História Oceano Negro (FANFIC EM HIATUS) - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Tags Crime, Naruto, Sasusaku, Suspense
Exibições 151
Palavras 1.633
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Luta, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hey, oh!


Capítulo novo! Boa leitura!

Capítulo 5 - 4


 

 

 

 

 

KALEENA

 

 

 

 

Sabbath Negro

 

“Neste Sabbath, sob o luar, a criança nasce

Tão luminosa quanto a própria lua e tão bela quanto as flores

A alma, marcada pela sabedoria de Kaleena.

Oh! Kaleena!  Venha e misture-se ao espírito desta oferenda

E junto dela, cumpra com o teu infernal caminho das trevas.”

 

 

 

    Ele mantinha seus olhos presos na direção do corpo frágil. Deveria ter poupado qualquer tipo de interação e acabado logo com a vida da garota, porém, ele também compreendia que as forças do universo haviam conspirado para que aquilo acontecesse. Após invadir a mente inconsciente de Sakura, ele percebera o quão injusto seria matá-la. A mente, assim como, surpreendentemente, a alma, eram cristalinas, tão límpidas quanto às águas de um rio num dia de primavera. Ela não sabia que seu passado e destino estavam aliados à escuridão, apesar de tudo.

Quando Orochimaru lhe falara a respeito do fim daquele mundo e dos seres que nele viviam, Sasuke havia cogitado que a Haruno demonstrasse uma parte de sua herança das trevas em sua personalidade e aura. Afinal, ela era uma feiticeira, uma descendente direta do Clã de Dimitri Razvan, o homem que destroçara sua família quando ele ainda era um humano completo.

Pensando por esse lado, o Uchiha até tentava considerá-la uma inimiga, entretanto, algo mais o impedia de apontá-la a pistola e finalmente matá-la.

Sakura entreabriu os olhos. O ambiente ao redor parecia girar e ela podia sentir o gosto de bílis invadir-lhe a boca.

– Quem era aquele homem? – perguntou com voz arrastada.

Sasuke aproximou-se a passos lentos. Os olhos negros perderam-se na expressão serena de Sakura. Angustiada, ela observou quando o moreno crispou os lábios rosados, aparentando irritação.

– Eu sabia que você era perdida e sem objetivos. – ele declarou friamente, fazendo-a encolher-se ainda mais diante de seus olhos escuros. – Mas não imaginei que sua tolice fosse tanta... – era algo relativo. Para Sasuke, a complacência aliada à bondade era um sinal claro de tolice. –Definitivamente, não sabe nada. – disse por fim.

Após um suspiro, o moreno guardou a arma por dentro do sobretudo e logo voltou a encará-la. Sakura tremia como uma criança indefesa. A Haruno ficou ainda mais surpresa quando ele desfez os nós que a prendiam à cadeira e sorriu daquele modo levemente curvado e insinuante.

– Você virá comigo. – e mais uma vez, seus olhos fecharam-se para a realidade tão confusa.

 

 

***

 

 

     O som pesado de Black Sabbath tremulava as paredes frágeis do lugar que Naruto Uzumaki apelidara de “Chiqueiro”. Ele sabia que tudo poderia desabar a qualquer momento; o próprio Deidara, outro loiro irritante, tal como ele, havia lhe dito para maneirar em suas opções musicais quando estivesse ali. Mas ele não ligava. Obviamente, Naruto não ouvia ninguém e não estava interessado nas reclamações de Deidara. A única coisa que importava era seu bendito rádio vermelho.

– Se o Sasuke passar aqui vai dar um problemão! É ele que se encarrega de liderar na ausência do chefe. – alertou o loiro de cabelos compridos, espiando por uma fresta da porta de tinta verde. Apesar da fala mansa, Deidara estava blefando. Acreditava que o moreno de olhar perturbador não apareceria tão cedo assim. 

– Sasuke que se foda. – devolveu Naruto, balançando a cabeça de modo frenético. Ele era completamente humano, mas nem por isso deixava de testar a paciência dos companheiros que detinham particularidades um tanto... Assustadoras.

