História Olá, Happy. - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Fairy Tail
Personagens Erza Scarlet, Gajeel Redfox, Gray Fullbuster, Happy, Jellal Fernandes, Juvia Lockser, Levy McGarden, Lisanna Strauss, Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel
Tags Diário, Drama, Gale, Gruvia, Jerza, Letley, Nalu, Olá Happy, Romance
Exibições 197
Palavras 1.198
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Mutilação
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá galerinha~~~
Sei que não respondi os comentários do capitulo anterior e queria poder responder todos agora, mas relevemos é uma da manhã, eu estou pelo celular e queria postar logo esse capítulo porque não teria mais tempo depois, então me desculpem por qualquer erro, vou arrumar certinho depois, prometo!

Boa leitura!!

Capítulo 8 - Sexta-feira, 14 de Outubro de 2016.


Olá, Happy.

Tecnicamente, hoje já é sábado e não sexta, mas tudo que aconteceu aqui foi na sexta, sei que isso não é importante no momento, mas quem se importa? Eu estou escrevendo em um diário azul de gatinho a uma da manhã, acho que eu mesmo não estou ligando para isso. O fato é: Eu acabei de chegar em casa. Zeref tentou discutir comigo porque cheguei tarde demais, mas eu disse que estava cansado demais e que precisava ir para a cama, então me tranquei no meu quarto e agora estou fingindo que estou dormindo. Me sinto como quando era criança e me enfiava debaixo dos cobertores para brincar logo depois do meu pai ter me posto para dormir.

O motivo de eu ter chegado tarde hoje foi porque repentinamente tive de ir para o apartamento de Lucy. Eu sei, também fiquei confuso no momento, mas logo você vai entender.

Eu estava trabalhando quando de repente ela entrou na loja (fique contando, essa é a primeira), ela parecia surpresa por um segundo mas mesmo assim foi até uma das prateleiras e ficou uns bons minutos por lá. Ela estava usando um boné e sempre olhava para baixo, mas eu percebi a leve coloração arroxeada em baixo de seu olho esquerdo e o curativo na bochecha, também percebi suas mãos raladas e a forma desconfortável em que ela parecia por todo seu peso no lado direito do corpo. E então ela pegou uma barra de chocolate e veio até mim para poder pagar, trocamos cumprimentos rápidos, ela nem ao menos olhou para mim e quando estava prestes a perguntar sobre o que tinha acontecido ela simplesmente se virou e foi embora.

Vinte minutos mais tarde ela voltou (segunda vez) e comprou salgadinhos alegando estar com fome. Dessa vez ela olhou para mim, perguntou se eu tinha voltado a me sentir mal depois do dia em que nos encontramos na enfermaria e quando a respondi ela pegou e simplesmente foi embora. Na terceira vez eu estava limpando o fundo da loja então só a percebi quando ela já estava saindo com um pote de sorvete de chocolate em mãos. E finalmente a última vez, ela voltou quando faltava apenas dez minutos para fecharmos, ficou um bom tempo apenas parada olhando para algumas revistas na vitrine e então entrou e dessa vez comprou pelo menos cinco litros de refrigerante em lata o que a rendeu quase quatro sacolas cheias de latas. Eu pensei que ela iria embora assim que comprasse o que queria como das outras vezes, mas ela apenas ficou parada me olhando. Esperando que eu falasse algo.

– Eu saio em vinte minutos, você quer ajuda com alguma coisa? – Perguntei, me sentindo estranhamente incomodado. Ela suspirou parecendo aliviada.

– Vou te esperar lá fora.

E em exatos vinte minutos eu já estava dentro de um táxi indo junto com Lucy para seu apartamento. Sim, nós tivemos que ir de táxi porque ela mora justamente do outro lado da cidade, ou seja, ela foi em uma loja de conveniências a pelo menos meia hora de carro da sua casa, gastou uma boa grana comprando besteiras simplesmente porque queria alguém para conversar. Dá para acreditar nisso? Ela podia apenas ter ligado!  Eu não queria ir para o apartamento dela (juro que não!), mas ela parecia a ponto de chorar e eu sou fraco com lágrimas então acabei indo por pura pressão.

