História Olhar da Serpente - Capítulo 97


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Categorias Harry Potter
Personagens Aberforth Dumbledore, Alvo Dumbledore, Avery (Marauder-era), Draco Malfoy, Harry Potter, Hermione Granger, Kingsley Shacklebolt, Lílian Evans, Lord Voldemort, Minerva Mcgonagall, Mulciber, Personagens Originais, Remo Lupin, Ronald Weasley, Rúbeo Hagrid, Severo Snape, Sirius Black, Tiago Potter
Tags Ação, Drama, Severo Snape
Exibições 58
Palavras 2.228
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Magia, Romance e Novela, Saga, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Amigos leitores, é com tristeza que informo que este é o antepenúltimo capítulo dessa longa história... =((

Desejo a todos uma boa leitura!

Capítulo 97 - A Poção


Fanfic / Fanfiction Olhar da Serpente - Capítulo 97 - A Poção

Graças a larga experiência do Dr. Stevenson, o frágil corpo de Caterina fora preservado e a família pôde dar um enterro condizente à ela. Snape sabia que seria da vontade dela ser enterrada ao lado de Aberforth, e assim fora feito, cujo rápido funeral foi presenciado por vários bruxos amigos e parentes onde todos estavam inconformados com a precoce partida dela. Quanto a ele, precisava se manter forte, apesar de que estivesse vivenciando o pesadelo pela segunda vez e até parecia anestesiado, porém naquele momento era um pouco diferente: precisava amparar Victoria que havia perdido a mãe em tão tenra idade. Não podia deixar de sentir seu coração partido ao observar a filha arrasada, ainda mais sabendo que a conexão entre as duas sempre fora muito forte. Caterina podia ter tido muitos defeitos durante sua vida, mas fora uma mãe exemplar, se dedicou de corpo e alma à única filha desde o início de sua gravidez e Victoria era muito ciente disso. E talvez por isso, a perda para sua filha estava sendo muito mais difícil.

Durante o enterro, Snape se pegou pensando nos melhores momentos de todos aqueles anos ao lado da sua companheira. Tiveram uma relação conturbada muitas vezes, mas se amaram muito e disso tinha absoluta certeza. E agora Caterina definitivamente o deixava. Ele fechou os olhos no momento que jogaram a primeira pá de terra sobre o caixão. Estava muito difícil suportar.

Alek preferiu acompanhar o enterro de longe e sozinho, pois seu coração dilacerado não aguentar ver o caixão descendo lentamente para a cova. Snape e Luka consolavam Victoria que também se encontrava abraçada à Mila que chorava muito igualmente, cuja perda de Caterina se assemelhou à morte de uma filha querida.

Uma hora mais tarde depois do traumatizante e sofrido enterro de Caterina, Alek, Snape e Victoria foram se reunir no laboratório da casa de Snape, tentando entender o porquê que tudo se passara repentinamente rápido a partir do momento em que saíram em busca da flor.

Num momento de lucidez, Alek mencionou que seu pai no mínimo estava sabendo de tudo desde o início. Victoria e Snape se revoltaram e decidiram fazer vingança, o que Alek também concordou. Apesar de acompanhar tudo do seu quadro, Dumbledore não se manifestou dessa vez.

Assim que planejaram tudo, Alek e Snape iniciaram o preparo de uma forte poção ao mesmo tempo em que Victoria começava a secar as flores que sobraram a fim de extrair uma essência mortífera. A poção levava um bom tempo para ficar pronta, mas os três se revezariam e estavam confiantes de que tudo daria certo.

O processo de extrair a essência venenosa da flor após ser seca, era trabalhoso e Victoria era extremamente paciente e cuidadosa, uma vez que poderia ser praticamente impossível conseguir o mínimo de insumo, contudo, os três sabiam que era necessário apenas uma única gota para a poção se tornar letal à qualquer ser vivo sendo mágico ou não. Ao fim do processo que durou alguns dias, os três voltaram a se reunir no laboratório quando Victoria finalmente conseguiu extrair uma única gotícula, a qual foi acrescentada na poção com muito cuidado por Snape, e a poção, que até então tinha uma coloração negra, ficou completamente transparente como água líquida, dando a certeza aos três de que dera certo. Alek por sua vez, mexendo a poção, entoou vários feitiços negros numa língua desconhecida, tornando o laboratório repentinamente mais escuro que o normal, cujas chamas da lareira balançaram freneticamente ao mesmo tempo. Snape assistia tudo atento e impassível e por mais que Victoria tivesse medo desse tipo de magia por não ser familiarizada como pai e o sogro, ela também se manteve firme.

* * * *

Ao som de nove badaladas do enorme relógio do grande salão do Castelo Lumaj, Bilbo, o elfo doméstico de Nikolai Lumaj, se apressava na grande cozinha com o objetivo de preparar a ceia frugal do seu mestre quando Doca repentinamente surgiu fazendo pilhérias.

