História Olhares na Escola 3 - Desejo Mortal - Capítulo 35


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bruno, Gay, História Gay, Hoffenhein, Laços, Leandro, Mfc, Olhares Na Escola, Romance Gay, Universolove
Exibições 198
Palavras 6.173
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Me perdoem por qualquer erro ortográfico.

Bom... eu sinceramente não faço ideia de como vocês vão reagir ao ler este, mas entendam que nada é por acaso.

Não tenho muito o que dizer, apenas sentir...

Abraço forte.



Até amanhã.



Boa leitura.

Capítulo 35 - 34. Consumidos pelo fogo (parte 2 de 2)


Fanfic / Fanfiction Olhares na Escola 3 - Desejo Mortal - Capítulo 35 - 34. Consumidos pelo fogo (parte 2 de 2)

34. Consumidos pelo fogo (parte 2 de 2)
//Breno//

 

Meu irmão me segurou pelos ombros e me olhou preocupado.

- Breno? O que aconteceu? Você tá chorando? Porquê?

- Não foi nada eu… só quero ficar longe daqui! – falei.

- Pra onde você vai?

- Não sei, pra qualquer lugar.

- Espera, vamos conversar!

- Não tô a fim! Desculpa eu… preciso ficar sozinho um pouco!

- Então te espero, quando você chegar e… - não respondi mais nada, apenas olhei para ele e acariciei seu rosto.

 

Segui em frente, enxugando as lágrimas que caíam insistentemente.

 

Àquela altura Bruno já deveria estar sabendo do que tinha acontecido e muito provavelmente ficaria do meu lado. Eu só esperava que ele e meus pais não brigassem por minha causa.

Como eu queria nunca ter ido acampar naquela maldita praia!

Subitamente, me veio a lembrança de um lugar misteriosamente suspeito. O Instituto dos Psicóticos e Assemelhados! Meu Deus! Como eu era idiota e burro por não ter pensado no óbvio… eu já deveria ter encontrado um jeito de voltar lá há tempos.

 

Perdido em meus pensamentos e na incerteza do que eu faria, sentei em um banco de praça e fiquei refletindo sobre as atitudes dos meus pais… era uma coisa que não fazia o menor sentido, principalmente a minha mãe que dizia amar tanto aos filhos e faz uma coisa dessas… ela só podia estar louca.

Pior que tudo isso era pensar que meu pai… O MEU PAI estava prestes a me mandar para um internato por achar que ser diferente era uma doença.

Tirei um cartão do meu bolso. Era o cartão que Erast havia me entregado.

 

“Liberte-se”.

 

O que ele queria dizer com “Liberte-se”?

O verso do cartão estava em branco.

Joguei fora e abaixei a cabeça no instante em que alguém se aproximou.

- Posso me sentar ao seu lado?

- Fique à vontade.

Houve um minuto de silêncio. Senti que eu estava sendo observado.

- O que você faz aqui? O que quer? – falei na defensiva.

- Relaxa… eu só vim pra conversar.

- Eu não te conheço. Quer dizer… eu conheço… você é o cara que estava na minha casa… o cara do reformatório…

- Eu sou Erast!

- O que veio fazer aqui? Me levar pra um internato?

- Não. Eu estou aqui pelas mesmas razões que você.

- Que razões?

- Estou em busca da minha felicidade. – não falei nada, esperei que ele dissesse mais alguma coisa, eu sabia que ele tinha algo a dizer – aquele cartão que lhe dei, eu recebi da mesmo pessoa a quem estou procurando. Eu o abandonei no momento em que ele mais precisava de mim. Nos amávamos e hoje vim reparar os meus erros antes que seja tarde demais.

- E porque você fez isso?

- Eu só tentei protege-lo, mas… fracassei… eu… fui um tolo!

- E porque você me deu aquele cartão?

- Porque você precisa se libertar! Você ainda está preso dentro de si mesmo. Seja livre e não tenha medo de fracassar ou de ser magoado, porque isso é o que há de bom na vida… as quedas, as perdas e os ganhos. No passado, eu encontrei o amor, mas o deixei ir embora pensando estar ajudando-o… me enganei e antes que seja tarde demais eu preciso encontra-lo.

- Mas os meus problemas não são amorosos, são familiares, eu acho…

- A base da família é o amor. Liberte-se e liberte as pessoas que estão encarceradas ao seu redor.

- Como?

- A verdade está diante dos seus olhos Breno…

- Qual é a verdade?

- A verdade é que… - antes que ele pudesse terminar de falar, seu telefone tocou. Ele atendeu e ficou tenso na mesma hora.

- O que houve?

- Nada não é que… - Erast fez uma cara de choro e nada respondeu.

- O que aconteceu? Você está bem?

- Eles me encontraram… eu… eu preciso ir… eu… eu preciso encontrar o Nando antes que O Conselho me encontre!

- Nando?

