História Old Love - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Chaz Somers, Jaden Smith, Justin Bieber, Ryan Butler, Selena Gomez
Personagens Chaz Somers, Jaden Smith, Justin Bieber, Ryan Butler, Selena Gomez
Tags Jelena, Justin Bieber, Selena Gomez
Visualizações 123
Palavras 4.960
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Esporte, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi meus amores, eu sei que demorei muito para postar, mas aconteceram mil coisas na minha vida e ficou dificil aparecer por aqui. Espero que gostem desse capítulo, ele foi um pouco trabalhoso pois ao fazer eu tinha que pensar no futuro da fic também e no destino que ela vai tomar. Me perdoem se tiver algum erro de português, espero que gostem e leiam com carinho <3

Capítulo 4 - Capítulo 3: Flashback.


                                                      Brown University - Providence, Rhode Island - 5:30 p.m. - Selena Gomez.

Olhei rapidamente para o relógio no meu pulso conferindo quantos minutos faltavam para o fim da corrida. Meu corpo suado e minha respiração pesada reforçava a falta de fôlego e de pique para encarar mais uma vez a minha rotina de três minutos correndo, dois minutos andando até completar uma hora e meia de exercício. Quando eu comecei com isso? Bom, quando me mudei para o Texas, chegava quase na hora do jantar em casa e já saia para não ter que aturar meu pai, então virou um costume e olhado para o lado bom da coisa, eu evitava uma briga durante o momento sagrado da refeição e ainda fazia bem para a minha saúde. Juntei o útil ao agradável. 

Eu podia sentir todos os meus músculos querendo rasgar minha pele, a ardência era tanta que eu estava quase desistindo e me jogando no meio da rua, mas eu não podia. Eu sempre fui o tipo de pessoa que não sossegava até cumprir todas as minhas metas. Agora tudo o que eu queria era tirar Hamptons da cabeça e focar apenas no necessário. 

Vamos, Selena, mais três minutos. Meu subconsciente gritava.  

Quando finalmente meu relógio disparou finalizando o tempo de treino, eu já estava em frente ao meu prédio. Caminhei lentamente e dolorosamente até as escadas - as mesmas que eu não tive forças para subir - e me encostei no corrimão, tentando recuperar minhas forças.

- Selena? - uma voz conhecida surgiu atrás de mim. 

Virei-me para trás e pude ver Derek Cage. O garoto dos olhos azuis e do cabelo raspado castanho escuro estava com seu corpo definido exposto, seu abdômen parecia ter sido desenhado com os mínimos detalhes de tão perfeito que era e seu peito denunciando todos os seus músculos delineados. Sua bermuda larga mostrava sua cueca azul marinha com a borda branca escrito Armani, suas entradas na lateral do corpo estavam mais definidas do que a minha cara de pau de olhar todo o corpo do garoto. 

- Derek?! - respondi em um sussurro.

Encarei a tatuagem preta e branca que cobria o peito direito e que ia se arrastando até o braço, parando alguns centímetros antes do antebraço. 

- Não sei se fecho o braço todo, o que acha? - sua pergunta parecia mais uma piada. 

- Ah... Sei lá. - falei desconfortável fazendo o garoto rir.

Mico do final da tarde. 

- Então você corre? - analisou minha barriga desnuda soada. 

- Eu? Mais ou menos, eu tento, sabe? 

- Passei do seu lado de carro, achei sexy. - gargalhou. - Bieber quis parar, mas você estava muito rápida e era melhor ele seguir em frente.

Bieber. Meu estômago embrulhou.

- Vocês estavam juntos?

- Final do treino, acha que eu saio assim sempre? - fez uma pose para que eu pudesse olhar todo o seu corpo novamente. - Hoje ele decidiu dar uma carona. Dependo do humor do capitão. 

- Pelo visto ele não mudou, não é? Sempre variando de humor. - resmunguei. 

- Pelo visto vocês se conhecem muito.

