História Ohana - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), TWICE
Personagens Jimin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Sana
Tags Abo, Bangtanboys, Bts, Jikook, Kookmin, Mpreg, Twice
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Palavras 12.975
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Cross-dresser, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Espero que gostem... MDS
To esperando os comentários de opinião!

Capítulo 1 - Os Nove Meses


Fanfic / Fanfiction Ohana - Capítulo 1 - Os Nove Meses

 

Era meia noite, não podia ser a pior hora para se estar no banheiro vomitando. Não mesmo.

Jimin podia acordar como uma pessoa normal, ouvir o despertador, levantar; e seguir seu dia, mas não era bem assim. Não depois que resolvera se casar com seu grande amor; Jungkook, o motivo de Jimin levantar todos os dias e se sentir a pessoa mais completa do mundo.

 

Só que suas noites de sono, estavam agora sendo preenchidas por quinze minutos de vomito diário. Uma pequena lágrima correu de seus olhos, quando percebeu que na sua frente estava, o almoço, o lanche da tarde e a janta - isso era horrível - e sua boca possuía um gosto amargo como o fel.

 

Suspirou fungando baixinho, não queria acordar Jungkook e o preocupar com isso. Levantou-se cambaleando e usando a pia de apoio, conseguiu escovar os dentes. Por fim lavou o rosto, escondendo a expressão chorosa.

 

Jimin era tão saudável, e mesmo sendo um ômega adorável e pequeno; sempre fora forte. Então porque miséria andava tão fraco ultimamente? Porque tudo que digeriu, não durava um dia dentro de si? Jimin estava preocupado consigo mesmo. Podia contar para Jungkook e ir junto dele fazer algum exame, só que o marido trabalhava tanto e era tão exaustivo pra si ter que se preocupar até com Jimin. Definitivamente, Jimin não perturbaria o Alfa. Cuidaria de si próprio sozinho.

 

Abriu a porta devagar, por medo de acordar o moreno, e após um copo de água bem geladinha. Voltou a dormir.

 

[~]

 

Estava no hospital, e nervoso. Logo de manhã depois que Jungkook saiu de casa - sem notar um Jimin pálido e fraquinho - o ômega teve de correr ao banheiro e soltar todo seu café da manhã. Agradeceu por ter feito aquilo, logo que o moreno saiu. Jimin nunca queria preocupar o marido.

 

- Park?! - ouviu. Girou a cabeça em direção a médica, e logo sorriu indo em direção a mesma.

 

Doutora Mirena - ruiva de pele branca, e óculos enormes e redondos - atendeu Jimin, fazendo perguntas sobre sua saúde e questionando o que exatamente estava acontecendo com o rapaz.

 

- Bom - raspou a garganta - eu vomitei muito, esses últimos dias. Não consigo comer nada, e minha cabeça dói constantemente. Também sinto nojo de algumas coisas que antes não sentia - sua expressão era chorosa.  Não gostava de estar assim.

 

- Certo - sorriu de lado, após escrever tudo o que seu paciente falou - você tem alergia a algo? - continuava escrevendo as informações naquele papel.

 

- A cacau - Jimin negou com a cabeça. Sempre que se lembrava de sua alergia ria consigo mesmo, não tinha direito a chocolates por isso.

 

- Nossa! Não pode com chocolate? - riu triste - isso é bem chato.

 

- Sim - Ele pôde sorrir um pouco. Essa médica o passava um pouco de segurança, talvez fosse o trabalho dela.

 

- Você é casado com um Alfa? - virou a folha. Vinha outra com poucas frases.

 

- Sim - sorriu mínimo. Era casado com Jeon Jungkook, seu Alfa.

 

- Lembra quando foi a última relação de vocês? - As bochechas do menor logo enrubesceram.

 

- Isso é mesmo necessário? - Sua face esquentou. Era tímido falando disso com estranhos.

 

- Um pouco Jimin, mas não se preocupe. Isso ficara entre nós - piscou brincalhona, tentando passar calma a ele.

 

- Certo - brincou com seus dedinhos sobre o colo - faz duas semanas - sorriu tímido, arrancando um aceno positivo da doutora que anotou algo ali.

 

As cenas quentes de sua relação amorosa com Jungkook vieram em sua cabeça; foi tão maravilhoso aquele momento. Lembrou que até tinha gozado duas vezes; e foi tudo preso ao corpo grande e gostoso de seu marido, dentro do banheiro. Não costumavam fazer isso, mas aquele dia a vontade gritou mais alto.

 

- Hum - depois de analisar aquelas informações, a mulher se levantou - vamos tirar seu sangue Jimin, pra fazer exames - saiu da sala. E o ômega foi atrás.

 

- Eu estou doente? - perguntou preocupado. Não podia ficar doente, não mesmo.

 

- Não posso afirmar nada, mas os sintomas não são normais, querido - sorriu. De certo modo aquele sorriso acalmava o menor - mas não se preocupe, pra tudo há um jeito - abriu a porta da sala para que o outro entrasse.

 

Jimin tirou uma amostra de seu sangue, rapidinho. Foi liberado pela doutora, e a mesma fez um pedido peculiar a Jimin. Para que quando ele fosse buscar o resultado do exame, fosse com seu marido.

 

Isso só bastou para deixá-lo nervoso, mas controlaria seu nervosismo. Nesse mesmo dia quando chegou em casa, ficou horas tentando comer algo que não o matasse de enjôo, e no fim decidiu que só água seria necessário.

 

Para acabar mais ainda, com um ômega frágil, sua cabeça começara a doer fortemente.

 

Mil e umas possibilidades de uma possível doença terminal, surgia na cabeça de Jimin. Será que estava com os dias contados? Não era possível, afinal a tecnologia estava bem avançada. Não devia temer uma doença, certo? Todos esses pensamentos só contribuíam para sua cabeça doer mais ainda. O pior de toda essa dor que o pequeno sentia, era ter que esconder de seu Alfa, o que foi um pouco difícil.

 

Jungkook percebeu os olhos cansados de seu ômega, e mesmo que ele dissesse que era só um enjôo passageiro, seu coração se apertou por sentir seu esposo frágil.

 

E naquela noite, mais uma vez, sem que ninguém visse. Jimin vomitou todo o líquido que havia bebido durante o dia, seu coraçãozinho pequeno estava com medo e em meio a dores; o Park também chorou baixinho. Sozinho e desamparado, por simples medo de decepcionar seu Alfa.

 

[~]

 

Era dia de pegar o exame, e mesmo tendo perguntado a seu marido se ele iria trabalhar; teve a resposta de sempre, junto de um: é óbvio Jimin, por quê?

 

E receoso, ele decidiu deixar de lado, respondendo um “por nada” ao marido. Não tinha escolha se não ir sozinho. Seu parceiro não fazia nem idéia de que Jimin tinha feitos exames, quem dirá que ia pegá-los.

 

No hospital, sentia-se suando frio. Hoje estava melhor do que nos outros dias, por incrível que pareça, isso porque Jimin resolveu parar de vez de comer. Assim a repulsa pelo alimento não viria, apenas a forte dor de cabeça.

 

- Park? - a voz conhecida o chamou, com um sorriso sempre acolhedor nos lábios.

 

O pequeno respirou fundo, apertou os olhos e rezou baixinho pedindo que estivesse tudo bem consigo. Foi a passos rápidos até a sala, sentando em seu banquinho já conhecido.

 

- Tudo bem, Jimin? - ela sentou em seu lugar. Toda aquela sala estava com ar de calmaria, que deixava o rapaz menos nervoso.

 

- Não - sorriu tímido. Não queria mentir, estava péssimo. Com fome, com dor e com medo.

 

- Imagino - ela estendeu a mão sobre a mesa - cadê seu marido? - suspirou. A médica gostaria que o tal marido desse ômega fofo, estivesse presente.

 

- Ele trabalha doutora - sorriu sem mostrar os dentes - não deu pra vir, mesmo - justificou.

 

- Entendi. Como ele se chama? - apoiou a cabeça em sua mão.

 

- Jungkook - sorriu contente. A alegria de falar do marido brilhava em seus olhos. Ele o amava, era seu bem mais precioso; Jimin nunca vira um Alfa tão lindo e maravilhoso como o seu, o amava com todas as suas forças. Pra Jungkook ser feliz, o ômega faria e fazia qualquer coisa.

 

- Você o ama muito não é? Está transparecido em seus olhos - ela também riu animada, junto do sorriso vergonhoso do paciente.

 

- Sim - o Park respondeu. O amaria para sempre, achava. Primeiramente tinha de saber o resultado desses exames pra ter certeza - eu estou doente? - perguntou curioso.

 

Destruindo todo aquele ar de alegria. A médica suspirou, Jimin suou gelado, A mulher então sorriu.

 

- Querido, você está esperando um bebê - sorriu. Agora feliz de verdade.

 

Jimin arregalou os olhos. Sua respiração acelerou, junto das batidas de seu coração e a cabeça latejou com o susto.

 

- Está tudo bem? - a mulher sobressaltou sobre a mesa, preocupada.

 

O menor assentiu levando a mão a cabeça, onde doía. Carregou as informações na cabeça; estava com um ser dentro de si. Um, dois, três. Foram os segundos precisos para que o ômega sorrisse em um eyesmile encantador.

 

Ele teria um filho, a maior prova de amor entre ele e seu marido. Nada explicaria a felicidade de Jimin naquele momento.

 

- E sério? - sorriu para a médica. Um aceno confirmando, fez suas bochechas arderem pelo sorriso grande - Yaa! - Jimin cobriu a boca com a mãozinha, rindo.

 

- Parabéns, Jimin - a mesma se levantou. Voltou-se para o menor o abraçando com ternura, ela sabia como era a notícia de estar grávida. Já passou por isso - você e Jungkook, serão papais - nada podia alegrar mais seu dia, que essa notícia.

 

Uma pequena lágrima de felicidade desceu pelas bochechas quentinhas do ômega. E depois de abraços e carinhos meigos da médica, ambos voltavam a falar sobre o assunto.