- É o nome da pessoa a quem decepcionei no passado. Eu preciso encontra-lo antes que seja tarde demais pra nós dois…

- Como ele é?

- Ele… ele tinha belos cachos, olhar profundo… olhos verdes… hoje ele está muito diferente de quem um dia foi.

- Acho que eu o conheço. – quando eu disse isso, os olhos dele brilharam.

- Então me ajude a encontra-lo, por favor, me ajude.

- Venha comigo. Eu sei onde ele está! Mas antes… me diga uma coisa… você pretendia mesmo me levar para um reformatório?

- Meu trabalho é garantir que pessoas como você sejam curados, entretanto… eu não estava naquela casa para tratar apenas sobre sua suposta internação.

- Então o que você estava fazendo ali?

- Eu fui me certificar de que ele estava bem.

- Ele quem? Benjamin?

- Ele não se chama Benjamin… ele é só mais um dos experimentos fracassados das Indústrias Leben em criar a raça perfeita!

- Raça perfeita?

- Pessoas puras!

- O que você quer dizer com pessoas puras?

- Existe um plano para a ascensão de uma nova ordem onde só pessoas puras existem… sem doenças, pessoas negras, homossexuais… só existe um problema… algumas pessoas com um raro condicionamento de imunidade às Pragas criadas para seleção de pessoas…  essas pessoas podem ameaçar esse sistema. Antes a ideia era fortalecer a MFC para que eles pudessem contrair sem resistência, mas todos os testes foram em vão… por isso todos as pessoas com imunidade estão sendo eliminadas… e não é só isso… há doze anos nasceu uma criança, uma criança de cabelos azuis, é dela que precisamos para vencer essa batalha.

- Criança do cabelo azul, do que você tá falando?

- Estou falando da cura para a MFC!

- Cura… mas como uma criança pode ser a cura?

- Samantha usou a Blumes des Leben, a Flor da Vida em seu filho que foi tirado dos seus braços e entregue a um orfanato. Em outras palavras, o sangue da criança é a cura… o único problema é que sua localização é um mistério.

- E a mãe da criança? Onde ela está?

- Ela está pagando pelo que fez. – disse ele com seriedade.

 

Seguimos para a casa de Leandro e quando chegamos lá, pude perceber o quanto Erast estava nervoso para seu grande reencontro com seu amado. Eu estava torcendo para que eles se entregassem um ao outro de uma vez… eles mereciam viver esse amor.

 

Leandro foi quem abriu a porta para mim e me olhou tentando entender o que estava acontecendo e porque eu estava com uma mochila entupida de roupas.

- O que aconteceu Breno? O Bruno foi até a casa de vocês e…

- Cadê o Nando? Preciso falar com ele.

Entrei e então vi Nando sentado na sala, lendo alguma coisa.

- Nando! Você conhece um cara chamado Erast?

- Erast? Onde ouviu esse nome? – perguntou ele com os olhos marejados.

- Eu o conheci por acaso hoje. Ele está à sua procura. Diz que precisa recuperar o tempo perdido antes que seja tarde demais e coisas do tipo.

- Meu Deus! Ele… eu… eu não acredito! Erast não me esqueceu? Onde… onde ele está?

- Ele tá lá fora louco pra te ver!

- Tá esperando o quê? Vai lá! É o seu momento! – disse Leandro incentivando o amigo.

Nando caminhou lentamente até a porta e ficou com a mão na maçaneta, hesitando.

- O que foi Nando? Tá esperando o quê pra abrir a porta? – disse Leandro sem entender o que estava acontecendo.

 

//Nando//

 

 Toquei a maçaneta e respirei fundo. O que eu poderia fazer? Eu deveria abrir aquela porta e reencontrar Erast depois de tantos anos? Eu não me importava com o fato de ele ter me abandonado por doze anos, eu o amava… era mais forte do que eu… só que… eu não era o mesmo de antes. Eu não tinha mais beleza, eu estava feio, doente e nem alma eu tinha, eu não tinha nada de bom a oferecer a Erast.

- Abre a porta Nando! Anda! – disse Léo com um sorriso no rosto.

- Eu não posso… - respondi quase sem voz. Ele… ele não pode me ver… não do jeito que eu estou.

- Amigo, não há nada errado com você! Deixa de ser bobo! – disse Leandro carinhosamente.

- Não eu… eu não quero vê-lo… eu estou feio… eu…

- Palhaço? Meu palhacinho, você está aí? – disse Erast do outro lado da porta. Meu coração se partiu em mil pedaços diante daquele conflito. Meu desejo era abrir a porta e me jogar nos braços dele, mas quem iria aceitar alguém tão feio como eu? Ninguém!

- O que você quer?

- Eu… preciso ver você. Eu… eu voltei pra você meu amor.

- Vai embora!

- Por favor Nando eu…

- Eu quero que você vá embora! Eu não sinto sua falta e não quero mais lembrar de sua existência, por favor Erast… some daqui!

