História Odiado Diário - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Assassinato, Diário, Obsessão, Originais, Yaoi
Visualizações 3
Palavras 917
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá! (*-*)/
Eu achei esse capítulo num documento do word perdido e decidi que continuaria com a minha ideia >.<
Eu estou muito nervosa em postar a minha primeira história, espero que seja uma leitura agradável e que seja bem recebida.
Boa leitura :)

Capítulo 1 - Prólogo - Sobre Diários e Relações


Fanfic / Fanfiction Odiado Diário - Capítulo 1 - Prólogo - Sobre Diários e Relações

Sábado, 20 de Setembro – 23:10.

 

Odiado diário,

 

   Sentado há horas numa posição desconfortável fingindo rabiscar algo legível sob o olhar preocupado e ansioso de minha mãe me cansou, percebi que ela não vai sair até que tenha plena certeza de que escrevi ao menos uma palavra nesse caderno que, segundo um dos inúmeros psicólogos, irá me ajudar de alguma forma.

     Como se eu precisasse de ajuda.

   Ninguém deveria ser obrigado a compartilhar segredos com um pedaço de papel que não oferece segurança alguma. A palavra "diário" nunca me foi agradável, pelo menos para mim, essa palavra remete repetição, monotonia, algo que é tedioso de tanto ser repetido diariamente, portanto um objeto com o mesmo nome não me chamou a atenção.

   Eu deveria começar a me apresentar? Deveria, mas se tem algo que me causa estranheza além de diários, são apresentações. Lembro-me da escola e do momento constrangedor de estar frente à turma e dar informações desnecessárias – e existem pessoas que conseguem exagerar, para pessoas que não se importam. Mas, já que aceitei essa palhaçada de diário, talvez extrapolar mais um limite não me fará mal.

   Para futuros curiosos que ousarem tocar nesse relato pessoal, meu nome é Pietro Meelter, trabalho como recepcionista num hotel famoso da região e estou no terceiro ano do ensino médio tentando parecer um adolescente comum. Minha família é o mais normal possível, irmãs e pais divorciados, uma irmã que namora escondido um traficante qualquer, outra que vive trabalhando sem dar atenção para seu filho, mãe que pensa esconder seu novo caso e um pai que imagina ser presente tentando nos iludir com objetos caros mais vazios em significado do que quem os dá.

   Desde o mês passado tenho somente dois amigos que citarei mais para frente, um se finge de menino educado e da igreja e o outro tenta esconder sua personalidade sensível por trás de atos nojentos e aparência excêntrica.

   E o que me levou até aqui? Resumidamente: terminando o terceiro ano do ensino médio minha melhor amiga Carolina morre "misteriosamente", eu devo estar muito triste pela morte da pessoa mais próxima e, segundo vários psicólogos que fui obrigado a conversar, passar por um psiquiatra para que ele ou ela me receite algo para minhas supostas noites mal dormidas sentindo falta dela e possível TEPT. O que resulta em dinheiro jogado fora com remédios e eu escrevendo nesse caderno.

   Sinceramente, faço isso somente para manter essa fachada de "garoto abalado precisando de ajuda". Pessoas normais e sua mania de dizer como devemos nos sentir são fascinantes. Mesmo me segurando ao máximo para me mostrar, ainda quero estudar suas reações quando se parece um simples adolescente. Quais seriam suas expressões ao saber como realmente me sinto? 

   As diversas expressões humanas me fascinam, é impressionante ver como um único rosto humano pode mudar ao ser estimulado com uma simples palavra ou gesto, facilitando nossa leitura de seus pensamentos e do que fará a seguir, tão influênciáveis. Pessoas comuns são muito moldáveis, basta fingir um pouquinho que você tem a reação esperada...

   Histórias à parte, talvez eu devesse falar um pouco mais sobre Carolina. Ela morava com seus avós em um dos bairros mais pobres da cidade, seus pais simplesmente sumiram sem deixar rastros e a abandonaram com eles. Ela sustentava a família e pagava a escola trabalhando como "garçonete" e com uma pequena aposentadoria que era oferecida aos idosos. Era o tipo de pessoa alegre e sorridente que todos queriam ter por perto, até terem perto demais e descobrirem com o que ela realmente trabalhava. Ela fazia a típica garota amável e de sorrisos fáceis que obviamente ninguém imaginaria ser uma prostituta. 

   Ainda lembro-me do dia que a encontrei entrando no hotel onde sou recepcionista, acompanhada pelo empresário importante que se hospedou por uma semana e tentava passar o mais rápido possível; a maquiagem pesada e roupas provocantes que não combinavam com sua suposta personalidade doce me espantaram assim que percebi quem era, encarou-me por um instante de olhos arregalados e seguiu o homem que apertava incessantemente o botão do elevador. No dia seguinte ela me ligou dizendo que faria de tudo para que eu não contasse a seus avós e que ela explicaria, explicação que tratei de recusar ao dizer que não contaria e que na verdade nem me preocupei em gravar esse fato em minha mente. 

   Dias depois ela parecia um pouco receosa todas as vezes que estava perto de mim e prestava atenção a tudo que escapava pela minha boca, porém, ao perceber que eu realmente não contaria a ninguém se sentiu em dívida comigo e passou a estar sempre por perto. Acho que foi por isso que nos aproximamos, ela tentava me animar e me fazer estudar para as provas, suas expressões eram tão espontâneas que eu me senti atraído por ela, sem o sentido romântico, somente achava incrível as caras e bocas que fazia. No fim eu mostrei como era realmente e nossa relação baseou-se nisso: eu era o único que não ligava para como ela trabalhava e ela a única que me entendia e não se importava com o que eu fizesse ou deixasse de fazer.

   Lembrar disso me fez sentir um pouco a falta dela, mas está feito e ela não levantará de seu túmulo por meras lembranças nostálgicas. Para que se arrepender agora? 

   Deixarei para explicar sobre minha família e meus outros amigos e nossa relação mais para frente, na próxima vez que decidir escrever nesse caderno.

   Acho que revelei demais por hoje.

   -Pietro M.

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado e não desistam de mim >.<
Tenho todo o enredo pronto, mas os capítulos ainda não foram escritos. Não tenho uma data prevista para o próximo capítulo, mas virá o mais rápido possível.
Peço que possíveis erros e confusões sejam relatados e que se for para criticar negativamente meu trabalho que seja por MP ou nem gaste seu tempo reduzindo minha autoestima, agradeço desde já :)
Mais uma vez obrigada por me dar uma chance ao abrir a história e prometo não decepcionar (*¯︶¯*)


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