História Olhares na Escola 3 - Desejo Mortal - Capítulo 34


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bruno, Gay, História Gay, Hoffenhein, Laços, Leandro, Mfc, Olhares Na Escola, Romance Gay, Universolove
Visualizações 313
Palavras 4.164
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


E aqui estamos... em um dos pontos mais altos desta temporada.
Esse capítulo era composto por quase 10 mil palavras de sofrimento, dor e perda, mas optei em dividir em duas partes porque até eu como autor, me sinto em estado de choque.


Nesta primeira parte do capítulo teremos a aparição dos personagens que tanto amamos e também serão os memos por quem possivelmente iremos chorar....


Espero que gostem e não deixem de comentar.

A parte 2 desse capítulo sai amanhã.


Boa Leitura.

Capítulo 34 - 33. Consumidos pelo fogo (Parte 1 de 2)


Fanfic / Fanfiction Olhares na Escola 3 - Desejo Mortal - Capítulo 34 - 33. Consumidos pelo fogo (Parte 1 de 2)

33. Consumidos pelo fogo (Parte 1 de 2)
//Breno//

 

Três dias haviam passado e meu pai parecia outra pessoa, como se tivesse sido abduzido por alienígenas e os mesmos tivessem lhe feito uma lavagem cerebral.

Naquela manhã, minha mãe estava com um ótimo humor também, coisa que nunca acontecia na nossa casa.

Ela havia fritado bacon, preparado refresco, cortado as frutas e até um bolo ela tinha comprado na padaria.

A mesa estava farta e meu pai cheio de gracinhas pro lado dela… provavelmente tinham matado as saudades um do outro, no mínimo.

- Uma coisa eu ainda não entendo… - disse Benjamin sentando-se à mesa e cortando o bolo – esse bom humor todo… o que aconteceu? Até agora ninguém me deixou a par das novidades.

- Eu apenas aprendi a amar verdadeiramente Ben… só isso… de passo em passo eu vou ser uma pessoa completa. – eu concordava com o papai, afinal de contas, agora que ele tinha se entendido com Bruno, tudo era um mar de rosas, minha mãe estava feliz, papai contente por ter dado o braço a torcer e principalmente, por estar aprendendo a aceitar as pessoas com suas diferenças.

- Não brinca! – disse ele de boca aberta num tom de voz que pra mim soou mais como um deboche do que outra coisa.

- Muito bem… agora chega de conversa fiada e vamos pra escola que tenho muita coisa pra fazer, e a primeira delas é falar com o Leandro sobre o churrasco no fim de semana…

- Nossa! Você mudou mesmo né? – disse minha mãe.

- Uma hora a gente precisa agir como home, além do mais, cansei dessa desunião. Tudo o que eu quero é manter minha família unida e forte. Vamos meninos! Peguem suas coisas e deem tchau pra mãe de vocês!

Me despedi de minha mãe e fui sentar no banco de trás esparramado pra que Ben não se atrevesse a ir do meu lado. Ele acabou indo ao lado do papai.

 

Cheguei na escola e logo encontrei com André e Andresa.

Papai se despediu de nós dois com um sorriso e entrou.

Vê-lo sorrir era bom, pelo menos ele me deixava viver minha vida em paz… mas é como eu sempre digo… quando a esmola é muito o santo desconfia.

- Tchau mano. Até mais tarde! – disse Breno se afastando de mim. Olhei pra ele dos pés à cabeça e nem me dei o trabalho de responder.

- O que foi que aconteceu com o teu pai? Ele ganhou na loteria foi? – perguntou Andresa curiosa.

- Eu não te contei? Ele e o Bruno finalmente se entenderam.

- Graças a Deus né? Um problema a menos… mas, você já sabe dos últimos babados?

- Quais?

- O pessoal aqui só comenta uma coisa: Amanda e o diretor!

