História Old Love - Capítulo 15


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Categorias Harry Styles, Louis Tomlinson, Mitologia Nórdica, One Direction, Vikings, Zayn Malik
Personagens Floki, Harry Styles, Ivar, Katherine Pierce, Lagertha, Louis Tomlinson, Personagens Originais, Ragnar Lothbrok, Rollo, Zayn Malik
Tags Harry Styles, Ivar, Katherine Pierce, Lagertha, Louis Tomlinson, One Direction, Ragnar, Rollo, Vikings, Zayn Malik
Visualizações 12
Palavras 2.441
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Lírica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 15 - Tremendously wrong


Fanfic / Fanfiction Old Love - Capítulo 15 - Tremendously wrong

Katherine Pierce Campbell

Somewhere far from Northumbria

 

Depois de quase uma hora em uma velocidade absurda naquele cavalo, enfim desacelerei. Por mais que o cavalo tivesse diminuido as suas passadas, meu coração ainda estava a mil, junto com todo meu corpo que ainda tremia da adrenalina. Eu já nem sabia mais onde estava, meus olhos marejaram quando sai da densa floresta, com um imenso campo pela frente. Não queria tentar decifrar o que estava se passando por meu cérebro no momento, era loucura pura, então decidi apenas seguir meus instintos.

Já era quase noite quando não aguentava mais me segurar no cavalo, vi de longe uma pequena casa, claramente muito pobre. Mas eu não tinha muita opção, contanto que me desse algo para comer, já iria ficar muito satisfeita. Minhas mãos doíam, meus pés, minha bunda, minha cabeça, e já não havia mais como voltar atrás. Parei um pouco afastada da casa, e desci, amarrando o cavalo numa arvore próxima, estava aflita, mas tomei coragem para ir até lá e bater na porta.

Uma mulher que presumi ter seus 30 anos abriu a porta enxugando as mãos num avental preso a sua cintura. Tive que fazer minha melhor cara, e ela fez a maior cara também, de espanto. Uma princesa, vestida de noiva batendo na sua porta, toda bagunçada, de noite. Super normal. Foi uma ótima ideia Katherine. Você vai perder suas jóias, suas roupas, sua dignidade, sua vida provavelmente, parabéns. 

- Perdão pelo horário senhora, mas eu realmente estou necessitando de ajuda. - Eu respirei fundo, segurando minhas mãos.

- Oh meu Deus... - Ela enxugou as mãos novamente. - Você é uma...

- Sim, eu sou Katherine. - Eu me abaixei um pouco, fazendo-lhe uma leve reverência.

- Oh não, por favor, não faça isso princesa. - Ela segurou-me, e me levantou novamente. - Venha, entre por favor.

Ela sutilmente me botou para dentro, mas eu estava tão cansada, que minhas pernas fraquejaram um pouco. Ela falou com um dos que supus ser seus filhos e ele trouxe uma cadeira, pondo atrás de mim, e eu me sentei suspirando.

- Eu ficarei eternamente agradecida. Me perdoe, qual o seu nome senhora? - Eu lhe olhei sorrindo de leve.

- Meu nome é Maria, vossa majestade. 

- Por favor não me chame assim, não é necessário. - Eu segurei em sua mão e ela sentou em minha frente.

- Eu vou preparar algo para você comer. - Eu sorri aliviada, quase chorei ao ouvir a frase e meu estomago pareceu vibrar também.

 

Terminei o último pedaço de pão enquanto as 5 crianças e a mãe me olhavam apreensivos.

- Estava uma delícia. Muito obrigada, de verdade. - Eu sorri de leve um pouco constrangida.

- Você é uma princesa mesmo? - Uma das garotinhas falou, ela devia ter seus 4 anos.

Eu ri de leve.

- Sim... Sou do reino de Northumbria. Eu ainda estou nas terras de Northumbria? - Olhei para a mãe.

- Mais ou menos. 

- Você tem um príncipe? - Ela sorriu levantando-se na cadeira. - Para dançar, e dar beijos na boca.

