História Olhos de elfo - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Personagens Aiolia de Leão, Camus de Aquário, Hyoga de Cisne, Ikki de Fênix, Miro de Escorpião, Shun de Andrômeda
Tags Drama, Fantasia, Romance, Saint Seiya, Yaoi
Exibições 63
Palavras 3.436
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shounen, Sobrenatural, Super Power, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura

Capítulo 11 - O demônio, A fera, E a moça esquecida


         O demônio, A fera, E a moça esquecida

 

Aiolia acordou com um pressentimento estranho, uma angustia inexplicável e foi quando percebeu que Shun não mais estava a seu lado. Levantou-se depressa se vestindo com as roupas que deixara pelo chão, saindo de seu casebre. A madrugada era alta e fria, avistou uma densa neblina mais à frente e soube que lá estava o seu elfo, e corria grande perigo. Desesperado tentou adentrar ao campo magnético que se formara envolvendo Shun e seu oponente. Aiolia tentava derrubar a barreira invisível, contudo parecia impossível que ela fosse destruída. Sem demora Ikki e Hyoga vieram surgindo do interior da floresta, assim como Milo e Camus do casebre que dividiam.

—O que está acontecendo Aiolia? Onde está o meu irmão? – Foi como algum tipo de energia cósmica, algo intenso e inexplicável, um a um, todos chegavam com a intenção de proteger o escolhido.

—Shun está lutando com uma criatura muito poderosa, porém ele criou uma espécie de barreira para nos afastar, ele tenta nos proteger, penso eu...

—E como deixou isso acontecer Aiolia? – Ikki bradou com o Leão.

—Se acalma Ikki! – Hyoga levou a mão a seu peito com a intensão de acalmá-lo. – Temos que ficar calmos para ajudar o Shun.

—Hyoga tem razão, precisamos pensar no que fazer... – Ponderou o sábio Camus.

¨¨¨¨¨

Shun corria tentando desviar-se de mais um ataque de Athos, o demônio não o queria matar, isso era perceptível, porém o queria ferir, cansar, deixá-lo fraco e a sua mercê. O elfo sabia que uma missão importante o aguardava e ele não podia decepcionar as pessoas que confiaram nele, no entanto estava decidido que não seria mais dependente de ninguém, que não arriscaria aqueles a quem amava para que ele pudesse se salvar. Aquela seria sua primeira prova, e ele teria de vencê-la para enfim ter a certeza que poderia unido a seu amor e amigos salvar Ghaeitia.

—O que um elfo tão pequeno e frágil como você pode contra um demônio poderoso como eu, Shun? –Provocava-o com suas palavras venenosas. –Junte-se a mim, unidos poderemos conquistar Ghaeitia, vencermos o rei e seus oponentes. Você será meu príncipe, te darei tudo que quiseres: joias, palácios, prazeres...

Shun via-se do lado oposto, decidira não fugir mais, sentia a presença de Aiolia e seus protetores cada vez mais próximos a ele, seu poder ainda não havia despertado de todo e seu inimigo era poderoso, e não aceitaria sua negativa passivelmente. Precisava resolver aquela questão.

Concentrou-se no que aprendera com Shion nos últimos dias, o monstro era enorme e tinha uma aparência repugnante, não devia temê-lo e sim descobrir seu ponto fraco. Parara enfim, o olhando fixamente, Azael também parara o olhando, estudando seus atos. O demônio havia o ferido, as roupas de Shun estavam rasgadas, e de sua pele o líquido rubro escorria, no entanto podia perceber a força que emanava do jovem corpo. Shun era jovem e de aparência delicada, porém não deveria ser subestimado...

—Não poderei aceitar sua oferta Azael, e apesar de não gostar de lutar, não permitirei que machuque aqueles a quem amo ou que me desvie de meu caminho.

Os olhos verdes de Shun brilharam e uma luz intensa formou-se a sua frente, percebendo que seria atacado, o demônio lançou uma bola de fogo, que fora repelida pela luz do elfo, com alguma dificuldade. O monstro sorriu, o garoto resolvera enfim reagir, no entanto não tinha forças o suficiente para vencê-lo.

—Você é bem corajoso elfo, mesmo sabendo que não pode me vencer, decidiu entrar nessa batalha fadada ao fracasso. Sua derrota será iminente e eu o terei para mim, tanto seu corpo quanto seus poderes. – Ameaçou o gigante aproximando-se perigosamente de Shun e foi neste instante que o elfo pode perceber o quanto sua visão estava aguçada, foi também o momento em que pudera ver a vulnerabilidade de seu oponente.... Todo aquele corpo grande e forte, e pouco ágil.