- Eu já esperava por isso. – falei revirando os olhos – tadinho do Léo. Ele deve estar arrasado. – falei – ainda bem que todo mundo lá em casa acredita na integridade do Leandro e sabe que ele jamais violentaria uma aluna!

- Sabem de uma coisa – disse ela olhando de mim para André – aí tem coisa!

- O que quer dizer com isso? – perguntei intrigado.

- Ora bolas… vocês são tão burros, puta que pariu! Esse cérebro serve pra quê? Pensa só… você encontrou um frasco de medicamentos proibidos no quarto do Benjamin… e por acaso a Amanda aparece grávida do diretor… isso não soa estranho?

- Tá mas… aonde você quer chegar?

- Ora… todo mundo sabe que a Amanda nunca foi santa e que só estava com você porque você é um puto de um gato Breno! Agora… se eu estiver certa, poderemos provar a inocência do Leandro e desmascarar o Ben de uma vez por todas.

- Como?

- Primeiro vamos conversar com o diretor. Ele precisa responder algumas perguntas! – disse ela determinada.

- Mas não agora… acabou de tocar a campa e precisamos ir pra sala de aula! Venham logo! – disse André que estava com os olhos cheios de olheiras por ainda chorar a ausência de Laura.

 

As primeiras aulas foram um tédio, sem contar que tive que suportar o showzinho do Benjamin bancando o popular e as piadinhas dos outros meninos comigo por causa de Amanda e Leandro.

No intervalo, Amanda passou por mim com uma cara de sonsa enquanto as suas amigas lhe paparicavam. Do lado de fora do portão, alguns repórteres ainda estavam de plantão, a fim de saber a veracidade daquele escândalo.

 

Sentei perto de uma árvore sozinho, pensando em como ainda estava complicada a vida do meu irmão, quando de repente ouvi alguém me chamar.

PSIU! PSIU!

Olhei para os lados e não vi ninguém.

- Aqui atrás bocó! – disse Marcos aparecendo com a cara pálida e os olhos vermelhos.

- O que você quer? – ele se virou para mim e me olhou com um olhar triste.

- Quero pedir desculpas. – disse se sentando ao meu lado.

- Tá! – falei me levantando sem olhar pra ele, mas Marcos foi mais rápido e segurou meu braço.

- Aonde você pensa que vai? – disse ele com um olhar firme para mim.

- Ué… você pediu desculpas, eu desculpei. Agora eu vou embora. Solta meu braço, por favor Marcos.

- Eu não vou soltar até você…

- Até eu o quê?

- Até você voltar pra mim!

- Se eu bem me lembro… você tava pegando uma garota não é mesmo? Sem contar que seu amiguinho Benjamin pode ficar chateado ao ver você perto de mim…

- Breno me escuta eu…

- Eu não quero ouvir você eu…

- SERÁ QUE DÁ PRA PARAR DE FAZER CÚ DOCE BRENO? – Olhei em volta e vi Andressa aos berros de uma janela. Ela erguia os braços e berrava desesperadamente. Quase morri de vergonha.

- Tá vendo o que você faz? Daqui a pouco todo mundo vai estar falando mal de mim…

- Então vem pro esconderijo comigo. Eu… preciso conversar com você e te esclarecer tudo. Por favor.

- Tá! Tá bom! Mas não vou demorar mais do que cinco minutos, entendeu?

- Tá bom. – disse ele todo sorridente feito uma criança que ganha um doce.

 

Fui logo após ele e quando chegamos ao nosso esconderijo, Marcos ficou de costas para mim, com a cabeça baixa. Cruzei meus braços e tentei parecer frio, mas era difícil, eu não era assim.

- Não vai falar nada? – perguntei já incomodado com o silêncio dele.

- Breno eu… nem sei o que dizer a você…

- Então quando souber me procure tudo bem?

- Não! Espera! Eu… eu… eu preciso te dizer que eu não estava ficando com nenhuma garota… eu bem que tentei, mas não consegui. Eu sou muito gamado em você e tudo o que eu fiz foi pra te causar ciúmes.

