História Olhares na Escola 3 - Desejo Mortal - Capítulo 36


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bruno, Gay, História Gay, Hoffenhein, Laços, Leandro, Mfc, Olhares Na Escola, Romance Gay, Universolove
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Palavras 1.901
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Primeiramente, me perdoem se houver algum erro ortográfico.

Esse capítulo dá início ao começo do fim desta temporada. Acredito que temos uns vinte capítulos pela frente (o que não é muito).

Depois do capítulo de ontem e dos xingamentos que recebi por mensagem inbox/faebook/whatsapp/comentários, decidi esclarecer que nada do que escrevo é por acaso.

Confiem em mim. Eu, mais do que ninguém, independente das maldades do mundo, sempre acreditarem no amor e a intenção é fazê-los acreditar também.



Abraço forte.



Boa leitura.

Capítulo 36 - 35. Esperança


Fanfic / Fanfiction Olhares na Escola 3 - Desejo Mortal - Capítulo 36 - 35. Esperança

35. Esperança
//Leandro//

 

Dois dias haviam passado desde o incêndio e eu finalmente receberia altas do hospital naquela manhã.

- Pronto pra voltar pra casa? – disse o médico entrando na companhia de Melissa, que tinha os olhos inchados de tanto chorar.

- E eu por acaso tenho escolha? – falei com desânimo.

- Eu sei que está sendo difícil pra você, mas… – disse o médico tentando ser positivo.

- Não! O senhor não tem ideia da dor que estou sentindo! Eu… eu me sinto vazio… eu… eu… - meus olhos se encheram de lágrimas novamente e Melissa me abraçou.

- Amigo eu… eu nem sei o que dizer a você…

- Só me abraça. – respondi – e o Fernando? Como é que ele tá doutor?

O médico olhou pra mim com uma expressão de quem procurava a melhor forma de me dizer aquilo.

- O Nando sofreu queimaduras muito graves, estamos fazendo o possível para que ele saia dessa.

- Eu… eu posso vê-lo? Por favor doutor.

- Tudo bem.

 

Ele me levou até o quarto 206 e abriu a porta, revelando, para minha tristeza, Fernando com muitas queimaduras pelo corpo. Ele estava acordado, mas devido as queimaduras, não podia movimentar-se muito. Aquilo com certeza era torturante para ele.

- Nandinho? Pode me ouvir? – seus olhos molhados se fixaram em mim. Me aproximei dele e chorei por dentro, pois não haviam mais lágrimas para derramar.

- Lê… vo-você está vivo! – disse ele com muito esforço – O Bruno ele… ele…

- Não diz anda, por favor, não diga nada Nando…

Houve um silêncio cortante depois disso.

- Você acha que existe vida após a morte? – disse ele de repente.

- Eu não sei. – falei com meus pensamentos à mil.

- Acho que estou com os dias contados… meu corpo dói tanto… e mesmo que eu me recupere, eu continuarei morrendo aos poucos… carregos marcas que nunca vão se curar em minha alma.

Sem dizer palavra alguma, me aproximei de seu rosto e beijei seu rosto com muito cuidado por causa da sensibilidade da pele com os curativos.

 Em seguida, alguém bateu na porta e entrou, era o doutor, dizendo que estava na hora de partir. Olhei para Nando e disse:

- Eu volto. Prometo, meu amigo. – falei soltando sua mão e saindo do quarto, indo ao encontro de Melissa, que me aguardava na sala de espera.

Ela falava ao telefone com alguém.

- … eu não quero que você venha para Braga, por favor eu… vai ficar tudo bem, só não deixe suas responsabilidades para perder seu tempo aqui! – dizia Melissa meio irritada. Quando ela me viu, disfarçou – olha, eu tenho que desligar agora, depois nos falamos. Tchau.

Melissa olhou pra mim, seu olhar era de preocupação com alguma coisa. Ela sorriu.

- Vamos amigo?

- Ham… com quem você falava?

Ela ficou meio sem jeito, mas respondeu pausadamente.

- Eu falava com o Rafael. Ele… ele já tá sabendo do que aconteceu e está preocupado.

- E porque você não me deixou falar com ele Mel?

- Porque você está fraco e…

- Você mente muito mal. Ouvi muito bem quando você disse que não queria que ele viesse para Braga… do que você tem medo? – ela não respondeu, apenas baixou o olhar e continuou andando.

