História Old Man - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Cowboy, Violencia
Visualizações 5
Palavras 1.175
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção Científica, Sci-Fi, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Se você gosta de ação, violência gratuita, aventura e muita loucura, essa serie de contos vai te fazer uma pessoa muito feliz.

Capítulo 1 - Capitulo 1


Old Man #1

O sol queimava e secava a boca do velho homem. A poeira era demasiada e os ácaros tomavam conta do colchonete podre sob ele. A barba branca estava manchada de um liquido vermelho, mas as lembranças do velho eram vagas e nubladas, ou seja, o que quer que seja esse liquido, ele não se recordava. Porem uma lembrança amarga atingiu sua mente atordoada junto com o gosto alcoólico em sua boca. Uma tosse dolorosa acompanhou as primeiras piscadas do dia que foram seguidas de gemidos de dor muscular, nos ossos e na cabeça. Ele tentou se levantar, mas fraquejou. Tentou novamente, se ajoelhou e antes de fazer força, mais tosse, dessa vez seguida de saliva e então o refluxo. O velho se levantou, cambaleou pelas paredes de madeira podre até a janela. Os feixes de lux que o Sol emanava o deixavam puto, fazendo-o xingar em seus pensamentos.

                A porta apodrecida foi arrombada pelo corpo magrelo do velho, mesmo com um movimento tão fraco. A figura exaurida vestia um traje de couro, por baixo de um poncho, botas, calças jeans, uma bandana vermelha que cobria a boca e o nariz e, obviamente um chapéu estiloso de cowboy. Por cima da bandana ele usava óculos escuros que cobriam totalmente seu rosto. O Sol escaldante não o impedia de continuar sua viagem. A figura segui pelo menos mais uns 15Km debaixo do calor do meio dia até encontrar um bar na beira da estrada, com algumas motos estacionadas na frente da porta. Ele nem se deu ao trabalho de checar seus bolsos, apenas cambaleou até o estabelecimento.

                O som de música Folk era ambiente. A porta dupla que ia e vinha do bar foi praticamente arremessada para dentro do local, trazendo toda a atenção à silhueta magrela e de poncho que acabara de entrar. Os passos das botas de couro da incógnita eram seguidos dos olhares ameaçadores da gangue de motoqueiros que, provavelmente dominava aquela região. A figura, sem dar a mínima para os mal-encarados, segui até o balcão, onde se apoiou e tossiu secamente. Não retirou sua “mascara” e fez um sinal com a mão para o barman, que retribuiu com um olhar confuso e desconfiado. O velho fez novamente o sinal, com mais ênfase. Sem resposta. Frustrado, uma terceira tentativa foi feita.

                -Que caralhos você quer?

                -Ahhh, esquece... me vê uma cerveja e uma garrafa d’agua.

                -Se era só isso era só dizer.

                -Tentei criar um clima aqui, mas foda-se....

                O velho retirou seus óculos e baixou sua bandana. Pegou a cerveja e deu um trago. Olhou em volta e notou que todos ainda estavam olhando para ele.

                -Que que foi? –Perguntou em tom alto o velho. –Tô cagado seus filhos da puta?!

                O insulto seguido de um trago trouxe o ódio de um dos membros da gangue, que veio correndo na direção do velho.

                -Ahhh ótimo, sempre o gordo vem primeiro...

                E de fato era um gordo, barbudo e de regata preta, uma bandana preta na cabeça com o nome da gangue: “Los Caballeros del Infierno”.

                -Nem mexicanos vocês são... estamos no Texas –Disse o velho enquanto desviava da garrafada que ia levar, contra-atacando com um gancho na mandíbula do obeso, nocauteando-o.

                -Deus! Como isso dói. –Disse o senhor balançando a mão. –Você é feito de aço por acaso?

                Não houve tempo para pensar mais, o segundo adversário já o havia levado ao chão com um empurrão, ficando sobre o protagonista. Algo que não durou muito, pois o velho já virou a situação, jogando o homem ao piso e afundando seu punho no nariz do rival, fazendo-o urrar de dor, espirrando sangue no rosto do protagonista

                -Argh! Sorte a sua que minha bandana é vermelha, seu nojento.

                Eram mais seis homens. Porem antes que algum dos motoqueiros avançasse o velho disse:

                -Pera, pera, pera... –Ele se levantou dolorido, tossiu e seguiu para o balcão. Deu mais uma tragada na cerveja, terminando a caneca, limpou o bigode volumoso e grisalho. –Enche mais um para mim, doutor. –Ele disse ao barman, que sem mudar de expressão fez o pedido. O senhor limpou a garganta. –Podemos continuar.

                Um dos 6 motoqueiros estava com um taco de sinuca, este foi para cima do velho, que segurou o objeto, retirou da mão do oponente a força e o usou para bater em outro homem, que já estava vindo para cima com uma cadeira. O taco quebrou em dois, uma parte voou pelo bar enquanto a outra foi usada para nocautear o magrelo que avançou primeiro.

                -Hahaha. –Riu o protagonista. –É engraçado por que você ia me bater com ele.

                O que estava com a cadeira não permaneceu no chão por muito tempo e já estava levantando. Dos outros quatro 2 puxaram canivetes de seus bolsos, enquanto os outros 2 recuaram e puxaram revolveres pequenos.

                -Aí merda...

                Um com canivete tentou um corte de cima para baixo na diagonal, sem sucesso graças a defesa do velho, que apenas o empurrou para a mesa mais próxima, esperando o ataque do segundo canivete que tentou uma estocada no peito do velho que desviou jogando o oponente para o balcão, fazendo-o bater no rádio, mudando acidentalmente a estação. O ambiente tenso foi invadido por “Shape of You” de Ed Sheeran.

                -Uhh, adoro essa música. –Disse o velho parecendo nem se importar com a situação. Enquanto cantarolava a letra da música, ele voltou sua atenção para os dois armados, correndo na direção deles desviando de 3 tiros seguidos. –I’m in love with the shape of you. –Cantava o velho enquanto imobilizava a mão de um dos homens e chutando o rosto do outro desarmando-os. Puxou um deles e o fez bater têmpora com têmpora, um com o outro, deixando-os no chão um em cima do outro.

                -Queria que minha mulher fizesse essas coisas comigo também. –Disse o velho olhando os nocauteados caídos.

                Esquecendo que outros 2 homens ainda estavam conscientes, ele se abaixou e procurou no bolso de um dos caídos as chaves da moto. O mais parrudo dos dois que sobraram cambaleou até o velho e tentou dar um soco, sem sucesso.

                -Você ainda está aqui seu porra?

                O senhor, irritado, quebrou o nariz do parrudo e finalizou com um soco bem dado na têmpora, abrindo um corte e nocauteando o homem. O velho apoiou suas mãos em seus joelhos e deu uma tossida seca.

                -Estou realmente ficando velho para essas coisas. –Ele cuspiu no chão e voltou a atenção para o que sobrou. Este já estava saindo do bar. Apenas o som do motor podia ser ouvido ao longe. –Hehe. –Riu o senhor.

                Ele caminhou até o balcão, virou a caneca, pegou a agua que pediu, agradeceu e pediu desculpas ao dono do bar. Pagou as bebidas e saiu pela porta. Tirou a chave do bolso da calça. Guardou a agua na bolsa que carregava. Testou a chave nas motos que estavam lá. Deu a ignição na moto certa, montou e partiu, deixando para traz apenas a poeira da estrada e as cinzas do charuto que acabara de acender.


Notas Finais


Espero que tenham gostado


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