História Oceano Negro (FANFIC EM HIATUS) - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Tags Crime, Naruto, Sasusaku, Suspense
Exibições 173
Palavras 1.227
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Luta, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura. =)

Capítulo 4 - 3


 

 

 

 

 

 

 

PESADELO

 

 

 

      

 

 

   Ele sabia que a chuva não pararia. Ela continuaria assaltando das mais limpas às mais degradantes ruas da Capital. Se pudesse, livrar-se-ia daquele fardo e buscaria seu refúgio na imensidão negra do oceano. Àquela altura, as águas deveriam estar em seu ponto alto de revolta, banhando enlouquecidamente às pedras altas que cravavam-se na areia macia.

Sakura revirou-se sobre a cadeira, sentindo o desconforto atingi-la em cada membro do corpo. Ainda hesitante, entreabriu os olhos e mirou-os, ainda desconexos, no cômodo onde encontrava-se. Reparou que era a cozinha de sua residência. Para seu próprio desespero, estava amarrada, sentindo-se como um animal acuado.

Os olhos esverdeados percorreram a cozinha pouco iluminada e depararam-se com o moreno inexpressivo do outro lado da mesa. Os braços estavam relaxadamente pousados e cruzados na madeira arranhada e sem brilho. Ele não piscava e sua inexpressão era praticamente imutável naquele momento. Os olhos negros eram tão intensos, reparou Sakura, ainda confusa com os últimos acontecimentos.

– Quem é você? – ela perguntou com voz falha.

Ele inspirou mais fundo e inclinou a cabeça para a direita.

Sakura buscava por respostas, mas a mente era incapaz de encontrar uma explicação razoável.

De repente, os olhos dele estreitaram-se e a sombra do medo naquele ambiente, aumentou drasticamente. A jovem garota de cabelos rosados prendeu a respiração e desconfiou seriamente dos próprios batimentos cardíacos. O coração estava tão desesperado que ela não duvidaria caso o invasor estivesse o ouvindo.

E então... Surpreendentemente, ele sorriu. Mas não era qualquer sorriso, ela sabia que havia algo mais por trás do leve entortar de lábios do homem.

O moreno abaixou a mão direita, colocando-a por dentro do sobretudo negro. Segundos depois, ressurgiu com a arma com um silenciador e postou-a diante de seus próprios olhos examinadores. Sakura soltou o ar pela boca, sentindo o sabor da morte muito antes de sua chegada. Ela apenas precisava de uma explicação... Apenas um único motivo para aquela loucura, e então, permitiria que a morte finalmente a cegasse.

– Quem... Quem é você e por que está fazendo isso comigo? – ela recusava-se a chorar, apesar de tudo.

– Sua vida é minha. Só lamento ter de fazer pelos métodos tradicionais. – ele declarou com absoluta razão. Sakura tremeu. Suas dúvidas cruéis aumentavam drasticamente. – Não está chorando, Sakura. – ele disse em voz baixa, mas dura. A aspereza de sua voz causou arrepios na jovem. – Você não dá valor à própria existência, não é mesmo? Para você, não faz diferença viver ou morrer.

Ela ofegou. Estava ciente que a expressão contorcida entregava a resposta para tal pergunta.

– Você ainda não me respondeu. – ela o lembrou, sentindo-se morta internamente. Desviou os olhos para um canto qualquer da cozinha, fixando-se no acúmulo de poeira próximo aos armários velhos.

O indivíduo de preto demorou a responder, limitando-se a uma curta observação do rosto branco e delicado de Sakura Haruno. Segundos depois, falou:

– Sua morte foi encomendada. Estou aqui para cumprir o meu papel.

– Por quê? – ela indagou. Os lábios trêmulos movimentavam-se com dificuldade. Os olhos esmeraldinos voltaram-se a ele. – Quem é você?

– Meu nome é Sasuke Uchiha. – ela não o conhecia. Não sabia nada a respeito daquele nome, e muito menos, a respeito do sobrenome. Apesar da beleza e presença esmagadoras do homem de negro, Sakura sentia-se fustigada.

– Ainda não entendo. – murmurou.

Sasuke soltou um leve riso anasalado. Havia uma pontada de deboche no ato, Sakura observou.

– Você não é tão normal quanto pensa. Nunca perguntou-se o porquê da ausência de seus pais, do mistério que os cerca?

 – Como sabe sobre isso?! – ela exasperou-se, erguendo o tom de voz.

Sasuke sorriu novamente, mas entreteve-se com o silêncio. Para a surpresa da Haruno, ele fechou os olhos, pressionando as duas esferas negras. No instante seguinte, voltou a abri-los e os orbes ganharam uma intrigante coloração avermelhada, circulada com pequenos traços escuros.