- Ham! Sei! – falei me fazendo de difícil.

- Olha eu… eu sei que eu tenho vacilado feio, mas quero você de volta, por favor. Eu percebi que sem você eu não consigo ser eu mesmo, porque parte do que sou está em você… eu quero viver pra você, se você me aceitar de volta.

- Breno eu…

- Olha… eu sou um idiota! É isso que você quer ouvir?! Eu não queria ter brigado com você, eu… não consegui parar de pensar em você um só minuto, por mais que eu tentasse. Eu… eu não tinha coragem de falar com você depois do meu ataque bobo de ciúmes, mas agora estou aqui, pedindo pra você voltar pra mim. Você é a pessoa com quem eu quero estar hoje, amanhã e sempre. Quero construir uma história com você. Eu te amo demais.

- Eu também te amo, mas…

- Olha, não precisa responder nada agora, por favor… pense com carinho e, enquanto isso… será que eu posso ficar coladinho em você? – acenei com a cabeça e ele se aproximou, me abraçando e beijando o meu pescoço. Me arrepiei todo com as carícias dele.

 

Depois de alguns momentos de total silêncio, Marcos falou:

- Essa história da Amanda e do diretor que todos estão comentando, é verdade?

- Claro que não! Isso é armação. Tá na cara! – falei meio irritado.

- Hum… eu espero que ele saia dessa.

- Eu também espero, Marcos. Eu também espero.

A campa tocou e então tivemos que voltar para a sala.

Marcos pegou suas coisas e sentou perto de mim de novo, o pessoal mais próximo logo notou que estávamos de bem e o melhor de tudo foi a cara que o Benjamin fez quando nos viu conversando.

Um dos meninos do fundão, o Luciano, começou a cochichar com os outros enquanto olhava para nós.

Luciano era o típico turista que raramente aparecia no colégio, mas de alguma forma, conseguia notas maiores que as minhas. Impressionante.

- Ei Breno… o namoro tá firme de novo, né? – disse ele aos berros enquanto nos via conversar. Tentei ignorar as piadinhas sem graça, mas Marcos logo bufou – Deixa eu perguntar uma coisa? Quem come quem nessa relação?

- VAI TOMAR NO CU LUCIANO! PORRA! – Marcos levantou com um salto e ficou encarando Luciano, que ainda ria de nós.

- Ai… ela tá nervosa… bichinha! Todo mundo já sacou que vocês têm alguma coisa Marcos, não adianta mais esconder, tá ligado?

Eu tentava segurar o Marcos, que já queria dar continuidade à confusão.

- MAS QUE MERDA! SERÁ QUE DÁ PRA VOCÊS PARAREM COM ESSA PUTARIA AQUI? TEM GENTE QUERENDO ESTUDAR CARALHO! – berro Andresa batendo na cadeira.

- Fica na tua também escrota!

- QUEM VOCÊ CHAMOU DE ESCROTA! REPETE SEU DESGRAÇADO! – Andresa foi até Luciano e ficou segurando ele pelo pescoço – Meu pau é maior do que o seu! – disse ela dando um empurrão nele – se você voltar a mexer comigo ou com meus amigos eu quebro tua cara, tá me entendendo! – Luciano nada disse, apenas saiu da sala fervendo de raiva – vocês estão bem meninos?

- Tava tudo sob controle, tá? Eu podia resolver isso sozinho! – disse Marcos constrangido por ter sido defendido por uma garota.

- Deu pra perceber… se demorasse mais um pouco ele dava na cara de vocês dois né? Seus mal-agradecidos!

Enquanto Andresa e Marcos gritavam um com o outro, Benjamin olhava na nossa direção com um sorriso preso.

Eu dava minha cara a tapa se aquele barraco não tinha sido arquitetado por ele.

