História Olhares na Escola 3 - Desejo Mortal - Capítulo 51


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bruno, Gay, História Gay, Hoffenhein, Laços, Leandro, Mfc, Olhares Na Escola, Romance Gay, Universolove
Exibições 134
Palavras 1.609
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá pessoal.
Voltei. Me sinto bem melhor agora.

Creio que a maioria tenha lido meu desabafo anteontem né? Tudo foi resolvido, descobri quem era a pessoa e claro, decepcionei-me muito, mas continuo firme e forte assim como todo o universo que criei.

Tenho novidades: Um Grito de Liberdade já está quase todo pronto e está diferente de tudo o que vocês imaginam. Acho que vocês vão adorar ler.


Enfim, chegamos ao capítulo 50, estamos a 10 capítulos do final e espero que continuem comigo até o fim desta jornada.



Mais uma vez quero deixar um beijo especial para meu preguicinha e um abração a todos vocês que leem.


Mais uma novidade: Fevereiro tem lançamento simultâneo de Laços e de Olhares na Escola em formato FÍSICO! Não percam. Tá ficando lindo.




Boa Leitura.

Capítulo 51 - 50. Um minuto para o fim do mundo


Fanfic / Fanfiction Olhares na Escola 3 - Desejo Mortal - Capítulo 51 - 50. Um minuto para o fim do mundo

 50. Um minuto para o fim do mundo
//Breno//

 

 

Dois dias haviam passado e tudo o que eu sabia fazer da minha vida era chorar amargamente a ausência do Marcos.

Minha mãe tinha me dado um celular novo e, como um bom idiota que sou, a cada dois minutos eu desbloqueava o celular pra ver se não tinha nenhuma chamada perdida ou mesmo mensagem do Marcos… claramente não.

Não foram poucas as vezes em que disquei o número dele e quase liguei implorando pra ele voltar pra mim, mas aí sempre vinha aquele questionamento em minha cabeça: será que valeria a pena me humilhar pra ele?

Se ao menos o Leandro pudesse me dar algum conselho, mas o coitado estava numa situação bem pior do que a minha com Bruno entre a vida e a morte no hospital.

Falando em hospital, naquele dia, eu ia visitar o papai. Mamãe estava parecendo aquelas crentes, vivia falando em Deus e em milagres, talvez fosse o medo de perder o marido.

 

Quando chegamos ao hospital e finalmente pude vê-lo, me surpreendi com o estado do papai. Ele estava consideravelmente melhor pra quem tinha sido perfurado inúmeras vezes pelo corpo.

Naquela manhã, ele decidiu que queria ver Bruno, que também estava no mesmo hospital, só que em uma situação bem mais grave.

Minha mãe tentou impedi-lo, mas papai sempre foi teimoso e acabou tendo seu desejo atendido pela enfermeira que cuidava dele.

 

Enquanto a enfermeira levava meu pai até onde Bruno estava, eu caminhava logo atrás, perdido em meus pensamentos.

Papai já se debulhava no choro sem nem ter visto o filho ainda, da mesma forma a minha mãe, eu, por outro lado, tentava ser o mais forte dali, tanto que eu nem sabia se entraria para vê-lo, seria uma cena bem triste… ver o irmão todo queimado e quase sem vida.

- Você não vem Breno? – disse minha mãe parada na porta, me olhando com certa curiosidade.

Hesitei por um momento e então decidi entrar.

Bruno estava desacordado e meu pai estava chorando… muito.

- Filho você está… vivo? Oh meu Deus. Me arrependo tanto por ter te abandonado nos últimos anos! Eu te amo muito filho. Me perdoa Bruno! Precisamos de você! Seu irmão precisa de você. Leandro precisa de você! – aquela foi a primeira vez que vi papai se referir a Leandro daquela forma. Ele realmente parecia disposto a consertar seus erros com Bruno, que estava quase completamente enfaixado por suas graves queimaduras.

