História On first look - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Miyavi, The GazettE
Personagens Aoi, Kai, Miyavi, Reita, Ruki, Uruha
Tags Aoiha, Drama, Miyavi, Reituki, Romance, The Gazette
Exibições 62
Palavras 3.758
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leitura!

Capítulo 10 - Ten


— Eu preciso ir. – Me desvencilhei de Kouyou e caminhei apressado até a avenida próxima ao local onde estávamos com o intuito de pegar um taxi e ir embora para casa.

Para minha sorte, havia um vindo em minha direção.

— Vamos embora daqui eu te direi o endereço depois. – Dito isso ele acelerou e o loiro ficou para trás, ainda me chamando.

Eu estava em choque.

O que diabos foi aquilo? Porque ele me beijou?

Maldita insistência!

Não deveria ter vindo para esse bar, deveria prever que devido as atitudes dele ocorreria algo do tipo.

Merda.

Como vou encará-lo? Ele deve estar esperando por uma resposta.

Ele está esperando uma resposta.

Se fosse outra pessoa a resposta negativa haveria saído na hora. Mas dessa vez eu não sabia o que responder.

Eu definitivamente não sei.

 

~UxA~

 

Devo tê-lo assustado.

O jeito que ele fugiu de mim depois do beijo me prova isso. Acho que dessa vez posso ter acabado com tudo.

Maldita impulsividade, meu grande defeito é não saber esperar.

Posso ter colocado tudo a perder por causa disso, que droga!

Ainda estava na calçada da avenida em que ele pegou o taxi para ir embora. Bufei e rumei até o estacionamento que estava minha moto.

Ficar ali me martirizando não adiantaria em nada. Coloquei o capacete e montei na moto dando partida em seguida, rumo a minha casa.

Terei que lidar com a minha impaciência e finalmente dar tempo ao tempo.

Eu fiz o que tinha que fazer, agora somente me restava esperar.

Esperarei o tempo que for para ouvir a resposta dele e também darei o espaço necessário para que ele reflita sobre isso.

 

~AxU~

 

Casa do Reita e Ruki

 

— Já devemos fazer as malas Aki?

— Sim, se fizermos elas agora, teremos mais tempo para ir com calma para o aeroporto amanhã. – Reita dizia enquanto tirava algumas camisas do guarda-roupa e atirava-as sobre a cama.

— Estou com tanto sono... – Suspirei enquanto pegava as camisas que ele jogava e dobrava para então colocá-las na mala.

— Também estou. Vamos terminar isso logo para ir dormir. – Ele veio em minha direção e começou a dobrar as peças de roupas comigo. Terminamos rapidamente, nos trocamos e fomos nos deitar.

Já deitados em nossa cama, me aninhei ao peito dele e senti seu cheiro amadeirado o que me fez acalmar aos poucos e então começar a pegar no sono.

Mas isso foi interrompido pelo som estridente da campainha.

— Quem será a essa hora? Pelo amor de Deus, quero dormir! – Irritado, peguei o celular para me situar de que horas eram. Constatei que não faziam nem meia hora que havíamos deitado para dormir.

— Vou lá ver quem é, já volto. – Ainda meio grogue pelo sono, Reita se levantou cambaleante indo em direção a porta de nosso quarto.

— Aki, deita. Eu vou lá ver o que é, você está mais cansado que eu. – Ele assentiu e veio em minha direção, beijou minha testa ternamente e voltou a se deitar, pegando no sono quase que imediatamente.

Fui em direção a porta de nosso apartamento, preparado para xingar dos mais variados e feios palavrões quem estivesse na porta da minha casa.

Me espantei ao ver um Aoi caminhando em círculos em frente a porta. Ele aparentava estar nervoso.

— Desculpa pela hora Ruki, mas eu não sabia a quem recorrer.

— Tudo bem, entre. – Minha raiva se transformou em preocupação e uma ligeira curiosidade se formou. O que será que aconteceu para ele estar assim?

 

~AxU~

 

Já estava desistindo de falar com Ruki, toquei a campainha incontáveis vezes... Ele deve estar em sono profundo agora.

