História Oh My Hope - Capítulo 12


Escrita por: ß

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bot!hoseok É Cheiroso, Bot!hoseok É Lindo, Hopega, Hoseok, Hosuke, J-hope, J-suga, Sobi, Sope, Sou Muito Shipper Yoonseok Sim, Suga, Yoongi, Yoonseok
Exibições 631
Palavras 4.059
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, Misticismo, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


já faz 84 anos aiohuuiha
me desculpem mesmo pela demora, eu travei completamente pra escrever ): mas espero que gostem do capítulo mesmo assim.
AAAH UMA GAFE: eu me confundi e coloquei o nome do amiguinho do Jungkook como Jimin também, então... podem imaginar qualquer Jimin sendo migo do Kook e o >nosso< Jimin como o adulto. me desculpem por isso, eu realmente n sei onde estava com a cabeça... -_-
espero que gostem ♥

Capítulo 12 - Oh my angel


 

— Dá pra gente conversar?

Em circunstâncias normais, Yoongi teria rido e mandado Taehyung se foder. Contudo, estava vivenciando repetidas ocasiões que passavam bem longe de seu convencional e talvez por isso não tivesse feito nada mais que acenar com a cabeça, mantendo-se escorado no batente de sua porta, seu olhar jogado sobre o ruivo em pé bem à sua frente com certa apatia.

Antes de falar, o Kim ainda olhou para trás como se pudesse estar sendo vigiado. — Hoseok falou algo pra você sobre Park Jimin?

Talvez naquele momento o mais novo tivesse conseguido alguma atenção do Min, este que passou o peso de seu corpo de um pé para o outro, claramente desconfortável.

Quando ele deu espaço para seu dongsaeng entrar no apartamento, Taehyung deduziu que Yoongi sabia bem quem Park Jimin era. E, como si próprio, não tinha a melhor das impressões dele.

Assim que entrou no apartamento que nunca nem vira de fora, o ruivo fechou a porta atrás de si e seguiu seu hyung até a cozinha. Não pôde deixar de notar o quão limpo e organizado todo o local era - mesmo a pia não tinha uma louça suja -, e soube de imediato quem era o responsável por aquilo.

Na cozinha - notou que o apartamento tinha a estrutura parecidíssima com o seu próprio -, Yoongi estava já com um copo d’água na mão como se estivesse se preparando. O maior pensou que um pouco d’água não seria mau, mas nada lhe foi oferecido e sabia que não era apenas distração do dono do apartamento.

— Eu vou tomar isso como um sim — quebrou o silêncio que havia se formado, sorrindo de forma um tanto cínica para seu hyung.

— Então, Hoseok também falou desse Jimin pra você — ignorou a provocação alheia e surpreendeu até a si mesmo quando falou com um tom ameno.

— É, já há um tempo. Uma semana, eu acho.

— O mesmo pra mim.

— E desde então, esse cara tem ido à cafeteria todos os dias…

— Não gosto dele.

— Eu também não.

Yoongi arqueou uma sobrancelha. — E por que não?

Subitamente incomodado, o Kim deixou seu olhar cair sobre o chão brilhoso como se ele fosse interessante o suficiente para ter sua atenção. Não queria que o Min o achasse louco - não se importava com a opinião alheia sobre si, contudo, ainda precisava de algum crédito se quisesse descobrir o que aquele rapaz novo estava trazendo.

— Eu sempre fui sensitivo e desde que conheci Hoseok, meu sexto sentido se intensificou. Não sei explicar, é só… Eu tenho certeza de que tem algo errado nisso tudo e não posso ignorar isso. Minha família inteira é católica. Se eu puder evitar que alguma coisa ruim aconteça com Jesus, então eu vou.

Yoongi emitiu um som parecido com um riso. — Você acredita mesmo nele, não é?

— Você também acreditaria se o visse curando minha cadela.

O mais velho deu de ombros, preferindo não falar que já acreditava em Hoseok. De qualquer maneira, não seria uma informação útil para o Kim.