A Haruno encolheu-se, assustada diante da forma sobrenatural dele. Ele, por outro lado, levantou-se lentamente. A ameaça estava explícita.

No instante seguinte, as paredes ao redor pareciam escorrer e ela perdia-se em seu próprio mundo de alucinações. O ambiente ao redor derretia perante seus olhos, dando lugar à escuridão total. Em meio às trevas, Sakura ainda sentia-se presa, todavia, era apenas capaz de enxergar o par de olhos avermelhados de Sasuke, praticamente cravados em sua direção.

Os olhos dele eram o único ponto de luz nas trevas, mas ainda assim, havia algo de macabro em suas esferas fixas e obscuras. Ele não piscava. E ela soube, assim que o medo tomou-lhe a voz, que estava fadada àquela obscuridade.

Para seu espanto, o cenário mudou radicalmente.

Era noite.

As ruas pereciam mergulhadas na escuridão. Os astros iluminavam precariamente tal cenário obscuro e o vento açoitava os galhos esqueléticos das árvores, uivando em companhia do canto dos corvos que sobrevoavam a região. Sakura observou ainda alarmada, quando a densa névoa cobriu o chão úmido, escondendo qualquer vestígio da vegetação rasteira.

 Encolheu-se ao sentir a brisa fria tocar-lhe a pele delicada do rosto. Os cabelos rosados voavam livremente, acompanhando àquele que parecia um doce, porém venenoso aviso das sombras. A Haruno conseguia sentir. Sua nuca pinicava e ela tinha absoluta certeza de que era observada com fervor pelos misteriosos olhos vermelhos de Sasuke.

Para sua surpresa, algo surgiu a alguns metros de distância. Próximas às árvores esqueléticas, duas figuras, uma ao lado da outra, pareciam imersas em uma conversação. Ela não conseguia distinguir se eram homens ou mulheres, apenas sentia a aura maligna que delas exalava.

A jovem aproximou-se cuidadosamente, permanecendo sob a proteção do tronco largo de uma árvore. Agachou-se e abraçou os próprios joelhos. No mesmo instante, os olhos arregalaram-se ao ouvir o assunto sobre o qual as duas figuras discorriam.

– Sakura deve morrer. – disse o da esquerda. Os corvos dançavam sobre a cabeça do indivíduo. Um dos pássaros mórbidos aventurou-se ao tentar mais proximidade, pousando delicadamente no ombro do desconhecido. – Não temos opções. Mesmo que eu quisesse. É perigoso... Que ela continue vivendo.

 – Por quê? – perguntou o da direita. Sakura reconheceu a voz. Era Sasuke.

Então ele estava revelando seus motivos ocultos?

– Ela tem o poder de acabar com este mundo. – respondeu o outro. A voz grave demonstrava uma pequena parcela de preocupação. – Trata-se de uma visão. Uma profecia, como dissera Ino. Caso isso aconteça, todos morrerão, Sasuke. Você sabe muito bem. Todos aqueles que estão na terra, entre os humanos, morrerão. E este mundo, como consequência, deixará de existir.

– Você acha que eu não percebi que está desviando do assunto? – o Uchiha zombou. – O que ela é? – indagou em tom mais baixo.

Sakura empertigou-se. Sentia-se extremamente tensa. Sabia que o cenário era apenas fruto de sua mente, eles não poderiam vê-la ali, afinal, o próprio Uchiha havia lhe proporcionado tal lembrança. Mas mesmo assim, o medo a paralisava.

 – Sakura este o vrajitoare. – o homem respondeu em romeno.

O silêncio preencheu os ouvidos da Haruno. Os olhos esbugalhados demonstravam o completo e mais palpável choque. Não conseguia acreditar naquilo.

Diante de seus orbes esmeraldinos, as imagens desfocadas desfaleciam aos poucos. Ainda perturbada, a moça levantou-se a passos trôpegos. Ao erguer a cabeça, conseguiu flagrar o momento em que a figura desconhecida que conversava com Sasuke, transfigurou-se completamente, levantando voo na forma de um imponente corvo de olhos amarelados.  

Ao retornar ao mundo físico, a frase insistia em ecoar em sua mente.

 

“Sakura este o vrajitoare”.

“Sakura este o vrajitoare”.

“Sakura este o vrajitoare”.


Notas Finais


UHEUE. Espero ter atiçado as lombrigas de vcs com esse capítulo. Em breve teremos mais respostas haha. Não esqueçam de comentar, please. Até o/


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