- Um pouco. - dei um sorriso. - Acho que depois de muitos anos as pessoas mudam, não é mesmo?

- Com certeza. - retribuiu o sorriso com um mais lindo ainda, me deixando sem graça. 

- Então, só amigos? Nada de romances no passado?

O que? Quase me engasguei com a minha própria saliva. 

- Não, claro que não. - respondi ríspida. - Inclusive, Justin teve uma linda namoradinha na escola, Tez, ela fazia questão de certificar que jamais seriamos nada além de amigos. - falei para descontrair. 

- Tez? - eu podia ver um ponto de interrogação na cara dele.

- É, Tereza. Deve ter sido o amor da vida dele. Depois pergunta a história para o seu capitão, tenho certeza que vai gostar. 

Derek riu mais uma vez e se movimentou em cima do concreto, estávamos separados por um muro pequeno e algumas plantas. 

- Acho que preciso de um banho. - havia disposição em sua voz. - Nos vemos depois? Fiquei feliz em descobrir que somos vizinhos. 

Soltei uma risada envergonhada, eu com certeza estava vermelha.

- Claro. Até mais, Cage!

- Até, Gomez.

O garoto lançou um beijo no ar e saiu subindo os cinco degraus da entrada do prédio. Fiquei observando a rua por alguns minutos até que tive a mesma coragem, porém não a mesma disposição, podia sentir todos meus músculos gritarem de vagabunda por gostar de faze-los sofrer em busca da boa forma. 

Assim que cheguei na frente da porta do meu quarto, me abaixei feito uma velha para pegar minha discreta chave embaixo do tapete. Se isso era um esconderijo, agora não era mais, praticamente todas as pessoas me olharam enquanto eu fazia um minimo esforço para chegar perto do chão. 

Coloquei a chave no trinco e girei, abrindo a porta a minha frente e dando de cara com Anastácia de calcinha e sutiã. 

- Ora, por que não me disse que era maratonista? - indagou.

Pela primeira vez pude ouvir seu sotaque, apesar da Flórida não fazer parte dos que pronunciam como sulistas. 

Fechei a porta atrás de mim, jogando a chave na escrivaninha.

- Como foi sua tarde? 

- Mais ou menos, Bernardino me chamou na tutoria, não to bem em duas matérias. - suspirou insatisfeita.

- Sério? Me encontrei com ele semana passada e hoje conversei com a Miranda. 

- Ela é um amor, mas só estão te bajulando por ser nova aqui e pelo seu sobrenome. - deu um sorriso cínico. - Eu sei que você é tão rica quanto o Justin. 

E dai que eu era rica? Ninguém precisava saber. 

- Nada de assuntos desse tipo. - tentei desconversar. - Tenho outra coisa para te contar. 

- Desembucha, to mais do que atolada com os trabalhos e você fica me enrolando. 

Cruzei os braços ao olhar a garota deitada na cama como se não estivesse nada para fazer, arqueei uma sobrancelha fazendo-a rir. 

- Vou para Hamptons com Justin. - Todo meu rosto ardeu. 

- O que? - berrou. - Hamptons? Ano passado passamos o ano novo lá, sabia? Mas isso não vem ao caso... Como? Pelo amor de Deus, Selena, será que tem como você me contar todo esse lance? 

Bieber levou seus amigos para a virada do ano lá? Uau, que legal, enquanto é isso eu estava no Texas ouvindo uma excelente palestra do meu pai sobre como os adolescente bebem e fazem merda, depois cheguei para a festa de um dos garotos da faculdade faltando dez minutos para o final do ano. Conclusão: fiquei cuidando de gente bêbada. 

A história era longa, mas eu precisava falar com alguém, mesmo omitindo para a maioria dos meus amigos que nesse momento ainda estavam no sul do país. Eu escondia uma história inteirinha, exceto o que não conseguia, mas Justin Bieber era inexistente para mim enquanto ainda estava lá. 