Foi uma situação um pouco incômoda já que estávamos sozinhos, eu não sabia o que dizer ou o que fazer então apenas me sentei no sofá. Lucy por outro lado parecia bem confortável (até porque era a casa dela, eu também ficaria se fosse a minha), ela apenas se sentou ao meu lado e me deu uma lata de refrigerante. Eu queria perguntar à ela sobre como ela havia conseguido aqueles machucados, mas ela me respondeu antes mesmo de eu abrir a boca.

– Eu pedi por isso.

– Como assim?

– Algumas garotas queriam bater na Levy-chan e eu disse que elas podiam me bater no lugar dela – Ela encostou a cabeça sobre meu ombro. Ficamos os dois olhando para a tela escura de uma televisão sem dizer nada por um tempo – Levy-chan me odeia agora.

– Por que ela te odiaria? – Perguntei. Quer dizer, Lucy tinha levado uma surra por ela, então porque Levy a odiaria? Para mim, aquilo não fazia sentido no momento e mesmo agora ainda não faz.

– Essa não é a primeira vez – Ela respondeu – Isso já aconteceu muitas vezes. Sempre que alguém quer mexer com Levy-chan eu me meto e acabo levando tudo no lugar dela. Levy-chan sempre fica brava, diz que eu a trato como uma criança e que eu não preciso fazer nada disso, q-que… ela não precisa de mim.

Foi nesse momento que as coisas começaram a ficar um pouco estranhas. Eu tenho a minha consciência de que eu estava sozinho com uma garota em um apartamento enorme e luxuoso, é claro que mil e uma coisas passaram na minha cabeça a todo momento, mas quando a voz de Lucy falhou nesse exato momento eu esqueci que éramos um garoto e uma garota sozinhos e apenas me concentrei no quão triste ela estava. Então a abracei, simples assim, sem nenhuma cerimônia ou vergonha envolvidas. Lucy não protestou, apenas encostou a cabeça no meu ombro.

– Eu amo ela, Natsu.

– Eu sei, vocês são melhores amigas.

– Não, Natsu, não assim – Ela se distanciou um pouco, seus olhos estavam marejados e suas bochechas coradas, mas sua expressão era séria – Eu amo ela de uma forma… bom… Digamos que eu à amo da mesma forma que... Gajeel.

– Ah! – Sim, isso foi tudo que eu consegui dizer no momento. Estúpido, não é? Eu sei, queria voltar no tempo e me impedir de ao menos abrir a boca.

– Sei que isso parece estranho e tudo bem, você não tem que continuar sendo meu amigo se você não quiser, não precisa continuar sendo legal comigo também, se quiser pode fingir que não nos conhecemos – Ela voltou a encostar a cabeça no meu ombro – Droga, eu não planejava contar para você, eu não sei porque disse isso.

– Eu não vou deixar de ser seu amigo.

– Mesmo eu sendo assim?

– Você ama alguém, e daí?

– Isso é errado.

– Desde quando amar virou sinônimo de errar? 

– Não são sinônimos, mas amar e errar andam bem próximas – Um riso misturado com um soluço choroso escapou de Lucy – As pessoas geralmente não aceitam... pessoas do meu tipo.

– Você é divertida, gentil, inteligente, bastante cuidadosa, gosta de coisas banais, é péssima com bebidas alcoólicas, se preocupa com as outras pessoas, tem um ótimo senso de humor e mais importante que tudo isso, você protege quem ama mesmo que isso custe alguns arranhões. Para mim esse é o tipo de pessoa que você é.

Ela riu outra vez e apertou os braços em volta de mim.

– Obrigado, Natsu. Muito obrigado.

E essa é a história da primeira vez em que alguém chorou compulsivamente nos meus braços.

N.D.


Notas Finais


Bah, joguei a bomba e sai correndo~
Prometo que vou responder os comentários amanhã (hoje na verdade), me desculpem mesmo por não ter respondido çwç

Beijinho, amo vocês, deixem comentários <3


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