 

- Mas saiba Jimin, por você ser um ômega e não, uma ômega; a gravidez é arriscada. Nós tratamos os ômegas grávidos com mais cuidado, e por isso queria que seu marido estivesse aqui - suspirou - Mas não se assuste. Graças as nossas tecnologias, eu tenho certeza que tudo se saíra bem e você não precisa se preocupar muito.

 

- Eu vou continuar com esses enjôos? São horríveis - murmurou choroso - eu nem comi nada ontem, e nem hoje. Assim evito vomitar - fez um bico. Estava tão exausto.

 

- Céus! Não pode ficar sem comer por muito tempo Jimin! - imaginou como o ômega estava sendo forte por ter vindo aqui, nessa situação - os enjôos são normais nas primeiras semanas, e você está na primeira semana ainda - segurou as mãozinhas quentes do rapaz - olha, eu vou te ajudar nesse processo, sempre que precisar de mim; irá me chamar e eu vou.

 

A cabeça assustada do menor acenou positiva.

 

- Eu vou te dar uma vitamina, pra você tomar durante o primeiro mês. Mas não deixe de comer, beber bastante líquido e frutas – alertou - tente comer, e descansar. Vai ver como o enjôo vai passar e você não vai vomitar tanto.

 

- Obrigado - sorriu feliz, por tudo. E por ter uma mulher tão experiente e cuidadosa como sua médica.

 

Ele até queria ligar agora mesmo para o marido, e dizer a novidade. Mas o mesmo estava trabalhando e não queria incomodar agora.

 

Então a caminho de casa, resolveu contar para alguém que talvez ficasse bastante feliz. Sua mãe.

 

- Jiminie? - a voz estabanada da mulher o fez sorrir.

 

- Omma - sorriu miúdo. - Está ocupada? Quero te contar uma coisa - olhou pela janela, imaginando tamanha alegria ela sentiria.

 

- Então conte logo, fiquei curiosa. O que meu anjo aprontou? - sua voz alegre conseguia fazer Jimin rir, mesmo de longe.

 

- A senhora vai ter um netinho - Sorriu tão feliz. Estava amando contar aquilo para sua mãe.

 

- O que? Como assim? Onde? - a mulher se desesperou.

 

- Estou esperando um bebezinho - o Park mais uma vez ria, de felicidade.

 

- AAAHH! Caramba! - afastou o aparelho de sua orelha - Querido! Nosso bebê vai nos dar um bebê! - disse ao pai do rapaz. E animado como a mãe, sorria como bobo.

 

Sua viagem de volta pra casa foi cheia de sorrisos e alegrias. Seu coraçãozinho agora estava repleto de felicidade.

 

E antes de descer o táxi, recebeu mais um parabéns naquele dia.

 

- Desculpa, mas eu ouvi a conversa. O senhor está grávido? - perguntou com um sorriso no rosto, e feliz demais Jimin acenou positivo - oh! Parabéns então! - desejou.

 

- Obrigado - sorriu de novo, acenando para o moço gentil.

 

Estava deveras mergulhado na felicidade. Sabia dos riscos, dos problemas e dos nove meses que teria pela frente. Porém tudo valeria à pena, em fim.

 

Mesmo repudiando o odor dos temperos, que exalava pela casa; o Omega se esforçou para fazer uma janta para seu marido. Colocou no forno um prato diferenciado para ele, na vontade de agradá-lo antes da grande notícia.

 

Será que Jungkook vai reagir bem? Ficara feliz?

 

Perguntas como essa rondavam na cabeça do pequeno. Estava mais distante do seu parceiro, sabia que o mesmo passava mais tempo cuidando do trabalho do que de si, mas ainda sim achava que ele reagiria bem.


 

[~]

 

Depois da janta, o pequeno não estava se sentindo muito bem. A cabeça latejava, e o estômago revirando por ter comido um pouquinho de sua comida. Mas ainda sim, permanecia forte esperando o marido sair do banheiro, sentado em sua cama alta de casal. Seus pezinhos nem alcançavam o chão e ele aproveitava para balançá-los.

 

Até que ouviu a porta ser aberta, e seu coração frágil palpitou mais forte. Inflou as bochechas, soltando o ar com força, vendo o corpo lindo do maior vestir uma blusa branca.

 

- Jimin? - ouviu seu nome sair dos lábios finos. Suspirou sorrindo fraco para ele - porque está tão calado hoje? Meu bem? - os olhinhos do Park se fecharam em um sorriso.

 

- Quero te contar uma coisa - balançou os pés, para frente e para trás. Seu coração ainda batia descontrolado, igualando a seu nervosismo.

 

- Pode contar - Jungkook parou, caminhou a passos lentos até o baixinho, e se ajoelhou a sua frente. Notou que o pequeno estava nervoso, pois suas pernas estavam inquietas - o que foi Jimin?

 

- Eu… - apertou suas mãos, uma contra a outra - estou… - sua fala foi cortada pelo celular tocando. Bufou irritado.

 

- Alô? - o moreno atendeu. A conversa se estendeu - o que? - sua expressão voou para Jimin. O menor se encolheu apreensivo - certo. Tchau.

 

- Quem era? - seus olhinhos curiosos se ergueram.

 

- O que ia me dizer? Você está com algum problema? - segurou os joelhos do menor, preocupado.

 

- E-eu estou g-grávido - soltou todo o ar, nem viu que tinha prendido. A reação do moreno de silêncio o assustou.

 

- De quem? - arregalou os olhos. Jimin inclinou a cabeça rápido. Que tipo de pergunta idiota era essa?

 

- Ora! De quem? Jungkook? De você idiota - bateu no ombro do marido chateado, ia se recolher na cama decepcionado, mas não pôde com o corpo grande sobre o seu.

 

- Vai me dar um filho amor? - os olhos brilhantes do Alfa, o deixou mais tranquilo. Sua cabeça afirmou e seu rosto foi preenchido de beijinhos - eu não acredito! - Jungkook deitou o corpinho de seu ômega na cama, o abraçando e beijando seu rosto - Jimin! Eu te amo! Eu te amo! - repetiu enquanto beijava todo o pequeno abaixo de si.

 

- Eu também - Jimin sorriu. Fechou os olhos para Jungkook não o cegar com tantos beijos.

 

Estava feliz! Seu maior amor reagiu bem, e estava o beijando por todo lado.

 

- Jimin, eu te amo - o fitou sorridente. Aqueles dentes branquinhos brilhando sobre o olhar do pequeno. Tocou seus lábios nos de Jimin, beijando seu baixinho de forma carinhosa. Segurou seu rosto com todo cuidado, passando a língua pelos lábios cheinhos do Park.

 

Separaram-se ofegantes, mais ainda Jimin que não teve tempo de pensar. Sorriu escondendo seus olhos, com o corpo maior sobre o seu.

 

- Quando descobriu isso? - os dedos grandes de Jeon acariciaram o rosto bonito do menor, tirando fios bagunçados de seu rosto.

 

- Hoje de manhã - levantou sua mão, para também segurar carinhosamente o seu rosto - você está feliz?

 

- Eu estou explodindo de felicidade - saiu de cima do menor. Sentou na cama puxando o ômega para seu colo - por isso a médica acabou de ligar, pedindo pra você ir lá daqui três dias?

 

- Ela ligou? - seus olhinhos esbugalharam.

 

- Sim, e eu vou lá com você - abraçou o menor - tem um filhote meu aqui dentro? - segurou a barriguinha lisa do Park, que de primeira assustou; mas relaxou.

 

- Sim - seu sorriso não cabia em seu rosto. Jimin iria explodir de felicidade. Toda a preocupação sumiu de sua cabeça por instantes.

 

- Oi filhote - acariciou a barriguinha do Park - eu te amo viu? - o sorriso dos dois não podia medir de tamanha felicidade.

 

O ômega permaneceu no colo do marido, recebendo carícias e palavras amorosas. Ganhou vários “obrigado” de seu marido, não tinha como retribuir a ele, Jungkook era o destruidor de sua razão e a cabecinha do Park não funcionava bem, perto de seu Alfa maravilhoso.

 

- Amor - chamou o maior - talvez eu passe muito mal, então não se preocupe quando me ver vomitando - sorriu tímido.

 

- Jimin? Por isso você acordava toda noite? Estava passando mal? - arqueou a sobrancelha, assustando o menor.

 

- S-sim - sua respiração acelerou. Não queria que o marido soubesse.

 

- Jimin! Porque não me disse? Amor, nós casamos pra sofrermos juntos, pra dividirmos nossas dores - passou a palma da mão sobre o cabelo macio e escuro do ômega - nunca esconda nada de mim.

 

- Desculpa - se agarrou mais ao corpo dele. Estava com tanto medo.

 

- Eu quero marcar você - ouviu. Todo seu ser se encolheu. Céus! Ser marcado por um alfa era algo muito importante, muito mesmo; estaria eternamente ligado, de corpo, alma, coração.

 

- Jungkook - encarou os orbes dele. Sorriu pelo pedido, Jimin queria ser eternamente de Jungkook - eu te amo.

 

- Eu amo seu ser, Jimin - selou seus lábios ao do menor.

 

- Mas, se me marcar agora, vai sentir todas as minhas dores - abaixou a cabeça - não quero que sinta - negou com a cabeça.

 

- Nós ainda podemos? - segurou o queixo do menor, o olhando com apreço.

 

- Podemos o que? - inclinou a cabeça confuso. Jungkook o segurou pela cintura e foi em direção a seu pescoço, sentindo o cheinhos doce e aromático do ômega, este que se arrepiou.

 

- Transar - sussurrou perto do ouvido do menor. Jimin enrubesceu a bochecha, sentindo o nariz do moreno passear pela sua pele - eu te quero mais uma vez - selou um beijo no pescoço macio e branquinho.

 

- Então me tome pra você - Jimin sorriu. Os olhos de ambos se encontraram e lentamente, Jungkook deitou o corpo do menor na cama, segurando sua cintura.

 

Ele daria todo o amor ao seu ômega, o faria seu mais uma vez de uma forma mais amorosa. Jungkook tomaria todo o cuidado com o corpo de seu menor, o amava demais, e amava muito o fruto do amor de ambos, seu filho.

