História Olhe para trás - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook
Exibições 36
Palavras 3.284
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá pessoas!

Depois de passar uns cinco meses em hiatus e deletar todas as fanfics que eu tinha aqui, resolvi voltar. Acredito que minha escrita tenha melhorado ( ou pelo menos eu espero que tenha).
Essa fanfic estava pronta a uns bons meses... Como sou uma pessoa enrolada e indecisa, resolvi reescrever. Sem contar que eu decidi mudar os nomes dos principais ( mudei o shippe) de ultima hora, se tiver algum nome trocado, vocês já sabem.
Fazer o que né?
Sobre erros ortográficos, eu espero sinceramente que não tenha nenhum, e caso tenha, me perdoem.
Sem mais enrolações...
Encontro com vocês nas notas finais.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Odeio multidões, só estou aqui porque fui praticamente arrastado. É um daqueles festivais que todas as cidades têm. O tipo de lugar que eu não iria nem se apontassem um arma em minha cabeça, mas eu fui. Estou aqui, com os braços cruzados e uma cara emburrada, isso tudo por causa de Jung Hoseok, o garoto com cara de cavalo.

Eu estava completamente na merda quando escolhi fazer medicina. Odiava gente doente, me sentia mal em vê-las mal. Fiz a porcaria do curso graças aos meus pais. Eles insistiram tanto que acabei cedendo. Era tudo perfeito, eu só tinha que estudar meia hora do meu dia todos os dias, tirar notas medianas e sair para beber. Sem emprego, sem obrigações. Era meu paraíso particular. Mas ai o curso de quatro anos, mais residência e outras mil coisas que te obrigam a fazer, acabou. Eu finalmente estava livre. Livre e cheio de obrigações. Foi ai que minha mãe teve a brilhante ideia de me mandar para o outro lado do mapa. Um lugar que nem sinal pegava quem dirá internet.  Agora que penso sobre isso, talvez a ideia principal fosse me fazer criar juízo.

A primeira vez que o vi, também foi, ironicamente, a primeira vez que fiz pontos no braço de alguém. Achei que fosse vomitar, isso se eu não desmaiasse. O garoto me olhava com certo receio, sabia que eu não tinha a mínima ideia do que fazia e que eu estava nervoso.

 ‘’Em qual escola você estudou?’’ Olhei para ele sem entender. Quem se importava onde eu havia estudado? Nem me lembrava mais. Passei metade do ano brincando e a outra metade tentando passar de ano, do contrario, levaria esporro dos meus pais. Haviam quinze pontos sendo feitos no braço dele, e ele queria descobrir onde eu havia estudado. A vida é realmente irônica.

‘’Isso importa?’’ Respondi sem muita vontade.

‘’Não exatamente’’, suspirou. ‘’Mas tenho certeza de que já te vi. ’’

Confesso que tive medo. Quem sabe ele soubesse das minhas histórias fora da faculdade ou o quão ridículo eu era no ensino fundamental/médio. Eu era deplorável.

‘’Como era mesmo seu nome?’’ Rezei para que ele não se lembrasse. Eu não queria ser lembrado. Só queria acabar a porcaria dos pontos e pegar o primeiro avião de volta para Seul. Desistiria daquela vida de médico e sumiria no mapa. ‘’ Park Ji Sung?’’

‘’ Park Jimin’’, corrigi.

‘’Isso, você se lembra de mim, certo?’’ Não. Eu não me lembrava e não queria lembrar. Soltei uma má resposta. Esperei ouvir qualquer coisa, mas ele apenas inflou as bochechas, ficando com o rosto mais infantil do que já era. ‘’Já fomos colegas de sala. ’’ Forcei minha memória, não que ele merecesse tal esforço, mas tentei. Minha memória nunca fora boa, depois das bebidas ficou pior ainda. Continuei encarando o moreno. ‘’ Jeon Jungkook’’, falou por fim.

‘’Ah. ’’ arregalei levemente os olhos. Sabia quem era. ‘’Jeon Jungkook, o insensível. ’’ Sorri, sabia que ele não iria gostar e daria meia volta dali. O garoto, como eu, tinha uma péssima reputação na escola. Já havíamos sim sido colegas de sala, mas nunca trocamos nenhuma palavra. Ele era o contrário de mim, costumava ser popular, principalmente com as garotas. Mas sua fama não era uma das melhores. Foi com isso que ganhou um apelido: Jeon Jungkook, o frígido.

