História Omertà - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Baekyeol, Chanbaek, Detetive, Gangue, Máfia, Menção Bap, Menção Chanchen, Policial
Exibições 29
Palavras 4.069
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Ai, socorro.
É a primeira vez que escrevo ChanBaek/BaekYeol, então espero não decepcioná-los.
Faz tempo que tenho esse plot com BangHim (BAP), mas mudei o couple e melhorei a história após uma leitora me pedir para escrever ChanBaek, e aqui estou... postando sem poder postar, mas tudo bem, vida que segue.

Enfim, não vou enrolar muito.
Espero que gostem da história e boa leitura. <3

Capítulo 1 - Tod.


Fanfic / Fanfiction Omertà - Capítulo 1 - Tod.

Assim que houve a confirmação do Capitão, os três detetives encarregados sobre o caso de um grupo de ladrões de banco, pegaram seus casacos e equipamentos, e correram para seus carros.

Além dos carros dos detetives, outras viaturas foram enviadas para o endereço do banco que estava sendo assaltado.

Ao chegarem no local, um dos detetives estacionou mais longe que os colegas e ficou dentro do carro observando tudo o que acontecia.

A saída do banco foi cercada pelos policiais, mas fora tarde demais. Eles viram dois furgões pretos saírem às pressas e se misturarem com os carros.

Enquanto os colegas corriam para seus carros para segui-los, o detetive que observava tudo continuou sem fazer nada.

Os meses que passou estudando os métodos da gangue lhe diziam que algo estava faltando, e não demorou muito para perceber o que estava errado.

Depois que a maioria dos policiais saíram atrás dos furgões, um carro prata, estacionado alguns metros atrás do detetive, acelerou, chamando-lhe a atenção.

O detetive buzinou enquanto manobrava o carro, chamando a atenção dos colegas, e começou a seguir o veiculo prata.

Quando o assaltante percebeu que estava sendo seguido, acelerou e começou a ultrapassar os outros carros na avenida.

Byun Baekhyun, o detetive que perseguia o bandido, permaneceu uma distancia de dois veículos dele, para que pudesse ver para onde iria. Percebendo que seus colegas estavam logo atrás de si, ligou o rádio para falar com eles ao ver que o bandido havia virado a esquina, onde daria em uma rua pouco movimentada.

— Zitao, Sehun, estão escutando?

— Sim. — ambos responderam.

— Você dois sigam ele, eu continuarei pela avenida. Vamos pegá-lo daqui a três quadras.

— O que você irá fazer? — Sehun perguntou.

— Melhor não saberem. — respondeu enquanto ligava o GPS. — Permaneçam logo atrás dele para que eu possa saber onde ele está. Quando chegarem à terceira quadra, ele será obrigado a virar a esquina, nessa hora, sigam ele até a metade da rua e parem. Entenderam?

— Sim, mas Baek...

Byun desligou o rádio e continuou o caminho que havia planejado. Virou a próxima esquina e acelerou ao ver que seus colegas estavam mais na frente.

Quando ficou paralelo aos seus colegas pelo GPS, Byun verificou o cinto de segurança e agradeceu por não ter tantos civis na rua naquele horário.

Vendo que os colegas tinham virado a esquina do terceiro quarteirão, respirou fundo, segurou o volante com firmeza, e acelerou.

— Por favor, que eu esteja certo. — falou pouco antes de bater em um carro no meio da encruzilhada.

O veiculo prata capotou com a batida e só parou metros à frente, de ponta cabeça. O carro de Byun rodou na pista e só parou ao bater contra um prédio.

O detetive respirou fundo ao ver que seu plano havia dado certo e abriu a porta, soltou o cinto, e saiu. Ao sair do carro, teve que se agachar por causa da tontura.

Os colegas de Byun correram até ele e Sehun ficou com o amigo enquanto Zitao ia conferir se o individuo no carro prata estava vivo.

— Eu estou bem, vá ajudar o Zitao!

— Não vou deixá-lo sozinho depois dessa loucura! — falou enquanto pegava o celular para ligar para a emergência. Ao ver que Byun estava se levantando, o segurou, forçando-o a se sentar no chão. — Você não vai sair daqui enquanto não for avaliado!

— Eu já disse que estou bem!

— Você é cabeça dura, Byun, não acreditarei nisso, não depois desse acidente!

O detetive Byun desistiu de contrariar e ficou sentado observando Zitao trabalhar. Sehun ligou para a emergência e passou o endereço de onde estavam, e foi ajudar Zitao a capturar o bandido.