 

[~]


 

- Então você é o famoso Jungkook? - a médica animada cumprimentou o Alfa.

 

- Famoso? - a cumprimentou prontamente com um sorriso - sou eu sim.

 

- Venham, sentam - pediu. Sentou logo a frente do casal - parabéns senhor Jeon, pelo filho.

 

- Obrigado - sorriu. Esta era a mulher que dizia cuidar de seu ômega, então ele logo pegou afeição por ela.

 

- Jimin está bem? - perguntou ao baixinho. Este que receoso, negou com a cabeça.

 

- Ele passa mal, constantemente - o moreno disse pelo ômega - eu não gosto de vê-lo assim - suspirou.

 

- Eu sei - a mulher sorriu triste - Jimin - chamou estendendo a mão, para que ele pegasse; e o Park assim fez - você precisa ser forte, tudo bem? Muitas coisas vão acontecer - apertou as mãozinhas do ômega, que acenou com a cabeça.

 

- Eu serei forte - sorriu fraco. Os três ali sorriram juntos, diante a determinação do pequeno.

 

- Papai, preciso que cuide bem de seu ômega. Jimin vai precisar de cuidado redobrado, muito carinho e paciência com ele. Nada de comidas exuberantes, ele vai vomitar só de sentir o cheiro de alguns temperos exóticos - alertou.

 

- Uma pergunta - ambos encararam Jungkook, que se pronunciou - nós podemos transar?

 

- Aish Jungkookie - Jimin escondeu o rosto entre as mãos, totalmente vermelho. Enquanto isso a médica ria.

 

- Claro, é claro que pode – sorriu - a partir do quarto mês, pode ficar difícil de achar uma posição, mas com jeito vocês conseguem - sorriu calma - mas, a partir do oitavo mês, eu sugiro que não arrisquem muito. Pois o bebê estará perto de chegar e qualquer esforço da parte de nosso ômega, pode fazer mal.

 

- Entendi - Jungkook sorriu, mais calmo. Enquanto Jimin negava com a cabeça, envergonhado.

 

- Se precisarem de alguma coisa, podem falar comigo, tudo bem? - ambos assentiram.

 

E a partir daí, que uma rotina diferente, surgiu na vida de ambos. Os nove meses a partir de agora, seriam preocupantes.

 

Primeiro mês

 

O cuidado com o pequeno Jimin era grande, e o amor que ele recebia, também.

As famílias do casal fizeram uma festa para comemorar a notícia, e depois daquela noite; Jimin quase vomitou as tripas.

 

Acordou às quatro da manhã e correu para o banheiro, chegando a tempo só de levantar a tampa e despejar todo o alimento.

 

- Jimin? - um marido sonolento e assustado apareceu na porta. Jimin pediu para Jungkook ficar longe, não queria que ele visse.

 

Mais um monte de líquido viscoso saiu de seu corpo. E o menor não pôde evitar Jungkook o abraçando por trás e segurando firme sua mão.

 

- Está tudo bem, estou com você - apertou firme a mãozinha dele, passando confiança. A partir dai as noites do Park não foram tão solitárias.

 

 

 Começava a comer frutas tranquilamente, então todo tipo de fruta, seu marido comprava. O Jeon recebeu vários parabéns, de seus colegas de trabalho e por isso, também conseguiu abaixar a carga horária. Se dedicaria mais ainda ao seu Park.

 

Uma empregada foi colocada na mansão de ambos, para evitar o menor de fazer qualquer coisa.

 

O que mais doía no coração do Alfa, era ver seu pequeno sofrendo tanto com os enjôos, e as dores.

 

- O que você tem? - suspirou preocupado - fala pra mim.

 

- Eu sinto que vou ter um AVC de tanta dor - soluçou, secando as antigas lágrimas - minha cabeça dói tanto - suas bochechas estavam vermelhas por conta do choro.

 

- Shh, shh, vai passar amor - Jungkook beijou a testa do menor, acariciando seus cabelos com cuidado; queria tanto tomar as dores de seu ômega.

 

Segundo mês

 

Como os exames deveriam ser feitos todo mês, Jimin ia junto de Jungkook todo mês. Ele ficava muito satisfeito de seu companheiro estar o acompanhando.

 

Felizmente estava tudo bem, apenas sua saúde que parecia mais frágil que o normal; não será novidade. O ômega vomitou mais do que comeu mês passado, e uma vitamina mais forte foi dada para ele.

 

Sua barriguinha, já tinha uma pequena curva quase invisível. Voltaram para casa um pouco mais contente e forte, pois Jungkook comprou um tônico líquido para seu marido, que tomou sem reclamar.

 

- Eu quero melancia Jungkook - resmungou. Reagiu assim por ver as melancias em promoção no mercado. Pareciam muito suculentas.

 

- O que você quiser - sorriu. Ele fazia tudo o que seu pequeno pedisse, e cuidava dele de forma mais protetora possível.

 

Quando enfim chegaram a casa, um Park guloso sentou a mesa e detonou metade da melancia. Jungkook pediu aos deuses que ele não vomitasse tudo depois.

 

Conforme as semanas desse mês passaram, os enjôos do menor diminuíram, ainda aconteciam, mas bem raros. Agora Jimin conseguia dormir mais tranquilo, e comer algumas coisas a mais.

 

Terceiro mês

 

Alisava sua barriguinha, agora um pouco maiorzinha, mas por cima de alguma roupa; não dava pra perceber o tamanho.

 

Levantou sorridente e colocou uma blusa; se Jungkook o visse sem blusa, certamente brigaria falando que estava pegando friagem.

 

Desceu as escadas encontrando a amiga ali, junto do marido e seu amigo; Namjoon e Sana eram casados, e a sua mulher estava grávida também, só que de sete meses já.

 

- Vamos? - o menor perguntou descendo as escadas. Chamou a atenção de todos.

 

- Jimin, porque quer sair sozinho? - seu marido resmungou. Odiava deixá-lo sozinho.

 

- Não vou sozinho, vou com a Sana - sorriu animado. A mesma que incentivou Jimin a caminhar com ela.

 

Deixando dois maridos revoltados para trás, ambos os gestantes saíram para caminhar ali por perto; era tarde, o dia estava fresquinho. E enquanto conversavam, tiravam dúvidas acerca do bebê.

 

- Mas saiba Jimin, a partir do sétimo mês, você vai ter dores nas costas. Isso é horroroso - dizia fazendo uma careta.

 

- Isso é ruim - arregalou os olhos. Tinha medo de não aguentar até o fim.

 

- Mas não se preocupe - riu - se você chegou até aqui, vai chegar até o final. Eu quero que nossos bebês virem amiguinhos - sorriu animada.

 

- Eu também - os olhinhos do rapaz se fecharam em felicidade.

 

Quarto mês

 

Haviam chegado ao hospital. Os dias indo lá eram muito agradáveis pra Jimin, pois ele via seu bebê; era a melhor coisa de poder ir lá.

 

- Família Jeon? - a doutora chamou. Sorridente, sempre que via o casal se sentia animada.

 

- Olá Merina - Jimin cumprimentou entrando na sala, sentaram em seus lugares já conhecidos.

 

- Quero parabenizar o senhor, Jungkook, por estar cuidando bem de Jimin - ambos sorriram - ele está mais coradinho - sorriu aliviada.

 

- Obrigado - o moreno sorriu, apertando suas mãos firmes na do esposo.

 

- Certo, vamos fazer a ultrassonografia? - sorriu animada, ao que o casal também.

 

Os três foram para outra sala e Jimin foi deitado na maca; Jungkook estava em seu encalço.

 

- Vocês vão querer o ver em 3D? - perguntou sentando numa cadeira ao lado, agora com jaleco e luva.

 

- Sim! - Jimin respondeu espontâneo, ao que Jungkook concordou com a cabeça.

 

Ela ergueu a blusa do menor, e com um gel estranho pelos olhos dos pais, começou a passar o aparelho sobre a barriga do ômega. Primeiramente a médica se certificou que a imagem estava bem calibrada, analisou a formação do feto e vendo que estava tudo certo, mostrou aos pais.

 

Jungkook não podia dar o palpite, mas seus sentidos aguçados de Alfa, o fazia sentir que seu bebê era Alfa também, só não tinha certeza se menino ou menina.

 

- É um menino - sorriu a médica. Levando todos a sorrirem - parabéns Jimin, você vai ter um Alfa - festejou com palminhas.

 

O olhar de Jimin brilhou em direção de Jungkook, tudo que ele queria era dar um alfa forte a seu esposo, e não cabia dentro do seu peito, a alegria de saber que realizaria isso.

 

- Eu te amo - um beijo foi estalado em sua testa - obrigado por me dar um alfa meu amor - o moreno alisou o rosto do menor, passando ternura com seu olhar.

 

- Aqui esta seu bebê - chamou atenção a mulher. Todos encararam a máquina - as costelinhas dele, a coluna, seu corpinho está em desenvolvimento ainda - viu os dois bobos olhando para a imagem e sorriu - ele está lindo.

 

- Quando o protótipo fica pronto? - o mais alto perguntou ansioso.

 

- Não demora muito - sorriu - porque não me acompanha senhor Jeon? - ele acenou lendo nos olhos, que a mesma queria falar algo em particular - se quiser continuar vendo, pode segurar - entregou o aparelho para Jimin que sorriu agradecido - se não quiser mais, pode deixar de lado. Vamos?

 

- Vamos - Jungkook respondeu, seguindo a médica para fora da sala antes de verificar se seu pequeno ficaria bem.

 

- Bom senhor Jeon, agora que sabemos que ele é um menino, preciso lhe falar - disse séria - garotos são maiores e mais pesadinhos, Jimin vai reclamar de dor nas costas, e não vai ser pouco.

 

- Não seria bom, passar um remédio de dor pra ele? - o pai perguntou preocupado, não queria ver seu ômega com dor.

