História Oi, meu nome é Bruno - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Kakaxe Rataque, Youtube
Exibições 412
Palavras 1.925
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Drogas, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olha o capítulo 9!!! Olha eu vou dizer logo de uma vez, só sai capítulo a cada mês. É mensal, então vai durar muito essa fanfic. Espero que ninguém vá embora por isso, porque o final é maravilhoso. Vale a pena esperar. Talvez algum dia eu poste mais de um capítulo de uma vez, mas esse dia não é hoje. Sobre a capa: Depois vai sair, eu encomendei um desenho a minha prima, então quando ficar pronto eu coloco. Chega de falatório, aproveitem o capítulo.

Capítulo 9 - Calma e Lembranças


_Tá vendo aquela ali?

_A amarela?

_Sim, ela é linda.

_Coisa velha mesmo?

_Coisa velha é mais legal_eu digo olhando para a paisagem que o terraço do prédio nos dá.

_Tá vendo a azul ali?

_Sim, são colunas…

_Dóricas!

_Você já está aprendendo. E aquela ali? A casa verde bem ali são colunas coríntias.

_As de folhinha. E aquela da casa vermelha são… Jônicas.

_Você está indo bem, Bruno_eu falo._Meu sonho é ser arquiteta.

_Obrigado, Crystal Mosby. Aquela ali é bonita_ele aponta para uma casa grande._Tem umas casas bonitas aqui.

_São da época que minha avó era criança.

_Quantos anos ela tem?

_Ela teria 90 se estivesse viva.

_Quando ela morreu?

_Quando eu tinha uns 7 anos. Nem lembro muito dela.

_Memória curta você tem.

_Pelo menos eu lembro das coisas na hora da prova.

_Por falar em prova… Você fez a atividade?

_Ainda não, deixei pra fazer com você pra explicar melhor. Ou talvez eu estava com preguiça.

_A Thaís está fazendo o quê?

_Ouvindo música ali no canto. Você trouxe o caderno?

_Você pegou emprestado! Tá na sua bolsa.

_É mesmo, memória curta.

_Eu não tenho muitos problemas com matemática_ele diz.

_Ainda bem, porque eu não tenho a mínima paciência pra explicar matemática.

Ele pega minha mochila que estava do lado da Thaís e vem até mim. Bruno me dá o livro, o caderno e o estojo de dentro da bolsa e pega seu caderno de matemática.

_Eu sempre tive o hábito de separar um caderno para matemática.

_Eu acabei de pegar esse hábito_ele diz._Aqui, página 20, as atividades facinhas.

_Ei! Vocês tão estudando o quê?!_Thaís grita de longe.

_Matemática!_Gritamos de volta.

Ela anda até onde estávamos e senta ao lado do Bruno.

_Eu sou ruim em matemática, me ajuda.

_Você tira 7_Bruno diz.

_A Crystal tira 10.

_A Crystal é sobre-humana.

_Eu sou um alienígena vindo para acabar com os humanos.

_Ainda dá tempo, joga ela do prédio_Thaís brinca.

Começamos a fazer a atividade. Sem muita dificuldade, já que o Bruno sabia matemática. O único problema era a falta de atenção da Thaís.

_E no fim, dá zero_Bruno diz._Que sacanagem! Você faz dois metros de conta, pra dar 0.

_Não, dá -5_eu falo.

_Mas dá zero, olha aqui_ele fala e aponta para a conta. Começamos a discutir.

_E você? Não vai argumentar? Quanto deu o seu?_Eu pergunto para a Thaís.

_527.

Eu e o Bruno soltamos uma gargalhada alta. Thaís era péssima em matemática. Na verdade, ela só passava por causa de pontos extras. No fim, o Bruno tinha razão, dava 0.

_Você está distraída..._Ele diz._É por causa do seu amiguinho?

_Não!_Eu respondo.

_O Orochi? O amigo de infância da Crystal? Aquele que ela reencontrou há 3 meses? Aquele que ela fica falando o tempo todo? Aquele que de vez em quando busca ela na escola? Aquele que o Bruno tá com ciúmes?

_Ciúmes? Eu?

_Claro. Se eu não te segurar você mata ele.

_Eu não mato ele.

_Você só machuca muito. Muito.

_E você nem dá conta dele_eu falo._Ele deve ser 20 vezes mais forte.

_E assim começa o treinamento árduo do garoto sedentário jogador de LoL de 15 anos tentando derrotar seu maior inimigo, um cara atlético, grande e forte de 18.

_Ei! Ele também joga LoL!_Bruno diz.

_Como você sabe?

_Éeeeehh… Eu descobri!

