História Oh, Doctor! - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber, Katherine McNamara
Personagens Justin Bieber, Katherine McNamara
Tags Incesto, Irmãos, Justin Bieber, Originais, Sexo
Visualizações 540
Palavras 1.578
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Famí­lia, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


eu sei, meu deus que irresponsável eu sou, me perdoem pela demora rsrsrsrsssss
OBRIGADA PELOS 700 FAVORITOS SÉRIO EU SOU OTÁRIA MAS JURO QUE VOU TERMINAR ESSA FANFIC LOGO

QUERO DIZER QUE SOU E ESTOU MUITO GRATA A TODOS OS COMENTÁRIOS DE VOCÊS MANO, EU LEIO VÁRIAS VEZES E MUITO OBRIGADA NOSSA SENHORA, VAMO SE BEIJAR TODO MUNDO AGORA MESMO!

obrigada também a todos que me ameaçaram via mp ou na tl, aliás podem devolver minha mãe quem a sequestrou tá, o capitulo tá postado rsrsrs

boa leitura

Capítulo 14 - Eu sou médico...


Anteriormente
"— Você realmente não reconheceu Kristoffer, seu sobrinho, Justin?"
(...)
"Onde estava Peter? Por quê minha irmã parecia ter sido estripada sobre a cama de casal? E por quê apenas ela estava daquele jeito, sozinha e ensaguentada? Onde estava Kristoffer, meu sobrinho de dois aninhos?
(...)
"— Reza, Peter..." — proferi em tom de ameaça, após o beep. — "Reza pra que eu não encontre você. Reze pra que eu nem suspeite onde você está. Porque quando eu te achar, e eu vou, você vai implorar por algo tão doce quanto a morte."
(...)
— Meu Deus! — Maria entrou em choque, agarrando a raiz de seus cabelos ao desligar o telefone e deixá-lo espatifar-se no chão. — Peter estava alcoolizado e bateu o carro contra um caminhão... — ela se apoiou na maca, com o o olhar perdido, parecendo entrar em transe — E Kristoffer... — Maria ficou ainda mais ofegante, com suor e lágrimas repentinas se fundindo sobre o rosto vermelho  — M-Meu filhinho morreu!
(...)
"— Me perdoe!" — sussurrei em seu ouvido.
Por fim, eu cometi o maior dos crimes médicos.
Eutanásia. 
 

Agora

Já sentiu cheiro de morte? Aquela espécie de odor que te deixa estático, cheio de náuseas e um forte medo de continuar preso naquela atmosfera febril? Bem, se a morte costuma se perfumar acredito que seu cheiro seja o de hospitais. Como médico, eu jamais trabalharia em um a menos que meus ganhos na clinica algum dia me deixassem na mão, o que claro, era difícil até de imaginar com meu nome estando cada vez mais em evidência. 

Quando entramos na ala de emergência, Maria estava quase desfalecendo me tendo carregando-a pelos braços, estava tensa, pálida e com fortes sintomas de desidratação. Eu disse que aquela não era uma boa ideia, a criança morreu e ela não tinha que vê-lo. Mas como dizer a uma mãe para não dizer o último adeus a seu filho, seu único e amado filho? E Maria, sempre tão teimosa, gritou comigo diversas vezes argumentando que se eu não a levasse, ela iria sozinha. Recebi tapas quando tentei acalmá-la, socos que não vieram para me machucar, e sim tentar arrancar a dor que ela estava sentindo. Seu mundo havia acabado, bem, ela só não sabia como reagir a tanto sofrimento.