 

- Eu também gostaria Jungkook, mas gestantes não podem tomar esses antibióticos. Eu aconselho você comprar uma bolsa térmica de gel - as sobrancelhas dele se encurvaram confusas e a mulher riu - é uma bolsa grande que você vai colocar na banheira com água quente e pôr para Jimin se encostar, vai relaxar as costas dele.

 

- Onde eu compro isso? - caminhava atrás da médica, iriam pegar o protótipo 3D de seu filho.

 

- Aqui mesmo no hospital tem - sorriu.

 

Pararam na frente de uma bancada, que tinha vários “bebês” em escultura, tinham uns grandes e até pequenos, e o que ela pegou e deu para Jungkook, era pequenino.

 

- Como está seu bebê - entregou ao moreno, que pegou aquilo com ambas as mãos, sorrindo bobo. - Quando o bebê começar a chutar, não se assuste - alertou - também vai doer muito - suspirou. Ela não queria dar essas péssimas notícias, mas era verdade.

 

- Certo.

 

Voltaram para o quarto, e animado Jungkook mostrou seu bebê para o ômega, que agarrou aquilo sorridente.

 

Quinto mês

 

Estava exausto. Suor descia de sua testa, enquanto tentava recuperar a respiração. Ao lado, o Alfa também suspirava, e seu peitoral subia e descia descontrolado.

 

- Eu não sei se vou aguentar mais - o pequeno disse, cansado - desculpa, Jungkook.

 

- Por quê? - o moreno se virou, expondo seu corpo suado para o ômega, este alisou os fiozinhos molhados do rosto do menor.

 

- Eu não consigo, dói muito - fechou o olhinho tristonho - eu queria sério.

 

- Ei, calma - sorriu passando a mão no rosto molhado de Jimin - você não é obrigado a me satisfazer. Eu te amo. Tudo bem?

 

- Não vai me odiar? Me descartar? - abriu os olhos sentando na cama, sua barriga estava grande - eu vou engordar mais ainda e estou ficando inchado, não vai tomar nojo de mim?

 

- Credo Jimin, não fala isso! - sentou de frente para o pequeno, alisando sua coxa, agora marcada pelas recentes mordidas - você é o ômega ‘buchudinho mais lindo desse mundo - riu - você está lindo assim.

 

- Buchudinho? - fez um biquinho. De certa forma, ele gostou desse adjetivo.

 

- Sim - riu. Depois de uma noite longa se pegando, ambos acalmaram a respiração.

 

- Então não vai ficar bravo comigo? - se ajoelhou, com a barriga sobre a coxa.

 

- Claro que não – cogitou - mas, não se importa se eu procurar outro ômega temporário, né? - provocou o baixinho.

 

- O QUE? - seu susto foi quase incontrolável, e o Alfa começou a rir.

 

- Estou brincando - riu - não faça essa carinha emburrada - beijou o narizinho de Jimin - eu nunca te trocaria.

 

- Besta - choramingou.

 

Teve em mente que agora, não teria mais noites calorosa como aquela, seu corpo não aguentava. Ficou contente por ver que Jungkook realmente não se importava.

 

O seu quinto mês estava sendo tranquilo, comia tudo o que tinha direito e não passava mal, só dor de cabeça de vez em quando. Infelizmente, uma notícia triste acabou com a alegria da família que esperava o filho de Sana, pois a mesma perdeu o bebê. Namjoon estava desolado, e a mulher mais ainda.

 

Jungkook teve de acalmar, um Jimin que depois da notícia, ficou morrendo de medo de perder o seu.

 

E em meio a essa tristeza, a hora de achar um nome chegara e Jimin já tinha um nome em mente.

Jeon Chin-hwa era um nome bonito, certo?

 

Sexto mês

 

- Eu estou sentindo - riu animado. O pequeno estava chutando.

 

- Sério? - Jungkook voou do sofá e se ajoelhou frente ao ômega, pôs ambas as mãos sobre sua barriga e esperou.

 

- Ele vai sen… Rrr - grunhiu quando o bebê chutou forte, doeu muito.

 

- Ele chutou! - o moreno sorriu bobo. A barriga estava maior.

 

- Eu percebi - fez uma expressão chorosa. Não se importava em sentir um pouco de dor, se o seu marido sorrisse - ele é forte - suspirou.

 

- Sim - Jungkook percebeu a careta de Jimin, quando o bebê mais uma vez se remexeu - assim como seu Omma - sorriu dessa vez por Jimin, ele estava aguentando tudo afinal, sendo forte.

 

Sétimos mês

 

Não dava pra aguentar, de jeito nenhum, os chutes daquele bebê dentro de si. O ômega respirou fundo, uma, duas, três vezes e apertou os olhos. Ele estava agitado.

 

- Calma meu filho, não me mata antes da hora não - segurou sua barriga, sentindo os baques.

 

O moreno dormia ao seu lado, tranquilo. Ele se levantou, colocou as pantufas e saiu do quarto a passos lentos, estava inchado, gordo e tremendo de dor. Desceu as escadas devagar, o que julgou demorar uns seis minutos e na cozinha, pegou qualquer coisa para comer, de primeira vista; uva.

 

Sentou na beirada da mesa enorme de vidro e passou a comer, enquanto massageava sua pancinha.

 

Só que inevitável, ele não parava de se agitar, e o que sobrou foi um ômega chorando baixo, por não suportar a dor de seu filhote.

 

- Jimin? Senhor? - a voz dela ecoou em sua cabeça e mesmo sem querer, sua voz parecia muito irritante agora.

 

Sua cabeça levantou, apenas para certificar de que era Suny - sua empregada.

 

- Porque está chorando? - se aproximou levemente receosa - está com dor?

 

- Muito - o pequeno reclamou, limpando sua bochecha de pequenos resquícios de lágrima - ele não para de se mexer.

 

- Oh, Jimin - disse com pena se abaixando a frente dele - seu bebe é agitado - sorriu confortante. Ele apenas suspirou confirmando, afinal parece que seu filhote seria como o pai - eu posso? - se referiu a tocar a barriga do menor, este aceitou de bom grado.

 

Suny colocou ambas as mãos sobre a barriguinha enorme de Jimin, ele que no começo ficou receoso. A menina então passou a massagear o pé da barriga do menor.

 

- O que está fazendo? - fitou curioso, a garota apertar certas regiões de sua barriga.

 

- Minha mãe me diz, que quando o bebê está agitado é porque ele não está em uma posição agradável – afirmou com certeza.

 

- Ele está se acalmando - uma tranquilidade apaziguou o interior de Jimin, que jurou que morreria de dor esta noite.

 

- Deve estar melhor agora - a garota sorriu aliviada. Eu ao constar o sorrisinho fofo dele, soube que estava melhor.

 

- Estou sim - acariciou sua barriga com carinho. Estava bem melhor e sem dores fortes como antes - obrigado.

 

- Não há de que. Agora vai dormir, você tem um grande dia pela frente.

 

O ômega assentiu, um pouco zonzo e segurando sua barriga com apreço; a garota o segurou a mão e ajudou a se levantar,e ir até o quarto.

 

Na porta do quarto, a mesma então deixou que ele fosse sozinho, desejando uma “boa noite”.

 

Jimin adentrou o quarto com cuidado, viu que o moreno ainda dormia e deitou ao seu lado, procurando a cintura do moreno para abraçá-lo.

 

- Jimin? - ele se virou sentindo a mãozinha curiosa do outro - está tudo bem? - Jungkook ficou um pouco afastado, por conta da barriguinha de seu ômega.

 

- Está sim - sorriu miúdo - Jungkook… eu estou com medo - confessou. Surpreendendo o Alfa, que levantou a mão para acariciar os fios negros do pequeno.

 

- Não precisa ter medo, meu anjo. Eu estou, vou ficar, e sempre estarei ao seu lado - passou os dedos longos no rosto de seu amado, acariciando sua pele macia e cheirosa.

 

- Ele está muito agitado ultimamente, e dói muito - suspirou. Antes que pudesse pensar, seu Alfa subia o tronco para alcançar seu rosto, e o tocou nos lábios de forma tão mansa que quase foi impossível sentir seus lábios ali, mas ele queria sentir aqueles lábios e por isso o menor avançou contra eles, sentindo o geladinho dos beiços pequenos do moreno.

 

O toque singelo foi afastado pelo Alfa, que prosseguiu beijando a bochecha, o maxilar e o pescoço do pequeno.

 

- Jungkook, o que… - segurou o ombro do maior, apertando firme. Ele beijava a pele quentinha do outro, aspirando seu odor docinho de ômega.

 

O baixinho aproveitou para inalar o cheiro de seu Alfa, fungando no pescoço do mesmo; a mistura inexplicável de madeiras exalou em seu nariz.

 

Os toques de seu dono foram para sua clavícula, sem entender o menor apertava-lhe o ombro; sentiu a língua dele umedecer sua pele e deixar um chupão ali.

 

- Jimin-ah - o chamou soltando seu ar sobre a pele do menor, que arrepiou. Ouviu um resmungo do baixinho e prosseguiu - eu te amo, e sempre vou amar entendeu? - um aceno.

 

Jungkook tinha certeza do que queria fazer e assim fez; abriu os lábios na região da clavícula chamativa e linda daquele ômega, e mordeu ali. Ele o estava marcando.

 

- Jungkook! – o agora marcado se assustou. Sentiu os dentinhos cravarem ali, apertou os olhos, e mordeu o lábio agoniado.

 

O mais alto se levantou, sorrindo para o pequeno e passando o polegar na região, limpando em volta da mordida.

 

- Eu quero sentir tudo o que você sentir, quero saber como você está e quero estar eternamente ao seu lado - selou os lábios entreabertos do ômega, com gostinho de uva.

 

O baixinho estava feliz, mas assustado também. Afinal não queria que Jungkook sentisse tudo que ele sentia, não gostaria que o amado sofresse por causa de si.

 

Mas se contentou, ele pertencia a Jungkook, ele tinha um Alfa só seu e era um ômega único para seu marido; seu coração se aquecera por isso.

 

Oitavo mês

 

Sua barriga estava enorme, e seu bebê gigante e suas pernas doendo.