– Você consegue se recordar do que aconteceu da última vez? – Deidara voltou a perturbá-lo, adentrando completamente a sala de “reuniões”.

Naruto parou e lançou um olhar ainda mais cruel para o colega. Apontou-lhe um dos dedos, recriminando-o.

– Nem vem com essa! Ele nem conseguiu chegar perto porque eu fugi a tempo. Vocês adoram pegar no meu pé, não é? Não tem outra coisa pra fazer? – cruzou os braços tatuados e bem torneados. – Por que você não vai tentar dar em cima da Temari? Ah! Esqueci! Ela não dá a mínima pra você. – o Uzumaki gargalhou desesperadamente, recebendo apenas um olhar enfezado do outro loiro.

No momento seguinte, os olhos de Deidara arregalaram-se. Restou apenas um Naruto confuso encarando-o. O de cabelos compridos caminhou até a janela, afastando levemente a cortina encardida. Os lábios formaram uma linha reta e os olhos estreitaram-se ainda mais ao avistarem o homem que adentrava pelos portões carregando uma pequena criatura em um dos ombros.

– Ele está aqui. – virou-se para Naruto. O Uzumaki apressou-se a desligar o rádio. Olhava-o estupefato. – E está trazendo algo. – completou Deidara, ainda mais intrigado.

Os dois apressaram-se pelos corredores estreitos e mal iluminados.

Ao depararem-se com o olhar enigmático de Sasuke, ambos engoliram com dificuldade. Eles sabiam que havia algo de errado para ele estar ali tão cedo. O Uchiha não costumava comparecer com tanta frequência. Fazia apenas dois dias desde sua última visita à base.

– Espera... – iniciou o Uzumaki, aparentemente, à beira de um ataque de nervos. – É... É uma garota?

– Não é óbvio? – Deidara revirou os olhos claros. – Você não a matou. – ele confirmou, voltando-se para o Uchiha. – Só me resta saber o porquê de não ter atendido mais um dos pedidos de Orochimaru.

Sasuke continuava inexpressivo. Os olhos pesados miravam Deidara e Naruto.

– Qual é Sasuke! – Naruto berrou com o seu costumeiro jeito escandaloso. – Nós somos todos amigos, não vai falar nada?

– Não somos amigos. – o Uchiha proferiu friamente. Ainda não sabia por que aqueles idiotas tentavam formar alguma espécie de laço com ele. Eram apenas escravos do submundo, tal como ele o era. Não havia amizade, não havia absolutamente nada. Apenas o eventual trabalho em conjunto. A única diferença persistente era que Sasuke trabalhava para os dois lados... Naruto e Deidara eram aliados de Obito, um homem de profundas ânsias, assim como Orochimaru, mas com objetivos completamente diferentes. Ao contrário do sujeito demoníaco e olhos amarelados, que queria, acima de tudo, a ascensão das trevas, Obito acreditava no perfeito equilíbrio entre os humanos e as criaturas do submundo; sendo assim, ele lutava para manter este equilíbrio.

Sakura, ao que tudo indicava, era a peça central de ambas as lutas.

– Não estou aqui para brincadeiras. – o moreno voltou a falar. Depositou o corpo desmaiado no sofá de cor vinho. Deidara e Naruto aproximaram-se, curiosos.

– Ela é bonita. – disse o Uzumaki. – Por que a trouxe? Se o Orochimaru souber que está aqui, ficará louco.

– Vim falar com Obito. – Sasuke observava os traços delicados do rosto de Sakura. Segundos depois, os orbes escuros desviaram para Naruto. – Onde ele está?

– Chegará daqui a pouco. – respondeu Deidara. – Mas... Eu não entendo. – afirmou ao encarar a janela entreaberta. O céu sem estrelas parecia denso. Os relâmpagos, uma hora ou outra, iluminavam a negritude lá do alto. Dali onde estavam, eles podiam sentir a brisa fria que vinha do oceano. O local ficava nos limites da cidade, nas profundezas do subúrbio. A área isolada possuía a única propriedade em meio ao gramado alto. Mais adiante, além das pedras altas, as águas do oceano dançavam em seu próprio ritmo.