 ‘’Já terminou com isso, certo?’’ Venci, pensei.

Era engraçado como sempre nos encontrávamos. O perfume de Jeon nunca mudava, e eu, bem, eu parecia um cachorro farejando o cheiro do dono. Foi assim que começou toda aquela palhaçada.

Eu deveria ter ficado no meu dormitório aquele dia. Mas não, eu queria sinal, queria internet e queria sair daquele lugar. Foi ai que senti aquele cheiro. Nunca fui fã de perfumes doces, mas o dele era perfeito. Lembro que parei apenas para apreciar o cheiro. Jungkook estava lá, agachado entre as pedras. Dei meia volta no intuito de ir embora, mas voltei e me sentei ao lado dele. Maldita escolha, se eu soubesse das consequências nunca teria feito aquilo.

Também senti o cheiro de Jeon perfeitamente no dia em que terminamos. Ele passou pela porta do apartamento. Lembro que o relógio que costumava ficar acima da televisão estava me irritando tanto no dia, que quis joga-lo do outro lado, mas estava tão paralisado que mal coseguia respirar. Ele chegou e agachou-se na minha frente.

 ‘’Eu sei que estou atrasado. ’’ E como estava. Eu sabia que a vida como soldado não era fácil. E durante três anos eu tentei entender toda essa coisa. Tentei não me sentir preocupado e não chorar todas as noites em que ele dava as costas e precisava sair no meio dos encontros. Mas as coisas estavam um saco.

‘’Precisamos conversar. ’’ Eu sabia que ele não iria protestar. Ele nunca protestava. ‘’Eu não consigo mais lidar com isso. Eu só não consigo. Eu tento e tento, mas parece que estou andando em círculos Jungkook. ’’ Eu sabia que Jeon entendia. Ele sempre entendia. ‘’ Você acaba ficando mais tempo no exército ou em um hospital do que aqui. Estou cansado de ter que rezar todas às vezes por um milagre e esperar que você passe por aquela maldita porta. ’’ Eu não sei onde eu estava com a cabeça.           

‘’E eu sempre entrei. ’’ Ele sempre tinha razão.

‘’Mas até quando?’’ Eu sabia que Jeon não me pediria para ficar quando fiz aquilo. Não era uma das minhas primeiras crises com relação ao emprego dele. Não foi a primeira, no entanto, foi a primeira vez que me deixei chorar na frente dele.  ‘’ Até quando eu vou ter que levar as coisas assim para algum dia descobrir que você morreu enquanto resgatava alguém, ou que foi baleado, ou explodiu em mil pedaços?’’

‘‘Se algum dia acontecer foi por uma boa causa, certo?’’ Jeon sempre foi tão apaixonado pelo emprego, chegava a ser nojento. Era irritante. Eu não sei se era porque eu odiava o meu ou se porque eu tinha ciúmes. Sabia que ele nunca largaria o que fazia para ficar comigo, e por isso, eu nunca tive coragem de pedir tal coisa.

‘’Então vale a pena morrer e deixar todos te esperando? Que tipo de índole é essa?’’ Sabia que ele não iria responder. Ele nunca respondia. Não justificava as coisas que fazia, tampouco explicava porque fazia. Odiava aquilo nele.

Eu lembro perfeitamente de Jeon agachado lá, na minha frente. Ficamos em silêncio. Ele segurou seu choro, enquanto eu virava mar. Nós dois guardamos palavras que poderiam ser jogadas na cara. Não gritamos, nem brigamos, sequer discutimos – nós nunca discutíamos. Só aceitamos. Não existia mais ‘’nós’’, e isso fazia tempo. Ninguém pedia desculpas, e eu não sei se era porque éramos muito orgulhosos para isso ou se era porque não era necessário, mas ainda assim, eu esperei um pedido de desculpas dele. Achei que ele seria capaz de largar tudo para ficar comigo, porque ele sabia qual era o problema. Mas ele não largou e nós acabamos. O silêncio acabou com a gente. E o silêncio é a pior coisa. Inclusive, eu deixei que queimassem aquele sofá, apenas para que eu pudesse joga-lo fora logo e me livrasse de tudo que me lembrava de Jeon Jungkook.