Meus nervos transpareciam por minha pele em caracterização de veias grossas saltando na testa. Mesmo que eu quisesse ser forte por ela, minhas mãos tremiam de ódio e as pernas bambeavam em cada passo, eu sabia: estava perdendo o controle. Quando ela encontrasse o corpo de seu filho nada ia melhorar, aquele ar de tristeza pioraria trazendo seu fardo de sobrecarga psicológica junto, eu vivi o bastante para saber que a morte muda as pessoas. Mas nós nunca achamos que acontecerá com a gente, que aquela coisa de acidente de carro, causado por um filho da puta bêbado, matando uma criança inocente que tinha a vida inteira pela frente, só acontece com os outros, até que por fim o destino te mostra que a tragédia nunca escolhe suas vítimas por idade.

Conforme o corredor com luzes de emergência avermelhadas apitando perdia sua extensão, senti o nervosismo encher meu peito de raiva. Maria chorava e se lamentava sem ao menos ter visto seu filho, sofria por antecipação — ou só estava sendo sensata afinal, o menino morreu, o que restou foi apenas uma casca sem vida. Finalmente o enfermeiro rechonchudo que nos servia como GPS hospitalar parou frente a uma porta branca, virando o rosto para nós com tristeza no semblante, tentando ser complacente:
— Sinto muito, senhora. — balbuciou com empatia antes de se retirar. 
Maria tapava sua boca, com olhos apertados afogando-se nas lágrimas que pareciam não ter fim. Os gemidos de tristeza escapavam por entre os vãos de seus dedos e tomei a iniciativa de voltar a segurá-la pela cintura, antes que ela caísse. Me cortava o coração em pedaços vê-la daquela forma porque Maria não chorava, entende? Ela era a razão de nós dois, a que mantinha os pés no chão sempre, a que dizia que tudo ficaria bem mesmo com o mundo acabando. E se ela não estava bem, como eu poderia acreditar que as coisas ficariam? Minha irmã, minha garota... Eu não pude protegê-la. Minutos antes o mundo inteiro se resumia entre eu, ela e um pecado em comum, minha ansiedade morria em suas pernas, com seus gemidos de menina me dando mais combustível, e horas depois eu a assistia desfalecer numa maldita parede, sofrendo por ter sua vida arruinada.
"Cristo, eu não sei o que fazer..."

Encostei-a na parede amarelada ao lado da porta. Ela estava num estado muito parecido ao de choque mesmo não sendo totalmente, e mole deslizou até o chão, encolhendo-se entre as pernas. Respirei fundo tentando não desmoronar por vê-la naquele estado, sua dor me afetava, me provocava pontadas, a visão de ter minha irmã inundando suas roupas com as próprias lágrimas era de longe a pior das torturas. Abri a porta que o enfermeiro designou, ao que pareceu miar, me dando um soco com o cheiro forte de soro e equipamentos queimados. Lá dentro um par de médicos ainda anotavam coisas em pranchetas ao lado da maca e dois enfermeiros arrumavam a sala, indo e vindo com carrinhos de ferramentas hospitalar manchados de vermelho. 
— O que aconteceu com a criança? — perguntei, ainda parado na porta, atraindo a atenção de todos. 
O mais loiro dos médicos se virou para mim, me encarando por cima dos óculos arredondados. 
— Você não pode entrar aqui.
— Eu sou médico. — respondi, avançando alguns passos curtos.
— Não nesse hospital, meu amigo.

Então olhei para mim mesmo.
Eu tinha cheiro de blasfêmia e álcool nas roupas amassadas, o jeans manchado pelo sangue de Maria e a camiseta clara seguindo o mesmo exemplo. Meus cabelos grudavam no suor da testa e posso dizer que as tatuagens não me davam nenhum respeito como doutor, principalmente naquela situação. 
— O menino é meu sobrinho. — expliquei sentindo as mãos de um dos enfermeiros segurar meu braço e me puxar para trás. — Ou ao menos era.
— Onde está seu cartão de visitante, então?
— Com a minha irmã. 
— E aonde ela está?
— Porra, dá um tempo! — minha voz ecoou na sala, saindo mais alta do que eu imaginava. — Eu só quero ver o menino, ele já está morto mesmo, o que mais eu poderia fazer de ruim?
Não foi meu intuito ser insensível, mas as palavras saíram quase que sem querer.