De repente, Bruno mexera a mão direita e meu pai ficou bastante emocionado.

- Pai… não chora… - disse Bruno com muito esforço. A enfermeira deu um berro e saiu correndo pelos corredores do Hospital ao ver que Bruno de repente estava acordado – eu… preciso do Leandro. Cadê ele? – Papai olhou para a minha mãe, como se esperasse alguma resposta dela, mas só haviam perguntas no ar… onde estava Leandro? O que estava fazendo?

Logo esses questionamentos foram respondidos quando um médico chamado Cláudio entrou e nos cumprimentou.

- Doutor! Como vai o meu filho? Ele… ele vai ficar bem? – minha mãe perguntava aflita. O médico, disfarçou e respondeu baixinho que o caso de meu irmão era grave e de grande risco ainda – onde está o Leandro?

Quando minha mãe perguntou isso, o rosto do médico ficou tenso e ele logo completou:

- Olha, dona Catarina, eu fui enfermeiro do Leandro há doze anos e conheço a história dele e do Bruno, posso dizer que eles são grandes amigos pra mim, principalmente o Leandro, mas… eu temo pela vida de um deles, caso o outro não sobreviva.

- Como assim? Do que você tá falando doutor? – minha mãe e o médico cochichavam pra que o papai, que estava chorando histericamente, não entrasse em desespero maior.

- Venham comigo, por favor. – disse ele.

Seguimos o doutor Claudio até outro quarto, e lá encontramos Leandro, deitado, com os olhos inchados de tanto chorar.

- Diretor Leandro! – falei para anunciar minha presença. Leandro me olhou de cima a baixo, como se tentasse me reconhecer, e em seguida pediu para que eu me aproximasse.

- Breno? Você… cadê o Bruno? Como é que ele tá?

- O Bruno acordou!.

- Acordou? – disse ele se agitando – eu quero vê-lo. Eu preciso ver o Bruno! Me ajudem a sair daqui! Dona Catarina, me ajuda a… sair dessa cama… por favor… Claudio… - Leandro chorava e implorava para ver Bruno.

Mamãe já estava chorando em ver Leandro naquele estado.

- Ele não consegue se levantar? – perguntei.

- O Léo perdeu os movimentos das pernas. – disse o médico com os olhos molhados.

Mamãe correu para abraçar Leandro e ficou sussurrando alguma coisa no ouvido dele, que só concordava. Depois disso, com a ajuda do médico, o colocamos em uma cadeira de rodas para ver Bruno.

Leandro parecia aceitar sua nova condição de vida, ou talvez fosse muito forte.

- Sabe qual foi a primeira coisa que ele disse quando acordou? – perguntava minha mãe a Leandro, num tom de voz carinhoso – ele disse seu nome!

- Eu estou com medo do Bruno me ver assim nesse estado.

- Se eu posso te afirmar uma coisa, é que vocês se amam e coisas piores já aconteceram a vocês. Isso só será mais um obstáculo! – disse minha mãe toda cheia de sabedoria.

 

A enfermeira abriu a porta e entramos. Todos que estavam ali pararam ao ver a cena do emocionante reencontro de Leandro e Bruno.

Meu pai parecia ter prendido até mesmo a respiração, enquanto minha mãe expressava no rosto um olhar de compaixão. Mas, nada se comparava aos olhos de Bruno que foram ao encontro de Leandro e pude vê-los se umedecendo na medida em que nos aproximávamos da cama.

- Vamos deixa-los sozinhos alguns minutos. – disse Claudio contente pelo feito. Papai sorriu e se retirou depois de dar um beijo na testa do Leandro.

 

Fiquei na sala de espera, vasculhando meu celular novo e criando coragem para falar com Marcos enquanto meu pai voltava para seu leito e minha mãe ia para a capela rezar.