Zitao verificava a pulsação do homem dentro do veiculo quando Sehun chegou.

— Está vivo?

— Sim, mas vai precisar de cuidados. Ele deve ter desmaiado ao bater a cabeça. Como Byun está?

— Bem, aparentemente só sofreu alguns machucados leves.

— Ele é louco?

Sehun deu um risinho.

— Você não viu nada ainda. Teve uma vez que ele entrou na frente de um carro porque ninguém... — Zitao gritou ao sentir seu braço ser agarrado pelo bandido, e Sehun prontamente sacou a arma, mirando no homem. — Solte-o agora! Eu mandei soltá-lo!

Zitao fez sinal para que o colega se acalmasse e olhou para o bandido.

— Que susto! — falou tirando o braço de perto do homem.

— Ele desmaiou de novo?

— Sim. O que você ia dizer do Byun?

— Hã? Até esqueci.

Ouviram o barulho da sirene da ambulância e foram até ela para avisar que teriam de tirar o homem do carro prata.

Uma das enfermeiras foi até Baekhyun e só não foi dispensada porque Sehun estava por perto e obrigou o amigo a deixar-se ser cuidado.

Veículos da policia e um guincho chegaram para ajudar.

Byun sentiu seu peito apertar ao ver o estrago que havia feito em seu carro, mas por outro lado, tinham capturado um membro da gangue que investigavam e agora ficaria mais fácil encontrar o esconderijo deles.

— Ele está bem. Sofreu apenas alguns machucados leves, e a dor que ele está sentindo no braço direito é por causa de ter batido com força na porta quando o carro bateu no prédio, mas com um repouso ele ficará bem dentro de poucos dias.

Sehun agradeceu a enfermeira e foi até o amigo, sentando-se ao seu lado na ambulância.

— Como você sabia que ia bater no carro certo?

— Não sabia, podia ter sido uma pessoa inocente. Pedi para que vocês ficassem na cola dele para acompanhá-los pelo GPS, mas isso não significava que eu bateria no carro certo.

— Às vezes, eu acho que você é louco.

— Ele pode ser louco, mas pelo menos temos um integrante da gangue. — Zitao disse, ao se aproximar. — Estão levando o individuo para o hospital para fazer exames e, assim que ele for liberado, será levado para a delegacia.

Os três se assustaram com o barulho que o carro prata fez ao ser desvirado.

— Bem, vamos voltar. — disse Sehun.

 

 

Quando chegaram na delegacia, Byun foi chamado na sala do Capitão. Sentados em suas mesas, os parceiros do detetive puderam ver pela janela da sala que o colega estava recebendo criticas do Capitão.

— Ele vai ficar bem? — Zitao perguntou.

— Sim, ele já está acostumado a receber duras do Capitão.

— Ele faz tantas loucuras assim?

Sehun sorriu.

— Você ainda é novo aqui, logo irá descobrir que “loucura” é o nome do meio do Byun. — Sehun percebeu que o parceiro havia demorado um pouco para entender. — Teve uma vez que ele estava treinando com um veterano e quebrou o braço dele.

— Sério? Espero nunca ter que treinar com ele. Ah! O que aconteceu na vez que ele entrou na frente do carro?

— Ah, sim, eu estava contando essa antes, não é? Nesse dia, ele entrou na frente de um carro porque ninguém tinha conseguido parar o veiculo.

— E o que aconteceu?

Baekhyun saiu da sala do Capitão e ouviu a conversa dos parceiros, e terminou de contar ao chegar em sua mesa.

— Aconteceu que o homem que estava no outro carro foi preso.

— Espera, você estava dentro de um carro?

— Claro! Achou que eu fosse simplesmente entrar na frente do veiculo sem qualquer proteção? Sou louco, mas nem tanto.

— Ah, bom, que susto.

— Mas teve uma vez que eu estava de férias e estava saindo de uma lanchonete, e vi um ladrão entrar no carro para fugir, e não pensei duas vezes. Corri na direção dele e pulei em cima do capô quando ele saiu da vaga. O cara se assustou e freou, por sorte eu tinha me segurado no limpador do para-brisa. Depois disso eu segurei o ladrão até a policial chegar.

— Todo mundo aqui é louco assim? — Zitao perguntou para Sehun.

— O Capitão. Ah, falando nele, o que o Capitão te falou, Byun?