Jeon pediu transferência meses depois. Não conversávamos desde o término, mas mesmo assim esperei que ele viesse se despedir, mas ele não veio. As coisas desandaram. Desisti da minha vida frustrada como médico, e o que os meus pais costumavam chamar de ‘’menino de ouro’’ se tornou na ‘’ovelha negra’’ da família. Caí na cachaça, não ligava para nada e nada ligava para mim. Transava com quem queria. Foi em uma dessas ‘’transo com quem quero’’ que me envolvi com três mulheres de uma vez. Sentado em um dos meus novos sofás, que nem eram tão novos assim, Hoseok, que tinha Taehyung ao seu lado, me deu vários sermões. Foi ai que eu percebi o quão fodido estava.

Foi em uma das minhas idas a um bar, que eu fiquei tão bêbado que mal conseguia me mover. Fui obrigado a ligar para Hoseok, ele era o único em que eu confiava e que ainda sentia o mínimo de compaixão por mim. Assim que chegamos ao meu apartamento, ele me tacou debaixo do chuveiro na água gelada, nem mesmo se preocupou em tirar minhas roupas. Já jogado na cama, meus olhos fixos no teto branco, Hoseok, pela primeira vez, gritou comigo.

‘’Você tem que parar de agir como se não se importasse Jimin. Pare de agir dessa forma. Se sente saudades pegue a porra do seu celular e ligue pra ele. Não há problemas em sentir. ’’ Foi a primeira e última vez que vi Hoseok tão puto.

‘’E quem disse que eu me importo?’’ Disse ainda embolado por causa do álcool.

Hoseok estava tão puto que me puxou pela gola da camiseta branca e me deu um soco. O gosto de ferro tomou conta da minha boca. Deixei-me chorar novamente, não pela dor, mas porque eu me sentia perdido. Eu não sabia que rumo estava tomando, minha cabeça era um bagunça e eu era um completo inútil.

‘’Chega dessa merda. Você não é mais criança, então pare de agir como se fosse. ’’ Não respondi. Eu não tinha o direito de responder. Sabia que ele tinha razão. Eu não era mais criança e meus pais não iriam me proteger de todo o mal que me assombrava. Eles não podiam me proteger de mim mesmo.

Demorou quase cinco meses para as coisas concertarem. Eu voltei para o emprego, meus pais voltaram a me considerar o ‘’filho de ouro’’. Voltei a ser o orgulho.

Um ano e meio depois, todos os garotos se reuniram no meu novo apartamento. Namjoon falava tão alto que eu me perguntava como Yoongi conseguia dormir daquele jeito. Inclusive, ainda me lembro daquela baba nojenta escorrendo pelo couro. A televisão estava ligada e talvez se apenas tivéssemos desligado depois do filme eu nunca tivesse escutado aquilo. Todos nós nos calamos, olhamos atentamente para a TV.

‘’Essa manhã um terremoto de 6,5 graus atingiu a área lesta da Holanda, o exército fazia uma inspeção no local. A equipe de resgate está procurando algum dos corpos dos soldados, mas nenhum foi encontrado ainda. Voltamos com mais informações a qualquer momento’’.

As coisas desandaram novamente. Quer dizer, não totalmente. Eu encontrei uma garota, ficamos juntos durante três meses. Hoseok estava tão feliz, ele jurava que eu tinha encontrado o tal ‘’amor’’ novamente. Mas acho que ele mudou sua opinião quando apareci em sua casa em um sábado a noite, ás 03:00 AM. Era mais que visível à marca dos cinco dedos da garota em meu rosto. Acho que extrapolei um pouco naquele dia.

Se me perguntassem como a conheci eu diria que não sei. Não me lembro. As coisas aconteceram tão rápido que nem mesmo tive a chance de questionar alguma coisa. Quando dei por mim ela já estava zanzando pela casa apenas com a minha blusa e uma calcinha colorida. Foi em uma dessas zanzadas pela casa que ela achou um porta-retratos meu com Jeon. Não ousei tira-lo de lá desde que me mudei.

‘’O garoto da foto é bonito. Vocês eram amigos?’’ Não dei muita importância, apenas afirmei com a cabeça. Aquela coisa estava ali há tanto tempo que provavelmente tinha até teias de aranha ao redor. ‘’Talvez você devesse jogar fora, quem sabe substituir por uma foto nossa?’’ Ela sempre era atrevida demais. Nunca gostei de pessoas daquele jeito. Jeon era tímido, até demais. Talvez por isso tenhamos dado tão certo. Mas aquela garota, ela era totalmente o contrário. Ela nem mesmo esperou que eu desse uma resposta. Apenas tirou a foto do porta-retratos e foi até o banheiro, quando voltou para o quarto já não a tinha mais em mãos.