 

Entramos no carro e Melissa me levou para longe de lá, não para casa, mas pra bem longe de Braga. Ela dizia que eu precisava ficar longe de todas aquelas energias negativas. Eu não relutei, tudo o que eu queria mesmo era chorar e curtir minha depressão.

Acabei cochilando no carro e quando acordei, vi que estávamos em um lugar aparentemente familiar.

- Onde estamos?

- Alguns quilômetros longe de Braga.

Olhei em volta e vi que eu realmente conhecia aquele lugar… aquelas árvores… eu adorava aquele lugar.

- Esse lugar é famoso por possuir as melhores cachoeiras da região. – disse Melissa olhando também para o alto – o que achou?

- Maravilhoso. Eu… eu já vim aqui com o Bruno… - falei segurando a vontade de chorar.

Como a vida era injusta. Depois de tudo o que havíamos enfrentado para ficarmos juntos, tudo desmoronar dessa forma.

Eu sentia medo de ficar sozinho e fazer alguma besteira, já que eu não tinha forças para viver… eu não via mais sentido na minha vida.

- Então, o que estamos esperando? Vem comigo! – disse ela sorrindo e estendendo a mão para mim.

Peguei na mão de Melissa e saímos correndo entre as árvores até que chegamos a um lugar aberto. Estávamos diante de uma bela cachoeira, não a mesma que um dia estive com Bruno, mas ficava próximo… eu acho.

- Tá esperando o que? Não vai entrar na água? – disse Melissa tirando a blusa e ficando só de sutiã, pronta para mergulhar.

- Eu não tô no clima… eu… eu não queria estar aqui… eu queria estar com o Bruno! – falei desabando mais uma vez – isso é tão injusto!

- Amigo eu sei que a dor é grande, mas… você não pode desistir de sua vida por causa…

- BRUNO ERA A MINHA VIDA! EU ERA MAIS FORTE COM ELE. EU ERA INDESTRUTÍVEL E AGORA NÃO SOU NADA… EU… não sou mais nada… não tenho mais ninguém… pedi meus pais e perdi o Bruno…

- Você tem a mim. – disse ela me abraçando – me desculpa parecer meio insensível, mas é que… eu não suporto a ideia de te ver sofrer, além do mais, seus pais, o Bruno… até mesmo a Ana Clara devem ser lembrados com alegria e não com tristeza. – olhei para ela, pensativo – pula na água comigo, você vai relaxar.

- Tá. Pode ser.

Melissa sorriu e então deu um salto, caindo de barriga na água.

Me contorci sentindo a dor dela. O baque foi feio.

- Essa com certeza doeu! – falei sorrindo sem querer.

- Não vai pular? – ela dizia como se nada tivesse acontecido – Puta merda! Minha pele quase sai do meu corpo!

- Eu acho que não consigo… tudo me faz lembrar do Bruno… que droga! QUE DROGA! – falei dando um soco em uma pedra. Minhas mãos sangraram – ELE NÃO PODIA ME DEIXAR! NÃO PODIA!

Melissa ficou séria e acabou desanimando.

Saiu da água e ficou sentada ao meu lado.

- Me desculpa por não respeitar sua dor. – disse ela.

- Tudo bem Mel. Você só está tentando me animar um pouco.

- Eu também perdi um grande amigo – disse Melissa em um tom consolador – Bruno não merecia isso.

- Fico me perguntando se tudo o que está acontecendo é algum castigo por eu ter feito coisas que diante de Deus são abomináveis. Eu… eu perdi todos aqueles a quem eu amava. Eu… não tenho mais ninguém. – falei desabafando.

- Sempre teremos um ao outro. – disse Melissa me abraçando.

- Obrigado. – falei secamente.

Houve mais um momento silencioso e cortante.

- Quer saber por que eu te trouxe aqui? – perguntou Melissa acariciando meus cabelos.

- Por quê?

- Por que você ainda está vivo e precisa viver! Bruno também vai viver dentro do seu coração pra sempre! O amor de vocês será contado para outros e será uma inspiração um dia… o amor de vocês é imortal.

Não falei nada, apenas voltei meus olhos para o céu e agradeci a Deus, por um dia ter conhecido alguém como Bruno, por ter tido pais como os meus. Então fiquei imaginando como estaria minha vida se eu nunca tivesse conhecido Bruno. Talvez eu tivesse filhos e uma linda esposa, talvez essa esposa fosse Ana Clara… ah, Ana Clara. Talvez eu não tivesse tido momentos tão marcantes assim, talvez minha história fosse apenas mais história uma a contar.

