick sempre confundia o que ele estava falando enquanto eu era quase fluente em coreano graça as aulas com Kyung. - Vou ficar perto de Mi Kang. Logo ela vai estar arranjando namorados e quero estar por perto para poder afastar os garotos da minha irmãzinha.


 

Dei risada. Mi Kang era uma versão feminina de Kou e tão linda quanto o irmão mais velho, logo estaria fazendo dezesseis anos.


 

- Kang não é uma festeira como você. Isso já é motivo para não se preocupar tanto.


 

- Mesmo assim eu não quero nenhum garoto safado perto da minha irmã. - Ele deu risada. - Só deixo Nick perto de você porque o conheço há anos. Mesmo assim me pergunto se foi certo deixar ele namorar a minha outra irmãzinha.


 

Revirei os olhos, mas sorria. Kou sempre sabia o que falar para me animar.


 

Ficamos conversando até às duas da manhã e só então fomos dormir.


 

                    ...


 

Acordei com o sol na minha cara e com meu despertador.


 

A irlandesa estava esparramada na minha cama com seu cabelo ruivo longo em seu rosto.


 

Suspirei me levantando da minha cama no chão e indo para o banheiro. Tranquei a porta e subi a tampa no vaso para urinar. Assim que dei descarga escutei Diana acordando e então ela bateu na porta.


 

- Eu quero fazer xixi. - Falava com a voz ainda sonolenta. Dei risada pegando minha escova de dente e abri a porta. Ela me empurrou para fora e fechou a porta com força.


 

Escovei os dentes sentado na minha cama até Diana abrir a porta do banheiro.


 

- Eu já vou. Tenho que correr para o meu quarto para tomar banho. - A garota falou juntando suas coisas. - Passo aqui em vinte minutos para irmos tomar café.


 

- Não precisa. Eu vou pro seu quarto depois que me arrumar.


 

A garota concordou e me deu um beijo no rosto antes de ir embora correndo ainda usando minhas roupas.


 

Tranquei a porta do quarto de novo e tirei minha roupa para tomar banho. Em cerca de dez minutos eu já estava devidamente vestido e enquanto secava meu cabelo com uma toalha arrumava o quarto para poder ir para o quarto de Diana.


 

Na escola eu e Diana sempre tomávamos café da manhã sem Nick. O garoto acordava sempre com alguns minutos faltando para a primeira aula enquanto eu e Diana gostamos de acordar até duas horas antes da aula para podermos tomar café com calma e antes da maioria das pessoas acordar.


 

Bati na porta de seu quarto e sorri para algumas garotas que ao saírem de seus quartos ainda de pijama, me viam e voltavam para seus quartos com pressa.


 

Dih saiu do quarto e sorrindo entrelaçou seu braço no meu enquanto andávamos.


 

- Eu carrego. - Falei pegando sua bandeja de seus mãos e Diana revirou os olhos, mas não reclamou. Ela sabia que não adiantava.


 

- Quem olha para você com seus jeans rasgados, coturnos e cara de bad boy não pensa que é tão cavalheiro. - Ela provocou e dei risada.


 

- Eu posso até ser um bad boy, mas minha mãe me deu educação. E você é minha melhor amiga. Tem seus privilégios comigo.


 

Nos sentamos em uma mesa no meio do refeitório, havia apenas cerca de dez pessoas nele além de Diana e eu, e começamos a comer.


 

- Você vai visitar sua avó quando? - Dih perguntou depois de engolir um pedaço de sua torrada.


 

- Ainda hoje. Você podia ir comigo. Ela te ama. Se pudesse te adotaria como neta. - Diana deu risada, mas era verdade que minha avó gostava muito de Diana e sempre me perguntava sobre a ruiva quando eu não estava com ela. - Logo que as aulas acabarem eu vou. Ser do último ano tem suas vantagens. Não precisamos mais fugir para ir para a cidade já que podemos sair a hora que quisermos.


 

- Eu vou adorar ir com você. - O sorriso de Diana vacilou um pouco e franzi a testa. - Poderíamos não chamar o Nick? Acho que seria mais divertido só nós dois já que ele anda tão estranho.