Shun moveu-se rápido pondo-se de trás do monstro e o atacou em suas pernas, o fazendo se curvar para frente. O demônio sorriu, o elfo era inteligente, não deveria dar-lhe espaço para reações. Levantou-se depressa disposto a atacá-lo, contudo agindo rápido Shun desviou-se de seu grande braço que ia a direção de seu corpo, e novamente atacou-lhe nas pernas, dessa vez mais forte e com o poder que vinha de suas mãos.

Azael foi ao chão, e mesmo poderoso não era tão fácil a ele se levantar, entretanto, era seu orgulho que estava mais ferido naquele instante, todos sempre o temeram jamais alguém ousara ficar contra ele, e aquele pequeno elfo, o tinha atingido por duas vezes.

Aquilo também não estava sendo fácil para Shun, usava poderes que há pouco conhecera, dos quais ainda não tinha total controle, e que o deixava fraco.

Furioso Azael avançou em Shun que desviara de mais um de seus golpes com grandes dificuldades. Percebera que o demônio já não fazia tanta questão em não o machucar.

—Se for necessário ferir-te antes de tê-lo Shun eu o farei. – Bradou irado avançando novamente sobre o elfo, atingindo-lhe com um de seus golpes mais violentos.

Shun reagiu lançando seu poder no corpo do monstro novamente o derrubando.

Contudo, o elfo fora gravemente ferido e tentava afastar-se do local, seu corpo pálido estava manchado, tingido de rubro, que vinham de seus cortes profundos, as forças de seu corpo já o queriam abandonar, porém ele ainda se mantinha firme, precisava manter Aiolia e os amigos longe, se ele se entregasse, não haveria como deixá-los de fora da proteção que ele criara.

Azael levantou-se novamente e com maior dificuldade, o elfo o havia ferido profundamente daquela vez.  Não morreria com aqueles ferimentos, mas estava bastante debilitado. Shun não se deixaria vencer tão facilmente. Porém, Azael era um demônio afinal, era ardil e traiçoeiro, mudando sua forma novamente para uma menor e com asas acinzentadas enormes, ele sobrevoou o local, e não fora difícil achar o elfo machucado, já que sua visão era mais aguçada olhando tudo por cima.

O demônio fez um voo rasante sobre o elfo, e com suas garras prontas o atacaria, contudo, uma imensa criatura com garras mais afiadas, agarrou-lhe por sua boca de dentes pontudos e gigantescos, o estraçalhando em segundos.

Shun assustou-se com a terrível cena que presenciara, estava fraco, e sentia que não teria mais forças para lutar.

A enorme criatura caminhava em sua direção, e mesmo com as vistas embaçadas, podia agora perceber que a fera a sua frente era um grande leão. Os olhos de Shun começaram a se fechar a medida que o animal se aproximava.

—Aiolia! – Os olhos verdes da criatura gigante lembraram-no os olhos de seu amado.

O corpo do animal fora tomando forma humana, era um corpo por ele conhecido, o corpo nu e moreno que o trazia conforto nas noites frias e o fazia se sentir protegido.

Enfim entregou-se dolorido e fadigado. O guerreiro o tomou em seus braços, e olhou para os quatro homens que os observavam. Os guardiões do elfo, todos armados com suas espadas, exceto um que carregava o arco e as flechas, mas como os outros, estava pronto a defender o escolhido.

¨¨¨

Horas mais tarde Shun acordava em sua cama. Deparando-se com os olhos verdes de sua mãe, olhos repreensivos, porém amorosos.

Olhou para os lados procurando por Aiolia, porém ele não estava, com certeza ficara aborrecido consigo, pelo que tentara fazer sozinho.

—Seu irmão e Hyoga estiveram aqui até agora pouco. – Shun estranhou ouvir Éowyn chamar Ikki de seu irmão, porém resolveu se calar.

—Aiolia! Ele... Ele...

—Shun meu amor. – A elfa aproximou-se e acariciou o rosto ferido do filho. – O que estava pensando quando resolveu fazer isso? Enfrentar um ser maligno sozinho.... Prometa-me nunca mais fará algo assim tão inconsequente.

—Me perdoa mãe. – Sentiu-se envolver-se nos braços da loira. –Eu não queria preocupar ninguém, eu queria afastar aquele demônio da senhora, e de todos que eu amo. Só não quero que ninguém se machuque por minha causa.