 

Quando a professora entrou na sala, demos continuidade a um trabalho da aula anterior e quanto finalmente o último sino tocou, todos saíram feito loucos de suas salas a fim de pegar uma vaga no ônibus. Eu fiquei sentado esperando André e Andresa para irmos à sala do diretor conversar com ele. Marcos, por sua vez, tinha ido embora, já que sua irmã tinha vindo lhe buscar.

- E aí? Vamos falar com o Leandro? – disse André entrando na sala.

- Vamos! – concordei com Andresa.

 

Seguimos até lá e pra minha surpresa, nos deparamos com papai e Bruno conversando como dois grandes amigos. Eles riam e cochichavam enquanto falavam dos alunos e funcionários.

- Gente! Ainda estou com medo do senhor! – disse Andresa para o meu pai – o que fizeram com o homem amargurado e rancoroso que eu conhecia?

- Ele renasceu! Renasceu! – disse ele todo contende – Breno, você vai comigo ou com seu irmão?

- Eu… ham…

- Ótimo. Espero vocês dois pra almoçarmos juntos… agora deixa eu ir que ainda vou dar uma passada na feira pra comprar umas coisas que a Catarina pediu.

Depois que papai foi embora, ficamos olhando um para a cara do outro, até que Andresa falou:

- Cadê o diretor Leandro?

- O Lê não veio hoje… vocês devem saber o motivo, não é mesmo?

- Ham… é sobre isso que viemos falar com você mano. – me aproximei dele e completei – a gente precisa conversar com o Leandro pra saber o que aconteceu naquela noite. Nós acreditamos que ele esteja caindo numa cilada.

- E agora que vocês chegaram a essa conclusão foi? Eu já sabia disso! – disse ele com um ar de inteligência.

- Você falando desse jeito faz eu me sentir A BURRA olha Bruninho! – disse Andresa se fazendo de amiga íntima.

- Não… só que eu tenho estado preocupado com isso tanto quanto vocês. Eu sei que foi armação porque eu fui na casa dessa aluna conversar com o pai dela.

- E aí, o que ele disse?

- Ele disse que poderia desmentir toda a história se eu desse uma boa quantia em dinheiro pra ele.

- E você deu?

- Eu até pretendia dar, mas o que ele pretende fazer com a criança é muito pior. Caso eu pague pelo silêncio, ele vai fazer Amanda abortar!

- Cara que monstro! Quem em sã consciência iria querer fazer isso com uma criança inocente? – murmurou André.

- Ora… o Projeto Expurgo foi aprovado recentemente… através dele qualquer médico seria obrigado a remover o feto caso os exames indicassem alguma anormalidade genética.

- Com ou sem o expurgo, existem clínicas clandestinas… de qualquer forma, você não pode dar seu dinheiro pra esses mercenários, até porque se ela está grávida, com certeza o Leandro não é o pai! – falei.

- De qualquer forma, precisamos ir até ele. Vamos Bruno? – disse Andresa ordenando. Bruno arregalou os olhos para a minha amiga abusada e então pegou as chaves do carro na gaveta.

 

O trânsito estava bem calmo, por isso chegamos bem mais rápido do que esperávamos. Fui o primeiro a sair do carro. Me direcionei à campainha e depois de pensar nas palavras que eu diria, a toquei três vezes seguidas.

- Acho que não tem ninguém em casa – disse André se aproximando. Foi quando a maçaneta se moveu e a porta foi aberta.

Um homem deformado e com cara de mal foi quem atendeu. Meus amigos e eu nos encolhemos todinho. Ele parecia um monstro. Estava cheio de cicatrizes e marcas pelo corpo.

- EI BRUNO! A GENTE TÁ NA CASA ERRADA É? – berrou Andresa lá da porta.

- Não! É aqui mesmo! – disse Bruno que saía do carro e passava pelo portão.

- Aguarde um momento – disse ele fechando a porta.

- Breno eu tô com medo! – disse André.