_Ele quis dizer: “Eu stalkeei ele até a alma e descobri todo o passado dele. Fiz um mapa astral e roubei as digitais para ver o futuro numa cartomante. Roubei o cabelo dele para fazer macumba. Coloquei veneno no lanchinho dele.”_Thaís brinca.

_Calma aí que eu só fiz metade disso. Esqueceu de rasgar as roupas de grife dele e envenenar a comida do husky siberiano.

_Como você sabe que ele tem um husky siberiano?_Eu pergunto desconfiada.

_Você não tava na casa dele há uns dias atrás, Bruno?_Thaís comenta.

_A prova é daqui há uma semana né?_Ele muda de assunto sorridente._Estou precisando de uma nota alta em geografia, pode me ajudar, Thaís?

_Não muda de assunto assim_eu falo.

_Já são quase 5 horas, tá na hora de ir…_ele se levanta tentando mudar de assunto rapidamente.

Eu seguro seu pulso e me levanto.

_O sol vai se pôr daqui a pouco, não vai agora.

Vamos até a ponta do prédio e ficamos assistindo o pôr do sol. Eu me sinto muito hippie. Quando o espetáculo acaba, descemos as escadas do prédio. Essa atividade é o que nos impede de ficarmos gordos. Vamos para nossas casas depois disso, nunca passamos das cinco e meia da tarde, pois depois desse horário há uma grande chance de traficantes, assassinos, estupradores, ladrões e etc.

Chegando em casa, simplesmente deito no sofá e olho pro teto. Estava tudo muito calmo. Esse era um daqueles dias que é especial por nada especial acontecer. Aqueles dias que a música que toca no seu cérebro te faz dançar com um sorriso no rosto. Eu sempre desconfio desses dias.

 

Uma semana depois, as provas começaram, e em vez de ter músicas felizes no meu cérebro, tinha a matéria da prova. Estava tudo pronto, o bloquinho de notas, o cabelo bagunçado preso num coque, as orelhas de madrugar estudando, e o mais importante, a expressão de desespero. Estávamos os três assim.

Quando o relógio bateu a hora do desespero, corremos para as salas de provas cada um. Eu sei que toda semana tem simulado, mas as provas são diferentes. Parece que os professores estão tão cansados para fazer a prova que mandam seu amiguinho Lúcifer fazer.

 

Depois de 5 duros dias de sofrimento, as provas finalmente acabaram. Para comemorar, fizemos um belo... nada. Eu só voltei com o Oliver para passar a tarde dormindo. Sério, depois de uma semana de prova não tem nada melhor do que dormir o dia todo, nada.

Na hora do almoço já pude notar algo faltando, meu pai. Minha mãe já avisou que ele não chegaria cedo hoje. Quando o almoço acaba, eu entro no quarto com meu irmão e subo na cama. Olho para o teto e reflito.

Estou abismada. Ultimamente tudo tem estado muito calmo, nada tem acontecido de novo, eu sei que está muito legal, mas parece estar tudo muito repetitivo. Vou até parar de reclamar, pois vai que dá tudo errado.

Antes que eu pudesse começar a dormir, Orochi me liga para sair essa noite, prum restaurante. Respondo um ‘talvez’ bem puxado para o ‘sim’. Estava com vontade de sair um pouco, talvez quebrar a rotina calma, coisa que eu sempre almejei e agora estava pronta para destruir.

 

3 horas de sono depois, eu escuto a campainha tocar e um grito da minha mãe para abrir a porta para meu pai que esqueceu a chave em casa (de novo).

Destranco o portão e ele entra suado em casa. Ele senta no sofá, e me pede para chamar a mamãe e o Oliver e eu sem hesitação, faço. Quando estamos todos na sala de estar, meu pai começa:

_Eu tenho uma notícia boa e uma ruim, por qual eu começo?

_A ruim_eu falo rapidamente.

_A ruim é que eu perdi meu emprego._Me assusto por um instante, as outras pessoas na sala também. Tá vendo, Crystal? Foi reclamar que estava tudo bom demais e agora se ferrou.

_E qual é a boa?_Minha mãe pergunta.

_A boa é..._Ele faz um suspense desnecessário, já que estávamos apavorados._Que eu fui promovido pro turno da noite!

Toda a tensão do ambiente é dissipada com estas palavras. Nos levantamos e comemoramos. Minha mãe abraça e beija meu pai, que abraça eu e Oliver. Ele agora trabalharia de noite, então à tarde ele ficaria em casa, mas em compensação voltaria muito tarde, por isso teria que consertar o fusquinha.