—Eles são os seus guardiões meu filho. – Ouviu-se uma voz mais forte no local. –Suas almas foram preparadas há milênios para lutar a seu lado, vocês juntos são fortes, poderosos. Não subestime seus guardiões, não subestime sua fera.

—Aquele... O leão, ele era ... o Aiolia? – Shun perguntara apreensivo a Shion. –Era ele, eu não sonhei com aquilo? Eu...

—Sim Shun, aquele leão era o Aiolia. Ele acabou descobrindo um poder que jamais imaginara, num momento de grande perigo. – Shion sentou-se ao lado da filha observando as reações do neto. – Você também descobriu o quanto é poderoso, no entanto agora sabe que ainda não está preparado... Shun seu lugar é ao lado de Aiolia e de seus guardiões, a sua hora de lutar está próxima, mas não é agora. A Floresta Negra torna-se cada vez mais perigosa, o mago de Valentin enfraquece este lugar, outros demônios e pessoas maléficas virão atacá-los, os nascidos ou não neste lugar. Chega o tempo de nós nos movermos e juntar-nos nossas forças para a batalha final. Contudo, você precisa ser mais prudente, todos nós dependemos que esteja vivo para lutar, e aqueles cinco lutarão a seu lado não importa o que aconteça. É o destino de todos nós, e não cabe a você tentar mudá-lo.

Shun suspirou profundamente, estava cansado e tentara fazer o certo por todos que amava. Não se arrependia de ter tentado. Afinal, aquilo fora um teste a ele mesmo, e por outro lado a dor física que sentia agora não se comparava a dor emocional de sentir que todos deveriam lutar por ele, e se sacrificar para que ele chegasse vivo a uma batalha, que ele ainda não sabia ser capaz de vencer. Não gostava de lutas e de ferir ninguém. Entretanto como provaria ser capaz de lutar, se não se provasse, se ele não fosse capaz de se defender por si próprio?

Guardou para si o que pensava já que parecia bem difícil que o entendessem. Deitou-se novamente, estava cansado e dolorido e seus pensamentos iam longe...

****

Aiolia havia voltado com Shun em seus braços, o desespero tomou conta dele quando sentira que o iria perder, e algo tão forte dentro de si o fez se transformar em um grande animal, um leão. Em segundos ele se via matando o demônio que ameaçava a vida de Shun, uma força imensa e um ódio mortal e incontrolável tomara conta de todo o seu ser. Aquilo o fizera quebrar a barreira que o elfo havia criado, permitindo assim que ele fosse salvo. No entanto, era estranha toda a situação, o poder que tinha em suas mãos, e que jamais imaginara. Não era algo consciente, estava confuso.... Perdido.

Contudo, algo além de seu recém-descoberto poder o estava enlouquecendo no momento... A pouca confiança que vira em Shun. O elfo simplesmente levantara de sua cama, saíra de seus braços, disposto a entrar em uma batalha mortal com um ser visivelmente mais forte que ele, e sozinho.

“Será que Shun não confiava em si”? Seria sempre assim, Shun correndo perigo por apenas não confiar nele, ou seja o que fosse que poderia passar por sua mente na hora em que decidira fazer aquele tipo de besteira? ”

Sua cabeça fervilhava, e por mais que soubesse que o elfo apenas queria proteger as pessoas que lhe eram caras, não conseguia simplesmente aceitar o que o Shun havia feito. Não gostava de imaginar as terríveis consequências daqueles atos, como seria se a fera dentro de si não se manifestasse naquele momento e o demônio o tivesse levado para sempre.

Sentiu então alguém se aproximar e se sentar a seu lado. Olhou-o, mas logo desviou os olhos para o horizonte, definitivamente não queria companhia aquele momento.

—Eu sei que você quer ficar sozinho, mas eu o conheço bem e sei também o quanto está confuso. – O jovem de cabelos lavanda decidira ser direto com o amigo. – Ele não fez por mal Aiolia, Shun tem tido terríveis sonhos, e por outro lado ele se sente responsável por todos nós, especialmente por você.

—Isso não justifica ele ter saído pela madrugada e enfrentado um perigo tão grande.... Se ele se preocupa comigo, ou com os outros deveria saber o quanto é importante e o quanto pessoas que nem sequer sabem quem ele é de fato, tem se sacrificado por ele...

—Pois é justamente isso que ele não quer Aiolia! Pensa que é fácil ser o escolhido, carregar todo esse peso nas costas, aceitar que pessoas irão se ferir e até morrer por ele? Aliás, como já vem acontecendo por todo o reino...