- Medo de quê? Ele deve ser um amigo deles, sei lá. – falei me recordando da última vez em que estive ali.

A porta se abriu de novo e dessa vez foi Leandro quem apareceu.

- Breno? – disse ele demonstrando surpresa na voz – o que faz aqui?

- Eu… Nós… ham…

- Nós precisamos conversar sobre a gravidez da Amanda! – disse Andresa se colocando em minha frente.

- Lê… seu irmão e os amigos dele tem informações que podem nos ajudar! – disse Bruno abrindo a porta e entrando, fomos logo depois dele.

O homem das cicatrizes nos olhava de um canto, talvez envergonhado por sua aparência. Tentei agir o mais natural possível, mas André e Andresa arregalavam os olhos e fixavam o olhar nele. Tive que cutucar os dois pra eles pararem.

- O-oi – disse Andresa para o homem – Belo cabelo… cachos muito bonitos.

Sentamos no sofá e então Leandro sorriu com as mãos entrelaçadas.

- Ham… aquele ali é um amigo nosso. O Nando!

- Oi Nando! Tudo bem? – disse Andresa acenando toda sem graça.

Nando olhou para nós e forçou um sorriso. Naquele olhar, eu podia ver muita dor, não pude deixar de sentir certo dó por sua expressão tão triste.

Bruno sentou-se ao Lado de Leandro e esperaram que disséssemos alguma coisa.

- Bom, pra começo e conversa, adoraríamos que você nos falasse sobre a noite em que tudo aconteceu entre você e Amanda.

- Pra falar a verdade, eu não me lembro de nada do que aconteceu… eu só lembro de tê-la deixado em casa depois de encontra-la bêbada em uma festa.

- E…?

- Bom, eu a deixei em casa…

- E o que mais?

- Eu não me lembro! – dizia Leandro se esforçando para ajudar.

- Você não lembra de ter tomado ou comido alguma coisa oferecida por aquela putiane?

Leandro ficou em silêncio, hesitante e então respondeu:

- Um chá. Acho que tomei um pouco de chá e… fiquei tonto… eu… eu vi alguém se aproximar, mas não era ela.

- Eureka! – berrou Andresa – Tudo faz sentido… Ben e Amanda armaram tudo isso. De alguma forma ele sabia que você estaria nessa festa… mas como?

- Bom a culpa foi minha, eu confesso. Minha amiga maluca entregou convites a ele naquela noite.

- Foi tudo o que ele precisava pra arquitetar o plano… aposto que ele deu a droga pra que Amanda te deixasse desacordado e os pais dela te flagrassem.

- Mas porquê ela faria isso?

- Ora… porque ela é uma vadia interesseira. Ela só quer arrancar dinheiro… mas como toda puta, ela tinha um segundo plano que não deu certo… ela iria tentar ir pra cama com o Breno, assim ela poderia escolher em quem jogar a paternidade do filho dela, que muito provável seja do próprio Benjamin!

- Garota, você é brilhante! Mas como sabem que ela drogou o meu Léo?

- Porque o Breno encontrou isso! Estava no quarto do Benjamin! – disse Andresa estendendo o frasco para todos verem.

- E o que a gente faz agora? – perguntou André tentando se entrosar.

- Bom… eu… eu acho que já sei o que devo fazer!

- E o que você acha que deve fazer?

- Só me dá o frasco que eu sei o que eu estou fazendo! – falei pegando o frasco de sua mão.

- Só não vai desperdiçar a única prova que temos, pelo amor de Deus! – berrava Andresa toda histérica.

- Eu sei o que estou fazendo. – falei me levantando – bom… acho que preciso ir. Tenho um farsante a desmascarar.

- Espera que a gente já vai pra casa também! Tchau gente! Juízo! – dizia ela tropeçando no tapete.

Passando pela porta, olhei para fixamente. Percebi que seus olhos estavam muito vermelhos e sua pele parecia descamar.