— Só me xingou por ter arriscado a minha vida e de inocentes, e que preferia perder o bandido do que eu.

O telefone da mesa de Zitao tocou e ele o atendeu, era do hospital.

— Era do hospital. — anunciou Zitao. — O nosso suspeito está em observação, mas não corre risco de vida. Tem dois policiais com ele.

— Certo. — disse Byun, levantando-se de sua mesa. — Vou para casa descansar, me liguem se houver alguma novidade. Até amanhã.

— Byun, tire alguns dias de folga para se recuperar. — Sehun pediu.

— Eu estou bem, Oh.

Sehun suspirou quando o colega saiu.

— Além de louco, é cabeça dura.

 

 

Byun sentiu dores enquanto ia de ônibus para casa e decidiu que iria tomar algum remédio para tirar a dor.

Assim que chegou em casa, largou o casaco em cima do sofá e foi tomar o remédio. Foi para o quarto tirar as roupas e entrou no banheiro do outro lado do corredor, ligou a torneira da banheira e esperou-a encher enquanto se olhava no espelho.

— Não importa quanto tempo leve, nem que se eu morra no processo, irei pegá-lo.

Byun entrou na banheira e gemeu de dor, mas logo relaxou.

Todos os dias, há oito anos, o rapaz analisa as fotos de um crime em particular atrás de alguma pista que tivesse passado despercebido, mas, durante todos esses anos, não encontrou nada que o levasse ao torturador da vítima.

 

No dia seguinte, Byun acordou em seu sofá e percebeu que havia dormido novamente enquanto analisava o caso. Juntou os documentos e os colocou na pasta para guardar no quarto.

Ao chegar na cozinha, preparou seu café da manhã e ouviu o celular tocar, mas não deu atenção ao aparelho.

Preparou uma xícara de café e sentou-se à mesa para tomar seu café da manhã enquanto assistia ao jornal na televisão da sala.

O telefone tocou outras duas vezes e, então, Byun o procurou para ver quem era.

Atendeu ao quarto telefonema assim que viu qual era o número que estava lhe ligando.

— “Boa tarde, gostaria de falar com Byun Baekhyun.”

— É ele. Houve alguma mudança?

— “Ele acordou.”

Byun paralisou e sentiu seu coração disparar.

— Quando?

— “Há duas horas. Esperamos os médicos fazerem os exames necessários para depois ligar.”

— Ele... Ele está bem?

— “Precisamos que você venha para cá.”

— Aconteceu alguma coisa?

— “Não posso passar informações pelo telefone, senhor. Por favor, venha pra cá. Ele quer falar com você.”

— Estou indo imediatamente, obrigado!

Byun não esperou a resposta da mulher e desligou o celular. Correu para o quarto para trocar de roupas, escovou os dentes e pegou a chave de sua moto.

Dentro de meia-hora o detetive chegou no hospital e foi até a administração para se identificar. Assim que teve a permissão para entrar, Byun apressou o passo e encontrou com um colega que lhe informou que o bandido do dia anterior já havia sido levado à delegacia. Byun o agradeceu e continuou seu caminho, não era pelo suspeito que havia ido até o hospital.

Quando parou em frente à porta, respirou fundo ao sentir as lágrimas chegarem. Apesar de ir visitá-lo toda semana, estava ansioso para vê-lo depois de tanto tempo que ficara em coma.

Deu uma leve batida na porta e a abriu devagar, espiando primeiro por uma fresta antes de entrar.

Sorriu ao ver que o irmão estava acordado e o olhando entrar, e acabou não aguentando a emoção.

— Byun.

— Hyung. — aproximou-se da cama e segurou a mão do irmão. — Oi.

— Oi. — o irmão sorriu-lhe, devagar. — Depois de tanto tempo... você continua chorão.

— É porque é você. Aconteceu tantas coisas nesses últimos anos, hyung.

— Com certeza eu quero que me conte, mas vamos com calma, ainda estou me acostumando com a idéia de que fiquei em coma por todo esse tempo.

— Claro, como quiser.

— O que houve naquele dia?

Baekhyun contornou a cama e sentou-se na poltrona do outro lado, e segurou a outra mão do irmão.

— Quando chegamos, já era tarde. Seja quem for, já tinha te torturado e fugido, te encontramos desacordado. Não pegamos o filho da puta até hoje, e pelo jeito ele trabalha em alguma gangue.

— Entendo. Baek, largue desse caso.

Baekhyun sentou-se ereto.

— Largar? Por quê?