—Também não é fácil para mim, Mu. Eu cresci já sabendo qual era meu papel nesse mundo, ser a sombra dele, protegê-lo, amá-lo. Shun já era a minha vida antes de fazer parte dela. – Aiolia cuspiu as palavras que tinha dentro o corroendo, desabafando a angustia que estava sentindo. – E eu simplesmente não respiro sem ele, independente de missão, de escolhido e fera, de profecia.... Quando olhei para ele ainda tão pequenininho naquele berço, eu soube que era nele que estavam contidas toda a minha alegria e minha desgraça. Porque se aquele demônio o tivesse levado, se o tivesse... – sua voz se embargara.

—Eu sei meu amigo, eu sei... – Mu suspirou triste. – Eu compreendo seus sentimentos, mas console seu coração. – O rapaz de cabelos lavanda sorriu abertamente e continuou com sua voz serena de sempre. – Você descobriu um grande poder, um poder que ajudará muito nessa batalha, e que poderá ser um grande diferencial a nosso favor.

—Não sei, não acho que seja algo que possa controlar, eu não parecia muito consciente naquele momento, Mu e isso me assusta um pouco.... Quero dizer: E se eu machucar alguém? Se eu machucar o Shun?

—Se acalme meu amigo, uma coisa de cada vez. E não se esqueça com quem está falando. – Mu sorriu dando tapinhas em seus ombros. –Eu também posso mudar minha forma humana para qualquer animal que eu sentir necessidade. Esse é um dom raro, e imagino que no seu caso, apenas, transforme-se em um leão, porém eu também tive de treinar para dominar meus poderes, e para aceitá-los. – Mu levantou-se na intenção de voltar ao acampamento. – Portanto, faço questão de ajudá-lo a se aprimorar. Dê um tempo a você, ponha seus pensamentos em ordem, resolva o que ficou mal resolvido com o elfo e depois me procure.

Aiolia acenou positivamente para Mu, vendo o amigo afastar-se e voltou a pensar no que lhe havia ocorrido mais cedo, especialmente sobre sua situação com Shun.

................

 

Milo estava deitado no peito de Camus, recebendo dele uma gostosa carícia. Em outra situação já estaria dormindo, no entanto, os acontecimentos daquela madrugada não saiam de sua mente.

—Não consegue dormir? Já amanhecerá e teremos que nos levantar para mais treinos e reuniões. – Falava o ruivo, quando ele mesmo não conseguira pregar os olhos.

—Foi tudo muito estranho não foi Camus? – Ele levantou a cabeça loira olhando nos olhos do amante, a lua iluminava o lugar, permitindo uma ampla visão do ruivo lindo que o enfeitiçava. –Toda aquela comoção, de repente nós podíamos sentir tudo o que acontecia com Shun, mesmo sem podermos vê-lo ou estar junto dele. Foi então que Aiolia se transformara em uma fera gigantesca, mas naquele momento aquilo parecia algo corriqueiro, algo que cada um de nós estivéssemos acostumados. Nossa postura mudou, por um momento era como se todos nós.... Não fôssemos nós.

Camus passou a mão no rosto bonito de seu amante, erguendo-se o beijou nos lábios. Sempre o amara, mesmo quando guardara aquilo para si, porém aquele dia percebera que eles sempre foram destinados um ao outro.

—Eu pude sentir o mesmo, nossa postura diante a situação.... Somos guerreiros sempre fomos, contudo jamais havíamos presenciado tal coisa. Aiolia é a fera. A fera do elfo, não era apenas em sentido figurado o que se referia a tal profecia. No entanto, para nós naquele momento, era como se tudo fizesse sentido. – Concluiu o ruivo. – Acho que só agora tomamos conhecimento que aquilo era um fato inédito, que nunca havíamos presenciado antes...

—Concordo, amor. É como você mesmo disse, somos guerreiros, nós, Aiolia, Ikki... Porém Hyoga, ele segurava entre suas mãos o arco e a fecha com uma destreza e segurança.... Não que ele já não tivesse utilizado antes, mas a forma como o fazia, sua postura era como se algo despertasse não só em Aiolia, mas em todos nós. – Milo sentou-se sobre o corpo de Camus, diminuindo a distância que tinha dele. – A certeza que vivemos juntos, em outros tempos, como deuses, guerreiros.... Enfim, me deu esperanças que podemos vencer essa batalha, que existe um futuro para nós.

Camus sorriu tomando Milo em seus braços, beijando-lhe ardorosamente.

—Não fuja mais de mim Camus. – Milo voltou a beijá-lo mais intensamente. –Sei que não vê futuro para nós, sei que se afasta porque pensa que se me perder não suportará. Eu também sei que não vivo sem você, porém, se for esses nossos últimos dias juntos, então que sejam. Mas que também sejam plenos, intensos, do tamanho da nossa paixão.