 

- A médica pediu que ele não subisse as escadas - suspirou - e agora?

 

- Ora, Jungkook! Vocês não têm o quarto de hóspedes aqui embaixo? Então - a sogra do moreno disse.

 

- Eu não quero dormir longe do Jungkook - resmungou o pequeno, fazendo biquinho de braços cruzados.

 

- Você não vai dormir longe de mim - sorriu para o baixinho - eu não ia conseguir dormir longe de você, meu ômega.

 

- Cadê o Appa? - sorriu tímido; ignorando o moreno bobo e maravilhoso.

 

- Foi buscar uma coisa no carro - a mãe de Jimin respondeu. Ambos resolveram visitar o filho - eu trouxe uma coisa diferente pra você Jimin - levantou animada - consegue vir aqui comigo? - o menor se levantou com dificuldade do sofá, segurando sua barriga e seguindo sua mãe.

 

O outro, ainda no sofá, observou seu esposo pançudinho andando; estava tão lindo daquele jeito.

 

Depois de marcar Jimin; Jungkook sentia variadas coisas em um dia, e agora ele podia sentir a felicidade de Jimin por seus pais estarem aqui.

 

- Aqui Jungkook - seu sogro adentrou a sala - meu presente pra vocês, depois não fala que não foi por falta de preservação - deu uma caixa ao genro.

 

- O que é isso? - desembrulhou receoso, e ao abrir, ficou envergonhado.

 

A caixa pequena estava repleta, até na tampa de camisinhas; e de vários sabores. O Alfa enrubesceu de uma vez.

 

- O que é isso? - a voz de seu ômega surgiu na sala. Percebeu que ele comia alguma coisa pela fala abafada.

 

- Isso, é pra você não ter outro bebê tão cedo - sentou no sofá, sorridente e orgulhoso - não que eu esteja infeliz pelo meu netinho, claro que não.

 

- Appa! - repreendeu seu pai ao ver aquelas obscenidades - tem todos os sabores - Jimin também corou.

 

- Chocolate - o moreno resmungou pegando uma das camisinhas e negando com a cabeça.

 

- Eu sou alérgico a chocolate Appa - O pequeno avisou, arrancando uma risada de sua mãe.

 

- Ora Jimin, você não vai comer a camisinha, vai? - deu de ombros. Infelizmente a consciência de Jungkook pesou e Jimin pôde sentir a vergonha de seu marido.

 

- A camisinha ele não come, mas o que ela vai envolver… - a mãe cruzou os braços ditando. O homem mais velho arregalou os olhos, Jimin ficou tão vermelhinho a ponto de esquentar o rosto. E Jungkook engasgou com os próprios pensamentos.

 

A risada da mãe foi o que quebrou o silêncio constrangedor.

 

Depois de certos dias, no qual Jimin já não conseguia sobreviver por causa das dores, seu marido se preocupava muito com ele.

 

- Jiminie? Porque está acordado? - girou o corpo na cama, sentia um mal estar dentro de si e sabia que era por causa da emoção do seu menor.

 

- De-desculpa - suspirou. Estava chorando e muito; por dores nas costas.

 

- Amor? O que foi? - se levantou rápido, em puro desespero. Ficou ajoelhado na frente do barrigudinho e segurou seu rosto com ambas as mãos - Jimin! Me fala, o que foi?

 

- Minhas costas estão ardendo de dor Jungkook - fechou os olhos para esconder suas lágrimas - eu não consigo respirar - abaixou a cabeça derramando as lágrimas quentes sobre seu rosto.

 

O Alfa se desesperou com a sensação ruim do seu ômega, pensou em algo para ajudá-lo rápido.

 

- Eu já volto. Não se mexe - pulou da cama correndo ao banheiro.

 

O que sofria na cama, não entendeu, mas via como seu parceiro estava preocupado. Deixou-se chorar por tamanha dor, as lágrimas o acalmavam um pouco. Suas costas doíam tanto, por ficar o dia inteiro sustentado sua barriga pesada.

 

- Vem cá meu anjo, vem - Jungkook se encurvou para ajudar o menor a se levantar. Segurou sua mão com firmeza e a outra mão sustentou na cintura do menor, este gemia de dor ao andar.

 

- O que vai fazer? - a voz chorosa perguntou andando até o banheiro.

 

- Qualquer coisa que te faça melhor Jimin, eu não consigo ficar em paz vendo você assim - o olhou preocupado.

 

O Alfa sentou o menor na tampa do vaso, pediu permissão para tirar-lhe a roupa. O despiu por completo e admirou a barriguinha enorme do esposo; seu filhote estava dando trabalho afinal.

 

Pelo olhar de Jimin, ele já sabia que ia se molhar, então seu marido o acompanhou até a banheira e o enfiou lá dentro na água quente.

 

- Eu deixei a água esquentar esse travesseiro de gel, vou colocar ele atrás das suas costas tudo bem? - sua cabeça afirmou, dando confirmação.

 

O corpo pequeno emergiu na água, suas pernas ficaram esticadas e a bolsa térmica de gel foi colocada atrás de si, na região das suas costas.

 

Estava quente, muito confortável e Jimin deitou a cabeça na quina da banheira.

 

- Se eu fizer algo errado, me fala - ouviu a voz grave dizer.

 

As mãos grandes dele prenderam nos ombros do pequeno, e uma massagem passou a ser feita ali; de acordo com os movimentos ele tentava relaxar o ômega.

 

- Eu vou comprar uma esteira massageadora para você - confessou atrás do Park.

 

- Isso é caro, não precisa - sua mão pequena subiu até sua barriga, fazendo um carinho ali.

 

- Não importa - o moreno inclinou-se, beijou a testa do esposo - pode fazer algum efeito.

 

- Eu te amo - declarou levantando a cabeça para fitar o marido atrás de si, com um pequeno sorriso aliviado pela dor.

 

- Eu também - beijou dessa vez o pescoço exposto a sua frente e em seguida erguendo o corpo, para alcança-lhe os lábios quentes.

 

Essa etapa da gravidez foi composta por muitas dores nas costas e um Jimin clamando por alívio.

 

Nono mês (e Último)

 

Pode-se dizer que o quarto do bebê, deixava Jimin feliz e ansioso para ficar ali dentro com seu pequeno Chin-hwa no colo, o mimando.

 

O quartinho do pequeno era grande e os móveis rústicos deixavam Jimin abobado. Havia uma cama no canto, o berço no meio e ao lado uma cadeira com estofado, era tudo lindo.

 

As roupinhas que ganhou também o deixava apaixonado, separou até a primeira maletinha do bebê, e a sua primeira roupinha, o qual vestiria depois do parto.

 

Regularmente foi a sua médica, e as ultrassonografias eram as partes mais emocionantes, se não fosse pela dor que sentia com frequência.

 

As roupas para Jimin usar, eram de certo modo enormes, e ele só se sentia mais enorme, inchado e gordo.

 

- Eu gostei desse sapatinho - ampliou a imagem do tablet, fascinado pela quantidade de produtos.

 

Enquanto isso seu marido encontrava-se fascinado pelo corpinho do menor, Jimin estava com uma blusa grande GG, preta, que chegava até o meio de suas coxas e apenas a cueca box por baixo. Suas coxas gordinhas e suas pernas lindas chamavam à atenção de um marido preso a beleza a sua frente.

 

Alisava as coxas do menor, com vontade de mordê-las, por serem tão macias.

 

O ômega estava deitado em cima da esteira de massagem, que tremelicava abaixo de si, suas costas ardiam mais que o normal. Enquanto isso olhava coisas de bebê no aparelho, muito fascinado pra prestar atenção nos olhos gordos de Jungkook.

 

 

- Omma disse que eu fui muito mal com você - disse enfim, dando atenção ao moreno.

 

- Por quê? - encarou seu esposo. Ficava maravilhado com a beleza que Jimin adquiriu mesmo grávido.

 

- Sabe, porque te deixei sem sexo - riu baixinho - mas eu disse que você me ama muito pra querer só isso.

 

- Está certo - sorriu - mas que eu estou com vontade, não é mentira - ganhou um soquinho no peito por Jimin.

 

O moreno sorriu largo, virou o rosto beijando a coxa exposta e branquinha do outro. Aquelas pernas lindas o deixava abobalhado, aproveitou para deixar vários selares nela.

 

- Eu sinto seu medo - disse. Afastou os lábios da carne saborosa de Jimin e se virou para ele de novo - o que foi?

 

- Eu sei que está chegando a hora - deixou o aparelho de lado, segurando sua barriga com ambas as mãos - e eu fico com medo de tudo dar errado, no último momento - suspirou nervoso.

 

- Se você está aguentando até aqui, nada vai dar errado - elevou o tronco. Alcançou as mãos pequenas e as segurou firme - eu ficarei do seu lado - beijou a barriguinha enorme do ômega, deitando sua cabeça ali - não judia do Omma, Chan-Hwa - sussurrou para o filho.

 

Logo sentiu uma mão acariciando seus fios, eram os dedinhos gordos do baixinho. Uma calmaria invadiu seu interior e em seu eu, pôde sentir a tranquilidade do menor.

 

- Quero ir ao banheiro de novo - riu baixinho. Estava indo no banheiro urinar, mais vezes que o normal.

 

- De novo - o moreno riu também se levantando da cama - porque não aproveitamos e tomamos um banho? - ajudou o buchudinho a se levantar. Jimin acenou positivo, pois pra tudo ele agora tinha que ter a ajuda do marido.

 

 

[~]

 

 

Era quase madrugada, deviam estar dormindo, e o moreno mantinha-se acordado, pois algo dentro de si dizia que alguma coisa aconteceria.

 

Subiu para o quarto com a bandeja de morango na mão e um pote de leite condensado; o que Jimin pedia, era uma ordem.

 

Entrou no quarto vendo ele sentado na beirada da cama, acariciando sua barriga.

 

- Deita amor - Jungkook pôs a bandeja na cama, veio até o menor e segurou sua mão enquanto ele se arrastava para se deitar.

 

- Jungkookie, eu vivo nessa cama - choramingou pegando a bandeja - eu estou mofando - mergulhou a fruta no doce e mordiscou sedento.