- Por favor eu… preciso te pedir perdão… preciso dizer que sinto muito por tudo… eu… eu nunca deixei de amar você.

- Eu deixei de te amar há muito tempo. – falei isso em prantos enquanto o ouvia soluçar do outro lado também.

- Você quer que eu vá embora?

- Por favor… desapareça.

Ouvi os passos dele se distanciando e desabei em prantos.

Dizer adeus a quem amamos é uma das piores sensações do mundo, mas… ele não merecia ficar com alguém como eu… alguém com os dias contados e uma aparência deplorável.

Aquele era nosso adeus definitivo.

 

//Breno//

 

Leandro olhou pra mim e pediu que fôssemos para outro cômodo da casa. Nando precisava chorar, precisava ficar um pouco sozinho.

Em suas lágrimas eu via tanta dor… queria poder ter feito algo por ele.

 

Leandro me levou para a cozinha e então ficou me encarando, esperando que eu me explicasse.

- Eu dei ao Benjamin o que ele merecia… não consegui me controlar! Eu odeio ele! Odeio!

- O que você fez Breno?

Contei a ele tudo o que aconteceu e falei sobre meus pais e o quanto eles preferiam um estranho a mim. Leandro olhou para mim e me abraçou, nesse momento, Nando aparece, ainda em prantos.

- Sabe… o que vou dizer talvez não ajude em nada, mas, passei por muita dificuldade enquanto estive preso. Meus pais me abandonaram e foi algo muito traumatizante para mim, mas eu estou aqui. Tenho todos os motivos para chorar, para ficar em depressão ou quem sabe até acabar com a minha miserável vida, o que não seria uma má ideia… - ele deu uma pausa – sabe aonde quero chegar com essa história?

- Não. Onde?

- Não importa quão longa pareça a noite, o dia sempre chega. E se você perceber, vai amanhecer logo, logo. – olhei bem no fundo daqueles olhos sofridos e agradeci com um sorriso.

- Obrigado Nando… você é um fofo. – falei do fundo do coração e beijei seu rosto. Percebi que ele queria chorar em meu ombro, mas se conteve.

- Parece que o Breno vai ficar alguns dias conosco! – disse Leandro sorridente – quero que se sinta à vontade, tá bom?

- Tá bem!

 

Os dias passaram e não houve um dia em que eu não tivesse pesadelos com a morte de meus pais ou com a minha morte, talvez fosse a preocupação por saber que meus pais estavam com aquele desgraçado em casa.

Bruno era minha única forma de informação. Era através dele que eu sabia como as coisas estavam em casa.

No colégio, meu pai passava por mim nos corredores e fingia não me conhecer, na sala de aula Benjamin se fazia de vítima e os colegas se voltavam contra mim.

 

Eu andava me estressando com qualquer coisa e naquele dia eu havia chegado ao meu limite, a começar pelas piadinhas dos outros meninos para mim.

 

Era intervalo e Amanda estava no refeitório aos risos e gargalhadas, como se nada estivesse acontecendo.

- Mas é muito vadia mesmo, né? Ela pensa que é quem Alguma celebridade? – dizia Andresa olhando para Amanda e as amigas com desdém.

- Eu… eu não aguento mais viver cercado de mentiras! – falei indo até onde Amanda estava.

- Ei! Aonde você vai seu maluco?

- Vou acabar com isso de uma vez por todas! – falei ignorando os protestos da Andresa.

- Como se sente Amanda? – falei friamente. Ela me olhou ainda sorrindo e depois desviou o olhar, quase revirando os olhos – eu estou falando com você Amanda!

- Oi Breno… você tá aí é… eu… ham… não me sinto muito bem depois de tudo o que aconteceu, sabe?

- Parece que você está ótima, se não estivesse, com certeza não estaria rindo que nem uma retardada né? – respondeu Andresa.

- O que é que vocês querem? Eu estou grávida!

- Eu sei que você tá grávida, por isso estou aqui… pra te levar até a sala do Leandro… já que ele é o pai, acho que ele deve participar do desenvolvimento da criança, não acha?

- Ele me estuprou! – berrou ela.

- Vai pra puta que pariu e vem logo! – disse Andresa puxando ela pelo braço – E se uma de suas amigas tentarem em impedir eu dou na cara de todas elas!

- M-Mas eu não quero olhar pra cara desse homem. Ele é perigoso!

- Tá ficando nervosa porquê? – disse Andresa – cala a boca e para de resistir!

- Espera! Eu… não tô me sentindo bem, por favor, para – dizia ela fingindo estar passando mal.

- Mais um motivo pra irmos até a diretoria… Anda logo!

Todos os outros colegas nos olhavam sem entender o que estava acontecendo.

Entramos na sala de Leandro e ele deu um salto quando viu que Amanda estava conosco. Quase flagramos ele e Bruno trocando carícias… quase.

- O que é isso Breno? – perguntou meu irmão com os olhos arregalados.