Os dois médicos se entreolharam, intercalando a atenção entre o garoto e eu. 
— Seja breve, senhor. — pediram, abrindo espaço e me dando total visão da maca.
(...)

Kristoffer sentiu dor.
Sim, ele sentiu
Seu corpo pequeno, por menor que fosse, ficou preso entre ferragens que definharam o fêmur de tal modo, que se tivesse vivo não conseguiria andar mais. Em sua cabeça pequena haviam cortes mas em especial um amassado na testa, no lado direito, que esmagou o crânio e o deixou quase irreconhecível. Ver uma pessoa morta nunca é algo bom mas ver uma criança morta é perturbador, e naquele estado crítico, cheio de sangue e praticamente esmigalhado da cintura pra baixo, Cristo... Me deixou em pânico. 

Maria não poderia tê-lo visto, e não veria se dependesse de mim. Porém quando eu ainda estava paralisado, inerte de pavor ao encarar o corpo morto do meu sobrinho, minha irmã entrou na sala e seus gritos vazaram por toda a extensão da ala. Ela se jogou contra Kristoffer abraçando-o e chorando, pedindo pra que ele voltasse. Se sujou com o sangue que o envolvia, tendo o ruído apavorante dos ossos deslocados do garoto estalando conforme ela o chacoalhava. Eu estava anestesiado com tudo aquilo, apenas recuei alguns passos sentindo meus olhos arregalarem cada vez mais e o grito entalado na garganta me asfixiar. O loiro dos médicos correu até uma mesinha e trouxe em mãos uma injeção, enquanto o outro tentou segurar Maria de todos os jeitos. Parecia o inferno. Eles a pediam para soltar a criança e se acalmar enquanto ela se desesperava cada vez mais, espalhando todos os fluídos do menino pelas paredes. 

Maria clamava tão alto que o suor de suas têmporas escorriam vermelho, um diagnóstico precoce diria que uma de suas veias havia estourado pela sobrecarga, e aquilo deveria doer, mesmo assim ela não parava, estava cheia de adrenalina e luto.
Alcançando a coxa esquerda, a alfinetada da seringa a fez amolecer rápido, e enquanto um médico cuidou para que o cadáver não tombasse no chão, o outro segurou os braços de minha irmã, pedindo aos enfermeiros um leito móvel que a levasse para um local silencioso. 
Eu caí ao chão, sentindo o gelado da parede contrastar com o rubor do meu pânico. Minhas mãos apertavam minha boca, era como se eu estivesse paralisado sem conseguir reagir, os comandos que meu cérebro enviava ao resto do corpo não pareciam ser obedecidos, ou eram tantos que se chocavam. Não havia fluxo de oxigênio em minhas células, e se havia estava diminuindo gradativamente, em alguns poucos minutos meu coração pararia de bater mas, naquele momento não importava o meu estado. Maria perdeu sua vida junto de Kristoffer no acidente, nós nunca mais seríamos os mesmos, nada nunca mais voltaria a ser como antes. Tudo tinha acabado.
— Doutor, — ouvi ao longe a voz de um dos enfermeiros chamar o médico — o motorista do carro, pai da criança, respondeu a ressuscitação e está em coma porém estável, no andar de cima. 
Peter...?
— Ótimo, — suspirou — ao menos não teremos duas mortes aqui hoje.
 


Notas Finais


eu pude ouvir um amém?

outras fics dessa que vos escreve com tanto amor:
suspense / serial Killer
Mensagem Visualizada - https://spiritfanfics.com/historia/mensagem-visualizada-8254817

suspense/ terror sobrenatural
E.T. - https://spiritfanfics.com/historia/et-9761498

suspense psicológico
Despacito - https://spiritfanfics.com/historia/despacito-8730333

comédia / crack-fic
Oh, Aracy - https://spiritfanfics.com/historia/oh-aracy-9440737


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