— E isso é só uma intuição?

— Eu fui ao Exo’luxion visitar meu irmão… Ele trabalha lá com o Hope — explicou, puxando uma das cadeiras da mesa para se sentar enquanto Yoongi o encarava meio de cima apoiado na pia. — Foi coincidência Jimin estar lá. Hoseok me apresentou a ele e era óbvio que o cara só continuava ali pelo Hoseok. Eu perguntei a Chanyeol sobre ele e… O cara é do tipo rude, mas parece uma rosa com o Hope. Fora os olhares que esse Jimin dava pra ele…

Yoongi arqueou uma sobrancelha. — Piores que os seus?

— Ei, cara — Taehyung pareceu ligeiramente ofendido. — Era um tipo diferente de malícia. Eu não recusaria Jung Hoseok na minha cama, mas Jimin o encarava… Você precisa ver. Parecia estar analisando um animal para o abate, como se refletisse o quão gostoso ele poderia ser. E digo isso no sentido bizarro da coisa.

Suga resolveu ignorar a provocação de seu dongsaeng e se focar no principal.

— Eu só estou falando isso pra você porque fiquei preocupado — continuou. — Pedi ao Baek que ficasse de olho, também. Eu disse ao Hoseok que aquele cara não é boa gente, mas ele acha que é só implicância. Talvez, se você falar algo…

Yoongi suspirou, deixando o copo já vazio em cima da pia para logo depois esfregar os olhos, um tanto cansado.

Era óbvio que já havia pensado em falar com Hoseok sobre Jimin; não aguentava mais ver seu dongsaeng falando sobre o tal cara gentil que ia à cafeteria todos os dias (Suga poderia apostar que não era só para tomar um café ou comer um pedaço de bolo confeitado). Estava enciumado, mas também preocupado.

Pelo visto, seu sexto sentido não fora o único a melhorar.

Não era como se gostasse de Taehyung - ou do fato de que Hoseok o visitava constantemente -, mas não poderia negar o carinho nítido que o Kim tinha pelo Jung. Era óbvio que o mais novo estava procurando por uma foda, contudo, talvez suas intenções tivessem mudado ao menos um pouco depois de toda a descoberta de, bem, Jesus. Não sabia se o ruivo era religioso, mas sabia que, se fosse, talvez desejar um dos maiores ícones cristãos não parecia muito… Puritano.

De qualquer maneira, era impossível não se encantar com Hoseok.

— Eu não sei como falar isso para ele sem parecer que é ciúme.

O outro sorriu ladino. — Você está com ciúme. Não estou lhe repreendendo, não me leve a mal. Só que não pode fazer com que algo não pareça aquilo que é.

O mais pálido torceu os lábios num desgosto palpável. — Você quer mesmo ser expulso, não é?

Taehyung riu e Suga revirou os olhos ao ver seu sorriso quadrado tão espontâneo. Quem diria que estaria se relacionando tão bem com seu vizinho ruivo que já traçou a cidade inteira? Quase dez minutos de conversa e nem um soco havia sido dado.

— Hoseok não estava com você? — perguntou, de repente, surpreendendo o mais novo com a pergunta inusitada.

Era sábado e todo sábado o Jung visitava o andar de baixo; não fora diferente naquele dia. Taehyung havia o deixado sozinho?

— Eu pedi que ele fosse ao mercado para mim — explicou, falando de forma cautelosa porque já esperava uma bronca. — Para que eu viesse conversar com você sem que ele suspeitasse. Não se preocupe, é aquele do outro lado da rua, eu já o levei lá antes.

Yoongi suspirou, assentindo. Tudo bem, era algo simples. J-Hope já andava de metrô todos os dias sozinho, atravessar a rua não era grande coisa.

— Eu acho que você deveria fazer uma visita ao Exo’luxion — disse por fim, já se levantando. — Verá por si mesmo e entenderá o que eu quis dizer… Embora eu imagine que você não precise de muito para desgostar desse Jimin.