 

- Claro. Tudo o que você quiser, Dih.


 

Fiquei preocupado. As coisas deveriam estar realmente feias se Diana não queria Nick com nós dois por um tempo. Desde sempre fazíamos tudo juntos.


 

Contava para Diana as aventuras que tive nas férias e me assustei quando uma bagunça de cabelos preto e rosa surgiu ao meu lado.


 

- Oi, Lisa. - Sorri para a garota que me olhou brava.


 

- Vocês dois são péssimos amigos. Eu cheguei ontem a noite e ninguém veio falar oi para mim. - A australiana reclamou. - Isso é porque eu não te chamei para aquela festa em LA? Eu juro que tentei te ligar, mas você não atendia.


 

Dei risada.


 

- Achamos que você só ia chegar hoje. Menos drama. - Diana falou bagunçando o cabelo da garota que completava nosso grupo.


 

- Eu bati na sua porta, mas você não abriu. Passou a noite com o Nick? - Lisa perguntou maliciosa e a cutuquei duas vezes no joelho avisando para não tocar no assunto denominado "Nick". Nós tínhamos alguns códigos combinados. - Quer saber? Me conta depois. Eu estou morrendo de fome.


 

Ela correndo para a fila da comida depois de me dar um beijo na bochecha.


 

- Você deveria ficar com Lisa. Vocês são tão parecidos. - Dih falou de repente e engasguei com a minha comida.


 

- Eu e Lisa nunca dariamos certo. Justamente pelo fato de que somos muito parecidos. - Suspirei. - Só pare de ficar tentando me arranjar alguém.


 

Diana revirou os olhos e voltou a comer com um bico nos lábios e não pude deixar de rir.


 

- Algo planejado para hoje? - Lisa perguntou comendo suas torradas.


 

- Diana vai comigo visitar minha vó depois da aula. Fora isso nada. Por que? Alguma festa vai acontecer e não estou sabendo?


 

- Ainda não sei. Precisamos conhecer os novatos...


 

- E os catalogar. - Eu e Diana completamos com ela. - Você faz isso desde que deixamos de ser novatos. Não vi nenhum novato interessante ainda.


 

- Quem sabe nas aulas não encontramos alguém para ser seu brinquedinho. - Lisa deu um sorriso de lado que sempre era seguido de uma grande merda. A última vez acabamos com nós dois quase fazendo sexo a três com um de seus primos por que bebemos demais e estávamos em um jantar super importante para as empresas de nossos pais. Pelo menos ele era bonitinho. - Ou o meu brinquedinho.


 

- Vocês dois não tem jeito. - Diana falou rindo.


 

                    ...

 

Já conhecíamos todos os professores e por ser o primeiro dia apenas tivemos que escutar as regras que quase todos já haviam decorado e fazíamos questão de não seguir.


 

Durantes as aulas escutei Lisa listar cada novato e seus atributos e vantagens de ficar com cada um deles. Quem olhasse para a australiana e seu cabelo preto com californianas rosas não pensava que ela entendia de negócios e economia como ninguém.


 

Seu avô era o que chamávamos de médico de empresas. Ele comprava empresas falidas e as transformava em ouro e ela havia aprendido tudo sobre o ramo.


 

Se você quisesse um plano para qualquer coisa, desde assaltar um banco ou fugir da escola sem ser visto, você deveria chamar Lisandra Wortrof.


 

- Eu comprei uma casa aqui na cidade com um pouco do dinheiro que ganhei investindo em algumas ações. - Ela falou como se fosse a coisa mais normal do mundo uma garota de dezessete anos investir na bolsa. - Podemos fazer as festas lá esse ano. Eu ia pedir ajuda para você e Dih com a mobília. Tenho alguns catálogos no meu quarto.


 

- Pelo menos esse ano podemos sair sem precisar fugir. - Diana resmungou. - Eu sempre me machucava pulando o muro.



O sinal para o almoço tocou e todos saíram apressados depois de juntarem suas coisas.



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