História Oh My Hope - Capítulo 15


Escrita por: ß

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bot!hoseok É Cheiroso, Bot!hoseok É Lindo, Hopega, Hoseok, Hosuke, J-hope, J-suga, Sobi, Sope, Sou Muito Shipper Yoonseok Sim, Suga, Yoongi, Yoonseok
Exibições 399
Palavras 3.752
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, Misticismo, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


oi, gente ♥
era p eu postar esse capítulo ontem porque eu prometi a uma cremosinha q iria att até o fim do mês (no caso, o passado) mas estava com mt sono, perdoem ):
espero q gostem sz

Capítulo 15 - Oh my touch


 

— Mamãe disse que não existe brinquedo de menino e nem brinquedo de menina.

— Ela está certa, então. Ninguém pode lhe impedir de brincar com uma boneca, ainda mais com uma tão bonita quanto essa.

— O hyung gostou? Nós podemos brincar de casinha, então!

— Ah, vamos!

— Você vai ser a mamãe.

— Não posso ser o papai?

— Não, Seok hyung, eu vou ser o papai.

— Mas nós dois podemos ser os papais.

— E ninguém sendo a mamãe?

— É.

— Tá bom.

Encostado na soleira da porta, Yoongi sorriu. Havia se metido numa situação desconfortável quando Jungkook pediu que brincasse consigo. Já amava aquele pequenino, mas não tinha lá muito tato e não saberia como se incorporar a qualquer brincadeira que o mais novo propusesse. Para sua sorte e salvação, Hoseok estava bem ao seu lado e notando seu nervosismo, voluntariou-se quase imediatamente.

Agora, os três estavam no quarto do menor, este que era grande demais para uma criança tão pequena. Duas das paredes haviam sido pintadas de branco enquanto outras duas eram num tom de violeta muito bonito – Kyujung havia dito que era a cor favorita de Jungkook –, todas com prateleiras cheias de bonecos e algumas bonecas de ação, além dos gibis e também alguns livros que Yoongi tinha quase certeza que seu irmão mais novo não lia – O Apanhador No Campo De Centeio não era exatamente um título infantil. Tudo era muito organizado e foi com surpresa que recebeu a notícia que Jungkook arrumava seu próprio quarto daquela maneira. O moleque era organizado, ao que parecia.

Ele e Hoseok estavam sentados no centro do quarto sobre o tapete oval e fofinho que havia ao pé da cama de solteiro em madeira preta. Haviam brincado de esconde-esconde pela casa, de super herói x super vilão e mais cansado, o menino sugeriu algo que não precisaria de muitos movimentos corporais. Por isso, agora os dois estavam sentados ali brincando de casinha, Jungkook parecendo indeciso entre escolher trabalhar e cuidar de seu filhinho – que era o Iron Man, por sinal – enquanto Hoseok já decretava que cozinharia para a família.

Yoongi mantinha-se apenas observando de longe as duas pessoas que tanto gostava se entendendo tão bem. Seus cabelos esverdeados ainda estavam úmidos pelo banho que tomara há pouco. No dia anterior, havia aproveitado a piscina com os outros dois, mas o tempo deu alguns sinais de chuva, embora continuasse quente, e por isso se ocupavam em casa.

Enquanto os mais novos brincavam, passou um tempo com seu pai. Conversaram de tudo um pouco e se esquivou tranquilamente das insinuações de Kyujung acerca de um relacionamento dele com Hoseok. Solji não estava em casa porque havia ido trabalhar – era domingo, mas se bem se lembrava, ela era instrutora vocal numa empresa de entretenimento e não tinha um horário fixo.

— Oi.

Sobressaltou-se um tanto, causando uma risada tímida na mulher que continuava escondida pela parede para que Hoseok e Jungkook não a vissem. Pelo visto, já havia voltado.

— Que susto, noona.

— Demorei muito?

— Muito pelo contrário.

— Então podemos conversar.

Aquele sorriso arteiro que enfeitava o rosto jovial dela não a deixaria mentir nem se quisesse.

