História Olhos de Gelo - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Homossexualidade, Mpreg, Romance, Sexo, Yaoi
Visualizações 20
Palavras 3.633
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá tudo bom?
Está é minha primeira fanfic, e eu já posto ela a um ano no Nyah, porém resolvi mudar um pouco e postar aqui no Spirit também, espero que gostem. <3

Capítulo 1 - Capítulo 1 - História de Sunny


Fanfic / Fanfiction Olhos de Gelo - Capítulo 1 - Capítulo 1 - História de Sunny

O dia estava chuvoso como todos os outros naquela semana, o vento levando as folhas das árvores, carros reduzindo a velocidade e pessoas tentando se abrigar embaixo de algumas telhas quebradas ou até mesmo nas portas das casas dos estranhos.

Naquele dia em especial, um certo ruivo não quis sair de seu apartamento, ele sabia que seria um dia de muita chuva, e não conseguiria resolver nada fora de seu conforto.

Sentado próximo a janela ele observava calmamente as gotas de chuva batendo no vidro, calmamente ele levantou a sua mão direita e a encostou na transparência. O vidro em volta dos seus dedos começou a congelar junto com as gotas de chuva do outro lado. Vagarosamente ele retirou a mão, vendo quando as gostas cuidadosamente começaram a derreter, deixando apenas uma pequena camada molhada que logo escorreria.

O ruivo soltou um leve suspiro, enquanto seus olhos de uma cor quase branca e raras continuavam a observar as gotas de chuva a bater no vidro. Cansado de observar, ele levantou de seu lugar na janela, calçou suas pantufas e sem nenhuma pressa o ruivo segui seu caminho para sua cozinha.

Era uma cozinha comum sem muitos detalhes, apenas com o necessário que uma pessoa sozinha poderia ter.

Ao entrar em sua cozinha reparou que ela precisava de uma organização básica, não que ela estivesse suja, apenas um pouco desarrumada, como os temperos em lugares errados, talheres misturados, louça para guardar e principalmente as compras que ele havia feito ontem, mas devido ao cansaço do trabalho não teve tempo para arrumar.

Logo ele viu o seu objetivo em cima da bancada, sua maquina de café expresso. Des de sua adolescência seu sonho de consumo era uma maquina daquelas, sonho que só pode realizar devido a alguns meses de economia.

Ele pegou o pequeno cartucho de café e encachou em sua máquina, apertando o botão de preparo e sua xícara começou a encher aos poucos.

Seu gato que estava dormindo quando ouviu o barulho tão conhecido da máquina correu aos pulos para a cozinha sabendo que encontraria seu dono lá. Logo um gato angora com um olho azul e outro verde entrou na cozinha começando a se esfregar nas pernas de seu dono pedindo carinho.

O ruivo olhou para seu gato e se agachou no chão começando a passar suas delicadas mãos nos pelos da cabeça do bichano, logo descendo suas mãos até chegar em sua coluna. O gato em resposta se arrepio ao toque do dono, se afundando mais nas mãos do rapaz.

Depois de um tempo fazendo carinho no gato, o jovem com leveza se levantou do chão sem precisar de apoio. Por causa do seu peso de 35kg (bem a baixo do normal) e de sua altura 1,53cm ele se movia quase como uma pluma. Ele era pequeno em todos os aspectos, era quase uma versão em miniatura de um homem com uma delicadeza que só uma dama poderia ter.

Seu gato quando sentiu as mãos calorosas se afastando de seu corpo retornou a se esfregar nas pernas de seu dono e logo começaram os miados. O ruivo se apoiou um pouco na bancada para alcançar o armário e de lá tirou um pacote de sache para gatos. O felino olhou aquele pacote na mão de seu dono como se fosse o céu, e os seus miados começaram a ficar cada vez mais altos.

— Está bem Sr. Vagalume, vamos comer! – Disse o ruivo olhando para seu gato esperando ele parar de miar, porém os miados ficaram mais insistentes.

O jovem percebendo que seu gato não iria parar, segui derrotado em direção a tigela. Quando ele se pós de joelhos no chão, Sr. Vagalume subiu em cima de suas pernas para pegar o sache de suas mãos, cuidadosamente ele empurrou seu gato para o lado e abriu o sache de forma devagar para não sujar seu moletom cinza. No momento em que ele derramou todo o sache na tigela do Sr. Vagalume, o bichano começou logo a comer.