— É perigoso.

— Todo caso é.

— Esse é diferente, vocês não estão procurando por uma gangue normal.

— Não há nada de diferente deles com outras gangues. Ontem eles roubaram um banco e conseguimos capturar um dos integrantes, e recuperamos metade do dinheiro furtado.

— Baek, por favor, desista desse caso para o seu bem.

— Por quê? Eles não passam de uma gangue qualquer.

— Eu não posso contar o motivo, mas você não acha estranho deles nunca serem pegos?

— Sim, mas... — suspirou. — Está bem, irei pensar nisso.

— Obrigado. Então, mudando de assunto, como você está?

— Estou bem. Consegui comprar uma casa depois que virei detetive e, hyung, você vai invejar o meu carro e minha moto!

— Oh! Detetive, hein? Está seguindo os passos de seu irmão, é? — deu uma risada fraca. — Quando eu sair do hospital, irei querer ver seus veículos.

— Só tem um problema. A moto está inteira, mas o carro...

— O que você fez?

— É melhor você nem saber.

— Byun.

Baekhyun fez um bico antes de responder.

— Digamos que conseguimos capturar o bandido ontem porque eu bati o carro no dele.

— Você... o quê?

— Eu sei que arrisquei a minha vida e a de civis, mas não podia deixá-lo fugir, não de novo!

— Entendo. Acho que a adrenalina está no sangue da família.

— Hyung, fico tão feliz que tenha acordado! — apoiou-se na grade da cama e acariciou a cabeça do irmão. — Se não fosse pelo Sehun, o Capitão, e a esperança de vê-lo acordar, acho que eu já teria desistido de tudo.

— Não fale assim, Byun. — pegou a mão do mais novo e a beijou. — Você é forte e cabeça dura. Então, Sehun também virou detetive?

— Sim, ele e o Zitao são meus parceiros.

— Zitao?

— Faz pouco tempo que ele virou detetive, e veio de outro distrito.

— Entendi. Mande lembranças para o pessoal da delegacia, estou com saudades deles.

— Pode ter certeza que eles também sentem a sua falta, hyung. Você tem que melhorar logo para voltar pra equipe.

O mais velho sorriu e levou a mão até a cabeça do mais novo para acariciar-lhe, mas logo se cansou e a abaixou.

Baekhyun sentiu o celular vibrar no bolso da calça e o pegou para ver quem era.

— É o Sehun, preciso atender. — após dizer, atendeu o aparelho, não havia necessidade de sair do quarto. — Sehun, bom dia. Fiquei sabendo que ele foi levado para a delegacia, foi hoje? Entendi. Daqui a pouco eu chego ai. — revirou os olhos. — Não se preocupe, eu estou bem. Está doendo um pouco, mas está tranquilo para andar de moto. — tirou o celular de perto do ouvido quando Sehun começou a berrar. — Aish! Até o Baekbeom está te ouvindo! Sim, ele acordou. Eu não te contei porque fiquei sabendo há pouco tempo. Aish! Está bem. — ofereceu o aparelho ao irmão. — Ele quer falar com você.

Baekbeom deu uma risadinha fraca pelo bico que o irmão fez.

— Sehun? Oi, também sinto sua falta. — deu uma leve risada por algo que Oh disse. — Entendo, entendo, mande lembranças para eles. Sim, venha hoje, por favor. Não, estou bem, é que... — olhou para o irmão. — Não posso falar, mas... lembra dos códigos? — deu outra leve risada. — Ei! Eu fiquei em coma e não com amnésia. Então, se puder vir hoje, ficarei feliz. Foi bom falar com você, Sehun, vou passar o celular de volta para o Baek, ele está com ciúmes. — sorriu com algo que o amigo disse de seu irmão. — Cuide-se, Tod.

Entregou o celular antes que Sehun o questionasse.

Baekhyun percebeu a diferença no humor do irmão, mas preferiu não perguntar nada, e começou a falar com Sehun, que logo percebeu que estava desanimado.

Após encerrar a ligação, Byun perguntou ao irmão o que significava “Tod” e ele o respondeu dizendo que era apenas um apelido.

O detetive ficou mais um tempo com o irmão e teve de ir para o trabalho, mas o avisou que voltaria de noite para vê-lo e tentaria conseguir permissão para lhe fazer companhia para dormir.

Antes de sair do quarto, Baekbeom o chamou e lhe disse:

— Baek, quero que saiba que o amo. Se algo acontecer, não é culpa sua.