Nos sentamos no chão de frente uma para a outra, enquanto dividíamos uma garrafa de refrigerante e salgadinhos. 

Por onde começava a saga da minha vida? Ah é, pelo meus pais. Eu nunca pude reclamar da vida que eu tinha, meu pai era um grande empresário com uma transportadora no Texas quando conheceu minha mãe, que logo decidiu se casar e ir morar com ele, resultando em mim, mas logo depois que eu completei dois anos minha mãe não aguentou e decidiu voltar para casa comigo nos braços, desde então minha avó não me abandonara mais, enquanto meu pai deixou tudo para trás dedicando-se apenas ao haras que está com tudo até hoje. 

Já meus avôs maternos sempre foram de batalhar, donos de uma safra de vinho que conquistava a Califórnia, meu avô chegou ao auge quando decidiu dominar o resto do país ao se unir com um cara que tinha uma empresa no qual cuidava de todas as riquezas dos donos de hotéis 5 estrelas do país, que por coincidência era o avô de Bieber, Michael Mallette - criador da cia. Mallette. Assim, os dois começaram a fazer fortuna levando o vinho do meu avô para todos os hotéis possíveis, além de festas de elite e restaurantes, enquanto o mesmo confidenciava toda a sua riqueza com ele. O resultado? Uma amizade grandiosa que gerava fortunas. Os dois se deram tão bem juntos que logo depois meu avô começou a abrir outras cedes de seu vinho concentrado, complexo e elegante. Já Justin Bieber nasceu no Canadá - seu pai estagiava para o advogado de Michael quando conheceu Pattie - embora todos fossem Canadense, aqui os negócios eram melhores, mas quiseram tentar de novo a vida lá, mas infelizmente eles também se separaram e a mãe de Bieber voltou após descobrir uma traição.

Coincidência? Talvez, mas enquanto minha mãe, Mandy, não estava muito afim de saber dos negócios da família e quis abrir sua própria loja na Europa, Pattie continuou levando os negócios da família para frente. Depois de um tempo doente, quando eu tinha oito anos, meu avô faleceu, então minha avó decidiu vender 30% de suas ações para a família do Bieber, consequentemente veio Hamptons, empresas mais júris, casas vizinhas e a formação de um laço só. Agora as safras de vinho também passaram a ser da família de Justin, sendo algo tão indestrutível, ainda mais depois que Diane Mallette jurou fidelidade a minha avó, o que as tornava amigas inseparáveis e fiéis, o que explica o porquê de Justin fazer tanta parte da minha vida como ninguém, inclusive éramos obrigados a irmos juntos a todos os bailes de inverno da escola.

Essa era a história da minha vida, um pouco superficial demais para tanto detalhe, mas era exatamente assim que Bieber entrou na minha vida.

Anastácia ainda me ouvia atenta quando terminei de soltar o peso das costas e finalmente admitir que eu podia dormir em cima de diamantes, por fim a garota veio com milhões de perguntas, querendo até saber das minuciosidades que eu decidi pular. Mas eu ainda omitia coisas minhas, que nem mesmo eu queria ser capaz de saber, porém tentar esquecer só me fazia lembrar. 

- Ok, vou fingir que a minha colega de quarto não esfrega cartier na bunda. - brincou. 

- Você é tão sem graça. - respondi ao me levantar. 

- Para onde a senhorita vai? 

- Tomar um banho, posso? Ou você irá morrer de saudades? 

- Só se você me deixar uma herança. 

Antes que eu pudesse entrar no banheiro fiz uma careta para a garota, logo em seguida pude trancar a porta e me despir, observei minha imagem no espelho e um arrepio subiu todo o meu corpo. Como eu fui parar ali? Como a minha vida deu um giro e eu voltei para o mesmo lugar? 

Bosta! 

