História Oito Estações - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga
Tags Ideação Suicida, Kibaino, Luto, Naruhina, Narusasu, Nejihina, Sasusaku
Exibições 170
Palavras 955
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Bissexualidade, Incesto, Pansexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Disclaimer: O único Naruto que eu, supostamente, sou dona é meu gato de estimação.

Essa fic se passa durante os dois anos entre o final do mangá e The Last. NaruHina e ships canon com menções de NejiHina e NaruSasu porque sim.

Capítulo 1 - Verão - Sacrifício


"E você acha que merece a sua liberdade
Não, eu não acho que você a mereça
Não há justiça no mundo
Não há justiça no mundo
E nunca houve"

Muse – Soldier’s Poem

 

Tenten fazia um discurso emocionado, mas Hinata não conseguia se concentrar no que ela dizia, em vez disso, observava com uma ponta dormente de inveja as lágrimas que escorriam pela face da kunoichi mais velha. Havia tanta gente ali, afinal, o memorial não era somente para Hyuuga Neji. Tanta gente podendo expressar sua tristeza em lágrimas, luxo o qual Hinata não poderia se dar.

O mais absurdo é que num dia tão triste, o sol brilhava, poderoso e insensível, a única chuva a molhar o chão rachado pela seca, era das lágrimas das pessoas que perderam seus entes queridos. Estranho, Hinata pensou, às pessoas costumam a morrer próximo ao dia em que nasceram. Haveria algum sentido para isso? Ou seria mais uma coisa na enorme lista de coisas sem significado que ela poderia preencher somente com o nome das vidas jogadas fora naquela guerra como se fossem folhas de outono. Insignificante como ela, a quem foi dada a oportunidade de viver. Ela não conseguia ver justiça naquilo tudo, justiça ou sentido sequer.

Uma mão grande e quente encobriu a sua, uma presença morna a cercou pelos lados, Hinata ergueu o rosto, Naruto a olhou com o cenho franzido. Ele não sorriu, ela soluçou e abaixou o rosto, o odiando por um segundo por, com um gesto tão pequeno ter-lhe roubado o controle conquistado com tanto sacrifício e tentando recobrá-lo a qualquer custo. Não iria chorar, havia se orgulhado de seu rosto imaculadamente seco, não queria envergonhar Neji, não agora, não quando devia tanto a ele. A mão enlaçada a sua era quente, tão quente que queimava, tão quente que ela queria se soltar, mas o aperto era firme, a presença de Naruto constante e o sorriso dele, ausente, a ela não poderia salvar.

Depois de muito tempo, milênios talvez, ela percebeu que estavam se movendo, que o havia começado a fazê-lo fazia muito tempo, pois o mundo se coloria dos tons azulados e cinzentos da penumbra e se ela olhasse para trás não veria o memorial vazio, há muito tempo abandonado pelas pessoas da vila, apenas o sol poente. Ela mal sentia as pernas que ficaram paradas por horas de frente aquele memorial, mas sabia que somente a insistência do dono da mão que a puxava era o que as convenciam a se mover. Seus olhos, cansados de encarar o nome que insistia em não desaparecer daquela estúpida placa de pedra, voltavam a distinguir formas somente agora, mas a mão quente e sólida envolta da sua era a mesma, real e constante como seu dono, cujos pulmões ainda se enchiam e esvaziavam de ar, cujo coração teimava em bater como um tambor de guerra como se fosse invencível. Hinata sabia que era tudo mentira, heróis podem ser derrotados, coisas ruins acontecem a pessoas boas, os bravos de coração nem sempre saem vitoriosos e não existe algo como “e eles viveram felizes para sempre”.

O amor não pode a todos salvar, amor, na verdade, muitas vezes significa sacrifício.

– Hinata... – ele começou, quando se viram de frente aos imponentes portões com o símbolo flamejante de sua família, nem aquilo era pra sempre, ela pensou, chamas pintadas em madeira também se apagam, afinal, o portão era novo, não fazia muito tempo desde o ataque de Pain.

Ela respirou fundo e cobriu a mão que a segurava com a que ainda tinha livre, um gesto delicado, mas firme para que ele a soltasse e, franzindo o cenho, ele o fez.

– Você... – ela engoliu em seco, um suspiro longo, a voz num tom morto – você não tem nenhuma obrigação para comigo, Naruto-kun. Não tem que fazer isso.

– Mas... – ele franziu o cenho, ainda fez um gesto frágil tentando alcança-la outra vez, mas Hinata recuou.

– O-o que eu te disse naquela outra vez com o Pain, eu... Eu achava que ia morrer. Eu não esperava nenhuma resposta – as pelavras lhe amargavam a boca e ela desviou o olhar dos dele, não queria encarar o que quer que os olhos azuis espelhassem naquele momento, alívio ou decepção. – Eu sei que... N-neji-nii-san – ela se puniu internamente por gaguejar o nome dele, mas conforme sua voz ia ficando mais rouca e o nó em sua garganta mais apertado, ficava mais e mais difícil não sucumbir às lágrimas e se permitir, em fim, ser engolida por toda a dor que se enrolava por dentro dela como um turbilhão de puro desespero – pensava, o que ele disse a você... Mas eu já fui fardo o suficiente para a vida de uma pessoa, você... V-você não precisa sentir nenhuma responsabilidade por mim.

Com aquelas palavras, Hinata esperava se ver livre dele e estava pronta para das as costa e partir, mas Naruto era do tipo que sempre precisava dar a última palavra.

– Hinata, do que diabos você está falando’ttebayo? – dando um passo à frente, ele agarrou a mão dela outra vez, dessa vez o aperto tão forte que provavelmente deixaria marcas vermelhas na pele pálida – Neji deixou bem claro que se sacrificou de vontade própria, porque ele queria proteger as pessoas que eram preciosas pra ele.

Sentindo uma pontada dolorosa em seu coração e desejando que fosse por estar sendo atravessada por um dos pináculos que atravessaram Neji, Hinata recuou outra vez, cambaleando.

– Me d-desculpe, Naruto-kun. E-eu – ela respirou fundo mais uma vez, Ko escolheu aquele momento para abrir os portões e por isso ela seria eternamente grata – eu não posso fazer isso agora.

E mais uma vez se livrando do aperto de Naruto, Hinata lhe deu às costas e desapareceu pelas portas do clã.

 


Notas Finais


N/A: Aqui estou eu outra vez e com uma short (sublinhem “short”) fic. Essa fic vai ter oito capítulos e nenhum a mais, ok?

Quando vou me ver livre desse fandom, meldeus??

[A autora relê a música de abertura da fic e chora]

Não tem justiça nesse mundo mesmo.

Eu tive problemas com essa fic no nyah e espero não ter os mesmos aqui, qualquer dúvida quanto aos ships releiam as notas iniciais do capítulo.

Me mimem me mandando reviews, sim?


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