O esverdeado se manteve impassível, assistindo, imóvel, o ruivo acenar e sair de seu apartamento calmamente, como se aquela tivesse sido outra conversa qualquer. Talvez Taehyung tivesse ganhado alguns pontos consigo, afinal. Não negaria a si mesmo o ciúme que ainda tinha em relação a Hoseok, mas apreciaria qualquer pessoa que tivesse a intenção de guardá-lo.

E deveria, de fato, visitar o Exo’luxion novamente.

Caminhou até sua varanda, sentindo o vento frio lhe pinicando o rosto. Pelo jeito, choveria dali pouco tempo; estranho, já que o Sol brilhara de manhã, mas o rapaz já estava de certa forma acostumado àquelas mudanças tão bruscas de tempo.

Na rua, as pessoas andavam, apressadas, parecendo alheias a tudo e mais despreocupadas do que em dias de semana. Sorriu quando viu Hoseok - mesmo de cima, ainda poderia reconhecê-lo em qualquer lugar - andando de volta para o prédio com uma sacola em mãos. Como se sentisse que estava sendo observado, ergueu a cabeça e sorriu, amoroso, acenando para seu hyung, que sorriu de volta e acenou também.

Quando o Jung sumiu de seu campo de visão, já dentro do prédio, pensou consigo mesmo que deveria comprar algo para comer, já que o moreno passaria o dia fora; seu olhar caiu sobre o pequeno mercado, e consequentemente, sobre o rapaz que se encostava na parede meio suja, observando Yoongi com os olhos felinos como se estivesse apenas esperando que o Min lhe notasse.

Reconhecia-o.

Ele estava vestido em roupas simples, uma calça jeans larga e uma blusa lisa igualmente grande preta. Virava com os dedos o cabo dum pirulito que vez ou outra levava aos lábios, parecendo se esforçar na tarefa de encarar o esverdeado, talvez esperando por algo.

Não foi necessário nem mesmo um minuto inteiro para que Yoongi saísse de seu apartamento, apressado, esquecendo-se até mesmo de pegar uma blusa de frio, arrependendo-se no segundo em que o vento frio tocou-lhe o corpo coberto com roupas finas, o que, ainda assim, não o motivou a voltar.

O rapaz de antes não estava mais ali, contudo, o esverdeado podia vê-lo andando um pouco mais à frente - era fácil reconhecer alguém tão alto e magro no meio de pessoas com porte comum, ainda mais vestido como se o vento frio não fosse intenso.

O fluxo de pessoas aumentou de forma súbita, todas vindas da direção da estação de metrô, o que poderia ser uma justificativa plausível, mesmo que pouco comum. Yoongi se viu trombando em vários transeuntes enquanto seguia o loiro que andava de forma muito confortável. Não pareciam estar no mesmo lugar.

— Ei, você! — gritou, tentando atrair a atenção daquele que tinha uma distância cada vez menor de si. Tudo o que recebeu foi um olhar reprovador de outros passantes que não tinham sua atenção.

Já haviam andando por umas boas ruas - cinco ou seis, se não estava enganado - e seu corpo se esquentou com o esforço físico pouco usual. Quando o loiro esguio mudou repentinamente seu trajeto para entrar num estreito espaço entre duas lojas, Yoongi sorriu, seguindo-o e o vendo de costas para si no fim do beco, a fraca luminosidade provocada pela sombra dos dois prédios altos que formavam aquele pequeno espaço deixando a cena um tanto quanto suspeita.

O Min sentiu o ímpeto de avançar, mas decidiu que seria mais seguro se ficasse mais próximo da saída do beco, concluindo consigo mesmo que não era uma situação confiável a que estavam.

— Hyungwon, não é? — perguntou enfim, a voz um pouco mais alta para que pudesse ter a certeza de que havia sido ouvido.