No tempo em que eu estava tomando banho, Anastácia sumiu e me mandou uma mensagem na caixa postal avisando que tinha ido fazer um trabalho e iria demorar para voltar. A minha mente ainda parecia estar viajando e ignorando qualquer coisa que eu tentasse fazer. 

- Que saco, Selena. - bufei . - Onde eu to com a cabeça? - me perguntei.

Eu queria Bieber. Era isso toda a minha inquietude. Eu queria Hamptons, Justin e nós dois. Era isso. 

Suspirei.

Não, eu não queria. Eu precisava fazer algo sobre isso, eu tinha que achar alguma maneira de suprir todas as vontades malucas que o meu corpo tinha sobre mim. 

Abri o meu armário e vesti uma calça jeans clara e um cropped preto de manga, acompanhando meu tênis da mesma cor, eu precisava sair e ficar sozinha. Peguei minha carteira e meu celular, abri a porta do quarto me deparando com algumas garotas.

- Ei, meninas. - me aproximei de um grupinho. - Onde eu encontro Derek Cage? 

- Derek Cage? - a morena tinha descaso na voz. 

- Vocês não o conhecem? - indaguei. 

As três se olharam e riram. 

- Pelo visto conhecemos mais do que você. - foi a vez da loira. 

Revirei os olhos.

- Ele deve estar por algum barzinho por aí, algo me diz que hoje é dia de Senor Frog’s. 

- Obrigada queridas! - respondi em bom tom após perceber os olhares nojentos para cima de mim. 

Qual era o problema daquelas garotas? 

Desci as escadas enquanto pedia um táxi pelo celular. Em segundos o veículo parou em frente ao edifício e eu pude entrar no mesmo. 

- Boa noite, senhor, sabe se existe algum Senor Frog’s por aqui? 

- Claro, senhorita, daqui há 10 minutos estaremos lá. - respondeu o senhorzinho. 

Enquanto íamos em direção a esse tal bar, meu celular vibrou denunciando uma mensagem de Justin Bieber, só poderia ser brincadeira, pois ele havia perguntado se iriamos mesmo viajar logo no momento em que eu estava tentando esquecer a fuça cretinamente linda dele.

Ignorado. 

Bieber não sabia o que fazia comigo, porém eu não queria ser fraca o suficiente para deixar isso me dominar, afinal, tudo ficou no passado e eu não podia deixa-lo trazer tudo aquilo que eu fiz questão de enterrar quando voltei para o Texas. 

O senhorzinho simpático do táxi me deixou na porta do bar que parecia estar bem movimentado, era mais próximo da faculdade do que eu imaginava. Com um sorriso agradeci a viagem e paguei a corrida, saindo do carro e indo em direção a porta. 

- Selena? - alguém surgiu atrás de mim. 

Virei-me lentamente para ver quem era o dono da voz desconhecida. 

- Jaden? - sorri ao ver o rosto conhecido. 

- O que faz aqui? - ele parecia estar mais surpreso do que eu. 

Hm... Estou procurando alguém que tire o nervosismo da viagem até Hamptons com Bieber, o que você acha? 

Eu era uma idiota.

- Não aguentava mais ficar no dormitório, sabe como é? Essa pressão de ser nova em algum lugar acaba comigo. 

- É um saco mesmo. - coçou a cabeça. - Então, viu Drew por ai?

- Drew? Ah... Justin? - não estava acostumada com esse apelido. - Não, acabei de chegar. Aconteceu algo?

- Ele foi dispensado do treino, largou a gente em casa e sumiu. 

Ele parecia sereno demais para um confissão dessa. 

- O que? Como assim sumiu? 

- É, ele estava bem puto, tirou mais uma nota baixa e o treinador disse que ele precisa se recuperar, se não nem irá dar as caras nas competições.

- Eu não sei se posso te ajudar, Jaden, não conheço mais o Bieber, mas o garotinho que foi meu amigo com certeza estaria fazendo alguma merda por aí. - Ok, isso pareceu muito nostálgico. 