Comecei a andar em círculos, tentando pensar no que iria fazer em seguida. Por impulso acabei parando na porta do meu melhor amigo, porque ele sabia de tudo que eu havia passado e poderia me ajudar a pensar em tudo que aconteceu.

Minha cabeça estava doendo, eu estava ficando sem opções. Não queria lidar com isso sozinho.

Como um sinal divino para minhas inquietações a porta foi aberta, mostrando um Ruki com os cabelos desarrumados e com a cara amassada de quem acabara de acordar.

Me expliquei brevemente e ele me deu passagem para entrar em sua casa. Indicou o enorme sofá negro, enquanto foi buscar algo na cozinha, que era separada da sala por um balcão.

Breves minutos se passaram até ele voltar com duas canecas fumegantes de chá e me oferecer uma. Sentou-se e tomou um gole do liquido quente e se pronunciou:

— O que aconteceu para você ficar inquieto desse jeito? Alguma coisa ocorreu mal com o Kouyou? – Ri soprado, em seguida cocei a cabeça sem jeito.

— Você me conhece mesmo...  – Constatei, ligeiramente sem graça. - Nós ficamos conversando e no final disso tudo, quando estávamos indo embora, ele me beijou.

— Atitude ousada do Shima, será que é errado eu estar meio que orgulhoso? – Sorriu brevemente com seu comentário. – Mas o que você fez depois?

— Eu saí correndo. O que eu ia fazer? Ele que me deu quase que um ultimato, me pediu para ficar com ele... – O baixinho assentiu pensativo.

— Mas o que você sentiu com isso? – Me encarou sério.

— Desespero? – Proferi confuso.

— Não seu besta. – Riu da minha cara – Quanto ao beijo, o que sentiu?

— E-eu.. Sei lá. – Pela primeira vez desde o acontecido parei para analisar somente aquele momento. O beijo não havia sido ruim, diria que foi um dos melhores que recebi. – Foi bom...

— Eu sei que você se sente atraído pelo Kouyou, e antes que possa negar, com outras pessoas que tentaram se aproximar antes, você soube ser bem grosso com elas quando invadiam seu espaço.

— Eu meio que não consigo fazer isso com ele. Ele parece ser tão.... Inocente, sabe?

— Sim, ele é. Você é a primeira paixão dele por incrível que pareça. – Me espantei com a constatação de Ruki.

— Você não está me ajudando... Ru-chan, você sabe o que eu passei, até conseguir confiar em alguém...- Ia dizendo quando fui interrompido pelo pequeno.

— Mas você nem tenta! – Proferiu com o tom de voz elevado, nervoso. – Sempre fica com as mesmas desculpas, que não está pronto, que não consegue confiar, mas como saberá que está curado de tudo aquilo se não abrir seu coração para alguém? – Abaixei minha cabeça pensando em tudo que ele falou. Realmente eu sempre me esquivava de qualquer coisa usando minhas dores do passado como desculpa.

— Mas eu tenho medo de tudo que poderá acontecer caso fique com o Kouyou.

— Novamente, você nunca saberá até tentar. Para de ficar sofrendo por antecedência. A única coisa que te impede de ser feliz em seus relacionamentos é você mesmo.

Ficou claro para mim, nas poucas palavras de Ruki que eu estava me sabotando. Sempre pondo impedimentos sobre impedimentos para não seguir em frente em minha vida amorosa.

Muitas pessoas boas passaram na minha vida e não ficaram por causa de meus receios bobos. Não chegaram nem perto de meu coração por coisas que eu deveria ter me empenhado em superar.

Havia conhecido um cara alguns dias após chegar em Tóquio. Educado, de bom papo, bonito e carismático, tudo que alguém poderia procurar em um homem e não consegui me envolver com ele por mais de uma noite.

Eu o dispensei.

Ele me ligava insistentemente e eu acabei trocando de número por causa disso. A mesma coisa aconteceu com uma garota da faculdade, muito doce e extremamente bonita.

Hoje ela não olha mais na minha cara. E isso se repetiu por mais algumas vezes.