Isso me traz lembranças. Eu, sentada no balcão, vendo meu pai servindo as mesas. Quando minha mãe não podia cuidar de mim, ele me levava ao trabalho dele. Um flashback veio à minha mente. Meu pai levava a bandeja numa altura para os outros clientes verem a comida, que era muito bonita por sinal, ele chamava isso de estratégia. Ele estava explicando:

_O segredo está em ser gentil_ele dizia com convicção._Se eu for até aquele cliente e tratá-lo com impaciência, ele não voltará mais aqui. Porém, se eu for gentil, serei agradável, todos gostam de coisas agradáveis, certo?_Eu concordava com a cabeça.

_Papai, e se ele não for gentil com o senhor?_Eu perguntava.

_Então eu sou gentil com ele novamente. Gentileza gera gentileza. Algumas pessoas podem não entender, você vai ver isso mais tarde.

Ele ia até o cliente e o atendia com as melhores maneiras. Eu lembro que até hoje pessoas vão lá e elogiam o local por seus trabalhadores, e meu pai ganhou várias vezes como funcionário do mês.

Eu me sentia mal por não seguir os conselhos de meu pai. Talvez meu medo de mudar o comportamento me desmotivasse. Covardia da minha parte. Eu poderia tentar fazer isso, mas minha voz interior diria para desistir, que não conseguiria. Mas… E se eu ignorasse essa voz? E se eu fizesse meu pai orgulhoso de mim? E se eu decidisse mudar?

Escuto o toque do meu celular. Vou até o quarto. Era Orochi para lembrar da nossa “saída” juntos. Eu atendo.

_Ei, FireHead!

_Orochi!

_Ainda vai comigo?

_Claro… Só uma coisa…

_O quê?

_Posso levar acompanhante?

_O Bru…

_Só mais 3 pessoas que estão muito ansiosas para comemorar uma vitória.

_Deixa eu adivinhar…

_Deixo não. Meu pai foi promovido.

_Passo aí de carro?

_Sim, tchau, vou me arrumar.

_Tchau…

Vou até a sala e anuncio onde iremos hoje à noite. Minha mãe concorda feliz, sinceramente, se ele pagasse todos nós iríamos sem reclamar nada, nem se fosse do lado de uma explosão nuclear.

Após um tempinho de arrumação, estávamos prontos. Escolhi uma coisa nem formal nem informal, assim como minha família, um vestido.

Barulho de buzina. Orochi chegou. Meu pai, mesmo com toda a alegria, não me deixaria ir num carro ao lado de um garoto, então tomou o banco da frente antes de mim. Minha mãe começou a conversar com o Orochi, mas nada como ela falava com o Bruno, não convencida de que tínhamos algo, mas como se ele fosse meu irmão mais velho.

Chegamos no local. Eu não imaginava que iria ser um restaurante chique, mas considerando que era o Orochi, eu deveria. Pegamos uma mesa, logo depois pedimos comida. Música ao vivo. Nem era tão ruim como eu penso que música ao vivo de restaurante é, os cantores cantavam bem, e as músicas nem eram ruins.

Noite dos casais estava escrito num cartaz. Vários casais dançavam num espaço vazio na frente da banda. O que tocava? Algumas músicas românticas internacionais e nacionais famosas.

Depois de comer, minha mãe e meu pai decidem ir ao espaço vazio. Eles vão dançar como se tivessem se casado ontem. Orochi se aproxima e me chama pra dançar. Oliver, que não aceitava ficar sozinho, foi até mim e sussurrou:

_Será que o Bruno vai conseguir andar amanhã com os chifres?

Que vontade de bater naquela criança. Ele se retira e vai fazer alguma coisa. Orochi não escutou o que ele disse. Vamos até onde os casais estavam dançando. Pela primeira vez, eu não senti nada ao ver casais felizes. Eu não tive minha comum “alergia” a casais felizes que me fazia me retirar do local.

Orochi disse que iria pegar uma água e que voltava em poucos segundos. Eu fico esperando por ele, em pé, no canto da pista de dança, por assim dizer. Começa a tocar Tenerife Sea. De repente, eu sinto um toque no meu ombro.


Notas Finais


Uma das partes mais legais de fazer foi as lembranças da Crystal de quando ela era pequena. Sobre o nome Orochi: leiam como se fosse um nome normal como Lucas (<3), eu não tive criatividade para colocar um nome diferente e fazer mais um suspense. O próximo capítulo sai não sei quando... Enquanto isso leiam a oneshot que eu poste, O oceano ao qual pertenço. Já comecei a escrever o 10, imaginem o que vai acontecer. Bye <3


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