Baekhyun estranhou, mas confirmou que havia entendido e lhe disse que também o amava.

 

 

 

Assim que chegou na delegacia, perguntou se o suspeito já havia sido interrogado, e Zitao o avisou que era o Capitão quem estava na sala com o homem.

Da sala ao lado da sala do interrogatório, Baekhyun escutava a conversa dos dois homens, e estranhou a ausência de Sehun.

— Cadê o Oh? — perguntou para o chinês.

— Ele disse que tinha que sair por alguns minutos.

— Não disse para onde ia?

— Não, provavelmente é algo particular. Fiquei sabendo que seu irmão melhorou, fico feliz por isso, hyung.

— Obrigado. Você não imagina o alivio que isso me causou. Irei voltar de noite... tentarei fazê-lo me dizer quem o torturou, tenho certeza de que ele sabe quem foi.

— Vá com calma com ele, seu irmão acabou de sair de um coma.

— Eu sei. — Byun percebeu que o Capitão estava prestes a sair da sala e respirou fundo, ansioso para saber se ele tinha conseguido tirar alguma informação do suspeito. Assim que ele entrou na sala onde estava, Baekhyun foi o primeiro a começar com as perguntas. — Ele confessou? Quem é ele?

— Calma. — o Capitão pediu. — Ele não confessou, na verdade, não disse nada.

— Como não disse nada?

— Ele só disse que não irá falar nada.

— Deixe-me interrogá-lo!

— Não, Byun, nem era para você estar aqui. Fiquei sabendo que seu irmão acordou, por que não vai lá ficar com ele?

— Senhor, eu posso estar feliz pelo meu irmão e estar machucado, mas isso não me impede de exercer a minha profissão!

— Você não vai entrar lá, entendeu? Assim que você colocar os pés naquela sala e ele perceber que você está machucado, saberá que foi você quem jogou o carro contra ele e irá se vingar. Não quero um dos meus detetives na lista de vingança dessa gangue! Você sabe o que aconteceu com o seu irmão!

Baekhyun desviou o olhar e respirou fundo, olhou pelo vidro que dava para ver o suspeito.

— Se for ele... Se for ele quem fez aquilo ao meu irmão... eu irei tomar a frente desse caso.

O Capitão respirou fundo e passou a mão pelo rosto quando o detetive saiu da sala.

— Ele está seguindo a emoção. — falou para Zitao. — Fique de olho nele.

O chinês concordou e saiu da sala. Encontrou o colega na área do café conversando com outros policiais que sorriam com o que ele falava.

Aproximou-se e pegou uma xícara de café, e ouviu o que eles conversavam. Byun contava que o irmão havia acordado e que estava com saudades de todos.

Zitao ouviu seu celular tocar e foi pegá-lo em sua mesa, e viu que era Sehun ligando.

— Oi. Você está aonde? Ah, entendi. — olhou para trás. — Sim, ele está conversando com alguns policiais perto da máquina de café, por quê? Ele o quê? Mas ele não tinha acabado de acordar? Mas... está bem, não deixarei o Byun sair daqui. — viu que o colega tinha percebido que estava olhando para ele. — Ele está vindo. Entendi, não falarei nada. Tchau.

Baekhyun terminou de se aproximar do colega.

— O que foi? Um caso?

— Não, era o Sehun.

— Onde ele está?

Zitao encarou o colega e pensou em uma mentira para dizer.

— Acredita que ele tinha saído para encontrar uma garota? Aish!

Baekhyun riu da cara do colega.

— Ele está vindo pra cá?

— Sim, já que ele deve estar aqui.

— Ah. Bem, vou pra minha mesa.

Zitao sorriu para o colega, o observou ir para a mesa, e foi falar com o Capitão.

 

 

Sehun levou mais de uma hora para chegar na delegacia, havia parado antes em um parque para se acalmar e colocar a mente em ordem.

Ele estava na equipe de policiais que tinham encontrado o irmão de Baekhyun inconsciente. Assim como de Baekhyun, Sehun era um grande amigo de Baekbeom, e agora teria de contar ao colega que seu irmão havia morrido.

Ao chegar na delegacia, parou de andar logo que teve visão da mesa de Baekhyun e ficou o observando por alguns minutos.

Zitao aproximou-se de Sehun.

— Quer que eu conte?

— Não, Beom me confiou essa tarefa.

Ao verem que Baekhyun estava se aproximando, Zitao abaixou a cabeça e Sehun respirou fundo.