— Tudo bem — suspirou, rendido, abandonando o parapeito da porta para se apoiar na parede oposta a de Solji, longe do alcance ocular de seus dongsaengs. — O que quer saber?

— Eu acho que é a quinta ou sexta vez que faço essa pergunta — havia divertimento em sua voz, mas não era mentira. — Desde quando estão juntos?

— Faz pouco tempo. Não é exatamente um relacionamento, sabe?

— Vocês estão... Como é que falam, mesmo...? Ah, estão ficando?

— Acho que sim.

O sorriso de Solji tornou-se um pouco mais doce. — Vocês se gostam muito, dá pra ver pelo jeito que se olham.

Yoongi pigarreou. — Você vai contar ao...

— Ao seu pai? Claro que não — ela abanou o ar como se a hipótese fosse ridícula e riu baixinho. — Eu só queria saber porque estava curiosa e vocês formam um casal muito fofo, mas acho que você deve conversar com ele por si mesmo quando se sentir confortável o suficiente. Eu lhe garanto que ele não vai pirar ou qualquer coisa do tipo, talvez não fique nem mesmo surpreso, mas isso é entre vocês dois.

O Min se sentiu agradecido por isso, não que fosse falar em voz alta.

— Hoseok parece ser muito especial — Solji disse por fim. — Cuide bem dele.

Desta fez, foi inevitável para o mais novo não sorrir. — Eu cuidarei.

— Você disse que ele estava passando por problemas em casa, não é? — com a referência à mentira que haviam contado, Yoongi assentiu. — Se achar que estão muito sobrecarregados, podem passar um final de semana na praia. Kyujung e eu compramos uma casinha no litoral há alguns anos, mas quase nunca vamos lá porque ele nem gosta de praias.

Yoongi revirou os olhos por seu pai e riu. — Obrigado, noona.

Ela acenou com a cabeça e então se pôs a andar até as escadas, sumindo das vistas de seu dongsaeng quando voltou ao térreo.

— Hyung?

O esverdeado virou-se para trás, deparando-se com um Jungkook que já puxava a barra de sua blusa listrada para lhe chamar a atenção.

— Oi, Kookie.

— Vem brincar com a gente.

— O Hobi não está com você?

— Está, mas eu quero brincar contigo também.

Yoongi suspirou, novamente derrotado, sorrindo logo depois para dar a confirmação para seu dongsaeng. Jungkook voltou saltitando para seu quarto, comemorando mais uma vitória; droga, como seria capaz de dizer não àquele pirralho?

Quando adentrou o quarto, recebeu um olhar significativo de Hoseok junto com um sorriso sem-graça e um dar de ombros, quase como se estivesse se desculpando. Yoongi sorriu com o pensamento, sentando-se ao lado do moreno para então se preparar para o que quer que estivesse prestes a fazer.

— Espera — Hoseok interrompeu qualquer coisa que iria acontecer. — O Iron Man vai ter três papais agora?

Jungkook o encarou genuinamente confuso. — Ele não pode?

— Poder eu acho que pode, mas ele precisa mesmo de todos esses papais?

— Vocês podem ser os papais, então — decretou, dando a pelúcia do personagem para Yoongi, assim como o chapeuzinho que antes estava em sua cabeça – como se aquele fosse seu atestado de maioridade. — Eu vou ser o irmãozinho dele.

Yoongi deixou seu olhar sobre a pelúcia por mais um tempo. — Hã... Ele é meu filho?

— Sim, seu e do Seok hyung.

Desta vez, o olhar do mais velho caiu sobre Hoseok e este lhe sorriu alegre como se ter o Iron Man como filho fosse deveras excitante. Yoongi sabia que seria um porre porque todo mundo sabe que o personagem era um filho da puta, mas não achou que seria relevante comentar sobre isso.

Agora, ele e Hoseok tinham um filho.

— Então tá.

 

 

 

 

 

 

— Nunca achei que andar de carro fosse ser cansativo.

— Talvez tenha sido cansativo porque você ficou todo o tempo agarrado no banco esperando que um acidente fosse acontecer a qualquer momento.