- Amanda veio aqui pra esclarecer algumas coisas diretor… e então Amanda… como está o filho de vocês, responde vadia! – Andresa berrava no ouvido dela e eu temia que ela estivesse prestes a bater na garota, embora ela merecesse.

- Não me dirija a palavra. Me tira daqui Breno, pelo amor de Deus!

- Ninguém vai sair dessa sala enquanto você não confessar…

- Não tenho nada pra confessar!

- Confessa o que fez com a ajuda do Benjamin? – disse Leandro com desprezo – confessa que você me drogou naquela noite pra que todos pensassem que eu tinha te violentado!

- Nós temos provas! Seja inteligente ao menos uma vez! – disse Bruno

- Ah! Parem de falar! PAREM DE FALAR! – disse ela com as mãos no ouvido.

- É só confessar! Fala porque fingiu estar grávida vagabunda! – berrava Andresa sacudindo ela elos ombros.

- Ai tá bom! – disse ela fazendo todos se calarem – Foi tudo planejado! Nunca aconteceu nada entre o Leandro e eu! O filho que estou esperando é de outra pessoa… – quase caí pra trás quando ela disse isso.

Nesse momento uma mulata com corpo de deusa saiu do banheiro fechando a calça e olhou para nós.

- Eu perdi alguma coisa?

- Melissa… essa aqui é a Amanda de quem te falei. – disse Leandro para a amiga que olhava para ela com uma cara fechada.

- Sabe Amanda… você parece uma pessoa muito legal, mas eu sou o diabo quando quero… olha só como eu sou desastrada… fui ao banheiro e deixei meu gravador ligado… eu sempre deixo ele ligado a fim de pegar um furo… e adivinha só? Te desmascarei vadia!

Amanda ficou roxa na hora e pensei que ela fosse ter um piripaque.

- O que eu fiz foi por amor, Breno, por amor… vocês não conseguem me entender? – dizia em prantos – Eu sempre vi a forma que você olhava para o marcos… sempre esteve na cara que você uma hora ou outra iria se descobrir e meus pais diziam que eu precisava encontrar alguém que me desse um futuro. Eu queria ter tido a chance de engravidar de você, mas quando vi o diretor, indefeso, vi uma oportunidade e não desperdicei… eu… me desculpe… me desculpem.  – disse ela saindo correndo para os corredores do colégio.

 

Olhamos um para a cara do outro e então começamos a sorrir.

- EU NÃO ACREDITO QUE A GENTE SE LIVROU DA PUTINHA INTERESSEIRA! Precisamos comemorar! – disse Melissa batendo palminhas.

- Você me surpreendeu Breno. Parabéns! – disse Andresa me abraçando.

- Finalmente temos uma prova – disse Leandro para Melissa.

- Vou fazer de tudo para exibir no próximo programa, vou ligar agora mesmo pro Rafa.

- EU NÃO ACREDITO! – berrou Andresa de repente – VOCÊ POR ACASO É… MEL? A MELISSA DA TELEVISÃO?

- Sou sim, por quê?

- SOU TÃO BURRA! COMO EU NÃO TE CONHECI ANTES? AI MEU DEUS DO CÉU! EU SOU SUA FÃ! NUNCA PERCO UM PROGRAMA SEU E… NOSSA! O RAFAEL TÁ FAZENDO UM EXCELENTE TRABALHO SABIA? AI QUE EURO TIRAR UMA FOTO. ANDRÉ DEIXA DE SER BUNDÃO E TIRAM UMA FOTO! RÁPIDO SEU PALERMA!

- Nossa! Obrigado pelo carinho. Eu realmente…

- AI EU TE AMO MUITO MELISSA, VOCÊ É DEMAIS! – eu estava atônito em ver Andresa agindo daquela forma tão histérica.

- Então, o que acha de aproveitarmos o momento pra fazermos uma entrevista com nossa fã número um?

- Fã número um? Eu? AAAAAAI, eu adoraria! – e então Andresa foi entrevistada e tirou diversas fotos ao lado de seu ídolo. Eu parava pra analisar e via pequenos traços de semelhança em suas personalidades. Depois de alguns minutos elas estavam conversando como velhas amigas.

 

As horas seguintes se passaram abreviadamente e logo o ultimo sinal havia tocado.

Saí apressadamente, mas, ao passar pelo saguão, alguém me segurou pelo braço.

Era Marcos.

- Precisamos conversar! – disse ele sussurrando em meu ouvido.

- Marcos!  - pulei em seu pescoço e dei um beijo e seu rosto, sem me importar com as pessoas olhando para nós. Eu só queria extravasar minha alegria.

- O que você tem? Porque tá tão feliz?

- Porque eu te amo e quero ficar pra sempre ao seu lado… agora eu não tenho mais medo dos meus sentimentos. Eu… eu sei o que eu quero, sei quem eu sou e mesmo que estar com você signifique estar mergulhando no desconhecido, estaremos juntos até o fim!

