História Ômega Free - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Abo, Fluffy, Hoseok, Jikook, Jimin, Jin, Jungkook, Kookmin, Lemon, Namjoon, Romance, Seokjin, Suga, Taehyung, Yoongi
Visualizações 1.031
Palavras 2.196
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi amores!
Passando aqui rapidinho pra postar esse cap!

Capítulo 5 - O que é forte por dois


Jimin estava de volta ao antigo hospital. Bem, não tinha muito do que reclamar já que ficaria apenas aquele dia ali, mas não conseguia acreditar que havia saído do hospital mais caro de toda Seul para ir para aquele hospital de terceira, mas que podia pagar. Bem, pelo menos continuava sendo atendido pela mesma médica.

Dr. Kamily era mesmo muito boa e sempre tomava muito cuidado com seus pacientes. Ela devia ser a melhor médica daquele hospital, o que inspirava Jimin, já que a mesma era ômega.


Ainda assim, aquele hospital era horrível...

Jungkook realmente havia acabado com sua mordomia. Alfa babaca…


-Esta pronto para ir embora? - Quem fez a pergunta fora Kim Seokjin.


Jimin poderia sim ir embora sozinho, dirigindo, isso se o carro não tivesse sido destruído no acidente e se não fosse um ômega. Ômegas não podem dirigir, por lei. Claro que Jimin e sua irmã eram teimosos o bastante para saberem dirigir e fazer esse tipo de coisa toda hora - Bastava usar um perfume forte que disfarçava os cheiros característicos de ômega. Não era cem por cento, mas dava um bom resultado. - mas sem carro Jimin precisaria de uma carona e Seokjin foi o primeiro a se oferecer.


-Estou sim. - O grávido confirmou, odiando o fato de estar dependendo de alguém.


Seokjin sorriu e ajudou o ômega a se levantar da maca em que se encontrava sentado e caminhar em direção a saída daquela sala cheia de gente e de cheiro nada agradável.


-Ainda sente muita dor? - O beta perguntou.


-Não muita. Os remédios ajudam bastante e a doutora Kamily já me deu a receita para comprar mais. Dói só um pouquinho, bem em cima dos pontos. - Disse ele, levando uma das mãos para a barriga, onde havia sido, literalmente, cortado e costurado, fazendo uma careta nada agradável.


-Entendo… Mas acho que o normal é melhorar aos poucos, não?

-Sim. E a viagem? - O Park perguntou, mudando de assunto. Realmente não queria falar sobre a dor do corte em sua barriga.


-Oh, vou partir amanhã. - Falou o beta, sorrindo. - A Itália é incrível. Nem acredito que ganhei esse sorteio! - Seokjin dava pulinhos enquanto sentia uma vontade imensa de gritar.


-É, foi muita sorte. Não é todo dia que se ganha uma viagem assim, do nada, com uma rifa boba. Muita sorte mesmo.


Os dois caminharam pelo corredor comprido e se dirigiram a saída do hospital, indo direto para o estacionamento que havia ali perto.


-Deixei o carro no estacionamento hoje. - Disse Seokjin. - As ruas já estavam cheias. - e fez uma careta. O beta dos cabelos rosados era muito econômico e odiava ter que gastar o seu dinheiro com o que considerava besteiras.


-Quanto esta o estacionamento? Eu posso pagar. Você veio aqui por minha causa mesmo…


-O que? - Seokjin perguntou, desgostoso. - Mas nem pense nisso. Não sou rico, mas, nós dois sabemos, que sua situação esta muito pior do que a minha.


Era verdade. Jimin estava quase no fundo do poço.

-Vou fazer um estagio ai. A entrevista foi adiada para amanhã por causa da cirurgia...


-Entendo… Não acha muita coisa para você, Jimin? - O beta perguntou enquanto adentrava o espaço do estacionamento, praticamente repreendendo o mais baixo. - Você está grávido agora, e é gravidez de risco!


Jimin suspirou pesadamente.

-Eu sei, mas preciso de dinheiro, né? Meu filho precisa comer. - Respondeu o amigo, acariciando discretamente sua barriga sem volume algum por enquanto. - Não tenho escolha. - Finalizou, mais para si mesmo do que para o beta dos cabelos cor de rosa.




XXXXXXXX



O ômega loiro chegou em casa se sentindo destruído.

Ainda eram cinco da tarde, mas ele sentia como se fossem mais de meia-noite, só queria dormir.


O baixinho foi, rapidamente, para seu quarto. Precisava de um banho.

Caçou um pijama quentinho dentro do seu guarda roupas e sentiu uma dor no coração quando encontrou as roupas da irmã ali.

Suspirou pesadamente.

Não conseguiria viver com aquilo. Mesmo que estivesse destruído, o baixinho passou as duas horas seguintes separando todas as coisas da irmã falecida em enormes sacos de lixo pretos. - Depois mandaria aquilo tudo para algum hospital ou orfanato. Sabia que não conseguiria ver aquelas lembranças todos os dias e não chorar rios inteiros.