— Ah, hyung, a própria noona disse que seu pai é um motorista ruim! Esses veículos que vocês inventaram são muito perigosos.

Yoongi riu das reclamações do mais novo, largando a mala com as roupas de ambos ao lado da porta de seu apartamento. Quando escureceu, Kyujung os levou de volta para casa. Jungkook pareceu triste por ter que dar tchau ao seu hyung, mas quando Solji lhe disse que ele não demoraria para visitá-lo novamente – e quando garantiu que eles mesmos poderiam fazer uma visita ao esverdeado –, o menino aquiesceu.

Mas ele ainda chorou um pouquinho quando o abraçou como despedida e Yoongi mentiria se dissesse que aquilo não havia mexido nem um pouquinho com seu coração.

— Você que é paranoico, dongsaeng.

Hoseok ainda resmungou alguma coisa antes de se jogar no sofá da sala, as pernas e os braços abertos enquanto aproveitava da sensação de estar em casa. Havia se acostumado ao apartamento de Min Yoongi e mesmo que ele não fosse a melhor moradia do mundo, era com certeza o melhor lar.

Estava com um pouco de calor, não o suficiente para suar, mas ainda assim algo. Esfriou antes que saíssem da casa de Kyujung e Solji e por isso havia vestido um moletom rosa sem estampa que parecia muito quentinho. Ele era, e agora que haviam chegado, o friozinho de antes passou e sentia-se tentado a procurar algo mais fresco para vestir.

Pensava consigo mesmo se seria um pecado muito grande estar com preguiça de trocar de roupa quando sentiu um peso sobre si. Yoongi havia andado até o sofá e acomodado entre suas pernas, sorria-lhe aquele sorriso gengival como se tivesse ouvido algo muito engraçado.

Em resposta, Hoseok apoiou suas mãos nos ombros alheios e sorriu também. — O que foi?

— Você ficou tão adorável com esse moletom — Suga disse com claro divertimento na voz como se estivesse conversando com uma criança.  — Rosa é definitivamente sua cor, Hobi.

— Eu gosto mais de verde.

— Você também fica bonito com verde. Com todas as cores, aliás.

Hoseok riu. — O que foi, Gi? Você não é tão carinhoso geralmente.

— Só estou tentando lhe ludibriar pra ver se ganho um beijo.

— Oh, então eu não estou adorável?

Foi a vez de Yoongi de rir. — É claro que está.

— E você nunca precisou me esperar pra ter um beijo.

O esverdeado sorriu, as mãos apoiadas no encosto do sofá, uma mão em cada lado da cabeça do moreno, sentindo satisfeito ele o abraçando pelos ombros.

— Está me fazendo esperar agora.

Acomodando-se melhor entre as pernas do mais novo, o sorriso de Suga aumentou um pouquinho quando Hoseok ergueu o corpo para lhe beijar, logo voltando a apoiar a cabeça no encosto do sofá quando seu hyung inclinou-se um pouquinho mais para lhe deixar confortável.

O beijo era calmo e lento e apesar daquele não ser seu estilo, Yoongi passou a apreciar aquele jeitinho meio dengoso com o qual Hoseok lhe beijava, como se esperasse sempre por mais e por isso prolongasse o quanto pudesse. Foi o mais novo quem aprofundou o contato – um gesto muito bem recebido – e não demorou para que as línguas se encontrassem, acariciando-se mutuamente dentro e fora da boca.

O Min deixou alguns selinhos nos lábios já úmidos, logo passando para a bochecha direita e o maxilar.

— Eu fiquei com vontade de te beijar lá — Hoseok segredou enquanto os beijos de seu hyung iam em direção ao seu pescoço. — Mas também fiquei morrendo de medo de pegarem a gente.

Yoongi riu contra a pele do pescoço alheio. — Pouparia as explicações que tive que dar para a Solji noona.