- Irei olhar lá dentro, o pessoal marcou de vir pra cá hoje, não sei se ele topou. 

- Eu posso ir com você. - essa era eu tentando ser prestativa. 

Assim que Jaden Smith empurrou a porta de vidro uma música mexicana tomou conta do local e garçonetes lindas passavam para cá e para lá com drinks personalizados. O ambiente era fantástico. 

Segui os passos largos do menino moreno que buscava Jus, agora ele parecia preocupado e minha cabeça ficava me perguntando se eu deveria ficar também, no entanto meu coração respondia ao contrário, já que ele se virou muito bem sem mim depois que fui embora. 

- Bom, ele não está aqui. - Jaden se deu por derrotado. - Mas Derek está ali e muito bem, não quero atrapalhar o garoto. - completou olhando para uma mesa escondida no fundo.

Segui seu olhar e me deparei com a cena embaraçada de seu braço forte e tatuado envolvendo o corpo de uma loira peituda enquanto distribuía beijos em seus pescoço, na mesa havia dois copos cheios de cerveja esquentando. 

Puta merda, graças a Deus Jaden entrou no meu caminho e me livrou dessa furada de empatar Cage. 

- E agora? - indaguei tentando me tranquilizar. 

- Me espera um minutinho aqui, vou ligar para um amigo. 

Sem que eu respondesse ele saiu do local e pude ver através do vidro o celular prata em suas mãos. Bati meus pés desconfortavelmente no chão de madeira e tentei me esticar um pouquinho tentando livrar minha costas da grande tensão. 

- Selena? O que está fazendo aqui? - Derek surgiu na minha frente.

- Derek? - minha voz saiu como se eu estivesse assustada. 

Olhei para a mesa em que o garoto estava e a menina com o vestido micro rosa ainda estava sentada lá.

- É comum ficar perguntando o nome no Texas? - sorriu mostrando seus dentes perfeitos. 

- É... Não... Só fiquei surpresa que você está aqui. - péssima artista!

- Eu que estou surpreso. Afinal, está sozinha? 

- Não! - respondi rápido. - Estou com Jaden.

- Jaden? - gargalhou. - E cadê ele? 

- Ali fora. - indiquei com a cabeça.

O garoto se moveu olhando para a direção da porta, tendo a mesma visão que eu, o moreno estava falando com alguém no celular de maneira descontraída, depois de alguns segundos ele desligou pronto para retornar ao local. 

- Bom, estou acompanhado agora, se não te chamaria para uma cerveja. - mexeu no cabelo raspado. - E pelo visto você também, mas na próxima serei mais gentil. - o canto de sua boca formou um sorriso de lado maravilhosamente desenhado. - Até mais, Sel! Agora você sabe como me achar. 

Derek saiu antes de Jaden chegar, enquanto ele caminhava pude apreciar a forma como todo seu corpo se mexia diante de seus passos firmes e pesados, no Texas ele seria desejado o dobro de vezes do que a garota artificial que estava a sua espera, seus olhos denunciaram um desejo ao ver sua presa chegando. Ela queria ele e isso era nítido, chegava a ser engraçado. 

Quando finalmente Jaden Smith chegou, ele tentou ser educado falando sobre Justin sem querer estragar minha saída ao bar, ele podia jurar de pé junto que não queria ter me deixado preocupada e agora eu podia ficar no meu encontro, mal sabe ele que na verdade eu ia dar uma de metida a besta e acabar com a pegação do meu colega de prédio, então fiquei implorando para ir com ele atrás de Justin e ele aceitou. 

Pois é... Eu estava surtando! Não poderia simplesmente voltar para casa?

Entramos no carro e logo ele saiu dirigindo pelas ruas limpas de Rhode Island. Eu quase não ouvia seus comentários ou a música que tocava no carro, já que eu estava com borboletas nervosas no estômago, Bieber tinha sido visto entrando bêbado em uma alojamento feminino, eu nem sabia o que esperar.