Hyungwon torceu o pescoço, encarando o esverdeado com um sorriso de canto como se estivesse orgulhoso. As janelas que ficavam nas laterais dos prédios refletiam a pouca luz solar e formavam sombras curiosas. Daquele ângulo, elas faziam com que o loiro parecesse ter asas.

Talvez tivesse.

Quando ele finalmente se virou corretamente, manteve o sorriso um tanto quanto cínico no rosto e só então Yoongi se sentiu confortável o suficiente para avançar, embora, teoricamente, as coisas continuassem as mesmas. No chão, o pirulito que antes ocupava os lábios fartos descansava com alguma poeira.

— Se lembra de mim, então…

E como esqueceria? Deus havia lhe falado dele. Qualquer coisa que o cara lá de cima falasse não seria esquecida tão facilmente pelo humano.

Uma divindade e agora um anjo. As companhias de Yoongi estavam ficando mais sofisticadas.

— Por que me trouxe até aqui?

— Não achei que seria sensato falar sobre Jesus e o apocalipse na frente de um mercadinho — disse simplista. Pendeu as mãos para trás dos corpo e entrelaçou seus dedos ali, caminhando de forma vaga para se aproximar do menor. — Sabe como humanos são… Adoram um boato.

— Mas por que não no meu apartamento?

— Não posso entrar sem um convite seu e imaginei que você não estaria interessado.

— Então como Hoseok entrou naquela noite?

— Hoseok é Jesus Cristo, sou apenas um anjo. Acho que você está esperando demais de mim. — Hyungwon riu. Ele realmente era bonito. — Será de melhor tom se encurtarmos esta conversa. Como meu Senhor deve ter lhe dito, estou aqui para aconselhar outra pessoa.

— Então por que estamos aqui?

O anjo teria torcido o nariz com o tom prepotente do menor se não soubesse que a provocação havia sido proposital.

— Eu tive muito trabalho para iluminar aquela cabecinha dura do humano de cabelos chamativos, então, um pouquinho mais de gratidão seria bem-vinda.

Yoongi, que até este momento imitava o gesto alheio, andando com certa folga vagarosamente, parou no lugar, arqueando uma sobrancelha.

— Taehyung? Você o fez sentir que havia algo errado?

— Oh, isso ele sentiria de qualquer jeito. O Kim é um humano sensível. Eu apenas o encorajei a falar com você… Não como estou fazendo agora, claro.

— Achei que vocês tivessem que respeitar o livre arbítrio ou algo assim.

— E temos — Hyungwon deu de ombros. — Mas acredito que você concorda comigo quando digo que as circunstâncias são especiais.

Suga suspirou, sentindo-se enjoado pela mera menção das tais circunstâncias, velhas conhecidas suas.

— Por que isso se agora vai me falar tudo de qualquer forma?

— Será mais uma pessoa zelando por Hoseok. Não sei do que está reclamando.

O menor encolheu os ombros. — Não estou.

O Chae sorriu satisfeito e deu uma voltinha pelo beco, observando-o como se estivesse apreciando uma bela obra de arte. Fora do estreito espaço, as pessoas continuavam indo e vindo, alheias a tudo que ali ocorria.

Cansado de toda aquela enrolação, o esverdeado voltou a se aproximar um pouco para então arriscar. — Park Jimin?

Aquilo captou a atenção do maior, que pareceu ficar sério de repente, parando quieto e encarando Yoongi com o olhos felinos.

— Imagino que o aviso não seja necessário, mas… Tome cuidado com esse rapaz. — sua voz se tornou mais grave e o anjo parecia verdadeiramente perturbado. — Zele por Hoseok, mantenha-o longe dele.

O corpo do Min já havia esfriado e embora ele não sentisse frio, sentiu-se arrepiar inteiro. — Ele não é um demônio ou coisa parecida, é?

— Pior do que isso. Park Jimin é humano.

Yoongi tentou não se ofender com aquilo, embora a tarefa fosse um tanto quanto difícil. De qualquer forma, havia entendido o que o outro quisera dizer. Não lhe tiraria a razão.