O ruivo até chegou a observar seu gato a comer, mas logo veio em mente o seu café que já devia estar frio a essa hora. Ele levantou-se e foi até a bancada pegar, mas antes ele pegou alguns biscoitos do armário e com a xícara na mão ele se dirigiu até sua sala. Sentou no sofá e ligou a TV no canal do noticiário do dia, todas as notícias era sobre a grande chuva que poderia durar o dia todo.

Ele diminuiu o volume da TV apenas para ouvir o barulho da chuva e em seguida levou sua xícara aos lábios tomando o primeiro gole de café do dia. Um delicado sorriso apareceu em seus lábios carnudos, café era o que ele precisava em suas manhas para o deixar de bom humor.

Aos goles e mordidas ele foi relaxando e sentindo o cansaço das noites de insônia e logo ele pensou em como sua vida havia mudado em tudo.

Seus pais haviam morrido quando ele nasceu, bem, pelo menos sua mãe, seu pai se matou em seguida pela paixão. O pequeno ruivo de um par de meses chamado Pakko, havia sido adotado pela tia, que o renomeou de Sunny, por causa de seu lindo sorriso de bebê.

Ao passar dos anos Sunny mostrava ser um garoto normal, mas, não demorou muito seus colegas de sala começaram a ficar maiores que ele e mais corpulentos, enquanto o Ruivo ganhou cintura fina, coxas grossas e roliças e uma bunda empinada. Ele já não era muito aceito pelos seus colegas por causa da cor de seus olhos e tendo um corpo meio afeminado não ajudava a melhorar seus problemas.

Os garotos que não sabiam que ele era um menino começaram a se encantar por sua beleza, e Sunny recebeu muitas declarações a qual ele rejeitou muito educadamente explicando a verdade, que ele não era uma menina. Depois que ele havia explicado tudo para seus admiradores eles o começaram a olhar com cara de nojo, pena e até raiva. Mas o único que o olhava com raiva era o garoto mais velho de sua sala, ele evitava ao máximo chegar perto do garoto ou ficar sozinho com ele, e quando isso acontecia normalmente ele era xingado ou agredido. Sua tia as vezes percebia os machucados, mas logo o garoto inventava uma desculpa como “Eu cai tia Joh, não precisa se preocupar”. E não demorou muito para terminar a escola, o dia da formatura foi seu melhor dia e o pior de sua tia, pois o seu marido havia morrido em um acidente de carro.

O brilho que havia nos olhos de sua tia havia morrido completamente ao receber a notícia, deixando apenas uma casca vazia e automática. Sunny em nenhum momento via sua tia chorar, no funeral apenas se via os olhos vazios e aquela cabeça erguida enquanto segurava uma buquê de flores.

Ao chegar em casa depois do enterro, sua tia se trancou no quarto e apenas saiu no dia seguinte sem dizer nenhuma palavra de bom dia para Sunny como ela costumava fazer todas as manhas.

A vida com sua tia começou a ficar cada vez mais insuportável, até que um dia que na calada da noite ele arrumou suas coisas e foi embora daquela casa. Ele não quis se despedir de sua tia pois não queria ver sua reação independente do que fosse.

Aos primeiros meses Sunny começou a morar em abrigos em uma cidade vizinha, até que conseguiu juntar dinheiro suficiente para alugar um quartinho por algum tempo. Suas refeições eram a base de miojo e comida enlatada, ele precisava economizar dinheiro pois seu objetivo era mudar para o estado vizinho que era mais populoso que o seu e as chances de conseguir um bom emprego eram melhores, ou pelo menos isso que ele pensava.

Um ano se passou e ele conseguiu dinheiro suficiente para comprar uma passagem de avião e alugar um apartamento. E foi exatamente isso que ele fez, mas, o difícil foi conseguir um emprego. Todos os lugares que ele ia não estavam contratando, até que um dia ele passou em frente a uma livraria que precisava de funcionários. Imediatamente se animou e foi conversar com o dono do lugar, o homem fez algumas perguntas e depois disse que estava precisando muito de novos funcionários e no final o ruivo saiu de lá contratado.

Na livraria foi aonde Sunny conheceu seu melhor amigo chamado Edmund, no qual perderam contato devido ao tempo.

