História Odeio Amar você - Capítulo 9


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 9 - :::.Amor e dio.:::


Fanfic / Fanfiction Odeio Amar você - Capítulo 9 - :::.Amor e dio.:::

° Lilly P. O. V °

 

      Uns dizem que o amor acontece apenas uma vez na vida, outros acreditam que o amor não existe. Eu acredito que o amor é uma escolha, e que nós mesmos escolhemos quantas vezes devemos fazê-la.

 

- Acho que seus amigos terão muito trabalho essa semana. - Eu disse afastando nossos lábios com muito custo.

- Por quê? - Ele perguntou desnorteado. Seus olhos estavam brilhando e sua expressão estava completamente mudada, como se ele tivesse ganhado na loteria e eu era o prêmio.

- Porque eles terão um enterro para providenciar, seu idiota. - Eu disse tentando passar raiva em minhas palavras totalmente sem sucesso, ele riu.

- Ao invés de você ficar me ameaçando, é melhor pegar uma vassoura e limpar esse chão. - Ele disse beijando minha testa rapidamente e saindo da cozinha, me deixando perdida em pensamentos.

 

      Ora meu São José dos pecadores, o que foi que eu fiz? Peguei uma vassoura e recolhi todo o milho do chão em tempo recorde, depois voltei à sala com as mãos vazias.

 

- Cadê a pipoca? – Emanuel que agora estava sentado no sofá ao lado de Joyce perguntou olhando para mim zombeteiro. Filho de uma mãe!

- Desculpe meninos, mas vocês esqueceram-se de comprar milho na última compra. - Eu disse indo até Eduardo que estava no chão juntamente com os outros.

- Eu jurava que tinha um pacote no armário. - Matheus me olhou desconfiado.

- Não tinha não, procurei em tudo. - Eu disse tentando disfarçar.

- Então vamos assistir ao filme, afinal já esperamos demais pra nada não é? - Joyce disse irônica. Qual era a dela contra a mim?

- Estava morrendo de saudade. - Eduardo sussurrou para mim assim que deitei no tapete encostando minha cabeça em seu peito. Era difícil olhá-lo depois de tudo que havia acontecido na cozinha entre mim e Emanuel, mas eu tinha que tentar, ele não poderia desconfiar de nada ou jamais me perdoaria.

 

      Assistimos ao filme sem pipoca, mas ninguém pareceu realmente ligar pra isso. Fiquei feliz em ver que todos ali haviam gostado do filme e que estavam completamente vidrados nele.

 

      Olhei disfarçadamente para o sofá onde Emanuel estava com Joyce. Ela estava debruçada no braço do sofá prestando atenção no filme enquanto ele me fitava sem sequer disfarçar. Pude sentir que corei na hora, pois assim que encontrou meu olhar lançou-me um sorriso maroto.

 

      Bastou apenas um piscar de olhos da minha parte, e Joyce já estava em cima dele o beijando loucamente. Será que ela percebera algo entre nós? Bom, eu não ficaria ali para saber. Tirei minha cabeça do peito de Eduardo e sussurrei em seu ouvido:

 

- Preciso ir, amor. - Ele me olhou sem entender.

- Já? - Perguntou mostrando-se desapontado.

- Te vejo amanhã - Respondi me levantando do chão.

- Eu levo você. _Ele disse se levantando do chão também.

Todos na sala me fitaram e apenas uma pessoa parecia feliz com a minha partida, Joyce.

 

      Eduardo me levou em casa, e enquanto ele dirigia meus pensamentos foram parar no meu beijo com Emanuel, o que me fez sentir um arrepio e, consequentemente, abrir um sorriso fraco.

 

- Do que está rindo? - Eduardo perguntou estacionando o carro na porta de casa.

- Do filme, super engraçado, não? _Mas o que foi isso em Lilly. Não tinha outra coisa melhor pra dizer não. Meu Deus como tu és burra viu Liih.

- Não. - Ele balançou a cabeça, se aproximou de mim curvando-se em seu banco para me beijar.

 

      Nossos lábios se tocaram em um beijo calmo, ele brincou com a minha língua, me fazendo grudar as mãos em seu rosto. Sua mão desceu pela minha barriga e parou sobre minhas coxas, as apertando. Deslizei uma das minhas mãos que repousavam em seu rosto para seu peito, subindo sua camiseta, ele riu.

 

- Preciso entrar. - Sussurrei.

- Quero ficar com você essa noite. - Ele disse baixinho em meu ouvido me fazendo arrepiar.

- Eu também. - Respondi nos afastando. - Mas não estou pronta essa noite - Disse.

 

      Isso sempre funcionava com Eduardo, acho que nunca vou encontrar um garoto como ele. Que não tenta força a barra da namorada de jeito nenhum, se é que vocês me entendem.

 

- Tudo bem... Então, até amanha? - Ele perguntou abrindo um sorriso para mim.

- Até amanhã. - Disse abrindo a porta do carro e descendo do mesmo.

-Lilly. - ele me chamou.

- Sim - respondi colocando a cabeça para dentro do carro.

- Eu te amo. - Ele disse.

 

      Abri um sorriso e pisquei em resposta, fechei a porta do carro e segui em direção à porta de casa. Ele ficou com o carro parado até eu entrar, e algo me dizia que eu deveria ter dito um "eu também".

 

      Por inúmeras razões: A primeira é porque eu o havia traído com um de seus amigos e ele jamais me perdoaria se descobrisse. A segunda é porque ele acabara de dizer que me amava e se uma pessoa te ama isso já é motivo para amá-la também. E a terceira, e mais importante, é que eu também o amava, não como um namorado, mas como um amigo. Um melhor amigo, que sempre esteve comigo e que sempre me protegeu acima de tudo.