- Julie!! - Sua mãe pegou em seu braço, a fazendo sentar. - Isso é coisa que se fale?

Eu engoli seco, forçando um sorriso.

- Sim, eu tenho... Mas eu não pude me casar com ele.

- Por que? - Ela me olhou curiosa.

- Julie chega de perguntas, a princesa está cansada! Precisa descansar.

- Está tudo bem, não se preocupe. - Eu sorri de leve. - Por que eu gosto de outro príncipe. 

 

 

Eu já estava de volta a estrada, a senhora havia sido um amor comigo, passei um dia lá, e ela me fez um vestido simples e uma bolsa de pano para que eu levasse o imenso vestido de noiva e minhas jóias. Deixei para ela sem que soubesse meu colar, que de fato era valiozissimo, mas ela foi tão humilde e prestativa, sem esperar nada em troca, que não me importei nem um pouco. Peguei a estrada que me orientaram, e segui rumo para Mercia.

 

-

 

Louis William Tomlinson

Mercia

 

Depois de uma longa reunião com vários membros da corte, secretário e duques, pude enfim sair para tomar um ar. Sai do imenso salão, dando de cara com um dia maravilhoso. O sol estava brilhando forte, fazendo tudo que era verde, ficar mais verde, todo lago refletir o brilho intenso da graça de Deus, cada flor mais intensa de cor e cheiro e de beleza. Sentei-me nos degraus da pequena escada, e fiquei observando enquanto poucas pessoas passavam, com suas cestas cheias de legumes. Ousei arrancar uma flor amarela que havia próximo, não sabia qual era o nome, mas o tom de suas pétalas me lembrava dos fios macios de seus cabelos. Seu cheiro, a suavidade de sua pele, sua delicadeza, busquei o mais fundo que pude a memória de seu beijo, das suas mãos em meu pescoço. Eu estava clamando por seu toque, por seu amor, meu corpo gritava. Me sentia mal por estar com outras mulheres, no puro pecado, mas eu não conseguia controlar minha raiva, minha solidão, minha tristeza de outra maneira.

Decidi dar uma volta de cavalo, precisava espairecer. Busquei meu cavalo no estábulo e sai de lá já montado, indo para uma parte mais afastada do reino, próximo a floresta que havia ali. Vi uma mulher sentada próximo ao pequeno lago. Seus cabelos negros ondulavam nas costas, volumosos. Com um vestido tom de bege e um delicado chápeu, ela parecia estar bem longe daqui. Me aproximei devagar (1), e vi sua cabeça virar-se em minha direção. Seus olhos eram penetrantes (2), porém com uma feição de indiferença. 

- Está tudo bem senhorita? - Eu parei o cavalo a poucos metros.

- Sim, vossa majestade. - Ela virou-se para frente novamente. Que grossa.

- Tem certeza? - Eu alisei a crina do meu belo Spike, e ela me lançou um olhar severo.

- Sim. Eu tenho certeza. - Voltou a olhar para frente. Eu conheço aquela garota? Por que ela parecia me odiar, e eu não fazia ideia do por quê.

- Posso saber seu nome senhorita? 

- Perdoe-me vossa majestade, mas acho que o senhor tem coisas melhores para fazer. Se não, eu tenho. - Ela levantou-se e me olhou mais uma vez, antes de sair andando.

Arqueei as sobrancelhas confuso, que diabos, garota louca.

- Mal educada. - Eu dei a volta com meu cavalo e fui saindo da floresta.

Deixei meu cavalo de volta no estábulo e decidi entrar. No final da tarde quis andar pelo reino. Permiti que alguns guardas me acompanhassem. Queria olhar como as coisas estavam, falei com algumas pessoas até que congelei. Meu coração foi de 60 a 200 em dois segundos quando vi seus cabelos loiros voando por cima dos ombros. Eu podia reconhecer sua silhueta, o modo como andava. E quando ela se virou, segundos depois, mesmo sem ainda me ver, eu a vi. Senti minhas mãos soarem e o estomago revirar, só queria correr e me enterrar em seus braços quentes, sentir seu perfume doce, porém me aproximei devagar, esperando que ela me visse.