— Qualquer ação que você tomar agora influirá diretamente no que virá, qualquer pequena ação — Hyungwon explicou, parecendo um professor empenhado em fazer seu aluno entender a matéria. — E pelas ações que Jimin vem tomando, seu futuro será curto. Se você não interferir, o de Hoseok também.

— ‘Tá dizendo que ele vai acabar morto ou algo assim?

— Imagino que você já tenha entendido — e como Suga gostaria que não.

O loiro passou a andar normalmente até a saída do beco, dando a conversa por terminada, e quando passou pelo menor, cessou seus passos com a pergunta alheia.

— Mas e todo o negócio de respeitar o livre arbítrio?

Hyungwon sorriu. — Nós precisamos respeitar o livre arbítrio. Você não.






 

Yoongi havia voltado para casa depressa. Bastou que o outro rapaz sumisse de sua vista para que todo seu corpo se arrepiasse e desta vez, pelo frio. Xingara-se por toda aquela situação; agora também deveria ser babá?

Sentado em seu sofá com uma caneca de chocolate quente em mãos, assistia a um filme que gostava e que mantinha o DVD em casa por aqueles momentos. Não podia deixar de se alegrar por saber que sua antipatia por Park Jimin não era apenas ciúmes. Bem, era um tanto infantil se fosse parar para pensar porque aquele rapaz poderia matar Jesus Cristo - e o Min preferiu não pensar na ideia por saber que ficaria perturbado demais - e destruir qualquer possibilidade de salvação humana, e lá estava Min Yoongi tentando se convencer de que o que sentia não era ciúme. Embora fosse.

E, agora, também havia preocupação.

Perguntava-se por que Hyungwon simplesmente não dizia a Hoseok para se manter longe do Park - não seria mais simples?; lembrou-se então do que o anjo lhe disse sobre livre arbítrio e a ideia de que o Chae não podia interferir porque tudo agora se tratava mais de Hoseok do que de Jesus era até um tanto cômica. Não conseguia pensar, no entanto, como faria para convencer o Jung a se afastar.

Poderia dizer que havia sido alertado por forças divinamente superiores ou isso faria com que Hyungwon indiretamente fosse responsável por uma intervenção? Era tudo complicado demais e, ao que parecia, arriscado também. Malditos paradoxos.

Seus pensamentos um tanto quanto vagos por causa do filme que prendia parte de sua atenção foram interrompidos pelo barulho da porta sendo aberta e logo depois fechada. Era fácil demais saber quando Hoseok estava em casa, já que ele sempre aparecia daquele jeito espalhafatoso e sua voz não demorava para encher o ar.

— Hyung! — disse sorrindo como se não o tivesse visto há poucas horas. — Como você está?

Enquanto o Jung tirava seus sapatos e caminhava até o sofá, sentando-se ao lado do mais velho, este pausava o filme para dar inteira atenção ao seu dongsaeng.

— Do mesmo jeito que na última vez que nos vimos. Como foi lá?

Sabia que nada de anormal havia acontecido, mas perguntou ainda assim porque precisava de tempo para pensar. Deveria ser direto com o moreno como achava mais fácil ou…?

Por fim, decidiu nada falar sobre o assunto. De um jeito meio torto, algo dentro de si dizia que os planos e recomendações divinas tinham certo fundamento e não seria prepotente o suficiente para negá-las.

Quando Hoseok terminou de falar - como esperado, nada de mais havia acontecido -, esperou apenas que o Min sorrisse para si para que se aproximasse, encarando a xícara que soltava ao ar uma fumaça quentinha como se observasse algo interessantíssimo.

— Quer um pouco? — ofereceu, divertindo-se com o modo com o qual o Jung parecia curioso em relação àquilo. Assemelhava-se a uma criança.

— Você sabe o que eu acho de comer e beber… Coisas — murmurou como resposta, embora seus olhos não tivessem saído da porcelana escura. Agora que o esverdeado prestava mais atenção, Hoseok estava sentindo o cheiro do líquido. — Mas confesso que fico imaginando, às vezes, qual poderia ser o gosto disso.