Agora que havia aberto meus olhos para tantas coisas bobas que tinha feito anteriormente me sentia um idiota. Eu poderia estar feliz com algum deles agora, mas eu mesmo minei os relacionamentos.

E agora havia mais uma oportunidade batendo a porta. Um cara completamente meu tipo e com muitas características boas está apaixonado por mim.

E eu estava novamente barrando minha possível felicidade ao lado dele, como havia feito várias vezes.

Estaria mentindo se dissesse que estou seguro com a decisão de abrir meu coração, ou que finalmente estava curado, pois havia aberto meus olhos para tudo que estava fazendo.

Mas por fim, eu queria tentar.

Kouyou pode não ser o que eu imagino, pode não dar certo quando eu finalmente conhecer quem ele é realmente.

Mas ele é a minha oportunidade e eu não quero desperdiçá-la.

— Eu vou pensar melhor nisso. Eu reconheço que estava prejudicando a mim próprio todo esse tempo e você em ajudou a perceber isso, obrigado. – O fitei e o ruivo sorriu.

— Eu sempre estou certo, só você que não sabia disso.  – Ele riu e eu acompanhei me sentindo mais leve, finalmente.

— Você precisa me contar mais sobre o Takashima. Eu sei que estou querendo abrir meu coração para novas possibilidades, mas não sei ainda se devo fazer isso com ele. Eu sinto que o conheço pouco, apesar dos meses de convivência... – Ruki me fitou surpreso.

— Posso ver que está levando a sério mesmo e fico muito feliz com isso. – Ruki ficou em silencio, pensando no que diria a mim sobre o loiro me questão - Bom, como você pode ver ele é calmo, porém pode muito teimoso quando quer.

— Não conhecia essa faceta teimosa dele... – Disse pensativo.

— Como não? Olha essa insistência em te conquistar – O baixinho riu – Quando ele põe algo na cabeça, não sossega até conseguir. Ele é um livro aberto, pouco tempo de amizade eu já sabia muito sobre a personalidade dele.

— Agora que parei para pensar, ele é muito sincero.

— Sim, uma das qualidades e defeitos dele. As vezes ele extrapola e diz coisas que não deveria. Parece que não tem filtro – Rimos juntos e eu acabei por lembrar de uma reunião na casa do Kai onde ele foi extremamente sincero com o Miyavi sobre ele ser preguiçoso. Foi hilário, mas Mevs ficou meio chateado e o loiro teve que se desculpar depois. – Não adianta muito falar sobre ele, você tem que conhecê-lo por si mesmo.

— Obrigado pelas informações, eu vou refletir se eu realmente quero isso. Agora não me sinto preparado para dar uma resposta definitiva. Ainda há muita coisa a ponderar.

— Como eu sempre falo para você, pense com calma. Mas não esquece de ouvir seu coração, ok? – Ruki piscou e eu sorri.

— Preciso ir embora. Desculpe por tomar seu tempo desse jeito, ainda mais com uma viagem amanhã, fui muito inconveniente. – Articulei tímido, me lembrando da hora em que cheguei na casa dele.

— Você sabe que pode me procurar a hora que quiser. Sou seu amigo, então não em importa a hora que você me procurar, sempre estarei disposto a te ouvir, do mesmo jeito que você me ouviria se precisasse.  – Eu me aproximei mais dele e o abracei. Sussurrei um obrigado e me despedi.

Teria um longo caminho a percorrer até minha casa.

Para minha sorte, não terei que trabalhar amanhã. Então terei tempo suficiente para resolver minhas pendencias e refletir sobre Kouyou.

 

~AxU~

1 mês depois...

 

Eu refleti, ponderei e avaliei.

Ao longo desse um mês me calei, fiquei recluso em meus pensamentos.

Em várias oportunidades me encontrei com o loiro e o que me surpreendeu é que ele respeitou meu espaço.

Seu olhar em mim era constante, como se me lembrasse que tínhamos algo pendente.

E tínhamos, até agora.

Pensei em todos os prós e contras possíveis desse relacionamento hipotético que criei em minha mente, dessa possibilidade que Kouyou estava me dando.

