História Olhar da Serpente - Capítulo 91


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Categorias Harry Potter
Personagens Aberforth Dumbledore, Alvo Dumbledore, Avery (Marauder-era), Draco Malfoy, Harry Potter, Hermione Granger, Kingsley Shacklebolt, Lílian Evans, Lord Voldemort, Minerva Mcgonagall, Mulciber, Personagens Originais, Remo Lupin, Ronald Weasley, Rúbeo Hagrid, Severo Snape, Sirius Black, Tiago Potter
Tags Ação, Drama, Severo Snape
Exibições 63
Palavras 2.014
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Magia, Romance e Novela, Saga, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura! e bem vindo horario de verão! kkkk

Capítulo 91 - Missão


Depois de alguns dias de firmado o noivado, as tentativas de ataque à Victoria se tornaram mais frequentes, tanto que quase todos os dias no Beco Diagonal, havia sempre um ou dois lugares isolados dos transeuntes devido a intensidade de magia negra no local. Os jornais ajudavam a espalhar o clima de terror e Harry Potter e seus aurores estavam tendo mais trabalho do que nunca.

Certa noite Victoria e Luka foram atacados, mas mesmo ela conseguindo escapar e Luka dar fim nos agressores, Victoria foi tratar a escoriações no hospital St. Mungus deixando Caterina e Snape preocupadíssimos com seu estado de saúde.

Caterina e Snape entraram com muita pressa na enfermaria em direção ao último leito, onde Victoria descansava.

—Victoria! – Caterina se aproximou da cabeceira do leito enquanto Luka lhe dava espaço.

—Eu estou bem, mãe... – Victoria disse com a voz cansada e Caterina apertou sua mão em preocupação.

Luka se juntou a Snape nos pés do leito vendo que o futuro sogro estava mais carrancudo do que nunca ao notar que ele não havia sofrido ferimento nenhum.

— Como foi? – Snape perguntando encarando Luka acintosamente.

— Sofremos uma emboscada na saída do trabalho dela. – Luka respondeu preocupado – Não podemos mais ficar no flat. Não é mais seguro.

— Isto é óbvio – Snape concluiu com muita frieza e interrompendo qualquer tentativa de Luka de contra-argumentar.

— Victoria você volta para casa conosco. Nem tente discutir – Caterina falou baixo, porém extremamente zangada.

— Vou falar com o medibruxo – Luka disse e Snape saiu com ele, deixando Caterina às sós com Victoria.

— Me conte o que aconteceu, por favor? Este casamento que se aproxima tem tudo pra virar uma tragédia! – Caterina disparou.

— Calma mãe... – Victoria fechava os olhos. Não estava com nenhuma vontade de ouvir Caterina: — Fomos seguidos até o flat, lutamos, eu fui ferida, Luka me deu cobertura e assim consegui me esconder e então ele matou os caras...

Caterina ouvia tudo perplexa. Não duvidava do poder do futuro genro, mas duvidava que o jovem casal conseguisse a tão almejada paz quando se casassem e assim, enquanto ouvia os detalhes contados por Victoria, decidiu colocar de vez seu plano em ação.

* * * * 

 Mais uma semana se passou e Victoria ainda estava se recuperando em casa com os cuidados de Caterina, Fresbo e Mila. Luka vinha lhe visitar quase todos os dias e o amor dos dois crescia ainda mais, sendo notado por Mila que não cansava de contar à Caterina como era bonito de ver os dois juntos.

— É... Até parece mentira, não é? – Caterina dizia com certa indiferença diante do entusiasmo de Mila.

— Ah Caterina! Você sempre de má vontade! – Mila bufou ao se sentar na cadeira observando Caterina arrumar seus mapas em sua mesa.

— Preciso ir para a Toscana... – Caterina disse ao mesmo tempo em que fez com que a porta do seu pequeno escritório fosse fechada.

— Seria bom mesmo! Lá o ar é melhor e Victoria vai se recuperar mais rápido... – assentiu Mila.

Caterina parou o que estava fazendo e interrompeu Mila: — Vou me encontrar com Alek.

— Você o quê?! – Mila saltou da cadeira – Severo vai ficar uma fera! O que você quer com seu ex-marido à essa altura da vida, Caterina? – Mila começou a andar de um lado para o outro nervosamente – Bem que avisei Luka! Bem que avisei que não daria certo esse jantar! Você e Alek! Justamente agora que você e Severo estão tão bem!... Ou aparentam estarem bem...

Caterina reagiu indignada:

— Do que você está falando Mila? E desde quando virou fã, assim, do Severo? Ficou maluca?Não é nada do que você está pensando!

