História Ômega - Capítulo 3


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Palavras 1.463
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Fluffy, Lemon, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shounen, Slash, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpem a demora, aconteceram alguns imprevistos e não pude escrever!

Obrigada a todos que comentaram no capítulo anterior, prometo respondê-los em breve!

P.S. capítulo não revisado, então desculpem qualquer erro! Prometo que quando puder reviso tudo!

Capítulo 3 - Uma escolha


O cheiro abaunilhado de seu lubrificante natural, que mesmo após a febre do cio impregnava seu corpo, lhe causava ânsia de vômito. Kuroko sentia as pernas bambas e o corpo trêmulo quando depois de quatro dias trancado no quarto finalmente desceu as escadas de sua humilde casa em direção à cozinha.

Durante o período do cio em que tudo o que lhe importava era saciar-se com um alfa, não havia ingerido nada, sequer água descera por sua garganta ressequida e rouca de tanto gemer e lamuriar-se pela dor provocada por aquela época. Seu primeiro cio tinha sido há alguns meses atrás, pouco antes de sua mãe trazer o padastro para morar com eles, mas o azulado ainda não tinha se habituado à fome e ao cansaço tanto físico quanto mental que acabava por lhe acometer no final do ciclo.

Ávido, abriu a geladeira deliciando-se enfim com o ar gelado que emanava da mesma, parecia algo como uma benção após o calor infernal dos últimos dias. Reparando no silêncio anormal da residência – àquela hora normalmente sua mãe já estava em casa e seu padastro preguiçoso que nunca fazia nada costumava assistir ao futebol por aquela hora – curvou-se para conferir o conteúdo de um pote de sorvete, animando-se com a possibilidade de ser de baunilha.

– Feijão – resmungou muxoxo guardando o pote na geladeira novamente e então sentiu.

Os pelos ralos de seu corpo arrepiaram-se e um calafrio lhe percorreu a espinha. Aquela presença alfa que lhe causava vontade de vomitar tão perto e tão intensa que o pequeno ômega podia sentir o bafo de cerveja em sua nuca.

– O que você está fazendo? – perguntou sério, a voz soando firme. Fechou a porta da geladeira e voltou-se com olhos frios para o homem a uma distância ínfima de si. – Se afaste.

Tadashi Kei, seu padastro tinha quase dois metros de altura, tinha a pele parda de um amarelo doente, cabelos pretos ensebados e em largura dava dois de si. Kuroko tinha tudo para encolher-se diante dele, mas nenhuma vez sequer tinha abaixado a cabeça para aquele homem asqueroso que maltratava sua mãe e vivia as custas de seu trabalho duro.

Odiava-o assim como odiava o pai que os tinha abandonado.

– Você é uma vadiazinha muito insolente – falou ele sorrindo, mostrando os dentes ligeiramente amarelados pelo tabaco. – Haruko não te educou direito.

– Em vez de ficar opinando na edução dos filhos dos outros, vai educar os seus que você abandonou – retrucou o azulado, a cabeça erguida e expressão de impassível indiferença. Sabia que não era inteligente de sua parte irritar uma alfa principalmente quando estava sozinho, mas não conseguiu evitar.

O sorriso feio do alfa desapareceu dando lugar a uma carranca e Kuroko tentou sair do espaço apertado em que estava encurralado entre Tadashi e a geladeira, mas antes que pudesse avançar um passo para o lado, o homem esbofeteou-lhe o rosto com tamanha força que sua cabeça foi jogada para o lado. O mundo girou por um momento e seus olhos encheram-se de lágrimas enquanto uma vermelhidão ardente se espalhava pela bochecha atingida.

As feromonas de raiva e fúria por ter sido insultado por um ômega espalhavam-se como um gás tóxico pela cozinha, fazendo Kuroko querer encolher-se em algum canto para proteger-se do brutamontes. Estava assustado, suas próprias feromonas no ar entregavam isso, mas seu rosto dolorido continuava sem uma real reação apesar dos olhos marejantes.

Sequer teve tempo para se recuprar do tapa, o alfa socou-lhe no estômago até que o pequeno caiu de joelhos no chão com a respiração entrecortado. Vê-lo de joelhos, submisso daquela forma alegrava o homem que regorzijava com um sentimento de júbilo e excitação que acometia a todos os alfas diante de um ômega subjugado.

– Aprenda o seu lugar, sua puta! – cuspiu no rosto do ômega sorrindo.

Kuroko limpou o líquido viscoso e quente cheirando a tabaco e cerveja que escorria lentamente por sua bochecha.

– Vai se ferrar.

Novamente a face de Kei transfigurou-se em algo medonho, repleto de raiva e ele socou o rosto bonito de Tetsuya fazendo-o sangrar. O filete vermelho escuro contrastando com a pele branquinha do rapaz fez seu membro latejar nas calças, o cheiro do cio recente ainda desprendia-se do corpo do ômega.

