História Olhos de elfo - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Personagens Aiolia de Leão, Camus de Aquário, Hyoga de Cisne, Ikki de Fênix, Miro de Escorpião, Shun de Andrômeda
Tags Drama, Fantasia, Romance, Saint Seiya, Yaoi
Exibições 121
Palavras 3.713
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shounen, Sobrenatural, Super Power, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura

Capítulo 5 - Companhia


                       Companhia

 

Shun caiu ao chão sentindo o bater das asas do ser lendário que se aproximava dele...

 

Aiolia jogou-se por debaixo do grande animal, pondo-se a frente de Shun e desembainhando sua espada em direção à ave que cantava alto, quase os ensurdecendo.

–Afaste-se dele monstro. – Gritou o guerreiro empunhando sua espada.

–Aiolia tire Shun daqui nós damos conta do grifo. – Bradou Camus, enquanto ele e Milo postavam-se de ambos os lados do grande animal.

–Tolos mortais, pensam mesmo que podem algo contra mim? – A voz do grifo era temerária. – É assim que pensam em proteger o escolhido?

O animal afastou-se tocando o chão. Os três homens continuavam em posição, prontos a atacar a qualquer momento. Viram o grifo ganhar forma humana, e transformar-se em um homem, de cabelos lavanda, lisos e compridos, olhos belos e verdes, com dois pontinhos intrigantes em cima deles.

–Mu! –Aiolia exclamou ao ver o amigo nu a sua frente.

–Aiolia! – O olhava seriamente. –Dei-te a missão de proteger o escolhido, quando ainda eras menino, lembra-te?

O Leão concordou com um sinal de cabeça.

–Isso não incluía desejá-lo, o admirar feito um tolo apaixonado e o deixar em perigo, como fizeste agora. – A voz do belo rapaz era de repreensão, e imediatamente Aiolia sentiu-se mal, culpado. Shun estaria morto se ao invés de Mu, fosse mesmo um grifo a sua frente. – Prometeu-me que daria sua vida por ele, prometeu-me que abriria mão de tudo, que faria qualquer coisa para defendê-lo, Aiolia.

–Refaço agora meus votos, diante, dele e de ti. Também de meus amigos mais leais Camus e Milo. Defenderei Shun com minha vida. – Era sincero, seus olhos verdes demonstravam as verdades em suas palavras.

Satisfeito Mu, voltara à forma do grande animal.

– Logo outros se juntarão a vocês nessa viagem. Tomem cuidado! Eles serão de grande ajuda, no entanto tenham cautela. Conto com vocês. – Disse a todos, antes de alçar voo.

Aiolia pegou Shun em seus braços, e o levou até seu cavalo, subiu o levando consigo em sua sela, o protegendo.

–Não saia mais de perto de mim Shun. – Disse para o pequeno elfo que se encolhera em seu peito, ficara assustado com tudo aquilo.

Milo e Camus se entreolharam, e subiram em seus cavalos, seguindo Aiolia, um pouco mais atrás, e calados. Mas em seu íntimo sabiam que o fardo do amigo era muito pesado.

–Aio... Aiolia. – Shun começou a falar um tanto inseguro, mas olhava para o rosto duro de seu protetor. –Eu não quero que se fira por minha causa.

–Shun é o meu dever...

–Mas eu não quero que você morra...

–Morreria feliz por você. – Acabou por suavizar sua expressão, encarando as esmeraldas de Shun. –Você é o escolhido. Você salvará Ghaeitia da tirania de Valentin, nosso povo chora e sangra pelos abusos desse rei, e é seu dever restaurar a paz, e o meu é fazê-lo chegar até o seu destino, mesmo que eu...

O moreno calou-se, ao ver a tristeza nos olhos verdes de Shun.

–Eu não quero. – As lágrimas desceram e Shun agarrou-se ao maior. –Eu não quero salvar Ghaeitia, eu não quero vencer Valentin e restaurar nada, se for para você morrer. Por que eu me sinto quente perto de você, porque você é bom, e seu sorriso enche meu coração de alegria. Porque quando me tocas eu quero mais, mais de suas mãos e de sua boca. Porque eu te quero, como jamais quis alguém, Aiolia...