— Você não precisa beber para sentir o gosto.

— Não?

— Não.

— Como eu faço, então?

Suga sorriu, deixando a xícara em cima de sua mesinha de centro para permitir que sua mão deslizasse até o pescoço alheio, trazendo-o para mais perto pela nuca, sendo observado por um dongsaeng genuinamente curioso. Quando Hoseok enfim entendeu as intenções de seu hyung - um pouco tarde, deveria admitir -, não pôde evitar de sorrir e inclinar-se um pouco para a frente a fim de ter mais contato.

Tocou os lábios do Jung com menos cuidado do que das primeiras vezes, sabendo, ainda assim, que não seria negado. Tentou trazer o maior para ainda mais perto, fazendo com que acabasse deitado no sofá com Hoseok entre suas pernas, os rostos próximos demais para que suas bocas não se desgrudassem. Este riu breve, achando graça do jeito alheio, surpreendo-se um tanto quando Yoongi deslizou a língua para dentro de sua boca. Sentiu-se bobo por ter se atrapalhado um pouco pela surpresa, o que tirou um riso, desta vez do Min.

— Não fique nervoso — disse, e embora sua voz tivesse soado meio risonha, ainda havia carinho.

— Não me peça o que não posso fazer, Gi — respondeu com o rosto adorável devido ao seu tom de voz insatisfeito. — Aigoo, pare de rir!

Yoongi só parou quando ergueu um pouco a cabeça para voltar a capturar os lábios macios, tornando a ultrapassá-los com sua língua e sendo melhor recebido desta vez. Agora a sua acariciava a alheia e Hoseok se surpreendeu com o fato de que realmente conseguia sentir o gosto da bebida quente que despertara sua curiosidade.

Delicioso.

O contato durou pouco; logo o Min voltava a erguer desta vez o corpo, sentando-se no sofá com Hoseok ainda entre suas pernas.

— E então?

O rosto do mais novo se tornou ligeiramente rosado. — Gostoso — murmurou.

Suga sorriu sem conseguir evitar de levar aquilo para um lado menos pueril. O que poderia fazer, afinal? Hoseok parecia tão adorável, o rosto um tantinho corado e a aparente vergonha…

Tudo que pôde fazer foi voltar a pressionar seus lábios contra os alheios. Inevitavelmente, havia se viciado.






 

Vendo Park Jimin, Yoongi entendeu com perfeição o que Taehyung quis dizer.

Como não estava mais indo à faculdade, na segunda-feira pôde sair de casa tranquilo para ir ao Exo’luxion próximo do horário de saída de seu dongsaeng. Aquela era apenas uma desculpa para tentar conhecer o tal ruivo que Hoseok tanto falava, se, claro, Dumbledore lhe desse um pouquinho de sorte.

E não é que Ele havia dado mesmo?

— Taetae pediu que eu ficasse de olho nesse Jimin — Baekhyun disse, atrás da bancada, secando algumas xícaras enquanto falava baixo com Yoongi. — Ele só aceita ser atendido pelo Seok e é um pouco rude com o resto de nós.

— Eu soube disso — respondeu e o rolar de olhos de ambos os rapazes foi tão sincronizado que pareceu combinado.

Yoongi não saberia dizer como havia acabado numa conversa que parecia tão íntima com Byun Baekhyun, o irmão de seu vizinho - que ele odiava, só para comentar. Pelos sobrenomes, concluiu que compartilhavam apenas a mãe. Ao menos o moreno era mais agradável.

Hoseok estava ajudando no andar de cima, mas Jimin estava ali - Baekhyun o indicara sutilmente -, sentado numa das mesas pequenas, saboreando uma xícara de café e algum pedaço de bolo, parecendo concentrado em seu celular. O Min deveria admitir: o rapaz era muito bonito, mesmo com aquela cara meio irritada.