- Isso é sério? Você… nossa! Seus olhos estão brilhando! Eu… eu te amo Breno! Eu te amo!

Marcos me carregou no colo e acabamos nos beijando no pátio do colégio. Uma roda se formou ao nosso redor, alguns aplaudindo a coragem e outros repudiando.

- PUTA QUE PARIU! QUE LINDO! ARRASARAM! – dizia Andresa.

- Isso é uma pouca vergonha! – um garoto olhava com ódio para nós, que nunca fizemos nada a ele… só nos amávamos. O garoto pegou uma pedra e tentou acertar em mim, mas Marcos ele se colocou na minha frente em um abraço e encarou o garoto.

- NÃO IMPORTA QUANTAS PEDRAS VOCÊS ATIREM, NÃO IMPORTA SE O SENTIMENTO DE RAIVA DE VOCÊS FOR FORTE… JUNTOS, NÓS SOMOS INDESTRUTÍVEIS E MAIS FORTES DO QUE O PRECONCEITO DE VOCÊS! EU TENHO PENA DE PESSOAS COMO VOCÊS QUE NÃO PERCEBEM QUE AMOR É AMOR! E mesmo que vocês nos matem, continuará sendo amor.

Grande parte dos alunos nos aplaudiram e Amanda, que assistia tudo à distância, fervia de ódio por tudo aquilo estar acontecendo.

Quando alguns professores, incluindo o meu pai, vieram ver o que estava acontecendo, nosso “show” já tinha acabado.

Entre risos saímos do colégio na companhia de Leandro, Bruno e meus amigos para comemorar nossa vitória.

 

Depois da comemoração, fui com Marcos pegar algumas das poucas roupas que eu tinha para vestir e então fomos juntos para a casa dele.

- Você está com poucas roupas, não é?

- Tô sim… e acho que vou ficar assim por um bom tempo.

- Então vamos na tua casa pegar algumas mudas.

- O quê? Tá maluco? Papai me mata!

- Ele não precisa saber… podemos entrar pela janela.

- Ai… sei não. Não quero invadir minha casa…

- Tem certeza? Porque se você for lá pra casa e não tiver roupas pra usar, eu vou me aproveitar desse corpo heim.

- É um risco que estou disposto a correr. – falei lhe dando um selinho.

- Tem certeza? – olhei em volta e depois com uma de minhas mãos peguei em seu membro sobre a calça que já estava duro há tempos.

- Isso responde a tua pergunta?

- Uau! Você está tão safado… te amo! – disse ele pegando a rua na direção na casa dos meus pais.

Chegando lá, ele ficou todo eufórico por estar fazendo algo perigoso.

- Tá bom. Então vai ser o seguinte: eu vou lá e você fica aqui no carro me esperando, tá bom?

- Nem pensar. Eu vou junto. E não adianta tentar me convencer a mudar de ideia. – Marcos olhou pra mim rindo do meu jeito e depois concordou comigo.

- Vamos. – disse ele se preparando para pular o muro da frente – rápido enquanto não tem ninguém na rua.

Com a ajuda dele consegui subir o muro. Subimos por uma parte onde a cerca elétrica não funcionava, mas era um espaço muito estreito e por isso tivemos que descer antes que caíssemos com o desequilíbrio.

Nos escondemos atrás de uma árvore e ficamos pensando no que fazer.

- Breno, por acaso vocês não têm cachorro… tem?

- Não. – Marcos respirou aliviado, pois, talvez eu não tenha dito, mas ele morria de medo de cães, não importa o tamanho, ele tinha algum tipo de trauma que eu nunca me interessei em saber.

- Agora vai ser o seguinte: vamos ter que escalar até a janela do teu quarto. Vai ser um pouco arriscado, mas não temos muitas alternativas.

- Acho que não vou conseguir, é muito alto! – falei olhando para a janela.

- Vamos tentar. Se você quiser podemos tentar subindo nessa árvore e…

- Não! Eu tenho uma ideia melhor… vamos por dentro da casa, entraremos pela porta dos fundos.

- E se aporta do quarto estiver trancada? – parei pra pensar. Aquela era uma possibilidade válida.

- Tudo bem, vamos pela árvore, mas um de cada vez pro galho não quebrar.

Marcos foi na frente e como o galho não chegava até minha janela ele deu um salto para alcançá-la e depois entrou e ficou esperando que eu entrasse também.

Subi na árvore e chegando no galho deu um salto e por pouco não dou de cara na parede, a minha sorte foi Marcos estar lá para me segurar. Já no quarto, olhei em volta.

- Meu quarto tá todo remexido. Só pode ter sido aquele maldito! – fui até meu guarda-roupa e da parte de cima tirei uma mala. Depois peguei minhas roupas e as coloquei lá dentro e também alguns objetos pessoais e, passando próximo à minha mesa de cabeceira, peguei minhas economias e as coloquei no bolso da jaqueta – já. Podemos ir agora. – falei fechando a mala.

