História Ohana - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Chen, Xiumin
Tags Boyxboy, Exo, Gay, Xiuchen
Visualizações 40
Palavras 2.363
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fluffy, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Vamos endeusar essa capa que também foi feita pela @sollamentos. Obrigada, minha musa ❤

Vocês não têm noção das fofuras que se passam em minha cabeça quando começo a escrever Ohana, só Jesus na minha causa mesmo.
Espero que gostem, e mil perdões pela demora ❤

Capítulo 3 - Two


- Então vocês são... Amigos? Só para confirmar mesmo. – Era a terceira vez que Sehun repetia a pergunta. Com uma das mãos ele cobria aboca entreaberta em descrença e com a outra preenchia a ficha do estepe.

- Exatamente. – Jongdae respondeu inseguro, não entendia o porquê da pergunta ter sido repetida tantas vezes, mas acontece que na mente de Oh ele não conseguia digerir a informação.

Era assustadora a forma como os dois respondiam em uníssono quase todas as perguntas, eles sorriam um para o outro o tempo inteiro e faziam questão de sempre esbarrarem suas mãos. Ou eram gêmeos idênticos – O que no caso não era uma opção – ou eram namorados (A alternativa “Apenas bons amigos” estava fora de cogitação).

- Bem... Tudo bem – O diretor disse um pouco contrariado, recusando-se a acreditar naquilo que parecia uma péssima desculpa esfarrapada. – Os senhores podem me contar como é o relacionamento de vocês? Se não quiserem, tudo bem, mas é bom que saibamos seu nível de proximidade caso algo aconteça.

Do outro lado da mesa eles se encararam e Xiumin assentiu com um sorriso tranquilo, aliviando o pequeno desespero do amigo que já idealizava uma forma de fugir daquilo.

- Bem, senhor Oh, eu perdi toda minha família logo assim que comecei na universidade e isso me levou a morar com um amigo que, por acaso ou destino, era primo do Jong. Nós dois acabamos nos aproximando tanto quanto eu e o amigo dele. Hoje em dia eu não acreditaria poder viver com amizade melhor que a do Jongdae porque, obviamente, ele precisa de mim até para respirar – o mais novo riu nasalado ao seu lado. -, mas ele me ajuda toda vez que preciso dele... E nem tenho que pedir; ele sabe quando eu estou triste e, provavelmente, é o único que consegue me colocar para cima com mais facilidade que a Son. Tudo que uma pessoa pode ser na vida da outra o Dae é na minha. – Ele sorriu grande ao final, não reparando quão admirado era o olhar do diretor da instituição.

- O Min é a melhor companhia que qualquer um poderia ter. – O empresário começou antes mesmo que Sehun pedisse que ele o fizesse - Numa escala de zero a dez nossa amizade é onze. E se não fosse ele eu não sei o que faria, ele e minha filha são minha única família. – Jongdae sorriu grande e enquanto apertava a filha com um braço, segurou a mão do amigo.

- Bem, eu não tenho dúvidas de que você não se arrependerá da sua escolha senhor Kim. Não há questionamentos. – Sehun sorriu aos três do outro lado da mesa, entregando aos homens dois papéis. – Depois de assinado, a pequena Sonhee poderá finalmente entrar para nossa escolhinha. – A palavra pareceu mágica e fez a garotinha de cabelos negros pular do colo do pai, que assinava os documentos, e se aproximar da mesa de madeira. Ela ficou na ponta dos pés e apoiou as mãos sobre o tampo, olhando para o homem grande do outro lado.

- Tio Selun, sela que você me deixa fica aqui na ecolinha hoje? – Pediu com a voz arrastada e o famoso olhar que Oh talvez descobrisse temer quase tanto quanto Minseok.

- Claro que pode, querida! O tio vai lhe mostrar tudo aqui. – Ele estendeu a mão para ela que fez um high Five com o mesmo, toda feliz.

- Parece que conquistou uma garotinha. – Jongdae chamou a atenção do diretor que pegou os documentos de volta e fechou a pasta da matrícula de Kim Sonhee, assinando a mesma. – Ela é bem tímida, você usou algum ocultismo.

- Poder de quem trabalha há anos com crianças, senhor Kim. – Os outros homens assentiram rindo. – Bem, concluímos tudo! Se quiserem deixar a senhorita Sonhee aqui, terei o prazer de cuidar dela pessoalmente.

O empresário que já se levantava e puxava a filha para o colo começou a negar.

- Não, não, senhor Oh. Muito obrigado, mas vamos levar a...

- Muito obrigado senhor Oh! A So vai adorar passar essa tarde com o senhor. – Minseok interrompeu o amigo e com delicadeza a puxou dos braços do amigo, entregando-a no abraço firme do diretor que lhe sorriu grande. Jongdae abriu a boca para protestar, mas novamente fora interrompido pelo amigo. – Vamos dar uma volta para espairecer e antes do horário de aulas acabar nós buscamos a garotinha.

O Kim parecia chocado com a afirmação, mas se deixou puxar pelo loiro sorridente que acenou para o diretor. E saiu da sala com passos longos e apressados. Dae só se sentiu completamente consciente de novo quando se viu parado de frente para Minseok na frente da escola.