Edmund é um garoto bonito e alto, ele trabalhava na livraria apenas por ter amor a leitura, pois seus pais eram médicos e tinham muita condição. Quando ele e Sunny saiam as pessoas pensavam que eram um casal, mas elas não conseguiam enxergar a boa amizade que tinham.

Um dia, o dono da loja chamou seus funcionários e avisou que ia fechar a livraria, pois o lucro não estava mais vindo. Os dois amigos ficaram arrasados, Sunny por perder o emprego e Edmund por perder os livros. Foi então que os dois amigos tiveram que se separar, Edmund começou a se dedicar a ser um incrível escritor, enquanto Sunny procurava arduamente um emprego.

Sunny estava começando a se estressar, nunca achava um emprego que desse para lhe sustentar. Ele começou a fazer uns bicos ali e aqui, como faxina e servir algumas mesas em barzinhos. Até que um dia ele fazendo seu trabalho no bar conheceu uma menina que toda semana estava lá e sempre com um cara diferente, conversando com ela admitiu ser uma “companheira da noite”. Primeiramente não entendeu o que ela quis dizer, até ela explicar que ela era paga por sair com homens a noite apenas para fazer companhia para eles e só as vezes ela deixava alguns deles a beijar. Sunny achou um pouco errado, mas ao olhar para as roupas caras da menina, ficou interessado, ele pediu para ela lhe explicar sobre seu trabalho, e logo foi vendo o trabalho dela com outros olhos. E foi assim que ele largou seus bicos e com ajuda de Camille se tornou um companheiro da noite também.

Foi tirado de seus pensamentos quando o toque tão conhecido do seu celular se fez presente, ele botou o prato e a xícara que não havia ter percebido esvaziar, ao seu lado no sofá. O ruivo levantou do sofá e se dirigiu para a janela, onde deixou seu celular, ao visualizar o visor do aparelho havia uma mensagem de Camille, perguntando se ele iria trabalhar essa noite. Com um sorriso discreto no rosto ele respondeu a mensagem da sua amiga dizendo que sim, pois hoje ele teria um cliente muito importante.

Ao enviar a mensagem, ele jogou seu celular no mesmo local de antes e pensou em que roupa ele usaria esta noite para sair com seu cliente.

Iria pela primeira vez na vida em uma festa da alta sociedade. O nervosismo bateu só de imaginar, ele nunca teve aulas de etiqueta e nunca teve de impressionar os outros, mas seu cliente foi bem claro ao dizer para agir normalmente e apenas relaxar, que os ricos gostavam de dar uma boa risada com a falta de experiência dos outros, mas isso não ia ser um problema pois queria dizer que eles haviam gostado da pessoa e a acharam interessante.

Ele foi tirado novamente de seus pensamentos, mas dessa vez fora por seu gato que havia pulado na janela para admirar a vista. Quando olhou para a janela na mesma direção que seu gato ele viu um carro bastante conhecido parado em frente ao prédio da frente. No mesmo instante ele pegou seu celular e começou a discar o número conhecido, o celular apenas chamou duas vezes até que um homem com uma voz meio debochado atendeu.

— Quer dizer que o ruivinho coração de gelo sentiu minha falta em? – A voz sorridente disse do outro lado da linha

— Que porra é essa Gaston? Eu disse para parar de me seguir! – O menino enfurecido não se segurava mais e gritava no telefone.

— Oh, mas eu não estou te seguindo, apenas... observando. – A voz debochada ainda não saia do tom de Gaston.

— Olha Gaston, eu fui seu companheiro da noite apenas duas vezes, e a segunda já foi o bastante para mim, será que você pode me deixar em paz? Procurar outro companheiro da noite? Eu já te disse mil vezes que não quero você mais perto de mim! – E com isso Sunny desligou o celular e fecho as cortinas, foi pro seu quarto e se jogou na cama irritado.

A verdade era que Gaston foi um de seus clientes, com olhos azuis piscina e cabelos pretos, no princípio ele achou Gaston um homem bem bonito. Na primeira noite eles foram em uma reunião de negócios a qual donos de empresas se reuniram para fechar contratos em parcerias, todos levaram suas esposas bem arrumadas com roupas de grife e narizes empinados, Sunny se sentiu muito deslocado no meio daquelas mulheres pois elas sabiam que ele não era do “nível” delas. Os olhares trocados foi o que disse tudo, o que elas não sabiam era que ele era homem e nem havia como elas perceberem, pois ele se arrumava muito bem antes de sair de casa.

