História O.d.e - Capítulo 39


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Tags Menina 13/ode
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que gostem, preparei com todo carinho, amo vocês, beijos e boa leitura❤💐👏

Capítulo 39 - Por que você não volta?💕


 Londres       

 1997  

 P.O.V Ana 

   Eu olhei para Laurence segurando o choro, sem conseguir processar aquela informação. 

 -Você não fez isso Laurence...você não fez isso... 

 Lágrimas tomaram conta do meu rosto enquanto ainda olhava para o rosto de Laurence que permanecia frio.

 -Eu não fiz nada querida..

 -Não seja cínico, você é um psicopata, como pode ter feito isso comigo? Com o Henry? 

 Suspirei e pensei “Com a nossa filha..” 

 -Querida, palavras não matam, mas se usadas sem cautela podem matar. 

 -Eu sei que você não é esse monstro Laurence, o que aconteceu com você? 

 Eu perguntava enquanto segurava as mãos dele, na tentativa de achar uma explicação, para o que Laurence havia se tornado.                                       

             [................] 

 Eu estava deitada na cama do quarto de hóspedes não dormi com Laurence desde o ocorrido, faz 1 semana, olhei meu celular que estava no criado mudo e vi uma mensagem de Henry, meu coração disparou, dei um pulo da cama, e fiquei olhando o celular aflita, como poderia chegar uma mensagem de Henry? Á abri. 

 “Querida, já deve saber o que aconteceu, estou te mandando essa mensagem na noite em que fui levar Cristina em casa, porém o Laurence, ele sabotou o carro, e ele acabou pegando fogo, eu consegui sair á tempo, porem estou muito ferido, a mensagem irá demorar de chegar pois aqui é muita dificuldade para ter um sinal, Ana meus machucados estão doendo muito, eu sei que não resistirei, mas eu te amo Ana, eu te Am..” 

-NÃOOOOOOOOOO!!! 

 “E Eu nunca imaginei te perder..não agora.”

 Eu ajoelhei e comecei a chorar, mas a chorar muito, meu mundo estava vazio, eu perdi os meus sentidos, a única coisa que nesse tempo me fazia querer ficar viva era a Evy, mas eu fiquei sem forças após ler aquela mensagem, pensar que Henry sofreu, ele sofreu antes de morrer, e eu não estava lá para cuidar dele, do meu amor, eu não estava lá.. 

 -Senhora Ana o que aconteceu, ta sentindo algo?

 Rose entrou desesperada no quarto, se ajoelhou e me ajudou a levantar, enquanto eu ainda chorava olhando para o nada pensando em Henry, Dores tomaram conta de mim, dores muito forte, mas nenhuma chegava ao que meu coração estava sentindo. 

 -Chame um táxi, preciso ir para o hospital.

 -Ok 

Rose pegou o celular e chamou o táxi que não demorou nem 5 minutos, ela me ajudou a descer as escadas.

 -Ligarei para o senhor Laurence e avisarei que está indo pro hospital.

 -Não Rose, não o avise, ele deve está muito ocupado na empresa, sem contar que não quero ele lá, aii.. agora vamos.

 -Calma senhora Ana,.. Rose estava segurando meu braço me ajudando a entrar no táxi, nós entramos e fomos pro hospital.                            

                 [.............] 

 Acordei e minha vista estava embaçada, vi apenas um rosto me olhando atentamente, levei as mão aos olhos lentamente me sentia fraca, esfreguei os olhos e vi Laurence me olhando atentamente, sua feição fria como sempre, Desviei o olhar e vi Rose com alguma coisa embrulhada num manto rosa.

 -Que bom que acordou querida.

 Laurence tentou me dar um beijo mas eu o afastei. 

 -Olha a sua Mamãe acordou Evy..

 Eu olhei atentamente para Maria se aproximando de mim e me entregando a minha pequena. Ela tinha os olhinhos azuis como gelo e assim que percebi isso, uma lágrima rolou sobre o meu rosto, ela dormia como um anjinho, os traços em seu rosto, refletia Henry quando criança.

 -Ela é muito bonita, não querida? 

-Sim.. 

 Respondi seca, e Laurence havia falado num tom de ironia absurdo. 

 -Se parece muito com você..

 -Sim..

 -Os olhos são azuis, coisa que é estranha não é querida? 

 -Não, não é estranha pois o pai dela tinha olhos azuis. 

 Falei num tom um pouco elevado, Laurence me olhou frio e sarcástico. 

 -Em casa conversaremos meu amor.. 

 Rose apenas observava encostada num canto daquele quarto. O médico entrou. 

 -A senhora já recebeu alta.

 -Que ótimo, odeio hospitais.

 Falei me sentando na cama, ainda com Evy em meus braços.

 -Vamos para casa então.