 

- Você está ficando muito branco - alisou a pele dele - mas não mofando. Falta pouco tempo - sorriu ao se sentar ali do lado dele. Pegou uma das frutas e esperou para levar até a boquinha de Jimin.

 

- Eu estou com muito medo - comeu da mão do Alfa - cada dia ele se mexe mais -disse de boca cheia - será que consigo aguentar a cirurgia? - soou preocupado.

 

-Você vai sim, sabe por quê? - e o ômega negou - Por que você é forte - acariciou os cabelos negros do ômega, beijando seus lábios doces em seguida.

 

[~]

 

Na manhã seguinte, o Alfa já estava de pé antes mesmo de seu despertador soar, não conseguiu pregar o olho direito a noite. Algo o incomodava.

 

Levantou-se e aprontou todo o café da manhã, agora que ambos dormiam no quarto debaixo, ele não se preocupava com Jimin descendo ou subindo escadas.

 

- Já acordado senhor Jeon? - Suny se assustou, rindo em seguida - não sabia que fazia café da manha tão bem assim - se impressionou com a mesa arrumada.

 

- Eu sou marido, não patrão nessa casa, é o mínimo que posso fazer para meu ômega - enfim se sentou à mesa.

 

- Certo - se recolheu até o balcão, a garota - o senhor é um ótimo marido, Jimin teve muita sorte.

 

- Eu também tive uma sorte tremenda em achar ele como meu ômega - preparou uma xícara com café bem quente.

 

- Quando é seu próximo cio? Senhor - Sua voz falhara um pouco ao perguntar, mas a pergunta não deixava de ser inconveniente e desconfortável para Jungkook.

 

- Isso não é da sua conta Suny, não fale comigo dessas coisas - se levantou para colocar os pães de forma na torradeira.

 

A garota assentiu envergonhada, não era mesmo da sua conta. No entanto se ela pudesse ter um pouco chance de ajudar Jungkook em seu cio, seria uma honra e um prazer incrível; nos dois sentidos claramente. O Alfa era um homem tão lindo. Qual empregada não se encantaria.

 

- Jimin está acordando - alertou - cuide da torradeira, vou vê-lo - pediu sendo atendido de prontidão.

 

O maior caminhou a passos rápidos até o quarto, encontrando seu menor na beirada da cama. Sabia que ele estava acordando por conta da marca, sentia a confusão do ômega por acordar e não achar seu marido ali na cama.

 

- Ei, meu amor - a voz grave assustou o pequeno, que esbugalhou os olhos em sua direção assustado, este riu - Bom dia.

 

- Por que acordou tão cedo? - reclamou de pé, a mãozinha pedindo ajuda do marido para caminhar.

 

- Sinto que preciso acordar cedo - isso soou confuso até para si mesmo.

 

Apoiou a mão nas costas do menor, o ajudando a ir ao banheiro e se lavar. Todos os dias desde o oitavo mês eram assim.

 

Não era uma rotina que cansava muito Jungkook, mas o deixava em certo modo abalado psicologicamente, pois seu medo de errar um passo e seguir errado com Jimin o cobrava muito. Cuidar e preservar a saúde de seu ômega, tanto quanto a saúde de seu filho, o cansava. Jungkook certamente queria que seu filho nascesse logo, o problema era: Ele teria que ter mais cuidado depois que o filho nascesse?

 

Então sua jornada só estaria começando…

 

- Jiminie, acha que serei um pai bom o suficiente? - perguntou vestindo a cueca no menor, ele já não fazia isso sozinho.

 

- Meu amor - agora de pé em sua frente, Jimin teve a oportunidade de segurar o rosto do homem - você já é um pai o bom suficiente. Só falta seu bebê nascer para exercer isso - sorriu com os olhos grudados ao dele, sua pele era tão macia ao toque de suas mãozinhas fofas.

 

- Eu preciso dessa força que você tem - sorriu. Jimin parecia um ômega por fora, mas por dentro parecia um alfa corajoso e forte demais.

 

- Para de ser idiota e me dá comida - o pequeno se envergonhou, e para não se envergonhar mais ainda puxou o braço do marido para fora dali, este que riu pela sua reação.

 

Agora com a cozinha perto do quarto, era impossível não sentir aquele cheiro de leite quentinho, torradas com manteiga queimada e o principal, o aroma de cappuccino com leite em pó, o preferido do ômega.

 

- Bom dia Suny - sorriu gentil a moça, sentado no antes lugar onde Jungkook se sentara.

 

- Bom dia Jimin, amanheceu bem hoje? - sorriu carinhosa entregando o matinal leite cappuccino de Jimin, em sua xícara grande.

 

- Hoje estou mais animado - contagiou os outros dois presentes na cozinha com seu sorriso brilhante.

 

- Que bom meu anjo - o marido acariciou seus fios, feliz, queria ver seu pequeno assim todos os dias.

 

- Eu quero melancia, tem? - perguntou tomando de goles seu leite. Jungkook olhou rápido para Suny, esta arregalou os olhos e negou rápido.

 

- Não quer melão amor? - o moreno questionou, tentando ignorar seu próprio desespero.

 

- Pode ser - o menor sorriu - só que vou comer todo ele sozinho - alertou envergonhado. Não tinha como evitar.

 

- Pode comer - seu marido riu alto - Jimin, comprei algo para você - se lembrou, adorava presentear o pequeno - já volto - beijou a testa dele se afastando dali.

 

Enquanto Suny já cortava o melão, e dava para Jimin, para que ele comesse a vontade.

 

- Obrigado - sorriu agradecido pegando o primeiro pedaço e cortando, para tafulhar em sua boca.

 

- Jiminie - a garota chamou, recebendo a atenção do rapaz - sabe quando é o cio de Jungkook? - fitou o rosto de Jimin, este pensou um pouco e negou, realmente não sabia - quando chegar, ele vai precisar de alguém. Sabe como é difícil - logo o Park parou de comer, o que ela queria dizer? Seu coração se agitou, seu desespero percorreu por todo seu corpinho - e como você vai estar debilitado ainda, uma terceira pessoa para ajudar ele seria bom.

 

- O-o que? - seus olhos se abriram em desespero. Isso não tinha passado por sua cabeça, que logo depois do nascimento de seu filhote, o Jeon estaria em apuros.

 

- E uma pessoa de confiança, seria melhor ainda - esta sorriu inocente, mesmo que suas intenções não fosse - eu quero te ajudar Jimin, sabe que gosto de…

 

- O que está falando pra ele? - a voz grave do Alfa fez até Jimin se encolher assustado. A garota logo abaixou a cabeça, era uma voz de autoridade sobre ela - para de perder seu tempo enfiando merda na cabeça de meu ômega, e vai procurar algo pra fazer - rosnou baixo - Jimin vem, por favor - estendeu a mão ao ômega, que ficou perdido no meio da situação.

 

- O que está acontecendo? - olhou confuso para ambos, seu coração se agitou com a confusão.

 

- Vem logo Jimin! - pediu mais irritado. O menor se assustou e rapidamente levantou indo até Jungkook, pela sua marca sentia a irritação do maior e o olhou receoso.

 

A mão do Jeon se apoiou nas costas do baixinho e ele o levou dali, para seu quarto. Jimin foi até sua cama e sentou, pôs ambas as mãos sobre o colo e abaixou a cabeça com medo de ter feito algo errado, Jungkook estava bravo, certo?

 

- Eu vou mandá-la embora! - soltou nervoso, passando a mão pelos cabelos enquanto andava de um lado para o outro.

 

- Jungkookie-ah, eu fiz algo errado? - arregalou os olhos assustado. Seu marido caminhava em passos nervosos de um lado para o outro.

 

- O que? - os olhos do moreno se ergueram para fitar Jimin, e só então percebeu o medo que causara a seu pequeno - ah! Não, não meu anjo - correu aos pés do menor, que os encolheu receoso - você ouviu o que ela disse? Eu estou bravo com ela! Não quero que fale mais com ela! Aquilo é mentira, eu nunca…

 

- Vo-você está gritando - a voz manhosa do ômega travou o menor - não grita - colocou as mãos sobre a cabeça apertando as mesmas e antes que Jungkook pudesse questionar, o menor chorava em silêncio.

 

- Jimin - seu coração disparou assim que a marca denunciou o medo do menor - amor, me desculpa - segurou os braços dele - me perdoa, me perdoa meu anjo - acariciou seus bracinhos - Olha pra mim - pediu e assim teve os olhinhos chorosos o olhando - desculpa, me perdoa, não devia gritar - trouxe calmamente as mãos do ômega para mais perto e beijou seus dedinhos trêmulos - me perdoa? - beijou mais uma vez. Ainda com receio, ele meneou a cabeça em um sim.

 

E o moreno suspirou, passando a acalmar seu esposo. Talvez o presente que lhe comprara, o deixaria melhor. Um carrinho de bebê azul e vermelho, escrito o nome do futuro filho.

 

Decorrente a esse problema com a empregada, Jungkook resolveu suportar até o fim da gravidez, decidira como resolver isso depois. Seu cio estava sim próximo, mas nem tanto assim; qual era o real problema daquela menina?

 

Daria tempo de seu filhote nascer, Jimin se recuperar. Ambos estarem mais tranquilos e só então, por ai. Viria o cio.

 

Já agora, na última semana do nono mês, o moreno não conseguia por dormir de jeito algum, algo o incomodava em seu interior.

 

E quando no dia seguinte acordou cedo de novo, observava o ômega comer tranquilo, sentiu um mal estar estranho e antes que pudesse pensar, viu seu pequeno caído na cama.

 

- Jimin! - gritou em desespero indo até ele - Jimin! Acorda - segurou os ombros do menor. Em desespero se aproximou do rosto dele, para sentir sua respiração, ele respirava.

 

Girou os olhos pelo quarto a procura do celular, porém um aperto em sua calça o assustou; o pequeno estava acordado.

 

- Jimin! Você está bem? Está com dor? - debruçou sobre ele assustado e o mesmo o empurrou emburrado.