Do lado de fora, alguns repórteres faziam plantão a fim de obter notícias sobre o caso polêmico que estava sendo a vida de Leandro: órfão dos pais, acusado de violentar uma aluna, escola cada vez mais decadente e suspeita de crimes que ele nunca cometera. Parecia uma trama para persegui-lo e diante disto, eu concluía que Leandro era mais forte do que eu poderia imaginar. Ele suportou e estava suportando muita coisa.

 

Senti meu coração palpitar brevemente e fechei os olhos, respirando profundamente.

Fui interrompido por Melissa, que estava com uma expressão pálida. Ao seu lado estava um homem de olhos verdes muito, muito bonito.

- Melissa? O que está fazendo aqui? Já soube do que aconteceu? – perguntei sem entender o fato de ela surgir do nada.

- Eu sempre estive por perto Breno… só estou um pouco atrasada e nesse momento preciso da sua ajuda.

- Da minha ajuda? Pra quê?

- É uma longa história… ham… já conhece meu assistente de palco? – disse apontando para o rapaz ao seu lado.

- Eu acho que já o vi na televisão.

- O-oi… meu nome é Rafael, mas pode me chamar de Rafa!

Apertamos as mãos e depois de uns minutos, Melissa falou:

- Breno… presta atenção no que eu vou te falar: você precisa ir agora pra sua casa com a sua mãe. Não é seguro você ficar aqui, vai e leva isto com você! – disse Melissa me entregando um tipo de livro.

- O que é isso? O que tá acontecendo?

- Preciso que mantenha isso seguro. Deixa que eu dou conta do resto. Agora vai atrás da Catarina e se manda daqui moleque!

Ela parecia meio aflita, mas fiz o que ela pedia e levei aquele objeto parecido com um livro para casa (Ler Um Estranho Jeito de Amar: Hoffenhein 2 para entender o significado do livro).

 

Quando chegamos em casa, logo me deparei com Marcos em sua bicicleta, todo suado e sentado na calçada com uma sacola nas mãos.

- O que tá fazendo aqui? – perguntei olhando dele pra minha mãe que já tinha saído do carro e entrava em casa agora.

- Eu vim te trazer esses chocolates… eles derreteram um pouco com o calor, mas antes de ficarem moles, tinham o formato de um coração.

- Olha Marcos, eu tô cheio de preocupação, não tô a fim de ficar brigando não, tá bom?

- Também não quero brigar Breno… eu só queria te pedir perdão… me perdoa por ter sido um babaca… eu nunca quis te magoar. – ele ficou em silêncio por algum tempo, mas logo completou – o Ricardo me explicou tudo o que aconteceu naquela noite… fiquei me sentindo um babaca.

- É. Você é um grande babaca! – falei sério.

- E é por isso que eu estou indo embora de Braga. – quando ele disse isso senti meus pés saírem do chão.

- O quê? Mas co-como assim?

- A Mariana e o Pedro decidiram se casar lá na cidade de Tod e ficar por lá mesmo.

- Mas isso ainda vai levar um tempo, não é? – ele nada respondeu – NÃO É? – falei já gritando de raiva.

- Breno… eu devia ter te contado antes… a Mariana… ela estava vendendo nossa casa. Nos mudamos dentro de uma semana.

Meu mundo desabou de vez quando ele disse aquilo.

- EU TE ODEIO MARCOS! – falei batendo no peito dele e chorando – VOCÊ NÃO TEM O DIREITO E FAZER ISSO COMIGO MARCOS!

- Breno eu…

- VAI EMBORA! – corri pra dentro de casa em prantos e fui para o meu quarto me debulhar em lágrimas, pra variar.

 


Notas Finais


A história que vai suceder Olhares na Escola 3 será "Um grito de Liberdade", que falará finalmente sobre o filho do Leandro.

Favoritem.


LINK: https://spiritfanfics.com/historia/um-grito-de-liberdade--hoffenhein-3-6031998


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...