- Tudo bem, vamos jogar a mala pela janela.

- Ah, espera um minuto falei saindo do quarto.

- Aonde você pensa que vai Breno?

- Espera um pouco! – falei andando na ponta dos pés pelo corredor. Passei na frente da porta do quarto de Benjamin, mas meu objetivo era outro e então segui em frente até chegar ao quarto de meus pais. Abri a porta temendo que um deles estivesse lá, mas por sorte não estavam. Deviam estar na sala. Entrei e olhei em volta e visualizei o que eu procurava.

Me aproximei da caixa de joias de minha mãe. Me perdoe mãe, mas é o único jeito. Pensei.

Abri a caixa de joias e tirei um colar de pérolas que papai havia lhe dado no aniversário de casamento e guardei no bolso.

Depois disso saí do quarto e antes que eu conseguisse chegar pelo menos perto da porta do meu quarto, vi Benjamin subindo a escada. Ele parou lá mesmo e ficou olhando pra mim. O ódio veio sobre mim naquela mesma hora e sem pensar duas vezes me aproximei dele, que não podia se defender por estar engessado e cheio de curativos por ter apanhado de mim da última vez.

- Nós precisamos conversar Breno…

- Nem fudendo! – respondi empurrando ele escada abaixo – espero que dessa vez você realmente tenha perdido a memória.

- O que foi iss…? – era minha mãe que parou atônita ao me ver parado olhando do alto da escada para Benjamin caído ao chão.

Não pensei duas vezes e corri para meu quarto.

- Precisamos dar o fora daqui o mais rápido possível! – falei trancando a porta. Marcos não me questionou, apenas jogou a mala pela janela e com um salto alcançou o galho da árvore, eu, bem que tentei fazer o mesmo, mas não teve jeito e caí com tudo sobre o jardim da mamãe. Marcos desceu imediatamente da árvore todo preocupado comigo, e ao ver que eu estava bem, me ajudou a levantar e correu em direção ao muro para pularmos.

- Não temos tempo pra isso! – falei o levando para o portão, que estava aberto.

Saímos correndo até chegarmos ao carro, onde Marcos acelerou com tudo e logo estávamos longe daquela casa.

 

Chegamos na casa de Marcos arfando e Mariana não estava lá (ainda bem).

Olhamos um pro outro e começamos a rir de nossa aventura.

- Nós conseguimos. Conseguimos! – falei beijando Marcos, que correspondia minhas carícias e inesperadamente me carregou no colo e me levou para o banheiro.

- Acho que precisamos de um bom banho – disse ele já tirando a camisa – o que foi que você fez pra sairmos correndo?

- Empurrei o Ben do alto da escada!

- Nossa! E ele tá bem?

- Eu espero que não!

Marcos sorriu meio sem jeito e então me deu um selinho.

Antes que eu tirasse minhas roupas, Marcos ligou o chuveiro e começou a me molhar. Rimos e ficamos numa lutinha até que ele m segurou por trás e ficou se esfregando em mim.

- Acho que tá na hora de me aproveitar um pouco de você. – disse ele com um sorriso safado.

Marcos se aproximou e começou a acariciar meu rosto e me beijou em seguida, me ajudando a tirar a roupa molhada.

- Eu te amo Breno – disse ele entre um beijo e outro. Não respondi, apenas continuei a beijá-lo.

Quando dei por mim, eu estava totalmente despido, assim como Marcos e meu membro estava tão ereto que chegava a impedir que o corpo de Marcos colasse ao meu, o que me deixou um pouco vermelho, mas ele parecia não se importar com isso, pelo contrário, ele olhava para meu pênis e sorria, passando a mão em seguida.

 Marcos me jogou contra parede e começou a me chupar de uma forma sedenta e selvagem, me levando à loucura.

- Uau! Você… é muito bom nisso… – falei quase sem fôlego.

- Sou é? – ele me lançou um olhar safado e continuou me chupando sedentamente como se chupasse a um delicioso pirulito de caramelo.

Acabei gozando na boca dele, que engoliu tudo e depois disso, nos abraçamos.

- Agora é sua vez – disse ele safadamente, levando minha mão ao seu membro.

Comecei a beijar seu pescoço e desci aos poucos até chegar no lugar que realmente me interessava. Coloquei aquele cacete por inteiro em minha boca e levantei os olhos para ver Marcos. O loirinho estava de olhos fechados dando pequenos gemidos, até que uma de suas mãos veio até meu cabelo e começou a balançá-la pra frente e pra trás, em seguida ele pediu pra que eu levantasse, então ele me jogou de costas para a parede e encostou seu corpo ao meu. As mãos de Marcos tatearam alguma coisa que depois soube que era um creme. Ele pegou um pouco do creme e com dois dedos passou aquele gel gelado em meu ânus, me fazendo gemer e em seguida ele foi colocando seu pênis lentamente em mim e logo ele começou a me bombear num vai-e-vem lento e gostoso.