Foi cansativo - Ainda mais com as dores da gravidez e do pós-operatório. - mas ele se esforçou para terminar aquela tarefa. Chorou um pouco quando se desfez das joias da irmã. Park Sun adorava bijuterias chamativas. Jimin sempre dizia que compraria um diamante para ela quando conseguisse um emprego bom… Mas não teve tempo para fazê-lo… O Park balançou a cabeça de um lado para o outro, para afastar aquele pensamento depressivo, precisava ser forte agora, não apenas por si mesmo, mas também por seu bebê.


-Serei forte por nós dois, ok? - Ele sussurrou, levando uma das mãos para a barriga sem volume.

Doutora kemily havia dito que o volume deve surgir com o tempo, conforme o corpo dele fosse se adaptando ao bebê - Isso, é claro, se ele não acabasse abortando… As chances de isso acontecer ainda eram altas.

Respirou fundo.

Que isso não viesse a acontecer, amém.



Depois de, finalmente, tomar seu banho e vestir seu pijama quentinho, foi se deitar. Precisava de uma boa noite de sono.

Sonhou com sua irmã. A verdade era que ela não saia de sua mente e, tirá-la dali, seria complicado. O Park sabia que iria sofrer e que seria difícil, mas daria o seu melhor para superar a perda.

Ele era um ômega Free, precisava ser forte.



XXXXXXXX



Uma semana.


Apenas uma semana havia se passado e Jimin já havia perdido a conta de quantas coisas ruins haviam acontecido.


Bem, a primeira coisa ruim fora a viagem de Seokjin para a Itália. Estava sim feliz pelo amigo beta de cabelos cor de rosa, mas sentia saudades. Mesmo que, vez ou outra, se falassem por mensagens, a saudade era imensa e apertava seu peito.


A segunda coisa ruim fora ter que trancar a faculdade de engenharia química por causa da gravidez. Claro que ele tinha planos de voltar a estudar assim que o bebê nascesse, mas odiava parar de fazer algo que gostava. Tinha em mente que tinha que terminar aquela faculdade para conseguir um bom emprego logo, assim poderia dar uma boa vida - Ou algo próximo disso. - para seu bebê. Claro que não poderia criá-lo, mas podia deixar uma herança considerável para a criança.  O problema era que ainda faltavam alguns anos para terminar a faculdade e, mesmo que terminasse rápido, não podia conseguir um bom emprego e dinheiro em menos de nove meses. É… Teria que achar alguém para cuidar do seu bebê e - Por Deus. - como pensar naquilo doia!


A terceira coisa ruim fora perder a entrevista de estágio que havia conseguido. O estagiário do chefe - Kim Taehyung. - o ligou avisando que não aceitavam ômegas na empresa. Se Jimin pudesse matar alguém pelo telefone, Kim Taehyung estaria morto.


A quarta coisa fora ter que mudar seu nome no seguro de vida que havia feito à algum tempo, mas não saber para quem deixar aquele dinheiro todo já que sua irmã não podia mais receber. Teria que pensar sobre isso depois.


A quinta coisa ruim fora conseguir um emprego de faxineiro numa lanchonete. Claro que só o fato de estar empregado já era maravilhoso, mas Jimin tinha dores de mais para trabalhar e os remédios eram caros. O certo seria tomar duas pílulas do primeiro remédio de manhã, uma do segundo remédio no mesmo horário e um ansiolítico a noite, mas o ômega optou apenas por uma pílula de calmante durante a noite. Jimin sabia que não tinha dinheiro para comprar tantos remédios assim.



Era uma sexta-feira quando o ômega chegou em casa, após o trabalho, sentindo-se cansado e destruído. Seu corpo doía e, as partes que não doíam, estavam dormentes. - Ele mal sentia seus braços e dedos das mãos.


-Tudo bem… Já estou em casa. - Disse para si mesmo, numa tentativa de se sentir melhor. Largou sua bolsa em cima de uma cadeira qualquer e alongou os braços e as pernas calmamente. Estava mesmo destruído. - Preciso de comida. - Decidiu. Seu chefe o havia o obrigando a almoçar em apenas vinte minutos e isso fora quase seu fim pois passou o dia todo limpando o estabelecimento e estava quase morto de fome. Como era o único faxineiro ali tudo se tornava ainda mais complicado.


Retirou o casaco fino que cobria seu corpo e foi direto até a geladeira.

Sua barriga roncou em protesto, ele estava com muita fome mesmo. Poderia comer um boi inteiro.


Abriu a porta e sentiu sua alma partir quando viu que não tinha nada além de uma jarra de suco de laranja, duas fatias de mortadela e um ovo.

Soltou um gemido de quase desespero.