– Tenho motivos de sobra para acreditar que ela possa trazê-los de volta. – esclareceu Sasuke. Os olhos claros voltaram-se para a figura esguia de Sakura Haruno.

– Itachi Uchiha e Ino Yamanaka? – indagou Naruto.

Sasuke anuiu.

– Se ela pode nos destruir, é claro que Madara e Orochimaru a temem. E também... É óbvio que há um poder inimaginável que também pode nos beneficiar. A princípio, ele a queria morta.

– Porque já está com o plano encaminhado. – pontuou Deidara. – Vocês já ouviram os boatos, não? – olhou para os companheiros. – Parece que ele juntou um bom número de *Strigois. O plano de dominação está causando um reboliço entre os outros subordinados de Obito. Então, ele a quer morta porque...

– Assim Obito não teria opções. – Sasuke completou.

– Nossa! – Naruto ofegou. Os lábios espichados revelavam um sorriso desconcertado. – Nós estamos ferrados.

– Não estaremos ferrados...  Se descobrirmos as outras utilidades de Sakura. – os olhos escuros voltaram a apreciar o semblante tranquilo da Haruno.

A marca em seu pulso pulsava ainda mais naquela madrugada.

E ele sabia...

Tratava-se de um aviso.

Afinal, desde quando ele não sentia dor? A dor o mantinha respirando. Esta também era a sua maldição. A sua especial condição sobrenatural. A dor servia de alimento puro, o sangue a escorrer, alastrando-se pela pele pálida, lembranças quebradas, perdidas... Dolorosas.

No passado, ele fora o assassino de seu irmão mais velho. Um ato insano para um momento de completa insanidade. Mas agora ele sabia que seus motivos eram inteiramente fúteis. A distância que erguera perante as emoções humanas, fizera com que enxergasse a própria estupidez.

Itachi Uchiha fora apaixonado por Ino Yamanaka. Um amor inteiramente correspondido, mas que Sasuke, herdando a alma maliciosa de seu pai, e a obscura de sua mãe, não conseguira aceitar.

Agora... Talvez fosse a chance de redenção. E quem sabe, Dimitri Razvan pudesse pagar por ter assassinado o amor de seu passado e seus progenitores.

Aquela família, na verdade, fora apenas marcada pelos próprios atos de maldade. A consequência, como Razvan havia dito naquela maldita noite, era nada mais nada menos, do que a morte. A morte mais cruel para as mentes que aprofundavam-se nos ensinamentos da magia negra.

Infelizmente, o Uchiha ainda não sabia como Orochimaru havia conseguido aprisionar Ino Yamanaka; ela, que no passado, oferecera seus dons de previsão ao mundo. O Uchiha não tinha permissão para vê-la, entretanto, a sensação de que havia algo ainda mais intrigante por trás de tudo, era muito forte.

A única certeza era que, para Sasuke, restara a alma corrompida e quebrada de um demônio que alimentava-se de sua dor física e psicológica. Mas agora ele sabia que com Sakura não era diferente. Ela também carregava um demônio dentro de si... Kaleena, a entidade dos renegados e da destruição.

Lançando um último olhar a Deidara e Naruto, o Uchiha retirou um de seus inseparáveis cigarros do bolso e saiu para a varanda libertar-se em seu vício. 


Notas Finais


*Strigois: Strigoi são, no folclore romeno, as almas atormentadas dos mortos que saem dos túmulos. Alguns strigoi podem ser pessoas vivas com certas propriedades mágicas. Entre as características dos strigoi estão a capacidade de transformação num animal, invisibilidade, e a tendência para escoar a vitalidade das vítimas através da perda de sangue. Os strigoi são também conhecidos como vampiros imortais.

Fonte: O nosso amigo chamado Wikipédia hehe.

Bom, gente. É isso. Espero que tenham gostado do capítulo. Em breve teremos mais esclarecimentos! Não esqueçam de comentar, opinar. Até \o/


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