Jaden tagarelou algumas coisas assim que chegamos em frente ao prédio totalmente distante do meu, mas com a mesma aparência. Uma música tocava alta em alguma localidade próxima e a rua estava bem movimentada de universitárias bêbadas mostrando suas calcinhas para universitários mais bêbados ainda. Segui o menino que parecia ser bem conhecido ali e que cumprimentava até algumas pessoas que não lembrariam do dia de hoje na manhã seguinte. Ele parecia saber bem para onde ia, subimos todos os andares de escadas até que paramos diante de uma porta com uma placa de caveira denunciando perigo. 

- Sel, feche os olhos caso não queira ver isso. - brincou. 

O que? Como assim?

Jaden abriu a porta de maneira divertida tentando segurar o riso, assim que demos um passo a mais pude ver Justin quase nu no terraço com o seios de uma ruiva na boca. Um choque tomou conta do meu corpo. 

Jaden pigarreou enquanto meus olhos piscavam frequentemente. 

O garoto se assustou colocando a calça rapidamente e virando para nós dois, escondendo a menina atrás dele. 

- Jaden? Selena? - seus olhos estavam tão abertos que iam saltar. 

- A diversão acabou. - respondeu o amigo rindo. 

- Do que está rindo, garoto? - uma voz ridiculamente fina tomou conta do local. 

- O que a Selena está fazendo aqui? - ele ainda escondia a garota atrás de seu corpo. 

- Ué, vim ajudar Jaden te achar. - forcei a minha melhor voz. 

- Por quê você fez isso, Jaden? Sabia muito bem como me encontraria. - ele parecia puto e bêbado. 

Enquanto eles discutiam, caminhei um pouco mais para frente e peguei a blusa do garoto que se encontrava no chão, o cheiro de álcool era tão forte que eu poderia ficar bêbada com aquilo. 

Encarei o pano nas minhas mãos e joguei para o garoto que pegou com uma mão só.  

- Bourbon? Parece que as pessoas não mudam. - cruzei os braços. - Irei esperar vocês lá embaixo. 

Antes que eu pudesse ouvir mais alguma coisa desci correndo cuidadosamente as escadas tentando fazer com que o barulho do tênis batendo no concreto não denunciasse a minha angústia. 

Sexo. Bourbon. Bourbon. Sexo.

Meu estômago revirava e flashes de algo que eu queria esquecer tomava conta da minha cabeça, o ar quase não chegava nos meus pulmões. Que tortura! O pior ano novo da história agora passava na minha cabeça como um filme. 

                                                       - Flashback on - Hamptons 172 - 1 de Janeiro de 2009, 03:47 a.m. -

- Jus, o que estamos fazendo? - perguntei curiosa enquanto seguia o garoto e descíamos a escada de madeira que dava acesso a adega da família. 

- Não faça muito barulho, venha cá. - ele me ajudou a descer o ultimo degrau para não ranger. 

Depois de alguns minutos olhando tudo o que havia ali, Bieber pegou um bourbon antigo da pratilheira, abrindo com facilidade e dando um gole, logo em seguida mostrando uma cara feia. 

- Toma, beba um gole! 

- Está louco? Isso deve ser mais forte do que tomamos lá em cima. 

- Sel, só um gole, todos já estão dormindo e é ano novo, precisamos aproveitar.

Revirei os olhos.

- Você é chato demais! 

Peguei a garrafa da mão do garoto e dei um gole do liquido quente, a ardência me deixou zonza de primeiro, mas depois me deixou animada. Dei outro gole e quando Bieber tentou tirar a garrafa de mim, subi em cima de um banquinho para dificultar o garoto, seu abdômen sem blusa encostava na minha cintura e suas mãos fortes tentavam me segurar. 

- Quer parar de ser egoísta? - perguntou entre risos. - Vou arrancar sua saia e você irá ser obrigada a sair correndo para buscar. 