As palavras de Ruki não saíram da minha mente nem por um segundo, elas sempre me lembravam de meus erros passados, de que não poderia repeti-los em meu presente.

E isso era algo fora de cogitação.

Eu quero me curar e seguir em frente. E por mais que meu lado racional pense que Takashima pode não ser a pessoa certa, meu coração não pensa o mesmo.

Minha mente me pregava peças ao sonhar constantemente com o loiro em questão. Sonhos felizes, agradáveis e quentes, esse último mais constante.

Minha atração por ele que era mínima, em pouco tempo se tornou enorme. Suas atitudes me fizeram enxergá-lo de outra maneira e eu gostava muito disso.

Ele é um enigma.

As vezes calmo, silencioso, observador até demais; nas outras com atitudes decididas e sua sinceridade brutal.

Ao observá-lo com afinco, suas pequenas manias, como morder os lábios quando está concentrado, o jeito fixo que olha para a pessoa que está falando com ele com compenetração e seus argumentos em sua maioria bem pontuados.

Uma pessoa munida de força, alguma arrogância e muita inteligência.

É evidente que é uma pessoa muito estudiosa e um assunto qualquer que comentem em um diálogo aleatório ele saberá como deixar a conversa interessante.

Conversar com ele é muito bom, apesar de demonstrar teimosia e uma certa altivez em certos casos.

Após repassar todas essas informações em minha mente, mais clara ficava minha resposta.

Ele vale a pena, é uma boa pessoa, seria muito sortudo de tê-lo ao meu lado e ainda mais se me apaixonasse por ele do modo com que ele é apaixonado por mim.

Já fazia um bom tempo que estava ali, na cantina da universidade absorto em meus pensamentos, que nem percebi Ruki se aproximar com Kai em seu encalço.

— Você está tão concentrado que quase pude ver fumaça saindo de sua cabeça. No que tanto pensa? – Kai sentou-se ao meu lado direito, e Ruki tomou assento do meu lado esquerdo.

Kai já sabia de meu dilema. Ruki e eu havíamos contado para ele em outra ocasião e ele demostrou seu total apoio a qualquer decisão que eu tomasse.

— Alguns problemas, nada demais.

— Alguns? Pode falar a verdade. Sabe que me sento no fundo da sala, e a janela fica para o lado da cantina, você matou aula. – Ruki negou com a cabeça, estralando a língua em negação. – Desde quando você é tão desleixado assim? Nunca te vi matar aula, nesse quesito você é igual o Shima.

— Não é nada, deixa para lá. Vamos andar pelo campus? Fiquei tempo demais sentado. – Me levantei e eles me acompanharam.

Começamos a dar algumas voltas pelos diversos corredores da instituição. Estava cheio de alunos por todos os cantos, alguns sozinhos e outros em seus grupos conversando.

Passamos em frente a sala do Takashima por insistência do Ruki, mas não vi nem sinal dele. Resolvemos ir para a área aberta que era rodeada de grama por ser perto do campo de futebol, um lugar pouco frequentado aquele horário.

Haviam algumas arvores espalhadas pelo local, escolhemos uma e sentamos embaixo dela.

— Mandei mensagem para ele nos encontrar aqui. Mas enquanto isso desembucha! – Ruki me fitou, como se me intimasse a contar tudo que havia pensado. Resolvi ser sincero, pois ele me encheria o saco até contar tudo.

— Eu estava pensando sobre o Takashima, ok? Eu ainda tenho que dar uma resposta ele...

— Não chegou a nenhuma conclusão? – Kai questionou.

— Eu não sei. Estou gastando minhas energias pensando nisso, alguma resposta parece clarear, mas minha mente me trai e me traz mais dúvidas.

— Lembra do que te falei? Segue seu coração. – Ruki tocou meu ombro em sinal de apoio.

— Eu não quero pensar sobre isso agora, vamos focar em outra coisa... – Após falar, Takashima apareceu e me fitou intensamente. Fiquei envergonhado e me virei para Ruki que estavam do meu lado esquerdo, procurando um assunto qualquer. – E a semana de provas?