‘’O que você pensa que está fazendo?’’ Sim, eu achei um tremendo absurdo. Se eu não havia tocado naquela coisa, ela também não deveria. Era meu. Ela não tinha o direito. Levantei-me da cama e andei até ela. ‘’ Pare de agir como se a casa fosse sua, porque não é. ’’ Gritei.

‘’Algum dia será. ’’ Como eu disse, atrevida demais.

‘’E o que te faz pensar isso?’’ Ri debochado. Ela acreditava mesmo que eu a pediria em casamento? Que seriamos mais do que éramos? Ela me olhou sem entender. ‘’ Eu nunca disse que te amava, não pense que vou te pedir em casamento, tampouco te colocar aqui dentro para morarmos juntos. Odeio seu jeito atrevido de ser. ’’

‘’Jiminie. ’’

‘’Não me chame assim. ’’ Meu sangue fervia. Deveria ter aplicado o conselho da minha psicóloga esse dia. Contar até dez quando eu me estressasse, mas as coisas já estavam fora de controle.

‘’Se é por causa da foto eu posso pegá-la novamente, posso colocar no porta-retratos e podemos fingir que nada disso aconteceu. Sinto muito. ’’

‘’Eu também sinto, mas não por isso. Sinto por você. Acabou o que nunca nem começou, vá embora. ’’ Eu lhe dei as costas, mas ela logo segurou meu braço.

‘’Amor. ’’

‘’Eu não seu amor. Não sou nem nunca vou ser. Larga meu braço. ’’

‘’Se não é, porque estamos juntos durante tanto tempo?’’

‘’Tanto tempo?’’ Eu ri, soltei meu braço e lhe dei as costas outra vez. ‘’ Três meses é muito tempo?’’ Esperei por uma resposta ao passo que pegava as roupas dela no chão do quarto, quando entreguei a ela, percebi que não responderia. ‘’Tudo bem. Apenas porque eu queria transar com alguém que me satisfizesse. Não achei ninguém interessante, você foi à única que me apareceu, até que era boa enquanto não tinha nenhuma outra para gemer meu nome. Mas mesmo assim, você ainda faz um mau serviço. ’’ Tá, eu literalmente exagerei.

Hoseok sabia muito bem o que eu estava fazendo ali quando bati na porta da casa dele. Ele não me perguntou nada, mas eu sabia que ele estava esperando por respostas, mesmo que não houvesse perguntas.

‘’Acho que perdi o resto da sanidade que me restava. Estou enlouquecendo e sinto falta dele. Demorou cinco meses para que a minha ficha caísse, e mesmo assim, ela ainda não caiu. ’’ Conhecia bem aquela cara de Hoseok, ele já sabia. Conhecia-me tão bem que poderia ler minha mente. ‘’Sonhei com ele noite passada enquanto escutava uma música qualquer. Quando acordei eu estava chorando, chorando muito. Sonhei que ele tinha voltado e eu podia fitar aquelas olhos negros e ver aquele sorriso. Mas era apenas um sonho, e às vezes quando eu me perco em pensamentos tentando esquecê-lo dói um pouco, pra dizer a verdade, dói muito. Não sei como ele conseguiu, mas eu não consigo esquecê-lo. ’’ Aquilo não era mentira. Realmente havia sonhado com ele, e parecia tão real que quase achei que realmente tivesse acontecido. Quando conversei com minha psicóloga sobre isso, e sobre eu sentir o cheiro de Jeon por todo o apartamento de Hoseok, ela deu uma resposta cientifica de porque aquilo acontecia. Apenas concordei com ela.

 ‘’Talvez ele nunca tenha esquecido. E quem sabe, independente do tempo que leve, quando você finalmente olhar para trás, ele esteja lá. ’’

Odiava a forma como Hoseok sempre tinha razão, ele era quase como Jeon, só que mais alto e menos orgulhoso.

É final do ano. Um festival de final de ano. Todos nós estamos esperando os foguetes estourarem no céu com suas mil e uma cores. Jeon me vem à mente, rápido como uma flecha. Sempre gostava desse tipo de coisa e vivia insistindo para que viéssemos. No único natal que tivemos para ficar juntos, no último para ser mais específico, ele foi chamado às presas para comparecer ao exército. Típico, mas ainda assim fiquei chateado.