Depois disso virei de frente e apoiei minhas pernas ao corpo dele e depois de ter fechado o chuveiro, Marcos me levou à cama onde, a seu pedido, fiquei de quatro e ele continuou a me bombear, mas dessa vez de uma forma mais acelerada, dolorosa e gostosa, do jeito que eu adorava.

Marcos gozou aos berros e depois disso, encostei minha cabeça sobre seu peito, feliz da vida e adormeci.

 

//Leandro//

 

- O Breno é muito parecido com o Bruno! – disse Nando logo depois de Breno sair com Marcos para a casa dele – falando em Bruno… cadê ele?

- Ele foi lá com o papai, mas daqui a pouco deve estar de volta. – falei arrumando a bagunça que estava a casa, mas também foi uma bagunça boa… tínhamos motivos de sobra para comemorar: desmascaramos Amanda, Bruno e eu estávamos juntos e sem brigas, Breno havia se encontrado… tudo parecia estar seguindo seu curso certo.

Nando era uma excelente companhia, mas me doía vê-lo naquela solidão. Ele estava decidido a deixar Erast livre. Nando estava infeliz consigo mesmo, por sua aparência, por sua doença que o consumia… Nando havia mudado e precisava de mim.

Nossa, como eu amava o Nando… ele era um irmão que eu nunca tive… e aos meus olhos ele continuava lindo e perfeito.

 

Era uma noite fria. Eu jogava xadrez com Nando quando meu celular tocou. Vi que ela o Número do Bruno e atendi com um sorriso no rosto.

- Socorr… - depois disso a ligação caiu.

Aquilo foi o suficiente pra eu cair em desespero.

Comecei a ficar trêmulo, minha pressão caiu e eu fiquei pálido.

- Que foi Leandro? Você tá ficando pálido! – disse Nando preocupado.

- Não sei. Tem alguma coisa errada acontecendo… O Bruno me ligou pedindo socorro, mas não era a voz do Bruno… parecia a voz do meu pai. Eu… eu preciso ir até lá! Você fica aqui ou vai comigo?

- Eu vou com você, lógico. – disse Nando se colocando de pé com certa dificuldade.

 

Pegamos o carro e fomos rumo à casa do papai.

Chegamos lá e vi que a casa estava no escuro.

Entrei com uma cópia das chaves e tentei acender a lâmpada, mas não estava funcionando.

- A energia parece que foi cortada! – disse Nando iluminando com o celular.

Meu coração estava acelerado.

Nos últimos dias, meu coração palpitava e eu sempre fui meio supersticioso… eu sabia que algo estava errado.

Sem muita demora chegamos à casa de meu pai.

Subi as escadas lentamente em direção ao quarto de meu pai. Nando estava o tempo todo atrás de mim.

- Bruno? Papai? Vocês estão aqui? – entrei no quarto de meu pai, mas não havia ninguém lá, só havia um forte cheiro de gasolina que pra falar a verdade estava em toda a casa. Eu estava muito preocupado com o que pudesse ter acontecido e eu já tinha vasculhado toda a casa, exceto… meu quarto.

- Nando! Vai até aquela porta e dá uma olhada, por favor! –falei apontando para a porta do meu quarto.

Nando foi até lá, abriu a porta e deu um grito de horror..

- O que foi Nando? – Corri até ele e perdi o chão quando vi meu pai pendurado em uma corda um pouco acima da minha cama.

- Pai? PAAAAI? PAPAI! – corri até ele, mas eu corpo estava duro e frio – PAI! O QUE O SENHOR FEZ?

Me ajoelhei e chorei a perda de meu pai, mas logo minha atenção se voltou para um aparelho celular ao chão… o celular do Bruno.

Levante-me com a ajuda de Nando e olhei pela janela. Benjamin estava nos observando da janela de seu quarto.

- Meu pai não se matou!­ – falei com fúria na voz.

- Vamos sair daqui Leandro – disse Nando ainda me abraçando – não estou com bom pressentimento.

- Não! Eu… eu preciso do bruno! Eu não saio daqui sem ele… BRUNOOO? BRUNO MEU AMOR CADÊ VOCÊ?

Fiquei em pânico e devido o nervosismo, minha cabeça girou e caí nos braços de Nando. Eu ainda estava consciente, mas me sentia fraco.

- Vou te tirar daqui Leandro!

- Não Nando… eu… eu não saio daqui sem o Bruno – BRUNO?

Meu coração estava prestes a sair pela boca.

Eu estava prestes a perder o amor da minha vida pra sempre. Eu sentia minha alma ficar fraca, meu coração despedaçava.

- BRUNO? CADÊ VOCÊ?

- Leandro, precisamos sair daqui. Esse lugar vai pegar fogo! – dizia Bruno com o sangue escorrendo de sua cabeça.

- Tira ele daqui Nando, por favor… salva a vida do Leandro!

Nando olhou de Bruno pra mim e obedeceu.