- Tá tudo bem com você Nando? – perguntei tocando em seu braço, foi quando notei que ele ardia em febre – Bruno! Ele tá muito quente. O que tá acontecendo?

Nando se debatia como se tivesse tendo algum tipo de convulsão. Andresa começou a gritar feito uma retardada e André começou a tremer ao ver aquilo, ainda bem que Leandro e Bruno não eram frouxos e logo me ajudaram a mantê-lo calmo.

Passados alguns minutos, Nando recuperou os sentidos e ficou meio perdido.

- O que ele tem? O que aconteceu com ele Leandro? – Leandro não respondeu, ele parecia segurar o choro.

Nando então voltou seu triste olhar para mim e disse:

- A minha hora está chegando.

Bruno e Leandro se entreolharam sem dizer nada e logo trataram de se livrar de meus amigos e de mim. O que quer que eles estivessem escondendo, devia ser algo bem sério.

 

Quando cheguei em casa, vi que meus pais não estavam em casa. Papai deve ter ficado bolado por termos perdido a hora do almoço.

Olhei para a sala e vi que Benjamin conversava com alguém bem trajado, usando roupas escuras e um olhar sombrio. O homem com quem Ben conversava deveria ter uns cinquenta anos, mas estava bem inteiro para a sua idade.

- Quem é você? O que está fazendo aqui? – falei olhando de Ben para o homem misterioso, que se levantou e estendeu a mão para mim;

- Olá meu jovem, você deve ser o Breno, não é mesmo?

- Quem se importa? – falei recusando apertar sua mão. Eu sentia que deveria sentir desconfiança daquele cara.

- Eu sou o diretor de um ambiente especializado em cuidar de pessoas com o seu problema. Vim aqui porque havia marcado essa conversa com seu pai, mas aparentemente ele não está aqui, então tomei a liberdade de obter respostas através de seu irmão. Algum problema quanto a isso?

- Sim. Quero que você saia daqui. Se quiser deixar seu número, eu passo para o papai.

- Muito gentil de sua parte, mas meu maior interesse está em você…

- Em mim? Quem é você? – insisti na pergunta.

Breno então olhou para mim com um risinho sarcástico e diabólico.

- Esse homem se chama Erast, ele veio falar com os nossos pais sobre seu processo de cura.

- Cura de quê? Eu não estou doente!

- Você está doente e precisa ser expurgado. – disse ele se aproximando de mim.

Ele me segurou pelos ombros e me olhou nos olhos.

- Quem é você? – falei com a voz trêmula.

- Sou Erast. Aqui está meu cartão! – disse ele estendendo-o para mim – passar bem. Antes que o dia termine eu estarei de volta. – disse ele se retirando.

 

Imediatamente fiquei furioso com o maldito do Ben.

- Como é que você coloca um estranho pra dentro de nossa casa? Ele poderia ser um assassino! – berrei para Benjamin, que sorriu para mim.

- Um dia eu fui um estranho e você me colocou pra dentro de sua casa, esqueceu?

- Ah, é mesmo… como é que eu havia esquecido da maior burrice já feita na minha vida? Me diz uma coisa… o que você pretende com tudo isso, hein, me fala garoto!

- Breno, o que você tá fazendo? Eu… eu não sei do que você está falando. – a expressão dele mudava de ironia para choro.

- CALA A BOCA! – eu estava totalmente descontrolado e estava aproveitando antes que o arrependimento e a sanidade voltassem – EU SEI QUEM VOCÊ É BENJAMIN… OU MELHOR… CHARLES DAGNAISSER! SEU ASSASSINO! VOCÊ NÃO VAI DESTRUIR MINHA VIDA!

- BRENO EU… - não deixei que ele falasse, fui logo acertando a cara dele com um soco, que o fez cair com o nariz sangrando.