Mila parou e olhou firme para Caterina: — Ah, não? Então o que quer com seu ex-marido, a não ser algo que não seja confusão pro seu lado?... Como se você não conhecesse o seu atual marido...

— Mandei uma coruja para Alek. Precisamos falar sobre o casamento dos nossos filhos, é isso... – Caterina voltou a organizar seus pergaminhos – E Severo não precisa ficar sabendo.

— É só isso mesmo? – Mila se aproximou da mesa, desconfiada – E como Severo não precisa ficar sabendo? É filha dele também.

Caterina parou de arrumar sua mesa e não respondeu à Mila que continuava aborrecida e curiosa. E assim, no dia seguinte, se aproveitando da ausência de Snape que novamente viajava por conta de suas encomendas, ela foi para a Toscana encontrando Alek já à sua espera na entrada da sua casa.

— Você tem certeza que quer fazer isso? – Alek se aproximou de Caterina que chegava.

— Sim. É o único jeito... – Caterina o encarou firme – Nossos filhos precisam de paz, Alek. A paz que nunca tivemos.

Alek não conseguiu sustentar o olhar penetrante de Caterina com a aquela absoluta verdade. Por mais que sua vida não tivesse dado certo ao lado da única mulher que verdadeiramente amou, ele não tinha o direito de privar seu único filho de vivenciar um amor pleno. Ele não poderia cometer o mesmo erro do seu próprio pai, pois apesar das circunstâncias em que seu filho fora concebido, ele o amava, diferentemente do seu pai que sempre lhe odiou.

— Então vamos... – Alek suspirou e estendeu a chave do portal a Caterina que agarrou e juntos rodopiaram no vácuo chegando próximo da entrada do castelo Lumaj, aos pés da colina.

Caterina olhou para o castelo no alto e hesitou por um instante engolindo em seco, afinal fazia quase 30 anos em que pisara naquele lugar pela última vez.

— Você ainda mantém Doca? – Caterina perguntou saudosa do seu elfo, enquanto começavam a caminhar lentamente em direção à íngreme ladeira que levava ao castelo.

— Sim, e ele está ansioso e muito feliz em te rever – Alek arriscou um leve sorriso e apressou o passo fazendo Caterina acompanhá-lo no mesmo ritmo.

Quando chegaram ao castelo, Caterina foi saudada pelos antigos guardas de Alek, ficando surpresa por eles a terem reconhecido mesmo depois de tantos anos pois, parte da sua preocupação em chegar sem Alek era justamente o risco de não ser reconhecida e acabar sendo mortalmente ferida antes de conseguir seu objetivo.

Ela foi recebida pelo saudoso Doca na entrada do suntuoso castelo, que não se demorou e a conduziu para o seu antigo quarto de casada sem parar de falar um minuto, e ela o ouvia também saudosa da sua voz tão esganiçada quanto à de Fresbo e tão mais envelhecida quanto.

— Seu quarto, senhora, que cuidei por todos esses anos... – Doca abriu as portas da luxuosa suíte e Caterina sentiu como se tivesse voltado ao passado.

Tudo estava exatamente no mesmo lugar, impecavelmente limpo e arrumado. Caterina entrou no local se sentindo nostálgica, andou por todo o recinto passando os dedos levemente nos tecidos das poltronas e do divã, se sentou à sua penteadeira por um instante, onde tudo estava milimetricamente no mesmo lugar em que deixara há tanto tempo. Logo, ela se voltou para sua enorme cama de casal e relembrou seus momentos felizes ao lado de Alek e também ao mesmo tempo relembrou a pior época da sua vida, lhe trazendo na consciência, a certeza de que não pertencia mais àquele lugar. Ela entrou no seu enorme closet e constatou que todos os seus vestidos, sapatos, adornos e joias permaneciam como novos e também em seus respectivos lugares.

— A senhora veio para ficar, não veio? – a voz esganiçada de Doca, mas ao mesmo tempo com o tom doce, chamou a atenção de Caterina fazendo-a voltar para a realidade.

Ela pegou nas mãozinhas do elfo e o fez se sentar com ela na beira da cama:

— Doca, eu só vim para uma rápida visita – ela disse e viu que os grandes olhos azuis de Doca se encheram de lágrimas – Mas, olha, eu gostaria muito que você não ficasse triste e me entendesse...

Caterina tirou da sua bolsa várias fotos de Victoria desde bebê até a idade adulta e entregou ao elfo que iluminou seu semblante ao ver as imagens que se mexiam:

— Sua filha? – ele perguntou muito emocionado.