 

–Não fale isso Shun. – Sentiu-se tremer e seu corpo todo reagir àquelas palavras. –Nós não podemos. Você é sagrado, é proibido para mim.

–Não. –Choramingou o menor.

–Compreenda Shun. – Para Aiolia aquilo não estava sendo fácil, lembrava-se de quando ainda criança se perdera na Floresta dos Unicórnios e tivera seu primeiro encontro com o metamorfo Mu, e por ordens dele, passara pela Floresta Negra e por seus perigos, encontrando Shion, que fora seu mestre e ensinara tudo o que hoje ele sabia, viveu ali, uma vida inteira, abrindo mão do conforto de ser filho de nobres, para ser um guerreiro perfeito para proteger o escolhido, esse era seu destino. Contudo, não contava que fosse se apaixonar perdidamente pelo elfo. –Você precisa entender nosso papel em toda essa história, a nós dois não é permitido à felicidade e o amor, e sim o dever e a obrigação. Sei que não parece justo, meu pequeno, sei que o que mais desejo é tê-lo em meus braços, entretanto, seria egoísmo de nossa parte abandonar Ghaeitia.

O menor aconchegou-se mais no peito forte e moreno de Aiolia, sempre vivera feliz e em paz com sua mãe, sinceramente não compreendia o mal que existia em Ghaeitia, e porque deveria ser ele, um simples elfo a salvá-la, mas acreditava naquele homem com todo seu coração, só não entendia o porquê de não poder viver com ele tudo aquilo que sentia que era forte, e a cada instante crescia mais.

***

Ikki estava cada vez mais taciturno conforme as horas iam passando e a noite vencia o dia. Hyoga estava cansado praticamente não pararam aquele dia, e era ainda o primeiro de sua fuga, Ikki alegara que Valentin os caçaria, por isso tratou de sair das estradas e seguiam pelas florestas.

–Ikki meus pés doem. – Acabou reclamando. –Não poderíamos nos sentar um pouco...

–Claro e esperar meu pai nos alcançar, ele com certeza nos daria descanso eterno. – Deu-lhe uma resposta atravessada, era incrível, quanto mais as horas passavam mais impaciente Ikki ficava, e com mais frieza e brusquidão tratava sua ‘’esposa ‘’.

–Por favor, Ikki. Seu pai procura por você e por sua mulher, aqui estamos nós, dois rapazes maltrapilhos...

–Acha que Valentin é mesmo tão ingênuo como você? – Bufou. –Temos que nos esconder. Passaremos pela Floresta Negra, onde jamais meu pai ousaria entrar, traçarei meu plano de vingança e só quando estivermos seguros, voltaremos para acabar com Valentin. E você irá me ajudar.

–Eu? Mas eu não sei lutar, não de verdade...

–Para algo você deve servir. – Falou Ikki pensando ser Hyoga o escolhido. – Esse casamento inútil terá de me trazer algum benefício no fim disso tudo.

Hyoga olhou para o outro lado, não querendo mais aqueles olhos acusadores em cima de si. Ikki estava sendo cruel, sabia que era por causa da morte de sua amante, porém ele não era o culpado de nada daquilo.

–Deixe-me voltar para minha mãe, então. – Disse com a voz embargada, tentando conter o choro.

–Sabes bem que por causa daquele maldito ritual de união, não podemos nos separar. Acha que se eu pudesse já não estaria longe de você? – O moreno falava cada vez mais irritado. – E você tem uma importante missão a cumprir, então cale a boca e deixa que eu me concentre.

Não aguentou ouvir aquilo, as lágrimas molhavam seu rosto de anjo, Hyoga, montou em seu cavalo e saiu em disparada.

–Hyoga volte aqui, desgraçada!–Ikki vociferou, montando em seu cavalo, partindo desembestado atrás do loiro. – Pare. Quando eu te pegar vou te dar uma surra. Isso é uma promessa.

O moreno bradava, mas o loiro continuava em disparada.

Hyoga conseguira se distanciar bastante de Ikki, e se embrenhar na mata, no entanto, mais forte e mais experiente, o moreno conduziu seu cavalo, no rastro do cavalo branco, de sua ‘’esposa’ e sem demora a alcançou, segurando as rédeas de seu cavalo. O loiro desceu depressa e ainda tentou correr, mas novamente foi seguro pelo braço forte de Ikki.