 Laurence disse, enquanto estamos saindo daquele quarto. Entrei no carro de Laurence junto com Rose. Se eu pudesse não olhava nem mais no rosto dele, eu desenvolvi um ódio tão grande por ele..Fomos á viagem inteira calados. 

 Chegamos em casa, eu desci e carreguei Evy, entrei dentro de casa e Rose logo atrás de mim. 

 -Ana, dê a Criança a Rose, esperarei você lá no quarto. Ele disse friamente enquanto subia as escadas, eu entreguei a Evy a Rose e subi as escadas logo em seguida.

 - o que você quer? Falei parando em frente á Laurence. 

 -Eu te odeio com toda a minha força. 

 -Eu digo o mesmo.

 -Só que esse ódio por mim vai ter que acabar, querida.

 -Não me chame de querida. Laurence andou até um som que ficava no nosso quarto e botou uma música qualquer com um volume muito alto. 

-VOCÊ TÁ FICANDO LOUCO? Falei alto por conta do barulho. 

Laurence andou para trás de mim e pôs a mão em meu pescoço, o apertando com força. 

 -L-a..urence está me machucando.. 

 Começei a ficar sem ar..

 -Está machucando querida? 

 Ele deu uma apertada mais forte e logo soltou, assim que ele tirou as mãos eu botei as minhas em volta do meu pescoço por conta da dor.. 

 -Eu estou cansado de você Ana.

 Ele me arrastou pelo braço até o closet e pegou uma mordaça, uma fita isolante grossa e me jogou na cama. 

  -O que você vai fazer? Laurence por favor, eu acabei de dar á luz a nossa filha, tenha clemência.. 

 Ele amarrou os meu pés com a fita e as mãos também, eu me debatia tentando evitar porém em vão, ele é muito mais forte, eu já estava chorando tentando gritar, porém o som estava muito alto, por fim ele botou a mordaça

-Você pediu por isso querida.. 

 Ele falou passando a mão em meu rosto tentando tirar alguns fios de cabelo que caiam sobre o meu rosto. Ele tirou toda a minha roupa, me deixando completamente nua deitada na cama, passou a mão por todo o meu corpo, enquanto eu apenas chorava muito, tentando gritar porém com a mordaça era MT mais difícil, Ele tirou as roupas dele e veio até mim, Quando vi que ele iria abusar de mim, eu chorei e balancei a cabeça em tom de negação de forma brusca, eu tinha acabado de chegar do hospital, estava com pontos ainda, e eles doíam, Laurence então sem nenhuma piedade me penetrou, fazendo com que eu me debatesse de dor, comecei a sangrar, a sangrar muito, e ele sentia prazer em me ver daquele jeito, eu chorava muito, eu já não conseguia explicar tamanha dor. Depois de abusar de mim, ele pegou um cinto de couro bem fininho e lapiou todo o meu corpo, minhas costas ficaram sangrando, estava toda cortada, era uma dor inexplicável. Por fim, ele me deu uns murros bem fortes no rosto, meu olho com certeza ficaria com hematomas. 

 -Está sentindo dor querida? 

 Eu estava deitada de lado, Chorava muito , ainda estava amarrada.

 -Essa dor que você está sentindo, não é nem metade da que eu sinto todos os dias por saber que a minha esposa não me ama. 

 Eu só conseguia sentir ódio e mais ódio do Laurence, ele se tornou um monstro.        

            [..........]

 -Senhora Ana, o que aconteceu??? 

 Rose entrou desesperada no quarto, desligou o som, e veio depressa até a cama, pois ainda sangrava, ela me desamarrou e passou a mão em meu rosto. Tirou a mordaça..

 -Me leve para o hospital Rose..me leve para o hospital..

 Falei fraca, Rose foi até o closet pegou um roupão e me vestiu nele. 

 -Vou pegar a Evy e deixar com sua cunhada, a mãe da Sue. 

 -Ok faça isso, o mais depressa Rose, por favor.

 -Já chamei o táxi..   

  Rose saiu levando Evy, eu vi meu celular em cima da mesa de centro da sala e o peguei, fui até as mensagens e li a de Henry, naquele momento tudo que eu mais queria, era que ele tivesse comigo, era que eu pudesse ao menos encontrá-lo, saber que mesmo longe eu poderia vê-lo em algum lugar, mais aquilo foi tirado de mim.. nesse momento dei um grito de dor e ódio, joguei o vaso que estava em cima da mesa de centro na parede.

-O táxi chegou..vamos?

 Rose veio até mim, me apoiando e me levando para dentro do táxi, eu entrei e as dores estavam cada vez piorando, porém nenhuma chegara aos pés da que estava em meu coração. Olhei para as ruas de Londres que passavam, botei a mão no vidro e olhei para o céu.

Eu te amo Henry, eu te amo.  


Notas Finais


Espero que tenham gostado, hihi, e até o próximo💕🌷


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