 

- Sai Jungkook, estou tonto - se sentou. Sua cabeça girava e a visão embaçou totalmente.

 

- Você acabou de desmaiar amor - sentou ao lado da cama, com o olhar preocupado - eu estou em pânico.

 

- Eu estou bem - afirmou com a mão na cabeça, estava zonzo apesar de normal.

 

- Jimin, vou te levar para o hospital - se levantou indo até o guarda roupa - algo me diz, que algo não esta bem.

 

- Eu estou bem - olhou assustado para o maior. Ele separava roupas para sair.

 

- Sabe que mês estamos? - o sorriso dele era brilhante, o menor engoliu em seco - nono mês. Nosso pequeno está perto - voltou-se para ele - eu não quero que algo precipitado aconteça - estalou um beijo nos lábios carnudos do gestante.

 

Estava desesperado por Jimin desmaiar sem um motivo lógico, e por isso passou a arrumar as coisas dele, o hospital era um lugar mais seguro para um ômega grávido em pleno nove meses.

 

- Eu estou mais inchado - riu enquanto sentia seu cabelo ser massageado - eu me sinto feio - grunhiu revirando os olhos.

 

- Jimin - o moreno riu da forma fofa de seu esposo de reclamar de si mesmo, sem razão é claro - para de dizer bobagens, você está lindo.

 

- Você fala isso pra mim não me sentir mal - cruzou os braços, sobre a barriga grande.

 

Fato: Estavam ambos na banheira, enquanto Jungkook o banhava e lavava seus cabelos.

 

- Nada a ver - negou enxaguando os cabelos do menor e jogando os fios para trás - você é perfeito porque eu te amo. Seus olhos, seu rosto, seu narizinho, sua boca, seu corpinho, seu tamanho; eles me fazem te amar por completo Jeon Jimin. Não acredito que esteja mentindo quando digo que você está muito lindo assim, porque aos meus olhos você é lindo de qualquer ângulo, de qualquer forma, de qualquer jeito - terminou notando o rubor no rosto dele.

 

- Para de falar assim - sussurrou baixinho, sorrindo miúdo com tamanha declaração.

 

- O que? Não posso dizer que você é o ômega mais lindo do meu mundo? - lavou o pescoço e o peitoral do menor, suas bochechas viraram escarlates - porque na verdade você é o único que existe nele?

 

- Jungkookie - reclamou tapando seu rosto. Ele tinha vergonha de ouvir tantos elogios.

 

- Jimin é o pançudinho mais perfeito da face dessa terra! Jimin é o único ser que consegue me deixar apaixonado como louco - riu da vergonha do outro, que lhe deu um soquinho revoltado - o meu anjo se apaixonou por mim, e desceu do céu para viver comigo - acariciou o ombro dele.

 

O rosto do citado, já não conseguia esconder tamanha vergonha e com ambas as mãos em sua face, ele fora obrigado a tirar, ao sentir a respiração do Alfa perto de si.

 

- Sabe por que você está com vergonha? - sussurrou arrepiando até a alma dele, que negou com a cabeça - porque você sabe que tudo isso que falei, é verdade - sorriu espontâneo beijando o pequeno com amor.

 

Sua mão acariciou os fios do baixinho, e sua boca explorou o gostinho recente de goiaba o qual ele comia antes de desmaiar. Soltou os lábios cheinhos e correu para seu pescoço, sentindo a fragrância doce de seu ômega; aquilo era viciante.

 

- Eu ainda estou grávido e gordo - ouviu a voz manhosa resmungar e se afastou rindo, pelo olhar dele, soube que o mesmo pensou outras coisas.

 

- Eu não ia te excitar - sorriu malicioso - você parece com mais vontade do que eu - arqueou a sobrancelha com seu olhar acusador.

 

- A Suny estava doida aquele dia né?  - questionou confuso.

 

- Estava sim - sorriu sapeca tentando espantar o ódio da garota - porque o único que me enlouquece, é você. Eu quero te ter inteirinho pra mim de novo, quero tocar esse corpo com possessão - e sua voz ficara rouca - quero te dar tanto prazer, que aquela caixa de camisinha vai acabar antes da hora - e as bochechas do menor avermelharam de novo.

 

- Para! - reclamou batendo as mãos na água e espirrando gotas pelo banheiro.

 

- Também te amo - riu aproximando da testa dele, deixando um beijo ali - você está quente - estranhou. Sua mão se colocou na testa e na bochecha do menor - você está com febre - seu coração se agitou nervoso.

 

- Calma - o pequeno sorriu nervoso - não me deixa nervoso também - disse por sua marca.

 

Ele logo terminou aquele banho, a fim de levar o baixinho para o hospital, talvez ele ficasse internado; assim como acontecia com a maioria dos ômegas.

 

[02 dias depois]

 

Vigésimo dia do nono mês

 

Como dito e certo, o ômega teve que ficar internado. O corpo do grávido indiciava uma pré-preparação para o nascimento do bebê. E todos se mantinham alerta a qualquer reação estranha.

 

- Preciso saber como vai funcionar a operação - os dedos do pai estavam vermelhos de tanto ele os apertar, nervoso.

 

- Será simples e não rápido. Vamos dar anestesia e rapidamente começar o trabalho de parto, os batimentos cardíacos devem permanecer estáveis ou então não voltam mais e a equipe médica deve ser precisa na hora de tirar o bebê e fechar a barriga de seu esposo - aquelas palavras quase mataram um Jungkook em pânico. O que ela quis dizer com “ou então não volta mais”?

 

- E-eu posso fazer alguma coisa pra ajudar? - suspirou preocupante.

 

- Sim - riu achando engraçado o nervosismo dele - não tenha um ataque de ansiedade aqui dentro e pare de se preocupar tanto. O ômega marcado vai se sentir inseguro com essas suas sensações - isso quis arrasar o psicológico do pai, que concordou nervoso.

 

A médica riu alto, Merina acompanhou todo o progresso desse casal, e mesmo se enganando no começo ao pensar que o Alfa não era suficiente para Jimin, descobriu estar errada; ele era o melhor de todos.

 

- Relaxa Alfa! - tocou seu ombro - tudo vai dar certo.

 

Pra Jungkook, nada era certo. Seu coração estava agitado demais só de saber que o pequeno ficaria desacordado por muito tempo, para seu filhote nascer.

 

Voltou para o quarto dele, o seu fofinho estava suado, com as bochechas vermelhas, e os olhos caidinhos.

 

- O que é isso? - se referiu a uma agulha no pulso do menor, não estava ali quando saiu.

 

- U-um so-soro - suspirou cansado - eu acho - tossiu fraco. A situação do rapaz era preocupante, para seu marido principalmente.

 

Os enfermeiros e médicos que estavam ali, já haviam feito esse trabalho antes com outros ômegas, mas para o casal, era tudo novo.

 

- Você está com fome? Com sede? - secou o suor que descia da testa do menor, ele queimava de febre.

 

- Não quero comer - sorriu. Mesmo estando mais assustado que todo mundo, Jimin tentava passar calma com seus sorrisos angelicais.

 

Já fazia horas que o baixinho não comia nada, e normalmente ele não ficava sem comer por mais de duas horas, e agora passara dez horas desde que ele não comia.

 

- Lembra quando disse que você era forte? - limpou a testa úmida do pequeno, jogando seus fios para trás.

 

- Sim - acenou positivo. Seja lá o porquê disso, sabia que o marido queria passar força a ele.

 

- Você é mais forte do que eu imaginava - procurou as mãos fofinhas, as apertando - eu te amo.

 

- Eu também amo você Jungkook - sorriu carinhoso e soando de forma fofa e sorridente com seus olhinhos miúdos.

 

- Vou pedir para Sana trazer a maletinha de roupa que você arrumou, ela está toda animada porque nosso filhote vai nascer - procurou trocar de assunto.

 

- Oh! Fala pra eles trazerem uma roupa menor pra mim. Enfim vou voltar a vestir roupas menores - sorriu de verdade.

 

- Vai voltar a ser lindo como sempre é - confessou. Porém uma tristeza se apossou de si e olhar triste do menor o alertou.

 

- Eu terei uma cicatriz na barriga - choramingou - vou ficar feio - seu biquinho desesperou o Jeon - e quando for me tocar, vai ver a marca horrível - apertou os olhos.

 

- Ei! Jimin - pensou em uma atitude rápida para aquilo - olha pra mim - pediu calmo - eu; Jeon Jungkook, nunca irei me arrepender de nada e nunca irei achar algo feio em você. Sua cicatriz será a marca de sua vitória e a prova de nosso bebê; a prova do nosso amor. Então quando ver ela em você, sentirei apenas orgulho e admiração.

 

- Não consigo chorar com você falando isso - sorriu de lado tirando os fios de seu rosto. O marido suspirou aliviado.

 

Na verdade ele tivera uma idéia, uma cirurgia de plástica poderia claramente esconder o defeito na barriguinha de seu pequeno. No entanto ele deixou aquilo como se fosse uma surpresa; Jimin tinha que entender antes de tudo, que ele era perfeito porque era, e não por ser atraente até então.

 

E na tarde daquele mesmo dia, as contrações apareceram com força e antes de Jungkook se despedir decentemente, o ômega desmaiou por tamanho dor e foi levado as presas para a sala de operação.

 

Ele estava aflito, em pânico com o coração a ponto de infartar. Suspirou uma, duas, três vezes.

 

- Calma Jungkook - o amigo o acalmou, com um toque singelo em seu ombro - Jimin é forte cara.

 

- Eu sei. Mas eu não sou tão confiante assim - aguçou os cabelos, nervoso - acharam a maleta?

 

- Sim. Sana foi levar para o quarto, também está preparando a roupa pra Jimin.

 

- Ele está louco pra perder a barriguinha - se permitiu rir um pouco, até ausente seu ômega o fazia sorrir - se ele soubesse o quanto ficou lindo grávido - sorriu encantado.

 

Percebendo o desconforto de Namjoon, por aparentemente se lembrar de Sana que perdera o filho, o moreno calou a boca.

 

02h00min depois.