- BRUNO EU NÃO VOU SAIR DAQUI! EU NÃO VOU!

- EU TE AMO LEANDRO! PRA SEMPRE! – disse forçando um sorriso.

Me segurou pelos braços à força e me tirou da casa.

Eu gritava e esperneava o nome de Bruno enquanto chamas começavam a dominar a casa e queimar tudo o que havia lá dentro.

- Léo! Eu vou buscar o Bruno! Fica aqui, por favor! – dizia Nando me deixando sozinho e voltando para dentro da casa.

- NANDO! – berrei quando vi ele desaparecer na fumaça.

Logo, alguns vizinhos apareceram para ver o que estava acontecendo, entre eles, dona Catarina, que me viu aos prantos e me abraçou.

- Meu Deus! Como esse incêndio aconteceu?

- Não sei, mas o Bruno e o Nando estão lá dentro! Eles…

- O MEU FILHO TÁ LÁ DENTRO? MEU FILHOTE? – dona Catarina chorava – ALGUÉM AJUDA! MEU FILHO… SOCORRO!

O corpo de bombeiros estava a caminho, mas o fogo se espalhava rápido demais.

Os pais de Bruno eram os mais histéricos, enquanto Benjamin, nos assistia inexpressivo.

De repente, para a minha surpresa, a imagem de um homem se formou no meio da fumaça. Não pensei duas vezes e corri até lá… era Fernando que estava cheio de queimaduras pelo corpo e foi só o tempo de eu me aproximar pra ele cair desmaiado.

- Alguém me ajude… - falei desesperado. Naquele momento eu só conseguia pensar em Bruno – O BRUNO AINDA ESTÁ LÁ DENTRO! ALGUÉM… QUE PORRA! VOCÊS VÃO FICAR SÓ ME VENDO PEDIR SOCORRO?

 

- Bruno… eu… preciso de você… falei caindo desacordado ao lado de Nando.

- Fica calmo! Vai dar tudo certo – disse uma voz em meus ouvidos.

 

Enquanto eu estive desacordado, uma lembrança veio em minha mente…

 

Bruno olhava para mim, sorrindo, ele me dava bom dia e me enchia de beijos.

- Nós vamos ficar juntos para sempre.

- Promete?

- Prometo te amar até mesmo além da vida… sempre estaremos conectados – acariciando meus cabelos ele disse – não importa quantos desencontros venham acontecer… sempre vamos nos encontrar, porque um desencontro é um acaso, mas um reencontro é um destino… e sempre vamos nos reencontrar.

- Você é tão perfeito Bruno… acho que eu nunca conseguiria seguir em frente sem você…

- Você é mais forte do que pensa, meu amor. – ele entrelaçou nossos dedos e continuou – existe uma crença chinesa que diz que fios invisíveis conectam pessoas destinadas a se conhecerem… independente do tempo, do lugar ou das circunstâncias. Mesmo que esse fio esteja emaranhado, mesmo que o fio se estique… o fio nunca irá partir… nossa conexão é eterna Leandro… nessa e em todas as outras vidas. Eu te amo.

 

- Eu também te amo Bruno. – falei enquanto recuperava meus sentidos.

Olhei em volta e vi que eu estava num hospital. Comecei a chorar em silêncio. Eu não tinha mais razões para viver.

- Ele acordou! – disse alguém sentado ao meu lado. Olhei e vi Bruno no rosto de Breno.

- Bruno? – Breno olhou para mim e segurou minha mão. Seus olhos marejaram e ele chorou.

- Você vai precisar ser muito forte. Eu… eu… eu sinto muito Leandro, muito mesmo.

Chorei e revivi todos os momentos com Bruno naquelas frações de segundo… nosso primeiro beijo, nossas brigas… tudo parecia estar explodindo dentro de mim.

- Canta pra mim Breno? – falei em prantos.

- O quê?

- Eu preciso ouvir alguma coisa, por favor, canta.

 

Fiz mais do que posso

Vi mais do que aguento

E a areia dos meus olhos é a mesma

Que acolheu minhas pegadas

 

Depois de tanto caminhar

Depois de quase desistir

Os mesmos pés cansados voltam pra você

Pra você

 

Eu lutei contra tudo

Eu fugi porque era seguro

Descobri que é possível viver só

Mas num mundo sem verdade

 

Depois de tanto caminhar

Depois de quase desistir

Os mesmos pés cansados voltam pra você

Pra você

 

Sem medo de te pertencer

Volto pra você

 

Depois de tanto caminhar

Depois de quase desistir

Os mesmos pés cansados voltam pra você

Pra você

 

Meus pés cansados de lutar

Meus pés cansados de fugir

Os mesmos pés cansados voltam pra você

Pra você

 

Eu me sentia vazio. Eu estava perdido, sem chão. O que seria de mim agora? O que eu faria? Eu não era mais indestrutível.

Chorei mais um pouco e fechei os olhos para fugir daquela realidade cruel.

 


Notas Finais




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