Por isso estava esperando pelo Jung, que naquele momento já deveria estar se trocando para ir embora, sem saber que seu hyung estava ali. Quando o esverdeado o viu descendo as escadas já com suas roupas normais, sorriu-lhe e foi prontamente correspondido.

— Hyung! — disse, animado como sempre, sorrindo largo enquanto o abraçava. — Não me avisou que viria. Veio me buscar?

— Foi isso — confirmou com um meneio simples de cabeça, perdendo seu olhar na figura ruiva atrás de Hoseok propositalmente. Sabia que o Jung notaria e seguiria seu olhar.

E foi o que aconteceu.

— Oh, deixe-me apresentá-lo ao Jimin!

E com um sorrisinho satisfeito, Suga o seguiu.

Hoseok nem precisou falar nada quando se aproximou do Park; este lhe sorriu, não se parecendo nada com o rapaz de poucos segundos atrás, e quando seu olhar caiu sobre a figura menor ao lado do funcionário, seu sorriso falhou.

Foi por uma fração de segundo, mas Yoongi percebeu.

— Jimin, este é o Yoongi hyung — indicou com uma mão o menor e este se curvou, querendo vomitar por sua própria educação.

O ruivo levantou-se, imitando o gesto do mais velho sem tirar aquele sorriso irritante dos lábios. Seus cabelos ruivos brilhavam, mostrando o cuidado que o dono tinha com eles, e suas roupas eram simples, contudo, perceptivelmente caras. Uma calça jeans de lavagem escura e uma blusa preta de lã, apenas.

Baekhyun, que observava a cena, precisou chamar Sehun para que visse consigo aquele cliente tão ranzinza sendo simpático com alguém que não fosse Hoseok.

— É um prazer — Jimin disse. Sua voz saíra macia. — Imagino que você seja meu hyung…

Yoongi não fazia a menor ideia, mas assentiu mesmo assim. — Dongsaeng, é um prazer.

— Hope falou muito de você — comentou, fazendo o Jung rir baixinho, constrangido. — Finalmente pude conhecer o tão falado Gi hyung.

— Digo o mesmo — retrucou, a voz saindo um pouco mais áspera.

— Espero que possamos ser bons amigos, hyung.

— Seremos.

Quando os dois voltaram a se curvar em despedida, Hoseok abraçou o mais baixo dali, despedindo-se um pouco mais intimamente. O esverdeado assistiu as mãos do Park passeando pelas costas do Jung, indo talvez até baixo demais, e notou também o olhar que ele lançou ao moreno quando se separaram.

Não gostava de admitir, mas Taehyung estava coberto de razão.

E de repente, o vizinho do andar de baixo não parecia tão ruim. Porque Taehyung dizia a quem quisesse ouvir o que pensava, não fazia questão de esconder suas intenções e era sincero quanto ao carinho que sentia por Hoseok; Jimin havia sido tão fingido que qualquer pessoa perceberia isso, qualquer pessoa com exceção do próprio Hoseok. Não era apenas o ciúme falando. Não era coisa de sua cabeça; algo gritava isso para si.

Talvez Hyungwon não estivesse influenciando apenas o Kim, afinal.

De qualquer maneira, se Jimin iria querer fazer aquele tipo de situação, então Yoongi entraria e mostraria que naquele jogo, dois podiam brincar.

 


Notas Finais


e foi isso q
o próximo capítulo estreia oficialmente uma outra parte da fanfic e acho que já estamos mais ou menos na metade ou um pouco atrás???? talvez eu já tenha dito isso, inclusive, mas desta vez é pra valer (ou não .n)
obrigada obrigada obrigadaaa por todos os comentários e favoritos! eu sinto muito por todos os comentários que ainda não respondi. amanhã é feriado e prometo que tirarei o atraso também ;-; perdoem-me.
caso queiram:
http://www.twitter.com/min_word
http://ask.fm/lalaouo
beijos e espero voltar logo ♥


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...