–O que pensa que está fazendo seu.... Sua idiota?! – Ikki gritou o sacudindo.

–Me solta Ikki. –Gritou o loiro de volta. – Eu odeio você!

–E você acha que me importo com isso, hein? Eu não morro de amores por você tenha certeza. –Hyoga ao ouvir aquilo se debateu mais nos braços de Ikki, sairia de perto dele de qualquer forma. –Para com isso agora, ou vou te dar uma surra, já te avisei.

–Não paro, eu vou sair de perto de você, quero que você morra. – Gritou o loiro rebelde.

Ikki sentou-se no chão o levando junto, arriou as calças do menor que lutava contra sua violência, sentiu a primeira palmada em seu bumbum e gritou de dor e susto.

–Para Ikki! – Gritou ainda mais ao sentir outras palmadas no local. –Tá doendo.

–Sou seu marido, seu dono, seu senhor e você vai me obedecer. –Continuava batendo sem medir sua força no traseiro de Hyoga, que chorava humilhado e sentindo a ardência no local onde apanhava. O fato era que Ikki também se punia, pois sentia a mão doer com a surra que dava em Hyoga, mas seu coração disparara ao vê-lo sumir, um medo irracional de perdê-lo, o deixara louco.

Quando Ikki parou de bater tanto as suas mãos quanto as nádegas de Hyoga estavam vermelhas, e inchadas, o loiro chorava como uma criança, e Ikki teve pena, quis o abraçar, mas sabia que seria repelido. Hyoga levantou-se, mal podia se mover de dor.

–Que te sirva de lição. Jamais ouse me desobedecer novamente. – Falou o moreno, porém, Hyoga continuou choramingando, levantando as calças devagar, já que seu corpo ardia pela surra.

Mas sabia que não perdoaria jamais Ikki pelo que ele lhe fizera.

–Vamos. Viajaremos a noite toda, alcançaremos logo a Floresta Negra, e se não estou enganado o seu irmão. – Disse olhando o loiro que tinha os olhos azuis agora gélidos, não demostrando nenhuma emoção.

–Eu não posso me sentar, seu estupido. – Disse o loiro irado.

Ikki apenas aproximou-se e o pegou nos braços, sentindo-o se debater e gritar. Seria mais difícil que pensara domar aquele moleque. Deitou-o de bruços no cavalo.

–Fique assim. – Sentou-se ao lado de seu corpo, levando o outro cavalo nas mãos, afinal teria que ficar com o loiro ou ele poderia cair. – Durma um pouco e cale-se ou juro que bato de novo em você.

Naquela posição desconfortável, e ainda sentindo dor e ódio, Hyoga acabou entregando-se ao cansaço, e dormiu. Ao perceber que o garoto dormia, Ikki passou a mão em suas costas e em seus cabelos loiros, suspirou profundamente. Aquela era uma criança teimosa;

Lembrou-se de Esmeralda, sentia como se a tivesse traindo, mas aos poucos Ikki começara a entender, que ela sempre fora a sua fuga, ao constatar que sentia falta da loira e sofria por sua perda, como sentiria de qualquer outro amigo querido que já perdera em campo de batalha.

Hyoga sempre fora sua obrigação. A garota bonita, porém, desajeitada que fora imposta a ele, desde que Ikki ainda era uma criança. Aquela união tirara de si sua escolha, sua liberdade. Esmeralda era a sua liberdade. Ela era uma linda mulher, e não uma garotinha desengonçada como Hyoga o era. Esmeralda lhe despertava uma intensa paixão. Esmeralda, mesmo que tão doce permitia a Ikki ser selvagem...

Hyoga era a criança insossa e briguenta, que não sabia se portar como uma princesa, e não exatamente que aquilo lhe importasse, e sim a prisão que ele se tornara. E não podia admitir a si mesmo ou a qualquer outro, que ele até gostava bastante daquela loira aguada sem peitos que o mantinha em seu cárcere. Sorriu com esse pensamento.

