História Ocean. - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias VIXX
Personagens Hongbin, Hyuk
Tags 2xchallenge, Angst, Hongbin, Hyuk, Hyukbin, Vamos Aderir Ao Desafio, Vixx
Exibições 75
Palavras 923
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabble, Drama (Tragédia), Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


oI!
Dispensa apresentações, nas notas finais fica o jornal do desafio!!
Boa leitura. sz

Capítulo 1 - Capítulo Único


Trádigo dia; mal Hyuk sabia o que estaria para lhe acontecer. Parecia quase que este sentia tal coisa; os braços de Hongbin abraçavam então o outro com o mesmo carinho de tantos outros dias, mas algo estava errado naquela altura. O rosto de seu namorado levemente pousando em seu peito fizeram o outro tremer ligeiramente; Sanghyuk recordou-se então como se de um flashback se tratasse de todas as coisas que em sua relação tinham acontecido; das primeiras noites que dormira a seu lado, das primeiras palavras trocadas, até mesmo do primeiro contacto de seus lábios com os do outro, sempre tão secos e gretados pelo frio que este odiava com todas as suas forças. Todavia, hoje tudo estava tão diferente do comum que se tinha tornado até rotina, Hyuk sentia-se inseguro mesmo estando em braços que o mantinham tão seguro. Sentia-se gelado, mesmo que a chama da paixão por Hongbin ardesse tão forte dentro de si.

O mais velho remexeu-se então ligeiramente em seu topo; ainda com o olho preguiçoso que teimava em não abrir, sussurrou um “bom dia, amor” ainda arrepanhado pela garganta seca. O loiro nada lhe disse, deixando-se então levar pelo toque de seus lábios doces como mel, ainda que completamente gretados estivessem, dando-lhes assim uma textura mais áspera. Bin tentou soltar-se, porém o outro parecia necessitado de si, não no sentimento mais sexual, mas sim no sentido mais carinhoso da questão; fazia dias que estes não passavam uma manhã juntos, somente os dois sem se preocuparem com nada... E no fundo, Sanghyuk sentia no fundo que realmente poderia ser a última.

Coisa que, infelizmente se veio a confirmar horas mais tarde. O loiro em suas mãos carregava a carta que mudara a sua vida drasticamente; chamada ao exército. Seria forçado a ir pois não tinha forma de contrapor tal coisa. Desfeito em lágrimas, este não sabia como reagir; muito menos quando seu mais que tudo ali mesmo adiante de seus olhos se desfez. Somente o tentou confortar, porém as lágrimas do moreno encharcavam sua camisa branca como a neve. “Vai ficar tudo bem, eu prometo, amor...” como ele poderia prometer algo de que nem ele estava certo que pudesse acontecer? A verdade era só uma, este sentia-me com medo, triste e perdido com tal coisa; quase como se à deriva de um oceano estivesse.

***

O dia havia então chegado, infelizmente. Já devidamente fardado, Sanghyuk partia agora depois da calorosa despedida com seu namorado; o mesmo que agora chorava intensamente. Seria realmente verdade a promessa que este lhe havia falado? Sentia-se uma criança desesperada, consumida pela tristeza sem final em seu pequeno coração que apertava tão desumanamente. Será que realmente tudo iria ficar bem? Este nem estava certo de tal coisa, porém, somente conseguia pensar no seu amado que desaparecia agora pela porta do barco enorme, rumo ao desconhecido. Hyuk mal podia acreditar na realidade nua e crua que estavam a viver; destino cruel bordado pelas linhas do destino como ribombar de trovões surdos, que deixavam a natureza muda. Corações que agora se coziam com as linhas ríspidas da crueldade mais desumana alguma vez imaginada; a dor de poder perder quem se ama.

***

Hongbin agora recordava todos os dias vividos a seu lado, quando tudo era um mar de rosas e nada parecia vir estragar fosse o que fosse. Deleitado* sob aquele azul imenso do céu, conjugado com a pura neve que se fazia sentir, o dia de receber as pessoas retornadas da guerra aproximava-se, porém, será que Sanghyuk iria aparecer? Hong já não sabia, com certeza este não retornaria. Não escutava a sua voz fazia meses, que mais pareciam anos no final. Sentia a falta de seu namorado, do loiro de cabelos ligeiramente compridos, de seu nariz tão composto e seu sorriso tão brilhante. Agora, encostado à cama, este chorava intensamente. Perdido, completamente perdido naquele mar de nada, oceano de solidão que não mais conseguiria sair sem seu amado, Hongbin chorava. Chorava como um bebé a quem seus pais lhe haviam retirado.

No entanto, aquela esperança que permanecia viva dentro de si parecia ecoar no fundo, como a luz da esperança que no final ainda permanecia tão viva quanto seu amor por Sanghyuk. Talvez por isso este estivesse agora, vendo tantas famílias se encontrarem, namorados e namoradas abraçarem-se. Sentia-se frio, gelado pelo fogo da paixão; desamparado como um prédio que perde seu apoio... Virou então as costas, seu peito não conseguia aguentar mais tanta dor dentro de si; apertava-o como se fosse um colete de forças, e nem sinal de seu namorado; com certeza não retornaria. Perguntava-se porquê ele, porquê tanta coisa a acontecer consigo e, abraçando o próprio corpo, chorou ainda mais.

Porém, quase como uma luz ao fundo do túnel voltou a acender-se aos ouvidos do moreno. “Amor!” aquela voz... Era tão familiar ao outro, que, quando se virou deu de caras com Sanghyuk. Afinal, ele havia retornado para seus braços, ele estava vivo, estava ali; parecia que depois de tanto tempo de sofrimento, meses e meses a fio em que suas noites foram feitas ao envolver-se perdidamente em seus prantos, magnanimamente este aparecia agora adiante, salvando Hongbin de seu oceano de solidão. Correu então em sua direção e em seus braços se perdeu e se encontrou finalmente; encontrou o amor, calor, carinho que este tanta falta sentira. “Nada nos vai separar mais, pois não?” Perguntou, ainda com sua voz falhando das lágrimas que sufocavam seu rosto. “Nunca mais, meu amor...”

E agora, Hongbin havia-se perdido em seu mar; o mar dos olhos de Sanghyuk.


Notas Finais




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