Seu olhar subiu das maças bem lustradas para meu rosto, vi seu peito puxar o ar com força, assim como eu estava fazendo. Eu não entendia, como ela havia parado ali? Eu fui devagar, me aproximando, ela não se mexeu. Tinha medo de estar alucinando, de que ao tocar sua pele aquela imagem tão perfeita sumisse da minha frente como uma fumaça. Não me importei com quem estava ali, com quem estava olhando, eu sabia que estavam, mas eu estava em outro mundo agora. 

Eu parei em sua frente, respirando fundo, e levei minha mão ao seu rosto tão devagar que quase parecia estar em câmera lenta. Quando enfim pousei eu sua bochecha rosada, sentindo sua pele macia meu coração pareceu parar de vez.

- Katherine. - Soou quase como uma suplica, um suspiro, um grito mudo de desespero, de saudade, de amor.

Seus olhos brilhavam e eu tentava decifrar se eram lágrimas de tristeza ou alegria. A puxei rápido para meus braços, pedindo com todas as minhas forças que aquilo fosse real, que ela estava ali, Katherine.

 

Katherine Pierce Campbell

 

Seu cheiro me deixou tonta de um modo que achei que fosse cair em seus braços. O abracei com todas as minhas forças, me segurando em seu pescoço, e eu realmente não queria soltar, não queria mesmo. Ele se afastou devagar, ainda me segurando pelos braços, e subiu suas mãos imensas pelos meus ombros, chegando ao meu rosto. Olhei cada detalhe do seu rosto, eu quase havia esquecido do quão lindo eram seus olhos, sua boca. Pudia sentir a intensidade com que ele me olhava, o que havia entre nós não tinha como disfarçar ou negar, era forte demais. Ele encostou sua testa na minha, fechando os olhos.

- Eu não faço ideia de como chegou aqui, mas você também não tem ideia de como eu estou feliz em te ver.

- Talvez eu tenha feito algo tremendamente errado. - Eu pus minhas mãos em seu tronco.

- Venha, vou te levar lá para dentro, todos estão olhando. - Ele segurou em minha mão, e foi me guiando rapidamente para o salão.

Mercia era linda, grande e cheia de gente sorridente, ele estava fazendo um ótimo trabalho ali. Sem contar que a riqueza era evidente, havia ouro espalhado por todos os cantos do imenso salão, tecidos belíssimos. Ele ordenou que os guardas ficassem do lado de fora e fechou as portas, virando-se para mim logo em seguida.

 

 

Louis William Tomlinson

 

Minha vontade era de beija-la até o ar que havia nos meus pulmões acabar, porém me vi satisfeito, completamente satisfeito apenas em segurar suas mãos. Ela sentou-se num dos bancos que havia lá, e eu me abaixei na sua frente, segurando suas mãos delicadamente, esperando para o que ela iria falar. Ela permaneceu me olhando, parecia nervosa.

- Eu fugi. - Falou rápido, mordendo os lábios de leve, ela fazia isso quando estava nervosa.

- Como assim fugiu? 

Ela puxou a bolsa que havia trazido, e abriu tirando um imenso vestido branco. De noiva. Meu Deus.

- Eu fugi do meu casamento com o Zayn. - Ela me olhou apreensiva.

- Oh Deus... - Ficamos trocando olhares por alguns instantes.

- Eu não sei oque fazer agora.

- Seu pai deve estar enlouquecendo Katherine. Na verdade, todos devem estar enlouquecendo. 

Ela abaixou o olhar, tentando tirar sua outra mão da minha, porém eu segurei.

- Mas isso não quer dizer que não estou aqui por você. Eu disse que estaria aqui.

Ela voltou seu olhar a mim, seus olhos estavam marejados, meu coração parecia se partir quando a via desse modo.

- Hey, não. Não chore. - Eu alisei seu rosto suavemente e ela fechou os olhos largando vestido de lado e se jogando de vez em meus braços.