Na segunda vez em que eles saíram, estranhara muito, pois foram para outro restaurante e era apenas eles dois. Depois de jantarem eles haviam ido embora e no carro Gaston atara Sunny, beijando seu pescoço e abrindo seu vestido. O ruivo nunca pensou que ia passar por isso, até que o choque do momento passou e ele deu um forte chute na canela de Gaston com seu salto plataforma, foi quando a oportunidade de fugir surgiu, não pensou duas vezes ao abrir a porta do carro e sair correndo pela rua pegando os becos até chegar em seu apartamento. Apenas ao entrar no quarto com o salto na mão foi quando deixou as lágrimas caírem, naquela noite ele chorou como nunca havia chorado na sua vida. Des de então Gaston vem lhe perseguindo não importa aonde vá.

Pela terceira vez no dia ele limpou sua memoria do passado. Levantou de sua cama e foi escolher sua roupa para hoje à noite, ele tinha que escolher seu melhor vestido, ele teria que impressionar seu cliente, era sua obrigação.

Sua preocupação era fazer seu cliente passar vergonha, mas ele disse muito bem que não iria.

Seu guarda roupa era divido em duas partes, uma parte em que havia suas roupas normais e a outra que havia seus vestidos de festas, blusas, saias, meia calça e até mesmo calcinhas e sutiãs. No começo ele não conseguia se acostumar muito com as calcinhas, mas com o passar dos meses já não era mais um incomodo e até mais confortável do que suas cuecas, por isso as vezes ele preferia usar uma calcinha por baixo de uma calça do que uma cueca. Já o sutiã ele nunca havia se acostumado de qualquer jeito, mas em seu trabalho ele era obrigado a usar, principalmente por cima de seus silicones falsos.

Ele olhou bem lentamente seus vestidos um por um, até que seus olhos brilharam ao ver seu novo vestido. Longo, preto, costa nua e tomara que caia. Também era meio transparente e bem justo, mas isso só lhe dava mais formas, e ele também vinha com bojo, era mais fácil para adicionar seus silicones falsos e o resto nada que uma boa maquiagem não ajude.

Ele se dirigiu para sua sapateira que era menos arrumada que seu guarda roupa, pois seus saltos eram misturados com seus sapatos normais, porém não prejudicava na procura de um sapato que combinasse.

Depois de um tempo comparando ele escolheu um salto preto de bico fino sem plataforma. Separou em cima de uma cadeira junto com seu vestido e se retirou do quarto.

Em sua sala ele procurou o local que havia deixado sua carteira de cigarro, mas não estava encontrando em lugar nenhum, até que Sr. Vagalume passou pela sala com alguma coisa na boca.

— Sr. Vagalume, devolva minha carteira, gatos não podem fumar... ainda! – Ele arrancou a carteira da boca de seu gato, sorte que ele não havia rasgado a caixa.

Ele tirou um dos cigarros intactos e ascendeu com seu isqueiro que sempre ficava em seu bolso das calças.

Com o cigarro na boca ele olhou para sua janela e chegou mais perto, com medo que o carro de Gaston ainda estaria lá. Ele abriu uma pequena fresta, e para sua sorte não havia nenhum carro em frente ao prédio vizinho. Soltou um suspiro cansado ao sentar no sofá, porém não se esqueceu de abrir as cortinas, a chuva ainda estava forte para abrir as janelas.

Começou a dar pequenas travadas em seu cigarro, nunca foi muito de fumar, mas quando o estresse batia, a necessidade chegava, e sempre em dias estressantes ou frios ele fumava um pouco, mas nada muito exagerado. Não chegava a comparar mais de uma carteira por mês, seu recorde uma vez foi 2 meses usando uma.

Ao olhar para o relógio, era exata 1 hora da tarde, ainda não havia almoçando. Depois de apagar o resto de seu cigarro foi preparar seu almoço, como hoje sua vontade de cozinhar era 0, ele esquentou o jantar da noite passada.

Hoje seu almoço seria apenas metade de um omelete, a outra metade ele havia comido na noite passada. Estava de dieta, mesmo sabendo que ele estava muito abaixo de seu peso normal essa semana, porém suas roupas tinham que ficar perfeitas em si.