 

- Isso não é normal - choramingou. Porém quando ia reclamar de novo, o celular tocou: a sogra - sim, senhora Park.

 

- Como ele está? Já saiu da sala de operação? - sua voz era puro desespero.

 

- Ainda não, mas vai ficar tudo bem - sorriu nervoso.

 

- Ah, certo. Obrigado querido, estaremos esperando notícias - a voz dela sairá mais aliviada.

 

- Tudo bem, tchau, tchau - tentou soar simpático e após a despedida, desligou.

 

- Esse desespero só pode ser de família - o pai de Jungkook riu, este estava ali tentando acalmar o filho também.

 

- Como assim? - tentou manter a conversa com seu pai, enquanto isso a cesárea de Jimin acontecendo.

 

- Quando você foi nascer eu entrei em choque e quase matei o médico querendo saber do meu filho - riu envergonhado - quase fui expulso do hospital.

 

- Nossa - o moreno se assustou - nunca me contaram isso - e ambos soltaram risinhos.

 

03h30min depois

 

O Alfa andava de um lado para o outro, sentados no sofá estavam Sana e seu pai.

 

- Família do Jimin? - a médica chamou a atenção de todos, e um Jungkook correu até ela.

 

- O que houve? Cadê meu filho?  Meu ômega? - segurou os ombros da mulher, que o lançou um olhar torto para que a soltasse.

 

- Obrigado - disse ao estar livre - seu Alfa nasceu - o sorriso brotou nos lábios dele no mesmo tempo - e é o bebê mais forte que já vi.

 

- E cadê o Jimin? - sua expressão empalideceu de novo.

 

- Jimin está na cirurgia plástica que pediu - ambos sorririam - ele vai ficar bem - assentiu ao rapaz - parabéns senhor Jeon, você é um ótimo marido.

 

- Obrigado. Quando posso ver meu filho? - suas pernas até tremiam pela ansiedade.

 

- Logo. Só não vai tocar nele - sorriu gentil. Foi uma honra cuidar da família Jeon.

 

Dia seguinte, após o nascimento.

 

Jungkook não tocou seu filho, mas o viu. O bebê era grande e coradinho. Era fofo e chorão; e era além de tudo, muito lindo.

 

Não pôde ver Jimin depois da cirurgia, e acabou por dormir no sofá de espera.

 

Só na manhã seguinte, às quatro da manhã, foi despertado pela enfermeira, liberando sua entrada no quarto do esposo.

 

Levantou grogue de sono, mas seguiu a passo firme até o quarto, ansioso.

 

Abriu a porta devagar, fitando a cena mais linda de sua pequena existência: Jimin segurava Chan-Hwa no colo, e o amamentando com uma pequena mamadeira.

 

- Oi - fechou a porta atrás de si.

 

- Oi - o sorriso gigante do menor contagiou o quarto - vem ver nosso novo amorzinho - suas bochechas doeram de tanto rir feliz.

 

O pai foi a passos rápidos até a cama, segurou na beirada da mesma e sorriu largo. Seu sorriso podia explodir a qualquer momento.

 

Seus olhos logo se molharam, ali estava os nove meses; um perfeito bebê.

 

- Ele tem seus lábios - o ômega ressaltou, segurando a mamadeira para o pequeno se saciar. Os olhinhos do pequenino ainda estavam fechados, suas mãozinhas encolhidas entre a manta e o biquinho envolto a borracha da mamadeira.

 

- Ele tem seu nariz - sorriu pra Jimin - ainda bem, porque o meu é feio - ambos riram.

 

Seu dedo longo foi até a bochecha do bebê, acariciou ali com cuidado; como se a pele dele fosse de papel.

 

- Ele é maravilhoso Jimin - sorriu encantado. Era seu filho ali na frente, seu Alfa.

 

- Eu sei - encarou o menininho em seu colo. Os cabelinhos desalinhados na cabeça, o corpinho tão pequeno e frágil, apesar de pesadinho.

 

O bebezinho se remexeu soltando a boca da mamadeira, que já estava quase que no fim do leite, Jimin então tirou de sua boquinha entregando ao marido que pegou e deixou de lado na mesa.

 

O ômega limpou a boquinha dele, com sua toalhinha macia e o pequenino mexeu as perninhas.

 

- Eu posso pegá-lo? - ansioso ele perguntou. Queria tocar seu filho, queria mantê-lo em seus braços e o proteger de todo mundo.

 

Logo Jimin sorria levantando os braços para o marido segurar o que era seu. Se sentia tão orgulhoso por dar aquele bebê forte a Jungkook. Estufaria o peito e diria: eu dei um Alfa forte e grade a meu marido.

 

- Ele é incrível - sussurrou segurando com todo cuidado o bebê enroladinho na manta azul. O Alfa no colo do pai resmungou contrariado, sentia um colo diferente agora sem ser o do seu Omma, isso o aborreceu.

 

O bebê denunciou chorar, mas Jungkook estava hipnotizado demais por ele.

 

- Obrigado pela plástica Jungkookie - ouviu. Sorriu ao esposo, era o mínimo que podia fazer; pagar uma plástica para seu querido e grande amor.


 

[~]

 

Estavam em casa, parte do pessoal acabara de ir embora, depois de horas e horas aguentando os avós mimar o bebê, que até estranhou assustado. Jimin agarrou seu bebê com afinco o apertando contra si.

 

- Vou banhar Chan - alertou indo para o andar de cima. Jungkook negou com a cabeça sorrindo que nem bobo. Em seguida correu para o quarto, ouviu Jimin mexendo em algo no banheiro e foi até lá ajudá-lo.

 

- Como você é teimoso - riu ajeitando a banheira. Seu ômega queria fazer tudo sozinho.

 

- Minha mãe não o largava você viu - resmungou - todos ficaram em cima do meu bebê, ele agora está cansadinho e exausto - continuou esperando a banheira pequena ser enchida.

 

- Pelo menos você teve mais tempo pra se cuidar - Jungkook puxou a banheira para mais perto dele e se voltou para Jimin, a fim de ajudar despir o menor.

 

- Mas não quero eles grudados no meu filhote - grunhiu assustando até Jungkook, que arregalou os olhos.

 

Passaram a banhar o menorzinho, Jimin o segurava pelo peito e pela barriguinha e jogava a água quente sobre seu corpo pequeno, enquanto separava roupinhas, a fralda, o talco e a roupinha de hoje.

 

Secou o bebê na toalha felpuda e perfumou sua bundinha com talco, Jimin costumava beijar os pezinhos de seu bebê antes de escondê-los, com meias minúsculas.

 

Na cama, colocava o ninho para o bebê e deitava o sonolento ali, este que mantinha os olhinhos pequenos abertos em curiosidade. Quando o menor abriu os olhos, todos se derreteram ao ver que era igual de Jungkook.

 

- Amor, vou preparar a mamadeira - afirmou - olha ele aqui - esperou Jungkook voltar e saiu do quarto.

 

O moreno abaixou a manga de sua blusa, e sentou ao lado da cama fitando o filho.

 

Seu dedo brincou com a mãozinha pequena, até que o pequenino apertou o dedo do pai entre sua mãozinha, Jungkook sorriu com a força frágil de seu filho. Ele era tão lindo, meu Deus. Quando agradeceria a Jimin por ter lhe dado aquela bênção? Nunca.

 

Logo o ômega estava de volta, sentou d’outro lado da cama com a mamadeira aparentemente morna e uma toalhinha diferente.

 

Deu para o pai e buscou pegar seu filho no colo, o deitando em seu braço e pegando a mamadeira de volta para amamentá-lo.

 

- Olha os olhinhos pidões dele - sorriu provocando o desespero do bebê, que estava faminto e esboçou uma carinha de choro.

 

- Não judia de mim papai, dá logo o mama - Jungkook disse com a voz engraçada fitando o filhote chorar e Jimin logo o calou com a mamadeira.

 

A face do pequeno avermelhou tão rápido por conta do choro, que ambos ficaram admirando o rostinho inocente ali. Era tudo tão pequenino e frágil, tão miúdo e fofo.

 

- O que faço com Suny? - o Alfa questionou assistindo seu bebê mamar desesperado, seu biquinho em volta do bico da mamadeira subia e descia rápido.

 

- Não faça nada - o baixinho soou desinteressado - ela já sabe como são as coisas por aqui. - Sorriu ao ver o bebê prestar atenção na voz dos seus pais.

 

- Bom - Jungkook raspou a garganta - vou voltar a trabalhar, mas decidi com meu chefe que teria de ficar mais tempo em casa.

 

- E o que ele disse? - seus olhos soaram curiosos. Ter Jungkook em casa era muito bom nesses primeiros meses.

 

- Que durante os primeiros cinco meses, não tem problema - sorriram ambos.

 

Continuaram a admirar o Alfa menor, que terminou todo o leite dessa vez, Jimin entregou a mamadeira ao Alfa, este pôs sobre a mesinha e em seguida a boquinha pequena do menorzinho foi limpa.

 

Jimin o deitou no ninho, alisando seu rostinho macio por alguns minutos, suas bochechinhas fofas e quando viu Chan tombar a cabecinha em sinal de que dormiu. Jimin sabia que era sua vez e de seu marido, de dormir.

 

- Devia colocar ele no berço? - questionou confuso, observando as reações de Jungkook.

 

- Não. Ele é novinho - sorriu para o filho - deixa ele aqui, por enquanto - piscou para Jimin que sorriu.

 

- Boa noite meu amor - disse se embrulhando ao constar que seu bebê também estava bem agasalhado.

 

- Boa noite meu ômega, boa noite meu pequeno alfa - sussurrou procurando a mãozinha de Jimin em cima da coberta, e enlaçando seus dedos ao dele.

 

Eles eram uma família enfim. E Jungkook e Jimin queriam que assim fosse pra sempre.



 

Ohana significa família. E família significa nunca abandonar e esquecer. - Lilo e Stitch.


Notas Finais


Desculpem, qualquer erro ortográfico, acontece...

Espero que tenha gostado, quem chegou até aqui...

Bjinhos :**


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