— Foi um saco! – Ruki disse rindo e começou a contar como havia sido para ele. Enquanto isso Kouyou se sentou à minha frente, mas somente prestou atenção no que nossos amigos falavam e não olhou mais para mim.

O sinal para a volta a sala soou e assim encerramos nossa conversa. Cada um foi para o lado correspondente e por coincidência o loiro me seguiu, pois, a sala dele ficava perto da minha.

Seguimos em completo silencio, o que achei deveras estranho. Mas não fiz nada para mudar isso, minha timidez não deixava.

Apenas apreciei sua companhia secretamente.

Minha sala ficava na frente, enquanto a dele era a última do corredor. Chegando na frente de minha sala ele parou e murmurou sem me olhar nos olhos:

— Boa aula.

— P-para você também... – O fitei enquanto ele saia, indo em direção a sua sala.

Com essa atitude completamente estranha da parte do loiro me indaguei:

“O que aconteceu com ele???”

 

~RxR~

Estacionamento da universidade

 

— Eu desisto Ruki... Até agora ele não me respondeu nada... Para que insistir? – Um Kouyou cabisbaixo proferiu.

— É normal você se sentir assim, como se seus esforços não tivessem valido a pena. Mas você deve ter mais paciência, ele não é uma pessoa fácil de lidar, ainda mais se for pressionada a algo. – Tentei mediar a situação. Kouyou estava impaciente, senti que o tempo que ele deu a Aoi estava se esgotando, se não agisse iria perder o loiro.

— Estamos nessa ladainha a meses! – Esbravejou – Eu não aguento ficar esperando a boa vontade de ninguém. Eu tinha chegado antes até o local que combinamos na hora do intervalo e ouvi ele falando que não tinha resposta, se não tem até agora é porque não é para ser. – Passou a mão pelos cabelos nervosamente. – Eu gosto dele, gosto muito. Mas não vou ficar me arrastando por ninguém.

— Espere mais um pouco. Ele está próximo de uma resposta Shima, eu sei que ele gosta de você também. – Disse para o loiro, me aproximando dele devagar. Ele me olhou e suspirou.

— Se ele gostasse não haveriam tantas dúvidas... – Proferiu, dando por encerrado aquele assunto. – Preciso ir para casa, boa noite. – Ele montou em sua moto, deu partida e foi embora.

Preciso falar sobre o que aconteceu aqui urgente para o Aoi.

 

~x~

Casa do Aoi

 

Acordei com o barulho insistente do celular. Havia chegado da universidade a algum tempo, somente tomei banho, coloquei meu amado pijama e fui dormir.

Olhei as horas no celular e eram exatas 23hrs.

Ligações a essa hora não podem ser coisa boa. Me estiquei até o criado mudo ao lado de minha cama e peguei o aparelho, atendendo-o em seguida.

— Alô? – Disse com uma voz sonolenta.

— Aoi, sou eu. – Ouvi a voz aflita de Ruki no outro lado da linha.

— Aconteceu alguma coisa? – Me endireitei na cama, sentando-me. Esfreguei os olhos na tentativa vã de espantar o sono.

— O Shima está desistindo de você.

— O-o que? Como assim? – Indaguei. – Ele está esperando minha resposta, não está?

— Você o enrolou 1 mês e também deu um fora nele. Qualquer um em sã consciência desistiria... Ele persistiu até demais. – Eu estava surpreso. Pensava, de modo completamente egoísta, confesso; que ele esperaria o tempo que eu precisasse, mas estava enganado.

Fui um babaca com ele fazendo-o esperar esse tempo todo...

Agora tenho que me redimir.

Eu tenho que agir.

— Eu já tenho minha resposta Ruki. – Disse convicto. – Por favor, me dê o endereço dele.

— Você vai lá agora? – Questionou com genuína curiosidade. Mas não iria dar o gostinho para ele, então desviei de sua pergunta.

— Apenas me passe o endereço, seu inconveniente!

Ele me passou e então encerrei a ligação.

Meu sono já havia esvaído. Com esse assunto pendente não conseguiria dormir em paz.