— Bilbo, o elfo velhaco! – Doca berrou chamando a atenção do centenário elfo que ficou muito irritado, pois era notório entre eles que o velho elfo não aceitava nenhum tipo de brincadeira. — Velhaco! Velho com orelhas de macaco! Velhaco! VE-LHA-CO!

— Moleque! – rosnou Bilbo para Doca sem se afastar da bandeja.

Doca começou a pular por toda a cozinha, claramente irritando Bilbo que procurava sua bengala para se apoiar e acertar Doca.

— Bengala! – berrou Bilbo ao se dar conta do objeto flutuando próximo das mãos de Doca que ameaçava quebrá-la num estalar de dedos.

— Bilbo quer bengala? – Doca perguntou com deboche vendo o velho elfo se enfurecer mais.

— Devolva a bengala de Bilbo, pois precisa servir o chá do mestre no horário! – vociferou Bilbo vendo que Doca não parava de pular lançando a bengala no ar repetida vezes com um feitiço que era impossível de Bilbo resgatar.

— Bilbo vem pegar! – Doca estalou os dedos e sumiu junto com a bengala.

O velho elfo ficou furioso, se afastou da bandeja hesitante, mas precisava recuperar a bengala o quanto antes para conseguir levar o chá rapidamente para Lumaj e assim saiu da cozinha mancando e se apoiando na parede. Ao constatar que não havia ninguém mais na cozinha, Fresbo surgiu e se aproximou rapidamente da bandeja, despejando todo o conteúdo de um pequeno frasco dentro do bule de chá. Ao ouvir as vozes de Doca e Bilbo perto da entrada da cozinha, ele desaparatou.

Bilbo havia recuperado sua bengala e estava resmungando muito, mas aliviado ao notar que o chá não havia esfriado e seria servido no horário.

— Castigo para Doca! Mestre não vai ficar contente porque Bilbo vai contar e vai castigar Doca, ah se vai! – resmungava sem parar Bilbo ao levitar a bandeja enquanto dava seus passos mais firmes com o auxilio da bengala saindo da cozinha.

Fresbo e Doca aparataram ao mesmo tempo na cozinha, vendo que o velho elfo seguia o caminho dos aposentos de Nikolai Lumaj sem olhar para trás. Os dois elfos então se olharam com cumplicidade e assim Fresbo voltou a desaparatar e então Doca se sentou numa cadeira com as mãozinhas no rosto sentindo muito medo apesar de tudo e uma saudade infinita e pesarosa da sua antiga dona.

* * * * 

Sentado numa poltrona em seu quarto, Alek tomava um cálice de conhaque e olhava fixamente para o grande quadro acima da lareira com a imagem de Caterina retratada representando a vitória dela sobre um dragão que a atacava, num Avada Kedavra eterno e aguardava pacientemente o desfecho do plano. Ele então olhou em volta do quarto suspirando em extremo cansaço. Aquele quarto era seu único refúgio daquele castelo naqueles longos anos passados. Do lado oposto de onde estava, havia um aparador e sobre ele um cálice vazio e dois frascos contendo poções diferentes. Tudo estava preparado para o grande final. Ele se recostou mais na poltrona não deixando de observar a bela imagem de uma jovem e linda Caterina no quadro que fora pintado na época em que ele a ensinou a domar o símbolo dos Lumaj quando eram recém casados. Aquele quadro sempre lhe trazia as boas recordações do tempo em que eram imensamente apaixonados e felizes. E no momento estava tudo acabado. Constatar que a alma de Caterina poderia ter sido destruída pela maldição lhe era intolerável. E, por mais que as dores do seu corpo haviam cessado repentinamente após a morte dela, pois o pacto de sangue havia sido rompido, lhe era insuportável a dor na alma.

Do outro lado do castelo, Nikolai Lumaj já pronto para dormir, repousava num divã no seu luxuoso quarto, aguardando Bilbo lhe servir.

Bilbo depositou a bandeja em um aparador e devagar encheu uma xícara com chá, cujo aroma delicioso chegou às narinas de Lumaj lhe trazendo conforto. Devagar, o elfo lhe entregou a xícara e fez uma reverência ao ser dispensado por Lumaj com um gesto brusco de mão. Assim que o elfo desaparatou, Lumaj sorveu um grande gole do chá perfumado, sentindo imediatamente como se tivesse engolido areia. Ele tossiu forte levando a mão ao pescoço e largando a xícara que foi se espatifar no chão. Havia uma jarra com água no aparador onde estava o chá, mas ele não conseguia chegar. Respirar estava impossível, mas mesmo assim ele conseguiu rir no meio do seu desespero. Mais um acesso violento de tosse convulsionou seu corpo fazendo-o se estatelar no chão, com os olhos vermelhos esbugalhados fixamente para o teto. Ainda encontrou forças para mexer os seus dedos por uma última vez e então já não respirava mais.  

Ainda esperando em seu quarto, Alek se levantou para pegar mais uma dose de conhaque quando ouviu uma estrondosa gargalhada ecoar pelo castelo.