Eu apenas levantei, com ela junto a mim, a segurando com força. Alisei suas costas, enquanto suas lágrimas molhavam o colete pesado que eu usava.

- Está tudo bem. Vai ficar tudo bem. - Permaneci ali até que ela parasse de chorar, depois peguei sua bolsa no chão, pondo o vestido de volta.

- Venha, vou te levar ao seu quarto provisório. - Estendi a mão para que ela pegasse. A mesma fez que sim com a cabeça ainda limpando o canto dos olhos e segurou em minha mão, fazendo um leve arrepio percorrer meu corpo. Eu sorri de leve, seguindo pelo longo corredor.

Entrei num dos quartos de hóspedes com ela,e pus a bolsa em cima de uma poltrona que havia lá. 

- Aqui está bom para você? - Fui até ela novamente, que agora estava sentada na cama.

- Está ótimo. Seu reino é lindo. - Ela sorriu de leve.

- Ainda não me acostumei a ouvir isso, "seu reino". É um pouco estranho.

- É, sei como é. - Ela olhou ao redor.

Eu fui até a porta, chamando um guarda, que veio correndo.

- Eu quero que você me traga as melhores damas de companhia que tiver para acompanhar a princesa Katherine. Diga que venham preparar seu banho e tragam roupas confortáveis e bonitas. Agora.

- Sim vossa Majestade. - Ele saiu rápido e eu fechei a porta.

- Imagino que queira descansar um pouco agora, eu vou lhe deixar relaxar. - Eu fui até ela, lhe dando um beijo demorado na testa.

- Muito obrigada Louis. - Ela sorriu me olhando, e meu coração palpitou.

- Não tem por que me agradecer.

Quando as damas entraram no quarto, eu sai devagar, me sentia radiante.

 

 

 

 

Katherine Pierce Campbell

 

Depois de um longo banho e me vestir, tive minha janta no quarto, pois já estava tarde, e fui para a cama. Estava exausta, mas feliz. Ele causava isso em mim. Fiquei bolando na cama, mesmo cansada, não conseguia dormir. Me sentia nervosa, incomodada com algo. Tudo estava perfeito, os lençois lavados e sedosos, o quarto pouco iluminado. Me assustei com a porta abrindo devagar, e seu corpo forte entrando logo em seguida. Tive que rir do modo como ele correu na ponta dos pés até minha cama.

- Se importa de fazer algo tremendamente errado novamente? - Ele riu de leve, apoiando-se na minha cama. 

Eu arregalei os olhos com a pergunta.

- Não! Não é isso! - Ele riu nervoso. - Não que eu não queira claro, mas não é isso. - Ele coçou a nuca.

- Eu não conseguia dormir pensando em você... seria muito errado se eu dormisse aqui? 

Eu ri de leve, afastando um pouco.

- Sinta-se a vontade Vossa Majestade.

Ele riu, deitando-se e puxou as cobertas. Depois me puxou, colocando-me deitada em seu peitoral. Belíssimo peitoral.

- Pra você é Louis. Se preferir, pode ser docinho de coco também. - Eu gargalhei, abraçando seu tronco meio sem jeito.

- Você é um idiota sabia? 

- É, eu sou. - Ele alisou meu braço sorrindo de leve.

 

 

Louis William Tomlinsom

 

 

Fiquei alisando-a, enquanto conversávamos besteiras. Sua voz já estava ficando lenta e as frases meio trocadas, estava morrendo de sono, era a coisa mais adorável desse planeta. Paramos de falar e eu apenas fiquei olhando seu rosto, tão delicado. Ela adormeceu, enquanto eu fiquei ali, babando. Deixe-me voar longe, imaginando se um dia eu a teria assim todos os dias. Como minha esposa, minha rainha. Era o que eu mais queria no momento. 

Não percebi quando dormi, mas foi a melhor noite da minha vida. Ali, com ela em meus braços, sentindo seu calor, sua respiração leve. Eu a amava.

 


Notas Finais




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