—Não serão os últimos meu amor, eu tenho certeza que não. – Camus o beijou virando-o na cama, se amariam antes que o dia clareasse e os enchessem com suas obrigações...

 

*****

 

Após passarem uma parte de seu dia ao lado de Shun, que se recuperava bem de seus ferimentos, graças a Shion, que amenizou em grande parte suas feridas. Ikki e Hyoga deixaram o casebre de Éowyn, ainda conversando sobre o ocorrido na madrugada passada, tão aturdidos e maravilhados como os outros que puderam estar presentes no momento.

Conversavam animadamente, ambos tentando esquecer o que havia se passado, e as mágoas eram aos poucos esquecidas, estavam dispostos a fazer aquele casamento, que começara de maneira errada, dar certo. Eram igualmente orgulhosos e teimosos, no entanto eram completamente apaixonados um pelo outro e por isso resolveram lutar por aquele amor.

—O Shun parece bem. – Comentou o loiro sentindo os beijos de Ikki em seu pescoço, enquanto andava desengonçadamente, com ele preso a sua cintura.

—Sim, ele parece. – Sugou a pele do local onde havia beijado tirando um gemido languido do loiro.

—Para Ikki, tem gente olhando. –Hyoga tentou desvencilhar-se do moreno.

—Sim, o filho de uma puta, do Zion.... É bom que ele saiba que você tem dono, Hyoga e que fique bem longe de você. – Ikki o abraçou possessivo, tomando-lhe os lábios vorazmente, fazendo questão de mostrar ao outro a quem o loiro pertencia.

Quando o beijo se partiu Hyoga estava ofegante, e com a face rubra, completamente desconcertado pelo ato do esposo, Ikki era ciumento, possessivo e aquilo o irritava, no entanto era melhor do que quando o moreno agia com frieza.

—Ikki não é hora ou local para isso, e não é só o Zion que nos observa. –Ralhava com o marido. – Se ainda não percebeu, sua “amiguinha”- frisara bem a palavra. – Também nos observa.

—Ou seja, tem muita gente aqui nesse lugar. Vamos para nossa casinha, eu estou louco para te devorar todinho. –Sorrindo Ikki voltou a beijar-lhe o pescoço e o loiro a reclamar que ele era insaciável e que já fizeram aquilo aquela madrugada.

Foi então que uma voz grave e alta interrompeu o namoro do casal e ambos olharam para o local de onde vinha o som, porém foi Mu, o primeiro a dizer algo naquele momento.

—Aldebaran! –Exclamou indo depressa ao encontro do amigo. – Pensei que não o veria tão cedo.

Foi recebido de braços abertos pelo maior, os corações de ambos batiam forte, e deixaram-se ficar assim por um tempo.

Observando a cena Ikki percebeu que ao lado do homenzarrão estava sua mãe, um pouco mais magra e com roupas de plebeia, o cabelo desgrenhado, muito diferente da mulher que o havia ajudado a fugir.

—Ikki! – A mulher gritou feliz ao ver o filho, ao constatar que ele estava bem, havia se preocupado demais com seu menino, e vê-lo ali vivo enchera seu coração de alegria

—Mãe! – Ikki franziu o cenho, não podia acreditar que a estava vendo de novo. Foi aproximando-se dela, no entanto não soltara a mão de Hyoga o levando junto.

- Ikki! 

Aquela voz...

Apertou novamente os olhos, enfim reparara que sua mãe não estava só. A seu lado se encontrava uma moça muito magra, vestida com um simples vestido de capuz marrom, um rosto conhecido que ele ainda tinha na memória...

—Ikki! – A moça repetiu o nome do príncipe com um belo sorriso em seu rosto.

—Es- Esmeralda! – O moreno exclamou estupefato ao ver o capuz descer por seus ombros, - Você está.... Mas, eu vi você morrer...

 

Continua...


Notas Finais


Bem, eu sempre respondo os reviews antes ou logo após postar, no entanto eu corrigi para postar duas fics hoje, e eu levo muito tempo arrumando os errinhos e mesmo assim acaba passando alguns, rsrs. Enfim, como fiquei um pouco cansada amanhã estarei respondendo. Então, por favor, me desculpem por isso.
Obrigada a todos que estão lendo a fic, favoritando, deixando seu review e sendo um fantasminha, rsrs. Mas, espero que vocês apareçam.
Beijos a todos e até os próximos.


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