- Eu não acredito que você tirou minha autoridade diante da minha filha e do diretor dessa escola! – Disse alto e de forma exasperada, apontando o dedo para o outro que assentiu.

- E faria novamente se tentasse ser um babaca mais uma vez. – Jongdae abriu a boca várias vezes, sem resposta. – A Sonhee não conhece criança nenhuma, enquanto você não tem descanso nenhum. Você precisa distrair um pouco, querido. – Xiumin ajeitou a gravata quadriculada do outro. – Vá passear.

- Sozinho?

- Não sei, chame algum desses carinhas que você ilude quando sente vontade e seja feliz. – Dae era muito ingênuo para perceber toda a dor de cotovelo imposta naquela frase. Em que mundo ele imaginaria que Minseok queria mais do que tudo ser um de seus carinhas?

- Ya! Não seja idiota. Você fez isso acontecer, você virá comigo. Age como se eu fosse te deixar trabalhar em paz. – O homem de terno rolou os olhos e enlaçou o braço com o do mais baixo, ganhando uma risadinha irônica como resposta.

- Você sabe que eu não trabalho antes das dez da noite desde que a Sonhee nasceu. Eu já desisti desse feitio.

Chen nada respondeu. Não existia retruco quando tinha consciência de que realmente não havia dado sossego nenhum para Xiumin desde que saíra da casa do pai com uma filha pequena e nenhuma habilidade com crianças.

- Não peça desculpa. – Minseok cortou quando Dae tentou iniciar a frase e então fortaleceu o enlace de seus braços e sorriu ao deitar a cabeça sobre o ombro do mais jovem. – Sabes que não é nenhum esforço pra mim, eu amo vocês.

A frase, como sempre, esquentou o peito de Jongdae.  Era de praxe sentir a esperança crescer em níveis absurdos quando com a maior naturalidade seu hyung dizia coisas bobas como “você é a coisa mais preciosa do universo” ou “considere-me pai da Sonhee também”. Ele tinha certeza absoluta que ele dizia aquilo sem pretensão alguma, que era na mais pura brotheragem, mas acontece que ele simplesmente não conseguia controlar o coração acelerado ao ver aquele sorriso – que iluminaria facilmente uma galáxia inteira – e ouvir aquela voz angelical. Não tremia mais como um louco ou soava em bicas, não mais pelo menos, mas não podia negar quão perdido ficava ao encontrar Minseok saindo do banho ou o constrangimento causado ao vê-lo conversar com alguém que demonstrasse interesse.

- Kim Jongdae, você está me assustando. – O loiro murmurou, ganhando a atenção do empresário que logo o olhou. – Terra chamando, querido! – Riu alto, chamando a atenção de quem estava do outro lado da rua.

- Pare de fazer escândalos, pelo amor. – Foi o que ele pediu, mas por dentro, a parte quentinha pelas palavras anteriores do loiro pegou fogo. Quando Minseok não continha a risada era a melhor coisa que havia. Era contagiante e gostoso de ouvir.

Jongdae poderia dissertar sobre as gargalhadas de seu melhor amigo, considerando que ouvia diversos de seus áudios do Kakao sempre que a insônia lhe pegava.

- Você está andando, mas sua alma parece que está fora do seu corpo há muito tempo. – Jongdae bufou e Xiumin sacudiu seu corpo de forma divertida. – Ya! Não é uma ofensa, pensando pelo lado positivo, você seria um ótimo figurante para The Walking Dead.

E ele riu novamente daquela forma escandalosa que fazia tão bem. Chen acompanhou, tão alto quanto o outro; acompanhou de uma forma engasgada e ficando sem ar enquanto apertava a barriga. Pelos céus, não havia nem sido algo tão engraçado, mas... Ele simplesmente não conseguia parar de rir.

E sorrir.

- Pare de fazer escândalos, pelo amor. – O Kim mais velho murmurou ainda sem ar pelo ataque de risos anterior, puxando Dae pelo braço, talvez achando que aquilo fosse fazer o outro parar de rir.

Minseok desistiu de tentar andar então apenas ficou ali parado, encarando Chen que ainda tentava parar de rir.

- Eu... Eu preciso te dar um... Um spoiler. – Engasgou.

- Eu já sei que o Negan mata o Glenn na sétima temporada, Dae. Não precisa dizer. – Xiumin bufou. Por que sempre insistiam em contar aquele spoiler ridículo que todo mundo já sabia? Não que aquilo o deixasse feliz, afinal, Glenn era seu personagem favorito e crush, mas era sempre bom dar a volta por cima.

A risada do moreno foi parando aos poucos, a respiração se normalizando, até que ele fechou a cara, meio sério, meio pensativo e bastante triste.

- Quem é Negan e por que ele mata o Glenn na sétima temporada, Minseok?

- Meu Deus, – Riu nervoso – não era isso que você ia dizer?