“Alek!”

Alek ouviu a voz do seu pai próximo do seu ouvido e parou estaticamente olhando por todo o quarto.

“Tu conseguiste finalmente!”

Alek rapidamente pegou as poções do aparador e as misturou no cálice. A sua velha poção para dor e o veneno feito da flor chinesa se misturaram perfeitamente e reagiram como o esperado.

“Está na tua hora, Alek!”

— Eu sei, velho! – Alek vociferou para o vazio — Mas como esperei por esse dia! VOCÊ ESTÁ MORTO! MORTO!

Alek berrava em comemoração enquanto ouvia a gargalhada trevosa do seu pai ecoar pelo quarto.

— ACABOU! FOI O SEU FIM! – Alek também gargalhava insano segurando a taça com veneno na mão.

“É o teu fim também! Acabou para ti igualmente!”

— Eu não me importo mais! – Alek exclamou com indiferença e se sentou na beira da cama tomando de um gole só todo o conteúdo do cálice sentindo a queimação na garganta característica do veneno e se deitou olhando para o quadro de Caterina pela última vez, enquanto a risada louca de Nikolai Lumaj ainda retumbava pelo quarto. — Eu te amo Caterina... – ele sussurrou num último esforço e em lágrimas.

E assim, os olhos de Alek continuaram fixados no quadro, mas a vivacidade deles o havia deixado.

* * * *

A notícia da dupla morte na família Lumaj caiu como uma bomba em toda a comunidade bruxa, mas não para Snape que reagiu com indiferença ao ficar sabendo pelos jornais. Apesar da falta de consideração por Alek e Nikolai Lumaj, ele compareceu ao duplo funeral no Castelo Lumaj acompanhando Victoria e Luka que ficara muito abalado pela morte do pai, ao passo que Victoria, mais serena, já esperava que o sogro tomasse tal atitude, já que ele lhe confidenciara durante o preparo do veneno, que não conseguiria continuar vivendo sabendo que Caterina estava morta.

Passado um moderado período de luto, Luka retomou seus negócios e se tornou definitivamente líder do clã Lumaj, porém não fora morar no castelo com Victoria. O local de difícil acesso, ainda guardado por bruxos bravios e corajosos e conservado por dezenas de elfos domésticos e algumas servas sem rosto, passou a ser usado apenas para encontros familiares, o que teve certa frequência, pois Luka desejava agregar seus tios e primos com suas respectivas famílias e assim ter uma união familiar mais saudável.

Victoria também retomou seu trabalho no boticário do Beco Diagonal após uma longa temporada em luto pela mãe e regularmente ia ao cemitério levar flores brancas no túmulo de Caterina e desejava fervorosamente que o espírito dela tivesse encontrado a paz. Ela não tinha a exata percepção do que acontecera com a alma da mãe no momento da sua morte, mas acreditava piamente de que ela estava liberta do seu calvário. Sempre com muitas lágrimas, ela arrumava com muito cuidado o túmulo de Caterina e também de Aberforth sempre pedindo ao seu saudoso avô de coração que cuidasse da sua mãe.

Logo após as mortes de Caterina e Alek, Mila ficou severamente doente e esteve internada por muito tempo no hospital St. Mungus tendo sempre as visitas frequentes de Victoria e algumas de Luka porque este sempre tinha viagens constantes. Snape fora poucas vezes, e nestas visitas, conversavam muito sobre Caterina, relembrando o que passaram todos aqueles anos com muita nostalgia. Porém, apesar de Mila ser resistente porque havia passado por grandes perdas em sua vida, nada fora igual como a perda da sua filha de coração. E assim, um ano após a morte de Caterina, numa ensolarada manhã, Mila partiu serena e apenas sendo observada pelos seus inúmeros gatos de estimação.

Dumbledore, notando a demora da amiga para se levantar da cama, chamou por Snape que imediatamente foi com Fresbo para a casa da bruxa, assim encontrando-a morta em sua cama. Um rápido funeral foi realizado na Toscana mesmo, e diversos amigos e parentes de Mila compareceram para se despedir dela.

 Vendo Victoria chorar muito sentida a morte da avó de coração durante o funeral, Snape contabilizava mais uma perda difícil para sua filha, que dias depois do enterro de Mila, ainda continuava extremamente abalada, resolvendo partir para uma longa viagem com Luka que também estava muito triste.

Tempos depois, Snape voltou a aceitar encomendas e retomou seu trabalho nas suas requisitadas poções, embora sem a mesma paixão de outrora. Pensava em Caterina o tempo todo e se sentia muito sozinho naquela casa enorme, mesmo com as visitas regulares de Victoria e Luka que se preocupavam muito com ele, já que voltou a se tornar taciturno e recluso, porém resiliente, e com seus passeios solitários pela vizinhança seguindo o mesmo caminho tortuoso entre a igreja e o cemitério e sua casa. 


Notas Finais


;))


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