O Jung parecia querer dizer algo, mas nenhuma palavra saiu de seus lábios quando o mais velho lhe beijou ali, raspando os dentes por sua tez apenas para vê-la avermelhada, chupando o local sem muita força para não fazer nenhuma marca que o constrangeria mais tarde. Apenas suspirou, as mãos que antes estavam em seus ombros movendo-se inquietas até que acariciassem os cabelos esverdeados e também a nuca um pouco úmida pelo calor.

— Gosta assim? — Yoongi perguntou, sua boca vagando novamente pelo maxilar e então encontrando o lóbulo de sua orelha esquerda, mordendo-o e o puxando para baixo sem usar de muita força.

Hoseok apenas assentiu, fechando os olhos e tombando o pescoço para que seu hyung tivesse mais espaço ali.

Yoongi acariciou a cintura do moreno, esperando por alguma recusa para o contato, mas tudo que recebeu foi um sorriso tímido do Jung que continuava com os olhos fechados.

— Pode me tocar.

Eram palavras simples, mas elas representavam bastante coisa para ambos e Suga se sentiu orgulhoso de seu menino por um instante. Adentrou o moletom com sua esquerda, acariciando a pele que estava mais quente do que o costume, evitando suas costas porque não queria incomodar seu dongsaeng. Sua direita ainda era usada para se apoiar sobre o corpo maior que o seu naquele sofá que não tinha muito espaço e mais do que nunca Yoongi desejou estar em sua cama.

Hoseok apenas suspirava com os carinhos em seu torso e com a boca de seu hyung em seu pescoço, sentindo seu corpo se esquentar à medida que Yoongi parecia menos contido em lhe marcar, os estalos provocados ecoando por toda a sala quase silenciosa. Sentia seu corpo se esquentando mais a cada instante, um lugar em especial; não pensou que poderia ficar tão incomodado ali em baixo como se precisasse de algum tipo de alívio. Com isso em mente, esfregou seu quadril ao do mais velho, este que já estava junto ao seu, causando uma fricção gostosa que aliviou um pouco a sensação esquisita que sentia ali, embora tenha a aumentado poucos segundos depois.

Yoongi sorriu com o gesto do moreno, passando a ondular seu corpo contra o que estava abaixo do seu, apertando toda porção de pele que encontrava em seu torso porque suas unhas eram curtas demais para arranhá-lo. Seus lábios voltaram a encontrar os de Hoseok e Suga os tomou, pela primeira vez, num beijo quase desesperado.

J-Hope o correspondia em intensidade igual, embora tenha ficado um tanto quanto intimidado com seu hyung avançando contra si com tanta vontade. Suspirou contra os lábios alheios, aquela sensação se alastrando por todo seu corpo e ele nem ao menos podia dizer que era agradável. Aquilo lhe dava a necessidade de alívio que não tinha ideia como obter e, bom, era frustrante.

O esverdeado estava do mesmo jeito, com a diferença que entendia muito bem o que estava acontecendo ali; entendia o que estava fazendo, entendia por que seu corpo estava tão quente e entendia por que uma ereção crescia em sua calça assim como na do mais novo também. E ele só percebeu que era o único ali que tinha pleno conhecimento do que estava acontecendo quando Hoseok falou.

— Gi — sua voz era baixinha e até mesmo um pouco assustada. — Eu estou me sentindo estranho...

Yoongi parou o que fazia, seu olhar surpreso caindo sobre Hoseok que ficou receoso ao sentir seu hyung lhe encarando de forma tão diferente.

O mais novo estava vermelho, sua franja já se grudava um pouco à testa, sua respiração estava irregular; ele estava definitivamente excitado e nem se dava conta disso. Estava daquele jeito porque Yoongi começou com tudo aquilo, sabendo muito bem aonde queria chegar, esquecendo-se que seu dongsaeng ainda era ingênuo demais para certas coisas e aquilo se incluía na lista.

Yoongi não transava com bêbados se estivesse sóbrio porque bêbados não têm total controle sobre seus atos. Yoongi não transava com crianças porque ele não era a porra de um doente e crianças não têm dimensões do que fazem. Em relação à maturidade, Jung Hoseok era quase uma criança bêbada uma vez que não tinha a menor ideia do que estava acontecendo, mas não se oporia ao que o esverdeado quisesse fazer consigo porque confiava nele e queria agradá-lo. Suga sabia disso.