E foi ali, naquele momento, ao vê-lo sair daquela forma em cima do cavalo que pode então perceber que gostava de Hyoga mais do que deveria ou desejaria. O pensamento de que Valentin estivesse por perto e pudesse alcançá-lo o desesperou. E seu desespero foi bem maior do que assistir a morte de Esmeralda.... Constatara por fim que Hyoga era o único que ele não poderia perder. Entendera ali que sempre fora Hyoga a quem ele realmente havia amado, e por capricho e orgulho havia negado. E se desesperou com aquela constatação e fez algo que não deveria. Havia perdido o controle e o agredido. Por fim, percebera que não precisava do amor do loiro e sim de sua obediência. Se Valentin, o tivesse, se soubesse de sua condição não pensaria duas vezes e o massacraria, tinha de escondê-lo, de protegê-lo, entretanto, para isso Hyoga deveria obedecê-lo, mesmo que ele o odiasse. Ikki fechou seus olhos com força, ao ouvir um soluço dos lábios do loiro, ele dormira chorando, e agora soluçava. Sentiu-se um monstro por tê-lo agredido covardemente.

–Meu amor! – Disse baixinho. –Me perdoa.

***

–Como isso foi acontecer? –Bradava Valentin. – Sarah, tem seu dedo nessa história, mulher ardilosa. –Aonde Ikki e a esposa se meteram? Eles estavam presos...

A mulher estava encolhida em um canto da sala do trono.

–Procurem-nos por essas terras, até abaixo dela se preciso for. – Ordenou Valentin a seus homens. – E tragam-me os parentes de minha nora. Eles terão de me dar uma boa explicação sobre o paradeiro de sua filha desengonçada e de meu filho traidor.

–Deixe-os Valentin. Será melhor que Ikki se acalme, ele está com ódio pelo que fizeste a amante, mas ele voltará. Aqui é sua casa, seu reino. Um dia nosso filho será rei...

–Rei! – Gargalhou o homem. –Rei! Ikki jamais será rei, ele é um fraco. Você fez de meu filho um fraco.

–Ele é seu sangue, Valentin seu único filho...

–Cale-se mulher. Eu preciso de Ikki e de sua horrível esposa para que me dê um neto, um descendente de sangue nobre. Uma criança que eu cuidarei e que será igual a mim. Depois que essa criança nascer eles não me servirão para mais nada.

–Seu demônio! – Ela avançou no marido. –Você quer matar meu filho, monstro.

Valentin a segurava, enquanto a mulher o atacava com unhas e dentes, o ferindo.

–Guardas, guardas. – O rei gritava e Aldebaran prontamente o atendera, tirando a rainha de cima dele. –Jogue essa maldita mulher no calabouço e não a deixe sair.

Aldebaran cumprindo as ordens de Valentin levara Sarah, que se debatia em seus braços. – Por favor, acalme-se, minha senhora. –Pedia educadamente o homenzarrão.

–Não, ele quer matar meu filho. – Gritava sem parar.

–Majestade, majestade, escute-me, por favor. – Pedia o soldado. –Eu ajudarei seu filho e a sua nora. Contarei a eles o plano do rei, mas agora se acalme.

Sarah parou de gritar e debater-se e apenas deixou-se levar para seu cárcere.

–Como fará isso Aldebaran? – Olhou nos olhos daquele homem como se o implorasse.

–Não posso dizê-la minha rainha, mas tenho meus meios, conheço pessoas que tem o interesse em mantê-los a salvo. Mandarei um recado a elas, e elas saberão o que fazer. – Aquilo não tranquilizava de todo a rainha Sarah, mas ao menos a traria alguma esperança.

Na sala do trono, Valentin, recebia Radamanthys, um mago de vestes brancas e aparência sombria.

Voltou depressa Radamanthys, vejo o quanto és eficiente. - O rei sorriu maquiavélico.

–Trago algumas notícias, milorde. - Sorriu com maldade o mago.

–Diga-me, o que sabes sobre essas minhas dores insuportáveis, e se conseguirei enfim, o herdeiro que tanto busquei por toda minha vida? Consultei o Oraculo, mas suas respostas foram evasivas...