- EU CANSEI DE SER BONZINHO! CANSEI! LEVANTA! – comecei a chutá-lo com toda a força que eu tinha. Ben não fazia nada para se defender… ele era esperto demais para revidar – EU DISSE LEVANTA! – falei puxando ele violentamente.

- Irmão eu…

- EU TENHO PROVAS! – falei mostrando o frasco – eu sei de toda a sua armação. Mas… porquê, só me diz isso, porquê Benjamin? – ele não respondia, apenas ria como um louco – Aposto que você matou o Peter e a Laura, não é?

- Sabe… eu sempre pensei que você fosse diferente, mas acho que você é só mais um dos monstros que atormentaram a minha vida. – ele disse isso e continuou a rir descontroladamente.

De repente Benjamin começou a rir descontroladamente.

- VOCÊ VAI CAIR NA PROPRIA TOLICE! – disse ele ainda zombando de mim.

- SEU CRETINO! – falei estendendo minha mão para agredi-lo mais uma vez, mas ele segurou minha mão no ar e me acertou com a outra.

Fiquei mais furioso ainda e começamos a rolar pelo chão, um mais agressivo que o outro, foi quando alguém entrou pela porta.

Eram meus pais, que estavam perplexos.

- Oh, meu Deus, o que está acontecendo aqui? Breno! Benjamin! – disse minha mãe logo ficando nervosa.

Papai nos separou sem dificuldade e Benjamin começou a chorar enquanto o sangue escorria na sua cara.

- O que significa isso? – dizia meu pai arregalando os olhos ao ver Be todo ensanguentado.

- MÃE! ELE NÃO É QUEM DIZ SER… ELE É UM ASSASSINO! ELE É O RESPONSAVEL PELA MORTE DA LAURA E DO PETER! ELE SE CHAMA CHARLES DAGNAISSER, ELE MATOU A FAMÍLIA DAGNAISSER E AGORA QUER DESTRUIR A NOSSA FAMÍLIA TAMBEM! – eu estava chorando de raiva, implorando que meus pais acreditassem em mim – Pai o senhor precisa acreditar em mim! – falei segurando seus braços.

- Eu nunca esperei isso de você Breno! Como você pode machucar seu irmão desse jeito? Vai pro seu quarto agora e não sai de lá até eu mandar!
- Mas mãe…

- VAI SE VOCÊ NÃO QUISER QUE EU CHAME A POLÍCIA! SAI DAQUI!

- A senhora vai preferir ele ao seu próprio filho?

Olha Breno… você ser uma bicha tudo bem, mas eu não admito esse tipo de comportamento nessa casa. Se for pra você continuar perseguindo o Ben, então é melhor ir embora daqui!

- Pai, o senhor não vai dizer nada?

- Filho eu…

- Ah… nem precisa dizer… o senhor consegue ser ainda pior. – respirei fundo e cuspi – Eu já sei de tudo. Seu que o senhor pretendia me curar me mandando pra um reformatório!

- Breno eu ia mandar até eu mudar meu pensamento.

- Quer saber? Podem ficar com o Breno. Quem vai embora sou eu!

 

Corri para o meu quarto e joguei algumas roupas na mochila. Quando desci, meu pai estava na porta pronto pra me impedir de sair e minha mãe cuidava dos ferimentos do Benjamin.

- Sai da minha frente papai.

- Você não poder ir assim, eu… juro que eu me arrependi de querer internar você… eu…

- PORRA! SAI DA FRENTE! – falei empurrando ele e saindo apressado – vocês ainda vão se arrepender por isso. – falei em prantos e saí, jogando o pequeno frasco aos pés do papai.

 

Enquanto eu saía, Bruno chegava e me olhava percebendo que algo não estava certo.

 


Notas Finais


Que tal aproveitar pra ler o remake de MFC diferente como sou? https://spiritfanfics.com/historia/mfc-diferente-como-sou--parte-i-remake-6607253




OBS: Erast não apareceu neste capítulo por acaso.


Bjos.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...