Sou quase um dos últimos, todos os outros estão na frente, falta dez minutos para os fogos de artifício. Taehyung tem a brilhante ideia de subirmos na cobertura de seu prédio para que possamos ver mais de perto, ou como ele gosta de chamar, assistir de camarote. Todos nós concordamos e somos obrigados a subir mais de dez andares pelas escadas do prédio. Quando chegamos ao topo, todos correm para as grades. O céu está escuro e há tão poucas estrelas que eu tenho certeza que irá chover mais tarde. O celular de Hoseok apita, e o vejo dando um sorriso mínimo. Tão mínimo que talvez seja apenas coisa da minha cabeça. Ele vem até mim, para do meu lado e coloca sua mão em meu ombro.

‘’Lembra o que eu te disse lá em casa há uns meses atrás?’’ Olho para ele sem entender.

‘’Você me diz tantas coisas. Mas é algo parecido com blablabla?’’

‘’Era algo importante, criança idiota. ’’ Ele bate a palma da sua mão no topo da minha cabeça.

‘’Apenas repita droga. ’’

‘’Talvez aqui seja um bom lugar para olhar para trás. ’’ Ele se afasta.

Penso sobre o que acabo de ouvir. Nada me vêm à mente, mas sinto o perfume de Jeon. Continua o mesmo, sempre será o mesmo. Não discuti com minha psicóloga sobre sua resposta cientifica, apenas concordei, mas algo dentro de mim sempre dizia que algo estava errado. Então deixei de acreditar, mas também não comentei isso com ela. Não achei que fosse necessário. Ela iria me internar se achasse que eu acredito que Jeon está vivo, e que se não está, provavelmente olha por mim. Seja do céu ou do inferno.

Os garotos começam uma contagem regressiva em voz alta. Estamos enfileiras e debruçados sobre as grades.

‘’Cinco. ’’ Não sei se acontece só comigo, mas costumo esquecer boa parte das coisas. Sempre fui um adolescente irresponsável. Um adolescente que fez tudo para agradar os pais e acabou como a ovelha negra da família. ‘’Quatro. ’’ Entrei na maior depressão da minha vida quando a pessoa que eu amava foi embora. Amava? Que mentira. Bebi, transei com quem quis, fui imprudente, mas todas as coisas que fiz tive total consciência. Sabia que iria dar errado e deu. ‘’Três’’ O amor é a coisa mais inconstante que conheço. E mesmo que você diga que vai amar uma pessoa para sempre, você não vai. As pessoas quebram o coração umas das outras e com você não vai ser diferente. A gente tem que levantar a cabeça e seguir em frente. Nos primeiros meses vai ser difícil, para quem não é? Você foi quebrado. Mas daí você vai conhecer outras pessoas e vai achar A PESSOA. ‘’Dois’’ Tudo bem que eu só tenha feito merda, mas eu tenho meus amigos e minha família, eu encontrei meu amor. Encontrei-o nos meus amigos, que mesmo com minha babaquice me aceita de bom grado. Encontrei-o na minha família, e mesmo que esta não me aceite totalmente, eu ainda os aceito e tenho amor suficiente para perdoa-los, mesmo que eles não me perdoem. E como eu poderia me esquecer dele? O melhor sorriso, o melhor olhar. Jeon é maravilhoso da cabeça aos pés. Eu o amo, amo tanto que chega a doer. E mesmo que as coisas não tenham ocorrido do jeito que esperávamos, tenho certeza que vamos nos encontrar e reorganizar as coisas. Fazer certo. ‘Um. ’’ Então, eu deixo meus arrependimentos para trás para ver o quão belo as coisas podem ser se eu as enxergar de outra maneira. Eu me permito olhar para trás. ‘’Zero’’.

Sei que o céu atrás de mim está colorido, colorido da mesma forma que Jeon adora. E talvez por isso ele esteja sorrindo, sorrindo tão largo que eu tive certeza de que nunca mais veria na minha vida. Permito-me chorar. As coisas podem ser diferentes se você se permitir vê-las diferente. Ver e fazer.


Notas Finais


Se você suportou chegar até aqui, obrigada!
Eu tenho uma mania terrível de repetir palavras. Inclusive, minha professora de português já me chamou a atenção por causa disso, então peço desculpas.
O que acharam?
Acho que tem varias formas de interpretar esse final... Vocês acham que o Jungkook esta vivo ou que é tudo coisa da cabeça do Jimin?
Me contem suas teorias... Afinal de contas, o que as ARMYS ( nós ) mais fazemos são teorias.
Obrigada mais uma vez.


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