— Então você tem uma namorada e não nos contou? — Baekhyun perguntou.

Sehun encarou Zitao por um momento.

— Baek, eu não fui encontrar uma garota.

— Não? — perguntou confuso.

— Não, eu fui ver o seu irmão.

Baekhyun sorriu.

— Você devia ter me avisado que iria vê-lo, eu teria te esperado.

— Byun...

— É tão bom que ele tenha acordado, não é?

— Baek... — viu que o amigo não pararia de falar e o segurou pelos ombros. — Baekhyun, preciso conversar com você.

Byun percebeu que os olhos do colega estavam começando a ficar marejados.

— O... O que aconteceu?

— Precisamos conversar sobre o Baekbeom.

— Beom? O que aconteceu com ele?

Baekhyun estranhou todo aquele clima tenso e a ficha só começou a cair quando viu que o Capitão havia se aproximado.

Sehun respirou fundo.

— Baek, o seu irmão morreu.

Byun ficou sem reação por alguns segundos e abaixou a cabeça, tentando entender o que aquelas palavras significavam.

— Mas... eu o vi faz pouco tempo!

— Aconteceu faz pouco mais de uma hora, eu estava com ele.

Baekhyun sentiu vontade de chorar, mas se segurou.

— Não posso acreditar nisso. — olhou para os outros colegas. — Vocês sabiam disso? — os viu abaixar a cabeça. — Por que ninguém me falou nada?

Byun se soltou de Sehun e foi até sua mesa, pegou o telefone e ligou para o hospital. A principio, a recepcionista não quis passar a informação, então Baekhyun teve de se identificar como detetive e passar a seqüência de seu distintivo e, então, obteve a resposta que queria diretamente do médico que cuidava de seu irmão.

Baekhyun largou o telefone, que bateu contra a mesa, e agachou-se, sentando-se encolhido no chão, e começou a chorar.

Sehun se aproximou do amigo e pegou o telefone, falou com o médico e desligou. Sentou-se ao lado de Byun e esperou.

— O que aconteceu? — Baekhyun perguntou ao se acalmar um pouco.

— Era o coma que estava mantendo ele vivo. Ele me contou que passou mal logo que acordou e fez exames... Beom sabia que ia morrer e pediu para falar com você.

— Ele não me falou nada, eu devia ter suspeitado.

— Ele não queria que você soubesse, senão você faria um escândalo no hospital e... ele ficou muito feliz ao ver que você estava bem.

— Por que você foi até lá?

— Porque ele me chamou. — viu que ele não havia entendido. — Quando ele perguntou se eu ainda lembrava de nossos códigos, eu fiquei esperto e, quando ele se despediu me chamando de “Tod”, eu entendi.

— Eu perguntei para ele o que significava isso, mas ele não me respondeu.

— “Tod” é uma palavra alemã que significa “Morte”. Quando ele me disse “Tod” no telefonema, eu sabia que tinha algo de errado e que deveria ir vê-lo.

— Por que eu não sabia desse código?

— Porque era algo nosso. Quando um falava esse código, era porque tinha algo de errado e que iria morrer, então... Acho que deu para você entender.

— Ele... ele foi...

— Ele foi em paz. O médico me disse que não era nem pra ele ter aguentado tanto tempo após ter acordado, acredito que Beom aguentou para poder te ver. — viu o amigo soluçar e voltar a chorar, e o abraçou. — Agora ele está bem, Byun. — sentiu lágrimas escorrerem por seu rosto e as enxugou. — Estamos aqui para o que você precisar.

Zitao se aproximou e sentou-se do outro lado de Byun, e também o abraçou.

Até mesmo os novatos da delegacia sabiam do que tinha acontecido com Baekbeom e todos os policiais ficaram tristes com a noticia. Alguns dos policiais que trabalharam na equipe do ex-detetive não aguentaram e choraram.

Depois de alguns minutos, quando Baekhyun havia se acalmado, o suspeito que haviam capturado estava sendo levado para a cela, e o detetive o encarou com raiva.

O suspeito parou, olhou ao redor, e sorriu debochado.

— Que caras são essas garotos? Não era para estarem felizes por terem me capturado? Até parece que alguém morreu.

Tudo aconteceu rápido demais para quem alguém pudesse parar Byun.

O detetive levantou-se, irritado, e correu até o suspeito, agarrou-o pelo colarinho e o empurrou de volta para a sala, prensando-o contra a parede.



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