 

      Dei meia volta e abri a porta novamente, iria dizer a ele o quanto eu o amava, mas não havia mais ninguém lá, ele já havia partido. Pensei em ligar e dizer, mais ele entenderia como um arrependimento, e não iria mudar o fato de que eu não disse nada. Subi para o meu quarto e me joguei na cama. O banheiro me chamou para conversamos sobre um banho, mas me chamou tarde demais, pois eu já estava quase dormindo.

 

Acordei pela manhã, quer dizer, pela tarde, notando que Laura não havia me acordado para ir à escola e muito menos, Eduardo havia me ligado para saber o motivo da minha falta. Ele deveria estar chateado comigo por ter sido tão fria noite passada. Peguei meu celular na mesinha de cabeceira e liguei para ele, a fim de me desculpar.

° Ligação On. °

 

- Amor. - Eu disse devagar.

- Oi. - Ele respondeu fraco.

- Está tudo bem? - Perguntei.

- Por que não estaria? - É eu estava certo, ele estava mesmo chateado comigo.

- Não sei você não me ligou. _Falei.

- Por que eu deveria? _Ele fala. Em um tom de que isso parecesse óbvio.

- Porque eu não fui pra escola? - Sugeri.

- Entendo, mas está tudo certo. _Ele fala.

- Eu só queria dizer uma coisa. _Falei.

- Então fala. - Ele pareceu impaciente.

- Eu te amo - A palavra saiu da minha boca por livre e espontânea vontade.

 

° Ligação Off. °

 

      Ele ficou em silêncio por uns minutos, mas quando conseguiu falar sua voz estava… Como posso dizer?!... Empolgada, isso mesmo, ele estava feliz e vê-lo feliz também me deixou feliz, livre de um sentimento de culpa que estava a me dominar.

 

      Depois de ter me desculpado com ele, eu não tinha mais nada para fazer, fiquei apenas pensando em algumas coisas para a rádio da escola. Que também só poderia pôr em ação depois, pois amanhã seria um grande dia, ou pelo menos antes seria, mas o fato que importa é: O dia da trilha enfim havia chegado, e eu faria o máximo para aproveitá-lo e tentar esquecer todos os problemas a minha volta.

 

      Levantei da cama e fui direto para o banheiro. Fiz minhas higienes matinais. Tomei um banho rápido. Mas, tomei. Olhei-me no espelho e sorri. Era bom me olhar no espelho. Pois dava pra ver quem realmente sou. Rápida. Era isso que eu realmente era. Rápida. Porque não consigo ser uma pessoa normal, como as outras? Eu daria tudo pra ser igual às outras pessoas. Se divertir com seus amigos, sair para as festas. Ter um verdadeiro amor. Um amor de antigamente. Era ó o que eu queria amar e ser amada. Bom, amada eu já sou. Tenho meus amigos o Eduardo, mas não a mesma coisa. Afinal eu amo o Eduardo como amigo. E dera, eu se esse amor fora mais que amizade. Mas não é. E apenas um amor de irmão sabe? Aquela amizade. Sangue do sangue. Irmão de outra mãe? Pronto é essa amizade que tenho com ele. Nada ultrapassa dessa amizade. Não sei, mas, eu acho que estou sentindo algo diferente pelo Emanuel. Aff. Tenho que tirá-lo da cabeça. Mas, ninguém manda no coração. Mas, tenho que tentar. Se quero ser uma pessoa normal tenho que tentar. Vou conseguir. E só ser forte. Mas, como se ele é irresistível, não dá ele fica me provocando vocês sabem. Será que ele gosta de mim? Não, se gostasse não estaria comigo desde a festa. E não com aquela. Mas, eu que fugi. Mas, era medo. Eu já contei. Não preciso falar de novo. Mas, vamos logo com isso. Fui tirada de meus pensamentos. Com o meu celular tocando.

 

° Ligação ON. °

 

-Oi, filha? _Era minha mãe.

-Oi mãe. Porque não me acordou em? _Perguntei. Lembrando que ela não me acordara para ir à escola.

-Filha não deu. Eu tive que acordar bem cedinho. Ah! Não volto hoje pra casa. Então você pede para alguém te deixar lá na escola. E amanhã que você vai para a trilha não é? _Ela pergunta. Aff. Odeio esses discursos de mãe sabe?

-Sim mãe.  Amanhã. Porque não volta pra casa? _Perguntei.

-Trabalho, filha. _Ela responde. –Tchau tenho que desligar tá filha. Deixei comida pra você. Em cima do fogão. E se possível. De uma limpadinha na casa, tá? Beijos de luz.

 

° Ligação OFF. °

 

      Ela nem esperou eu responder. Desligou na minha casa. Nem estou me importando. Já está virando costume. Faz tanto tempo que não tenho a minha mãe só pra mim. Isso me faz muita falta. Ela e meu pai. Lembro como se fosse hoje. A última briga deles. Por mim. E foi nessa briga que eles se separaram. Um foi pra um canto. Acabei ficando com a minha mãe. Meu pai se causou de novo. Nunca mais tive noticias dele.

 

      Enfim. Sai do banheiro. Vesti um short jeans folgado. Uma blusa folgada e sandália mesmo. Afinal vou ficar em casa. Penteei meu cabelo, e o prende com uma suxa. Desci. Almocei né. Porque afinal já estava de tarde. E era o lanche ou o almoço. Então optei por almoçar. Acabei, lavei a louça e arrumei a casa. Hoje eu estava uma faxineira. Faz séculos que não arrumo a casa.



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