Num movimento rápido demais para alguém daquele tamanho, ele agarrou os fios macios de Tetsuya e ergueu-o pelos cabelos. O azulado gemeu de dor quando com brutalidade, Kei jogou-o contra a mesa, derrubando os utensílios sobre ela com o impacto.

O homem forçava o tronco do menor de encontro ao tampo da mesa, impedindo-o de se mexer ao passo que ele próprio prenssava-se contra o traseiro empinado do ômega roçando ali sua pré-ereção. Foi então que Kuroko apavorou-se de vez, suas feromonas saíram do controle e ele debateu-se abaixo de Kei numa tentativa inútil de fugir, preferia morrer do que ser estuprado por aquela alfa nojeto.

Pensou em gritar, mas como que prevendo a ação do garoto Kei cobriu-lhe a boca abafando os gritos que mesmo assim eram proferidos. Com a mão livre, começou a descer o calção fino de Tetsuya junto da cueca revelando aos poucos as nádegas redondas e duras do ômega.

Kuroko achou que estava perdido sem conseguir escapar do aperto ferrenho de Tadashi, sua roupa já estava no chão expondo sua nudez e o alfa brigava com a fivela de seu cinto para despir-se de suas calças. Mas, então a porta da sala se abriu e Kuroko Emiko entrou por ela.

Tetsuya sentiu um pingo de esperança fluir por suas veias.

O choque da mulher foi visível, num instante a expressão de cansaço foi substituída por uma de horror e então ódio puro e simples ao notar a face inchada do filho varada por lágrimas.

– QUE MERDA VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO COM O MEU FILHOOO! – gritou a mulher possessa e suas feromonas de ódio e raiva eram tão fortes e genuínas quanto as de qualquer alfa.

De rompante ela jogou-se sobre Tadashi, puxando-lhe os cabelos sebosos e arranhando seus ombros, rosto e face. Emiko era pequena, mas quando furiosa conseguia ser assustadora, para proteger seu pequeno e precioso ômega ela faria qualquer coisa.

Mas, claro que a força de uma ômega de quarenta e cinco anos cansada não era párea para a força de um alfa. Com facilidade Tadashi jogou-a no chão, Emiko estatelou-se contra a cerâmica fria como uma boneca de pano e encolheu-se apesar de tudo quando a silhueta do alfa assomou-se sobre ela.

– CORRA! – ela gritou chorosa para o filho, mas Kuroko não se mexeu. Petrificou-se no lugar observando a calma assustadora com que Tadashi envolvia o pescoço fino de sua mãe e a estrangulava.

Emiko debatia-se como louca no chão, tentava empurrar para longe o alfa, mas não conseguia. Daí ela parou de se mexer e algo estalou dentro de Kuroko, como uma porcelana que se racha com um som estridente.

Os olhos azuis encontraram a peixeira afiada jogada sobre a mesa brilhando tentadoramente, atraindo seus dedos que envolveram o cabo negro. Por um segundo ele atentou-se ao fato de que a faca parecia adequar-se a sua mão e num surto de raiva esfaqueou o alfa.

 

. ♠ . ♠  .

 

Kuroko Tetsuya e Kuroko Emiko estavam de pé diante da corte e do juíz. O azulado tremia enquanto apertava a mão de sua mão com força sendo retribuído em igual medida pela mesma.

Tadashi Kei estava hospitalizado e começaria a cumprir sua pena de 4 anos e meio na penitenciária local por tentativa de estupro e por tentativa de assassinato. Kuroko não se conformava com aquilo, com aqueles quatro míseros anos que seriam decresceriam por bom comportamento até que ele não passasse um ano na prisão mesmo que o maldito tivesse tentado estuprá-lo e quase matado sua mãe.

Enquanto ele estava ali, jogado na cova dos leões esperando o veredicto por ter esfaqueado um alfa em legítima defesa dado por uma corte predominantemente alfa.

Tinha certeza de que mofaria numa prisão de segurança máxima ao lado de criminosos de verdade somente por ser um ômega e ter ousado voltar-se contra um alfa.

– Após as provas terem sido apresentadas e averiguadas, nosso júri tomou uma decisão! – falou o juíz – O ômega Kuroko Tetsuya agiu em legítima defesa para proteger sua mãe, a ômega Kuroko Emiko. 

Tetsuya e a mãe trocaram um olhar ligeiramente aliviado e sorrisos pequenos, esperavam pelo pior, que condenassem o azulado como se ele fosse um assassino a sangue frio que tivesse premeditado a morte de Tadashi.

– Porém, ainda é um fato de que esse jovem ômega esfaqueou um homem! E isso não pode ser deixado impune! Portanto, senhora Kuroko, você tem duas opções: deixar seu filho aos cuidados de um alfa capacitado que lhe ensinaria a ser um ômega direito ou enviá-lo para o Internato Seirin para Ômegas Indisciplinados.


Notas Finais


E aí?? Gostaram?? Se sim deixem um comentário, eu agradecerei muito!


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