- Não! – Dae soltou o braço do amigo, encarando-o como se ele fosse um monstro. – Eu ia dizer que eu li num site que eles encontram a filha da Carol no celeiro do Hershel no fucking sétimo episódio da segunda temporada. – Jong analisou com calma a feição do amigo. Com minúcia pôde ver que ele mordia as bochechas e tentava esconder o desespero no olhar. – Kim Minseok olhe no fundo dos meus olhos e me diga em qual episódio de The Walking Dead você está.

- No...No... EUCOMECEIAQUARTATEMPORADAONTEMDESCULPA

- Queria não ter entendido. – O dongsaeng colocou a mão no peito de forma dramática, encostou-se a parede do prédio qualquer onde tinha parado em frente.

- Você nunca tem tempo para fazer mais nada comigo, Jongdae, eu achei que nem se lembrava de que tínhamos começado a assistir juntos. – Bufou, cruzando os braços e formando um bico mimado nos lábios, da forma exata como via Sonhee fazer todos os dias.

- Eu sou um péssimo amigo, né? – O loiro assentiu. – Mas pelo menos eu não continuo as séries sem você. – Vestindo seu melhor sorriso vitorioso, Jongdae virou as costas e continuou andando sozinho, mas desta vez colocando uma mão na cintura, tentando rebolar enquanto andava.

- Você vai deslocar o quadril, Dae! – O moreno apenas esticou um braço para trás dando dedo do meio, ouvindo uma risada contida do outro Kim antes que os passos deste passassem a lhe seguir.

 

⇜ ⇝

- Meu papai e meu titio que vão vir me pegar. – Sonhee sorriu grande mostrando a nova janelinha no meio de seus dentes e Somin, sua mais nova coleguinha riu.

- E sua mamãe?

- Eu não conheço minha mamãe. – A jovem Kim olhou através da janela perto de si. – Papai disse que ela é um anjo. O anjinho mais lindo.

- Entendi... Não deve se legal só te uma pessoa.

- Eu não tenho só uma pessoa! – Exclamou num tom que beirava a indignação. – O titiu Xiu cuida muuuuuuuitão de mim. E eu amo muito ele, igual eu amo meu papai.

- Mas ele não é sua mamãe, sua boba. – Park rolou os olhos, vendo a outra lhe dar língua.

As duas pequenas ficaram se encarando feio, uma dando língua para a outra e por vezes se chamando de “boba” por tal briguinha tão idiota. Não se passaram muitos minutos depois de o relógio marcar cinco da tarde quando um carro branco e grande estacionou em frente ao colégio.

O segurança do local sorriu para quem dirigia e abriu as portas de vidro do colégio ao assistir a mulher alta de cabelos descoloridos sair com classe total do carro e ir até a entrada única, esperando a filha, enquanto um homem esperava no carro.

 – Você só tem um! Eu tenho dois! – Park cantarolou e dando língua pela última vez, pegou a mochila lilás e correu até a porta, sendo recebida pelo abraço da mãe e levada até o carro.

Sonhee cruzou os braços e inflou as bochechas enquanto um biquinho crescia em seus lábios cheinhos. Ela nunca teria um casal bonito igual ao dos filmes para lhe busca na escolhinha como Somin tinha. O sentimento que fez os olhinhos da garota se enxerem de lágrimas não fora a inveja, fora simplesmente a tristeza.

- Olá meu amor. – Kim não havia reparado a aproximação do pai que se ajoelhou em sua frente e Xiumin que, sentando na cadeira ao seu lado, estendeu um pote de sorvete com o conteúdo um pouco derretido. – Ei, por que você está tristinha? – Jongdae mudou o tom e a expressão, virando com delicadeza o rostinho da filha para os dois lados, buscando algum machucado na garotinha.

- Eu quelo uma mamãe, papai. Tudo mundo têm dois. Eu só tenho um. – Sonhee deixou as lágrimas salgadas correrem pelo rosto clarinho acompanhada de soluços que ela tentava conter.

Os olhos do homem de terno foram se arregalando, o desespero sendo expresso claramente. Não havia forma de ela ter uma mamãe. Nem tinha como trazer Hyuna de volta, quem dirá comprometer-se com uma mulher.

Como explicaria para sua filha que no máximo, se Deus ajudasse muito, ela teria um outro papai?

- Ya, querida! Você tem ao titio Xiu. – Minseok abraçou a pequena pelos ombros, levando a cabeça da garotinha a se apoiar em seu peito.

- Mas você nunca será minha mamãe. – Ela respondeu com um bico.

Xiumin se abaixou até chegar perto do ouvido de Sonhee, sussurrando algumas palavras lá. Jongdae viu sua filha assentir incerta, passando as mãos trêmulas pelo rosto úmido. Min pareceu dizer mais algumas frases e quanto mais ele dizia, menos triste a garota parecia, deixando até que seus lábios repuxassem levemente para cima.

- Esse é nosso segledinho. – Sonhee finalmente pegou o pote de sorvete de chocolate e com um sorriso vitorioso encarou o loiro que gargalhou.

Jongdae nada havia entendido, mas sabia que havia adorado.

 


Notas Finais


Teorias sobre o segredinho dos dois? kkkkkkk Até a próxima ❤


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