-Se eu comer ovo mais uma vez acho que vomito tudo. - Disse para si mesmo. Aquele devia ser o terceiro ou quarto dia que estava sobrevivendo apenas de ovos e suco, isso fora o almoço que comia durante o trabalho. - Preciso fazer compras. - Disse ele.


Ainda não estava recebendo dinheiro em seu trabalho. Seu chefe havia dito que, se gostasse do serviço do ômega, o pagaria no mês seguinte, o que significava um mês sobrevivendo sem quase nada. - Pois é… Ser omega era difícil. Um abuso atrás do outro. - O único dinheiro que tinha era o que restou do trabalho antigo que teve, uma quantidade que sempre guardava para emergências. - Ainda bem que era precavido.



-Chefe maldito… - Jimin suspirou ao se lembrar que só tinha vinte reais na carteira e que o banco ficava muito longe dali. - Se ao menos meu carro já tivesse voltado do concerto… - Não que aquilo fosse ajudar muito, já que ele teria que vender o carro assim que este ficasse pronto. - Bem… - Suspirou pesadamente, fechando a porta da geladeira. - Vou ao mercado. - Decidiu.


Com isso em mente o ômega pegou as notas que tinha de dentro de sua mochila e as colocou no bolso da calça. Era pouco dinheiro, mas devia dar para comprar algo.

Vestiu seu casaco e saiu de casa.


O mercado não era assim tão perto. Ficava à quatro quadras de sua moradia, o que poderia ser muito se você estivesse grávido e cheio de dores, mas Jimin realmente estava com fome e precisava fazer aquilo.


O baixinho caminhou pelas quatro quadras apressadamente. Já eram quase nove horas da noite e ômegas comuns não costumam sair sozinhos à essa hora, mas Jimin não ligava. Ele precisava de comida e não tinha ninguém para o alimentar como esses ômegas dependentes. Precisava se virar.


O baixinho caminhou sem parar, já começando a sentir a cicatriz na barriga arder, mas aquilo não importava. Na segunda quadra se sentiu começar a suar, mas continuou a caminhar. Por Deus. - Estava com muita fome e aquela caminhada apenas piorava seu estado.

Chegou ao mercado, já com o corpo completamente dormente, e adentrou o lugar, respirando pesadamente.


Seria rápido. Talvez comprasse um miojo ou algo assim…

De fato foi rápido. Comprou um pacote de miojo, três caixinhas de leite, queijo, margarina e duas garrafas de àgua.

Haviam apenas dois problemas.

O primeiro era que Jimin teria que carregar tudo aquilo por quatro quadras quando sequer sentia seus braços ligados aos ombros e o segundo era a chuva que começou a cair naquele exato momento.


Suspirou. Talvez se esperasse a chuva passar…

Grande erro.


Esperou cerca de dez minutos dentro do mercado e a chuva apenas aumentou, sem falar que o tempo ia passando e, agora, a escuridão já tomava conta das ruas. Perigoso demais para um ômega sozinho.


O loiro saiu do mercado correndo, com as sacolas pesadas nas mãos pequenas. Precisaria ser rápido.

O vento estava forte e a água da chuva encharcou seus cabelos loiros rapidamente. Se andar já era complicado com toda a dor que o tomava junto do cansaço, correr era ainda pior. A cada passo ele sentia a cicatriz em sua barriga arder levemente. Ainda não havia tomado seu remédio, o que piorava tudo. Talvez devesse pegar um pouco de dinheiro para tomar os remédios para dor…


Passou a primeira quadra e já estava ofegante. A segunda quadra surgiu à sua frente e ele correu apressadamente. De seu rosto escorriam gotas de chuva e as pernas ardiam. Nossa… Gravidez cansava… Talvez tudo aquilo fosse apenas o pós-operatório… Não sabia e não se importava, só queria chegar em casa.


Uma buzina alta soou e ele revirou os olhos. Devia ser algum alfa babaca querendo chamar sua atenção. Idiota…


Continuou a correr, respirando ofegante, sentindo as gotas de chuva que escorriam por seu rosto quase adentrarem sua boca entreaberta, até que percebeu que um veículo o seguia naquela rua.

Perigoso…

Decidiu que não olharia para o lado. - Onde ficava a rua. - Apenas correria até sua casa, olhando para frente. Faltavam apenas duas quadras. Se fosse rápido tudo ficaria bem.


Acelerou os passos, apertando as sacolas em suas mãos.

Apenas duas quadras...


Com sua visão periférica viu o vidro do carro que o seguia pela rua, ao lado da calçada onde caminhava, sendo aberto e se assustou quando sentiu o cheiro intenso de alfa lúpus. Terrivelmente maravilhoso…

Por que ele tinha a sensação de que já havia sentido aquilo antes?

E a voz que cortou a chuva, cheia de indignação, logo em seguida, respondeu à sua pergunta.


-Você é louco?


Jeon Jungkook.


Notas Finais


Hehehe JK chegou na hora certa.

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