— Sim... – ela respondeu com a mesma emoção.

Doca viu e reviu as fotos diversas vezes com Caterina lhe contando sobre Victoria e então ambos se abraçaram com a força da amizade que um tinha pelo o outro, sendo interrompidos por Alek que entrou no quarto.

— Meu pai a espera, Caterina... – Alek parou não deixando de ficar tocado com a cena que presenciou já que o sentimento sincero de amizade era o que mais faltava naquele castelo lúgubre.

Caterina se despediu de Doca que enxugava as lágrimas com um enorme lenço que ele arrancou do bolso e saiu do quarto junto com Alek, respirando fundo ao atravessar corredores e salões relembrando em silêncio pelo caminho, sua vida naquele lugar.

Ao entrar no luxuoso escritório, onde os anos não pareciam ter passado, Caterina sentiu uma leve vertigem ao se deparar com seu velho sogro sentado à sua pesada mesa de carvalho e que a analisava com o mesmo sorriso sardônico de sempre.

— Minha nora preferida! Tua falta foste muito sentida neste castelo! – Nikolai Lumaj cumprimentou Caterina, permanecendo sentado e sem se mover um centímetro na direção dela que também não se moveu e o encarou perplexa.

— Boa noite... – ela cumprimentou baixinho dando um passo na direção da mesa de Lumaj. Alek entrou e se sentou numa poltrona nos fundos do escritório.

— Alek disse-me que querias conversar comigo – Lumaj sorriu ironicamente mais ainda e apontou a cadeira de frente para Caterina se sentar, mas ela permaneceu de pé.

— Sim, queria falar com o senhor... – ela disse ainda em tom baixo.

— Pois muito bem! – Lumaj cruzou os longos dedos sobre a mesa e seu semblante sorridente deu lugar a uma expressão desdenhosa, deixando Alek e a própria Caterina em alerta – Achas que podes vir e pedir algo? Achas mesmo que estás em condições de alguma cousa aqui?

Caterina não respondeu e se manteve de pé, parada, e encarando à sua frente aquele velho de ar bondoso, mas sabidamente trevoso, tendo a consciência que precisaria reunir toda sua coragem para enfrentá-lo.

* * * *

Em Godric’s Hollow, assim que Snape voltara de viagem, dera por falta de Caterina e Mila tentava acalmá-lo.  

— O que ela foi fazer na Toscana com o Lumaj?! – Snape se agitou largando sua valise no corredor e já indo para a rede de Flu.

— Calma, Severo, por favor... – Mila se assustou com o acesso de raiva de Snape – Ela disse que precisava se encontrar com Alek para conversarem sobre o casamento de Victoria e Luka...

Snape se voltou para Mila com o semblante furioso, mas manteve o tom baixo e mortal ao falar: — Parece que se esqueceu de como Caterina age... Deixe de ser ingênua Sra. Baroni.

— Severo, por favor! – Mila correu atrás de Snape que entrava na lareira extremamente zangado e sem olhar diretamente para ela, desapareceu nas chamas verdes.

Snape surgiu na lareira da casa da Toscana que estava trancada e totalmente no escuro. Ele acendeu as luzes e subiu em direção ao quarto também vendo que estava vazio e fechado.

— Caterina! Onde raios você se meteu?! – Snape esbravejou para as paredes ao se ver sozinho, tendo a absoluta certeza de que sua companheira se meteria em alguma encrenca.

Ao perceber que Snape não retornava, Mila desceu ao porão pedindo para Fresbo abrir o laboratório de Snape para ela tentar falar com Dumbledore.

— Severo saiu daqui muito bravo com Caterina! Foi para a Toscana e não voltou até agora! Estou muito preocupada, Dumbledore! – Mila falou rapidamente enquanto o velho bruxo se sentava na sua poltrona prestando toda atenção nela.

— Ela não está na casa da Toscana, Mila... – Dumbledore avisou calmamente.

— Por Deus! – Mila levou uma mão ao seu peito – Ela ia se encontrar com Alek! E agora, o senhor tem ideia para onde os dois possam ter ido?

— Não é difícil prever, não é mesmo, Mila? – Dumbledore continuou no seu tom calmo – Contudo, ninguém pode fazer nada, nem Severo...

— Oh Deus! – Mila exclamou novamente, deduzindo: – Alek não pode ter levado Caterina ao castelo! Não deste modo! É muito perigoso para ela!

Dumbledore suspirou em apreensão também cruzando suas mãos sobre o colo apenas desejando que tudo terminasse bem.


Notas Finais


;))


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