Me levantei e peguei mudas de roupas aleatórias e me troquei. Estamos em pleno verão, então usava uma regata e uma calça jeans. Fui até a sala e peguei minhas chaves, peguei os sapatos na entrada e os calcei.

Conferi mais uma vez se minha chave do carro estava no bolso, as apertei e sai de casa. E enquanto estava no elevador, calculei que levaria 20min até chegar ao meu destino.

“Hoje eu vou fazer o certo.” – Com isso em mente, entrei em meu carro e dirigi serenamente para a casa do Takashima, afinal, finalmente eu tinha minha resposta.

 

~x~

 

00hrs não era um horário comum de se visitar pessoas, mas lá estava eu em frente a porta do apartamento do Kouyou.

Apertei a campainha algumas vezes e nada dele aparecer. Já estava começando a ficar aflito.

“Ele deve estar dormindo, foi um erro vir aqui tão tarde. ”

Me virei para pegar o elevador e ir embora. Mas por ainda estar próximo da porta, ouvi um barulho de algo caindo no chão e em seguida a porta foi aberta pelo loiro sonolento de peito nú, vestindo apenas uma calça de moletom preto.

— Shiroyama? – Proferiu enquanto coçava os olhos. Achei aquele gesto muito fofo.

— O-oi. – Minha timidez resolveu atacar novamente, e senti meu rosto pegar fogo ao fita-lo.

— Aconteceu alguma coisa? Entre, vamos conversar lá dentro. – Um pouco surpreso pela minha aparição em sua casa, ele me deu espaço para adentrar seu lar e assim o fiz. Observei o recinto e percebi que o loiro tinha bom gosto para decoração, apesar dela não ter muitas cores.

Sua sala era de um tom cinza claro, seu sofá negro com algumas almofadas dispostas em tons neutros.

Havia um tapete felpudo bege claro, em frente ao mesmo a TV de tamanho grande pendurada na parede e abaixo a raque em madeira branca. Do lado havia uma porta de vidro que dava acesso a uma provável sacada.

O loiro me indicou o sofá para que eu tomasse assento. Eu me sentei e ele também, logo se virando para me olhar nos olhos.

— Desculpe por ter aparecido de repente e ainda mais nesse horário... – Vibrei internamente por ter conseguido articular uma frase sem gaguejar. – Eu não pensei sabe? Só fiz. E quando vi eu já estava tocando sua campainha.

— Aconteceu alguma coisa? Você nunca veio aqui.

— Eu quero te dar minha resposta. – Proferi de uma vez e o loiro se ajeitou no assento, me dando total atenção.

— Você não precisa mais fazer isso, eu não vou mais insistir. Sei que deve ter sido incomodo tudo isso que te fiz passar e-

— E-eu não quero que você pare de insistir, até porque eu quero ficar com você. Essa é minha resposta a sua pergunta no estacionamento daquele bar, e-eu aceito. – O loiro arregalou os olhos, parecia tentar formular alguma frase, mas nada saia.

Eu sorri para ele e toquei sua mão ternamente, com minhas bochechas ardendo de embaraço.

— O que? Isso é sério? – Assenti e ele abriu o sorriso mais lindo que já havia visto. Meu coração se aqueceu, não seria difícil me apaixonar perdidamente por ele.

— Porém, como tenho meus fantasmas e obstáculos a superar, t-tenho algumas regras... – Falei convicto, apesar de meu embaraço descomedido. Ele me fitou, dando a deixa que precisava para prosseguir. – Primeiramente, iremos começar devagar; segundo, não me pressione, pois provavelmente irei fugir; terceiro, tenha paciência pois sou complicado e por último, me ame e me faça sentir especial como você já faz. – O loiro sorriu novamente, sussurrou um sim e colou seus lábios nos meus.


Notas Finais


Até que enfim o Aoi parou de ser fresco, posso ouvir um amém? HUDSAHUSDHUSADHUUHSDA
Então, possível lemon no próximo (caso eu consiga escrever SOS) e também possível ultimo capítulo :x
Obrigado por acompanharem até aqui.
Beijos e até logo!


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