- Eu não me importo. - brinquei enquanto derramava algumas gotas da bebida com os dedos no garoto.

Com a mesma agilidade de sempre Justin arrancou minha saia jogando-a no outro lado do porão, me fazendo dar gritinhos ao sentir o pano deslizando sobre minhas coxas. 

- Hm, calcinha de renda branca. Achei sexy.

- Sabia que você gostava, por isso coloquei. 

- Selena, eu que abri essa merda, vou te jogar no chão. 

- Meu Deus, como você é sem graça. - tomei um ultimo gole e desci do banquinho. 

Antes do garoto pegar a garrafa me desequilibrei, denunciando minha fragilidade com a bebida. 

- Já está bêbada? Não acredito nisso, não quero cuidar de você.

- Eu me cuido sozinha. - debochei. - Sabe, Bieber, você diz ser muito forte, quero ver beber toda a garrafa sozinho. 

- Você está louca! 

- Anda logo! 

Aos risos o garoto topou, bebendo em goladas o liquido que descia em sua garganta enquanto algumas gotículas caiam molhando sua pele no pescoço até sua barriga desnuda. 

- Eu não aguento mais, daqui a pouco você vai ter que cuidar de mim. 

- Eu? - cruzei os braços. 

- É, tem outra aqui por acaso? 

Ri com a piada sem graça, Justin jogou a garrafa no chão. 

- Eu sempre cuido. 

- Eu sei. - respondeu enquanto se aproximava. - Agora eu quero cuidar de você. 

Meu corpo estremeceu ao sentir suas mãos acariciarem minha coxa. Automaticamente minhas mãos seguraram seus cabelos desalinhados. 

- O que estamos fazendo? - minha voz saiu em um sussurro. - Somos só amigos.

- Amigos fazem isso, não fazem? 

- Eu não... 

- Shhh. - me interrompeu. - Se você não quiser é só falar que não, Sel, eu te respeito acima de tudo. 

Foi a minha vez de interromper o garoto, meus lábios grudaram nos seus úmidos pela bebida, nossas línguas se encostaram em perfeita sintonia começando um beijo ardente, mais abrasado do que bourbon que tínhamos tomado. Éramos fogo, brasa e faíscas. O calor percorria todo o meu corpo e excitação fazia com que eu desejasse mais e mais do garoto, porque era isso que eu queria, queria cada centímetro do meu corpo perto do dele e ele não parecia discordar. 

Justin Bieber arrancou minha blusa deixando meus seios a mostra, livres para ele. Era isso, minha primeira vez seria com ele, essa era minha única certeza do mundo. 

- Você quer? - sua voz era doce e embriagada. 

Respondi que sim com a cabeça. 

- Eu quero isso mais do que você. - agora sua voz era de puro desejo. 

Sua boca macia encontrou o bico do meu seio completamente rígido, conforme sua língua brincava com ele eu podia sentir mais desejo e a dor do quanto queria aquilo parecia aliviar diante das maravilhas que ela fazia envolvendo aquele local. Suas mãos subiam e desciam na lateral do meu corpo que estava em chamas, até que seus dedos encontraram o local que antes eu temia. Primeiro ele passou a mão por cima da calcinha, fazendo uma pressão e me fazendo implorar por aquilo, depois seus dedos afastaram a renda e invadiram minha intimidade, me fazendo arfar de desejo e querendo mais. De maneira ativa Bieber me colocou em cima da mesa e seus dedos macios afundaram dentro de mim, fazendo com que eu desse um pulo de susto, mas logo algo me relaxou. Aquele vai e vem logo atenuou meu nervosismo e eu já queria mais do que aquilo. 

- Está mais do que na hora de você me ter. 

- Você quer mais? 

- Bem mais, Bieber! 