Retirou seu omelete da geladeira e colocou dentro do Micro-ondas deixando pra esquentar por um minuto. Ele retirou o prato do Micro-ondas e foi para seu sofá em que Sr. Vagalume estava deitado dormindo, ele sentou do lado do seu gato e ligou a TV, em que passava apenas programas infantis devido ao horário, e ele adorava os desenhos infantis.

Ao terminar seu prato ele foi para cozinha e lavou toda a louça. Depois de tudo lavado, estava meio cansado e foi tirar um cochilo de uma hora e meia no máximo. Ao acordar fez todas suas tarefas como jogar o lixo fora, se depilar, tomar banho e até fazer sua maquiagem que era a parte mais complicada em sua transformação.

Era 19:30 quanto terminou de se vestir e ajustar os últimos detalhes de sua maquiagem e arrumar seu cabelo em cachos. Pegou sua bolsa de mão colocou o essencial, alimentou seu gato e saiu pelas ruas molhadas e desertas.

Nunca que um cliente seu ia lhe buscar em casa, não depois de Gaston.

Ele marcou com seu cliente em frente a uma casa de festa que ficava três quadras de seu apartamento. Ao chegar lá, ele avistou um homem de terno encostado em uma BMW, o homem era alto, magro, cabelos castanhos bem curtos, seus olhos pareciam pretos e estava terminando seu cigarro.

Sunny ficou de frente para o homem bem vestido e acenou sorrindo. O cara olhou para os dois lados e apontou para si mesmo sem saber se o ruivo estava falando com ele ou outra pessoa. O garoto ficou confuso com o gesto do moreno e logo disse.

— Lucian e é seu nome certo? – O homem ficou desconfiado se ele realmente conhecia aquela linda moça.

— Bem, e de onde você me conhece? Eu não me esqueceria de uma linda moça como você – Disse o homem com um leve tom de flerte.

Sunny sorriu com o comentário de Lucian que parecia ser alguém bem engraçado – Desculpe pela minha falta de educação, meu nome é Sunny, o garoto que você contratou semana passada.

— Wow, sério que você é o Sunny? Não pensei que fosse tão bonito assim, e nem pensei que você agora nesse vestido preto.... Bem, desculpe pelo comentário, fosse um homem. – O moreno estava realmente impressionado com a aparência de Sunny.

— Não, tudo bem, não me ofendi pelo comentário! – Sunny já começara a botar algumas mechas de cabelo atrás da      orelha sinal de que estava começando a ficar nervoso, o próximo passo seria suar. Mas ele pedia muito para isso não acontecer essa noite – Que tal pararmos de nos desculpar tanto?

— Mais é claro Sunny, venha – Lucian com seu sorriso sedutor ofereceu a mão para o ruivo que aceitou com muita timidez.

Lucian conduziu Sunny para o lado do passageiro e abriu a porta para Sunny entrar, e então ele também entrou no carro pelo outro lado. Enquanto dirigia o moreno passou as informações principais para o ruivo.

— Vamos começar, eu não lhe expliquei como seria essa festa e tudo mais. Bem, essa festa vai ser em homenagem ao lançamento do livro do marido de meu irmão e lá terá muitos jornalistas e emissoras de TV, e você será a minha namorada esta bem docinho? – Lucian disse tudo em um só fôlego, Sunny ficou um tempo sem entender até que resolveu falar

— Bem, se sua família estiver lá eu não sou necessário, certo?

— Pelo contrário, você é muito importante, meus irmãos querem que eu arranje um namorado ou namorada faz séculos e não posso simplesmente chegar lá sem acompanhante, é só para eles me deixarem em paz – O ruivo acabou rindo pelo exagero do moreno em relação ao tempo.

— Tudo bem, se eles te enchem o saco a tanto tempo assim eu posso ajudar. – O caminho para a festa foi regado de dicas e avisos por parte de Lucian, mas foi chegar na porta da mansão que que o coração de Sunny começou a bater.

Lucian quando olhou para a cara do pequeno ao lado ficou preocupado com o menino, e tentou passar um pouco de calma.

— Ei, tudo bem? É só seguir o plano que tudo vai dar certo.

Sunny não disse nada mas concordou com o rapaz, ele ia se surpreender nessa noite.


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Bjs, até a próxima. <3


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