— O que foi? — Hoseok perguntou, assistindo, temeroso, o menor se erguendo e se afastando de seu corpo. — E-Eu fiz algo errado?

— Não, Hobi — suspirou. — Eu fiz.

Aquilo não pareceu convencer o moreno, este que se sentou no sofá apropriadamente, as pernas unidas e dobradas contra seu peito. Sentia-se envergonhado. Não queria desapontar o esverdeado por sua inexperiência ou ingenuidade; sabia muito bem que antes de aparecer naquele apartamento, Yoongi era solitário, mas não passava tantas noites assim sozinho. Até se admirava um pouco com o fato dele não se encontrar mais com as pessoas que se encontrava para entregar seu corpo por algumas horas; não queria que ele sentisse falta disso. E, se sentisse, queria que se saciasse consigo.

Suga estava sentado agora ainda mais afastado, os pés cobertos apenas pelas meias no chão frio e seus antebraços apoiados nas coxas. Queria conversar com Hoseok sobre aquilo, mas não tinha ideia de como começar. Sabia que o modo com o qual recuara não havia sido o mais adequado e agora seu menino provavelmente achava que havia algo errado consigo enquanto Yoongi só conseguia pensar no quanto definitivamente iria para o Inferno por ser um pervertido escroto.

Seu celular tocando o tirou de seu transe momentâneo.

— Eu já volto — disse, pegando o aparelho quando leu o nome no visor e indo até seu quarto rapidamente.

Fechou a porta e atendeu a ligação um pouco afobado, de certa forma agradecido por Namjoon estar lhe interrompendo – bem, se as coisas na sala tivessem dado certo, com certeza atenderia a ligação apenas para xingar o melhor amigo. Nos Estados Unidos, àquela hora, deveria ser de manhã e em geral, o mais novo estaria na faculdade.

— Namjoon?

Oi, hyung. ‘Tá tudo bem? Sua voz ‘tá estranha.

— ‘Tô de boa. O que foi?

Me conta seus planos pra semana que vem.

Yoongi sentou-se em sua cama, um tanto quanto confuso com o rumo daquela conversa, balançando os pés como se quisesse se distrair. Bem, queria, primeiro porque ainda pensava em Hoseok e segundo porque continuava excitado.

— Nada programado — respondeu. Namjoon não costumava ser tão aleatório. — Sei lá, talvez fazer uma faxina.

Acho que você deveria ir ao aeroporto, também.

— E eu vou fazer o que no aeroporto?

Receber seu melhor amigo que vai passar um tempinho no seu apartamento acabadão, ué.

O silêncio se instalou entre ambos e Namjoon já imaginava a cara que o mais velho estava fazendo, não podendo deixar de rir. E só quando ouviu a risada desgarrada do Kim que o Min se deu conta do que havia ouvido.

— Você virá pra cá?!

Levantou-se, incompetente demais para conter a própria excitação ao ouvir aquilo, um sorriso enorme e gengival se moldando em seu rosto enquanto andava de lá para cá em seu quarto.

Sim. Já até comprei as passagens, então, tipo, se você disser que não mais pra eu ficar no seu apartamento, eu vou pra Coreia só pra lhe matar.

— Filho da puta — xingou-o rindo sem motivo aparente e ouviu um resmungo do outro lado da linha. — Que dia você virá?

Eu lhe passo os detalhes por mensagem, agora preciso resolver uns negócios da faculdade. Tchau, hyung.

— Tchau, dongsaeng...

E quando a chamada foi finalizada, Yoongi continuou sorrindo.

Ainda ficou um pouco em seu próprio quarto pensando sobre o que havia acabado de ouvir. Estava tão feliz e não era do tipo de pessoa que demonstrava com tanta transparência seus sentimentos. Quando pôde enfim digerir tudo, saiu do cômodo no ímpeto de voltar à sala e contar a notícia a Hoseok – podia visualizá-lo perfeitamente ficando feliz por si –, mas então se lembrou que o deixou desconcertado no sofá e que tinha de resolver aquilo primeiro.