–Meu rei, eu consultei aos espíritos, como me fora ordenado. Foste amaldiçoado por uma elfa. Fizeste mal a algum desses seres? Eles podem ser tão belos quanto perversos, majestade. – Disse o mago e notou que o semblante de Valentin mudara.

–A elfa! A bela elfa que eu tomei ao pé do monte onde fica o Oráculo. – Lembrou-se enfim de ter estuprado a jovem.

–Precisas a encontrar para quebrar essa maldição. Precisas a destruir rei Valentin, ou consiga que ela retire a maldição, mas isso é improvável.

–Partirei agora mesmo atrás dessa elfa maldita... E quanto a meu herdeiro...

–Meu rei o herdeiro que te destronará, que tomará seu lugar, está vivo senhor, ele já existe. – Respondeu o mago.

–Ikki?

–Não. O escolhido.

–Mas eu o matei? – Estava estupefato.

–Não senhor, o escolhido não estava entre os meninos mortos àquela noite, ele sobreviveu. Ele é a maior ameaça a seu reino, ele e aquele que o protege. Mas eles não estarão sozinhos, meu senhor. Aquela noite outra criança escapou da morte, a criança que domina o coração de seu filho. Eles também se tornarão grandes inimigos seus, meu senhor, não só eles, como seus companheiros de viagem.

–Criança que domina o coração de meu filho? – Ficara intrigado. – Mas Ikki amava a moça que matei, e ela não era mais uma menina... Hyoga, Hyoga é uma criança, mas é uma mulher. Estranha, mas mulher, apesar de se parecer um garoto... Ele tem a idade certa, quinze anos.... Será? - Valentin ficara desconfiado com tudo aquilo. –Vou eliminar a elfa, afinal, com todas essas dores nada poderei fazer. Logo após caçarei Ikki e sua estranha esposa, e conseguirei as explicações para esse mistério...

***

A noite fora conturbada, a Floresta Negra era escura durante o dia, à noite tornava-se um verdadeiro breu, e os barulhos dos animais, e dos seres da noite, tornavam-se ainda mais assustadores. Aiolia ficara com o primeiro turno sendo rendido por Camus e por último seria Milo a os guardar. O tempo todo em que pode dormir o Leão ficara grudado em Shun, que dormira em seus braços, aquecido e seguro, aninhou-se em seu corpo, e mesmo não estando de guarda, Aiolia mal dormira, por isso quando amanheceu ele acabou por cochilar.

Milo olhava para todos os lados, consciente de seu papel. Vira que o elfo acordara, já que era o único que realmente descansara, mesmo que em péssimas condições, por ali.

O loiro ofereceu-lhe um pedaço de pão, que já não tinha bom gosto, quando fresco, agora dormido a coisa ficara pior. No entanto, Shun vira umas maçãs em uma macieira próxima e resolvera pegar algumas para o desjejum.

–Acho melhor descer daí e me deixar pegá-las, Shun. – Dizia Milo olhando para os lados.

–Você está fazendo a ronda Milo, eu pego as frutas. – Respondeu o menino que tentava pegar uma maçã ficando nas pontas dos pés.

–Aiolia vai me matar se algo o acontecer...

–Mas, e o que pode me acontecer aqui... – Shun não pode terminar o que dizia, pois se desequilibrou e caíra no lado oposto a Milo, porém não foi ao chão, como imaginara, pois, braços fortes e morenos o seguraram evitando sua queda.

–Hei garoto tome cuidado! – O rosto parecia amigável, mas era desconhecido e Shun assustou-se um pouco.

–Solte-o. – o homem desconhecido sentiu a espada afiada em seu pescoço, um movimento errado e estaria morto. – Devolva-o maldito!

Era Aiolia, pronto a defender Shun, despertara no momento em que ele caíra e só não o segurara, porque o outro rapaz fora mais rápido.

–Milo! – Ouviu-se uma voz chorosa e todos menos Aiolia e seu prisioneiro obviamente, viraram-se em direção a voz de lamúria.

–Hyoga! O que está fazendo aqui? –Milo o recebeu em seus braços, acariciando seus macios cabelos.

–Ele é um monstro Milo, me salve dele. – Hyoga pedia choroso e o loiro mais velho olhou para Ikki.

–O que fez com a menina? – Bradou Milo.