Rapidamente sua bermuda e sua cueca já estavam no chão, enquanto minha calcinha já não estava no meu corpo, Justin sussurrou algumas coisas no meu ouvindo tentando me tranquilizar, depois sua cabeça desceu ficando entre minha coxas, até que minhas pernas se abriram e eu pude sentir sua língua entre elas, umedecendo mais ainda aquela região. Com movimentos leves, o garoto voltou para os meus lábios e olhou fundo nos meus olhos, até que colocou seu pênis na entrada da minha vagina, como se estivesse pedindo permissão e eu supliquei por mais, até que pude sentir seu volume me invadindo desconfortavelmente, a dor era algo que eu já previa, mas ele toda hora tentava me deixar calma e dizia que se quisesse ele parava, entretanto eu não queria isso, eu queria mais, bem mais do que isso, eu queria sentir o prazer de ter aquele garoto comigo até me fazer gemer de prazer. Depois de palavras sussurradas, enquanto suas mãos me acariciavam, pude sentir uma dor mais forte até que ele gemeu de alivio, denunciando que eu não era mais virgem. A dor presente ia desaparecendo conforme as estocadas iam aumentando de ritmo e ficando mais fortes. Nossos gemidos iam se misturando e nossa respiração ficava cada vez mais ofegada. Eu podia sentir toda a sua ereção dentro de mim totalmente encharcada. 

- Sel. - grunhiu. - Eu preciso parar... E-eu vou... Gozar. - havia tesão e cansaço na sua voz.

- Não para. - implorei. - Goza para mim, Bieber!

Conforme o pedido, o desejo foi uma ordem. Logo senti seu pênis contrair dentro de mim, jorrando todo o seu líquido me melando completamente, enquanto um gemido forte de alivio saiu dos seus lábios ternos. Era a melhor sensação do mundo. Eu queria de novo. 

Justin me puxou para o chão após terminarmos de transar, seu corpo suado e mole caiu na madeira me levando com ele, fazendo-me deitar em seus braços. Suas mãos desceram até a minha perna, seus dedos passearam onde estava molhado com seu sêmen. 

- Não podemos adormecer assim. - quebrei o silêncio. 

- Com você ao meu lado eu sinto que posso fazer tudo. - sorriu com os olhos fechados.

E foi naquele momento que eu sabia que era ele, somente ele. 

                                                      - Flashback off - 

- Selena? Ei, Selena? - Justin estava na minha frente com Jaden. 

Me arrepiei todinha por baixo da roupa. Eu estava sentada na escada. 

- O que houve? - Jaden perguntou. - Está com uma cara estranha. 

- Comigo? Nada, estava pensando só. - forcei um sorriso.

- Vamos? - Bieber olhou nos fundos dos meus olhos. - Queria conversar com você. Vou deixar Jaden em casa.

- Qual é, Justin? Você é álcool puro. - fiz sinal de negação com a cabeça. - Espero que lembre disso amanhã. 

- Eu não esqueço as coisas. - rebateu. 

Eu ri amargurada. 

- Eu sei bem disso. Jaden, pode ir no carro com ele, eu vou andando, meu prédio é aqui do lado. 

- Tem certeza? - o moreno perguntou. 

- Nunca tive tanta certeza na vida. - forcei outro sorriso. - Bom meninos, boa noite e até amanhã! E vê se você melhora desse seu porre, Bieber. 

Desci as escadas saindo do local e fui em direção ao meu prédio, era longe, mas eu não queria ficar ao lado dele. Minha mente gritava xingamentos, eu queria me matar.

Que merda, Selena, burra, burra e burra! 

No meio do caminho peguei meu celular e procurei o número da minha avó, mandando uma mensagem: “Vó, você ficaria chateada se eu não fosse para Hamptons? Eu não to me sentindo muito bem.”

O pesadelo voltou e eu não queria ser descoberta, mas agora não tinha como eu fugir. 


Notas Finais


O que acharam? Quero comentários, conspirações e polemicassss! Hahahaha


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