Com um pouquinho menos de animação, retornou a onde estava, encontrando o moreno na mesma posição de antes, encolhidinho, brincando com seus dedos como se fosse a coisa mais interessante do mundo.

— Posso saber por que meu dongsaeng parece tristinho? — perguntou, fazendo um pouco de manha para arrancar um sorriso do mais novo, o que funcionou. A ligação de Namjoon de fato havia lhe deixado de bom humor.

— Acho que decepcionei um hyung — respondeu num murmúrio. Seu rosto continuava corado.

— Por que acha isso?

— Eu não sei.  Ele sabe fazer muita coisa e eu só sei fazer comida. Às vezes ainda erro no sal.

Yoongi riu, sentando-se no sofá novamente, batendo em suas coxas para que Hoseok se sentasse ali. O maior o fez, sentando-se sobre as coxas finas, uma perna de cada lado da cintura estreita, a expressão sorumbática ainda em seu rosto.

— Você não decepcionou o hyung, Hobi — disse-lhe, acariciando seu rosto com a destra enquanto a esquerda entrelaçava os dedos aos alheios. — Eu só percebi que não estava fazendo do jeito certo.

— Que jeito certo?

— Hm... Você sabe o que eu estava fazendo?

— Me beijando. Minha boca, como das outras vezes, e minha pele também.

— E quando eu me movi contra seu corpo... Como você se sentiu?

— Foi bom, mas também foi esquisito — confessou com a voz baixinha como se estivesse contando um segredo.

Yoongi sorriu. — Eu vou lhe fazer essa mesma pergunta daqui um tempo e você verá como sua resposta será diferente.

— O hyung vai me ensinar? — perguntou, um sorriso quase esperançoso nascendo em seus lábios (Seu sorriso tem formato de coração!, só naquele momento o esverdeado notou).

— Vou, Hobi.

Hoseok murmurou um “Yay” antes de deixar um selinho casto sobre os lábios finos. — Você não sente falta de... Estar com outras pessoas?

— Como assim?

— Sabe, de tocar... E ser tocado. Você entendeu. Era isso que estávamos fazendo, não era?

Ele havia entendido, claro, só achou estranho. Não imaginou que seus hábitos sexuais fossem de conhecimento do seu dongsaeng.

— Claro que sinto. Era uma parte grande da minha vida — riu ao se dar conta de que provavelmente era a única parte relevante de sua vida. — Mas eu não vou morrer e nada aqui em baixo vai cair se eu ficar um tempo sem isso, então, tudo bem.

Hoseok riu. — Agora, me conte por que você estava gritando no quarto.

— Ah — lembrou-se da ligação de seu melhor amigo – havia se esquecido dela, oras – e seu sorriso animado voltou a lhe enfeitar o rosto. — Namjoon virá pra cá semana que vem.

O sorriso foi contagiante, já que um muito parecido nasceu no rosto mais bronzeado, este que se levantou imediatamente, sem conter a própria animação. Também estava ansioso para conhecer Namjoon, afinal.

— Vamos fazer uma faxina!

Yoongi gemeu em desgosto. — Hobi... Ele só vem semana que vem...

— Então semana que vem nós limparemos de novo. Vai pegar a vassoura, eu vou começar pelo banheiro.

E quando Hoseok sumiu entrando num dos quartos do corredor que guardava os produtos de limpeza, Suga deitou-se no sofá e apenas fechou os olhos. É, uma soneca não faria mal.

 


Notas Finais


é, ficou curtinho, mas espero q tenham gostado :')
não vou me alongar por aqui porque estou morrendo de sono de novo ejfjwjfkw espero tb q tenham entendido por que o Yoon não foi além com o Seok. a partir do capítulo q vem acho q a fic vai se desenvolver bastante.
desculpem-me pela demora pra postar TuT prometo tentar não demorar tanto da próxima vez.
qlqr erro, pf, me avisem.
http://www.twitter.com/min_word
beijo!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...