Ikki revirou os olhos. –Aiolia pare com essa merda, que eu não vou machucar o elfo. – Ikki se afastou da lamina do Leão com Shun em seus braços. –Até que ele é bem bonito. – Olhou profundamente nos olhos verdes de Shun que sorriu e logo fora devolvido aos braços de Aiolia.

–Ikki, o que você fez a minha irmã para ela estar tão desesperada? – Perguntou Camus igualmente irado, aproximando-se de Hyoga.

–É mulher? – Perguntou Shun coçando a cabeça. –Que estranho! A mim me parece um garoto.

–Shun! – Aiolia franziu o cenho. – Essa é Alexia, a irmã mais nova de Camus, e esposa de Ikki, futuro rei de Ghaeitia.

–Ele é filho de Valentin? – Shun estava ainda mais estupefato.

–Sim sou filho do maldito, e sei que tramam contra ele.... Eu e minha esposa estranha aqui viemos ajudá-los. – Disse Ikki em alto e bom tom puxando Hyoga dos braços de Milo. – Tire suas patas dela se não quer ficar sem elas. – Disse ao loiro.

–Droga, eu não sou pervertido Ikki, e isso serve para você também Aiolia. E eu.... Eu amo... – calou-se ao ver que já estava falando demais. – Além do mais você a assustou...

–Dei umas boas palmadas, nessa bunda branca e roliça, já que ele.... Quero dizer ela. – Frisou bastante o ela, olhando nos olhos do ruivo que não se intimidou. –Me desobedeceu, fugindo de mim, justo quando fugíamos de Valentin. Meu pai quer que eu e essa coisa. – Apontou para Hyoga. –O demos um neto. E provavelmente se livrará de nós após conseguir o que tanto quer. Talvez antes, não é mesmo Camus? –Perguntava com ironia. –Vão nos ajudar a fugir de Valentin, ou não?

–Não acho boa ideia. – Aiolia foi logo dizendo.

–Não vou deixar minha irmã sozinha com esse bruto. – Camus puxou Hyoga para si.

–Camus tem razão. – Concordou Milo.

–Nem pensar...

–Aiolia. Eu gostei do moço.... Do príncipe. –Shun sorriu para Ikki, que estranhamente teve vontade de retribuir, gostara de graça daquele menino. –Ikki é forte e poderá nos ajudar. E também gostei da menina, que parece menino...

–Eu sou um menino! – Vociferou Hyoga aborrecido, e Ikki olhou novamente para Camus, que dessa vez recuou, pois se sentia culpado. –Meu nome é Hyoga, e eu escolho ser um menino, a partir de agora, e assim eu quero ser tratado.

–Tudo bem Hyoga, você é um menino. Quer ser meu amigo? – Perguntou Shun animado, por ter alguém de sua idade no grupo.

–Quero sim. – Hyoga sorriu apertando a mão que lhe era estendida.

–Voto vencido Aiolia! – Ikki disse com certo deboche em sua voz, irritando o outro moreno.

–Não esquenta Aiolia ele sempre foi assim, irritante. – Disse Milo e recebeu um olhar fatal do Leão. – O que? O que é que eu fiz?

–Você o aceitou no grupo, imbecil. – Irou-se Aiolia.

–Cala a boca, Aiolia, esqueceu-se das palavras de Mu? –Camus que passava defendeu Milo.

Aiolia saiu resmungando pegando Shun em seus braços que já ia lá à frente com o novo amigo.

–Aiolia, me solta, eu sei andar. Aiolia... – Shun gritava e se debatia nos braços do moreno que o levava mais à frente, a fim de colocá-lo no cavalo.

Hyoga sorriu daquilo e olhou para o lado, vendo os olhos de Ikki sobre si, mas virou o rosto, não queria mais olhar pra ele. Os olhos de Ikki ganharam um ar triste, porém ele disfarçou.

–Aiolia, eu ainda estou com fome, por favor, deixa ao menos eu comer uma maçã...

Shun continuava pedindo, mas Aiolia já o colocava em seu cavalo.

–Coma o seu coelho. – Ordenou o maior.

–Não Aiolia!!!!!

 

 

Continua...

 


Notas Finais


Beijos e até o próximo.


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