 

Voltamos para casa no final daquele dia.

Melissa ficou comigo o tempo todo, ela tinha medo que eu me suicidasse ou alguma coisa assim.

Pior que tudo isso era estar na casa onde grande parte de nossas histórias tinha sido vivida… eu nunca superaria a perda de Bruno.

Melissa estava no computador, digitando alguma coisa e quando ela me chamou para ver, pude perceber que ela digitava apressadamente algumas páginas de uma história.

- Sabe o que estou escrevendo?

- Não faço ideia.

- Um livro… eu quero contar a história de amor de vocês pra que todos saibam que o amor é real, mesmo que enfrente adversidades, mesmo que o mundo lute contra, o amor sempre vai resistir a tudo… até mesmo à morte.

- Tudo bem. Sinta-se à vontade para escrever. – falei sem me importar muito com a ideia dela.

- Eu preciso de sua ajuda. Você poderia me contar a história de vocês?

Aquilo seria doloroso e ao mesmo tempo bom de reviver.

- Claro que sim. Mas… qual será o nome do livro?

- Eu não sei… acho que vou chamar de “Olhares na Escola”. O que acha?

- Acho que você deveria se preparar pra escrever uma série com vários volumes porque história é o que não falta.

- Não seja por isso.

- Tá bom… você pode começar da seguinte maneira… “Braga é uma cidade muito quente…” – contei a ela o início de tudo, e ficamos horas desvendado minha vida. Enquanto eu contava a ela, senti uma chama acesa dentro de mim. Eu podia sentir Bruno perto de mim… ele vivia em mim e aquilo me dava esperança.

 

No dia seguinte, acordei ainda desanimado, mas eu pretendia ir ao hospital, ver como Fernando estava. Eu precisava manter minha mente ocupada senão eu cortaria meus pulsos, e acreditem, eu sentia esse desejo o tempo todo, da mesma forma que eu sempre chorava.

Me olhei no espelho. Eu estava com uma cara péssima, mas isso não importava tanto.

Tomei banho e depois desci para procurar as chaves do carro. Melissa, ainda dormia e roncava demais, preferi não acordá-la, ela já estava fazendo muito por mim.

Subitamente, sentei no sofá e fiquei pensando nos últimos momentos de Bruno… devem ter sido dolorosos…

- Eu faria qualquer coisa para ter você de volta, meu amor… eu… não sei até quando vou conseguir fingir que sou forte. – eu sabia que no momento que eu desabasse, grandes catástrofes aconteceriam comigo, mas eu estava preparado. Se existisse vida após a morte, talvez eu me encontrasse com Bruno em algum lugar, e teríamos o nosso final feliz que merecíamos.

 

A campainha tocou de repente e depois de voltar do mundo da lua, fui abrir a porta.

- Breno? Marcos? O que fazem aqui?

- Viemos visitar o senhor. – os olhos de Breno estavam inchados, devia ter chorado muito também.

- Como os seus pais estão?

- Arrasados. Ontem, eles esqueceram o orgulho e aceitaram meu abraço de consolo.

- E o Benjamin? – perguntei com ódio no meu coração.

- Ele ainda está lá… como se esperasse por alguma coisa… - Breno fez uma pausa – foi ele não foi? Foi o Benjamin.

- Foi! Eu vou vingar a morte do Bruno e do meu pai, nem que isso custe a minha vida.

- Não vai ser anda fácil encontrar uma prova contra o Ben, pelo que e vi nos noticiários, as causas do incêndio são um mistério – disse Marcos que estava de mãos dadas a Breno.

- E os corpos?

Os dois se entreolharam de repente.

- E OS CORPOS? – falei impaciente.

- Não existem vestígios do corpo do Bruno! – senti meu coração querer parar quando ouvi aquilo. Poderia ser loucura, mas… ainda havia uma esperança… eu podia sentir dentro de mim.

 


Notas Finais


A história que virá cronologicamente depois de Olhares na Escoal 3 é "Um Grito de Liberdade".
Favorite pelo link a seguir: https://spiritfanfics.com/historia/um-grito-de-liberdade--hoffenhein-3-6031998


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