História On Four Wheels - Laurinah - Capítulo 32


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Categorias Alex Morgan, Fifth Harmony, Grey's Anatomy, Hope Solo, Lana Del Rey, Rupert Grint, The 100, Tobin Heath, Zendaya
Personagens Alex Morgan, Dinah Jane Hansen, Hope Solo, Lana Del Rey, Lauren Jauregui, Lexa, Normani Hamilton, Personagens Originais, Rupert Grint, Tobin Heath
Tags Alex Morgan, Callie Torres, Clarke Griffin, Dinah Jane Hansen, Lana Del Rey, Lauren Jauregui, Laurinah, Laurmani, Lexa, Normani Hamilton, Norminah, Tobin Heath, Zendinah
Exibições 223
Palavras 1.478
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Esporte, Famí­lia, FemmeSlash, Festa, Ficção, Fluffy, Musical (Songfic), Orange, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leitura!

Capítulo 32 - Capítulo 31


Fanfic / Fanfiction On Four Wheels - Laurinah - Capítulo 32 - Capítulo 31

Sou bastante incompetente para guardar segredos. Taylor diz que eu toco no nariz assim que penso em contar uma mentira. É uma dica bastante certeira. Meus pais ainda riem da época em que eu mesma escrevia bilhetes justificando a falta na escola. “Cara Srta. Cents. Por favor, dispense Lauren Jauregui das aulas hoje, pois estou muito indisposta devido a problemas femininos.” Papai se esforçava para ficar sério quando deveria estar me descascando.

Uma coisa era não contar os planos de Dinah para meus pais – eu era boa em guardar segredos deles (afinal, é algo que aprendemos à medida em que crescemos) – mas lidar com a minha própria ansiedade era uma coisa completamente diferente.

Passei as noites seguintes tentando saber o que Dinah pretendia fazer e o que eu poderia fazer para impedi-la, pensava nisso até enquanto conversava com Alex, cozinhando juntas na pequena cozinha (eu já estava descobrindo coisas novas sobre ela – por exemplo, ela realmente sabia preparar mil pratos diferentes com peito de peru).

À noite, fazíamos amor, o que parecia quase obrigatório no momento, como se tivéssemos de aproveitar por completo a nossa liberdade. Era como se Alex achasse que eu tinha uma dívida com ela, já que eu estava sempre fisicamente perto de Dinah.

Mas, assim que ela dormia, eu me perdia em pensamentos novamente.

Só faltavam sete semanas.

E Dinah estava fazendo planos, mesmo que eu não estivesse.

Na semana seguinte, se Dinah notou minha preocupação, não disse nada. Cumprimos nossas rotinas diárias – levei-a de carro para dar breves passeios no campo, preparei suas refeições, cuidei dela quando estávamos em casa. Ela não fazia mais piadas sobre a corredora.

Comentei os livros mais recentes que ela tinha recomendado: lemos O paciente inglês (adorei esse) e um suspense sueco (do qual não gostei). Fomos simpáticas uma com a outra, quase excessivamente educadas. Senti falta das agressões, do mau humor dela – aquela ausência apenas se somou à sensação ameaçadora que se avultava sobre mim.

Normani nos olhava como se estivesse observando algum tipo de espécie nova.

— Vocês duas brigaram? — perguntou um dia na cozinha, quando eu desempacotava as compras.

— Melhor perguntar para ela — respondi.

— Foi exatamente o que ela disse.

Normani me olhou de soslaio e sumiu no banheiro para destrancar o armário de remédios de Dinah.

Levei três dias depois da visita de Jerry Hernandez para ligar para a Sra. Hansen. Perguntei se podíamos nos encontrar em algum lugar fora da casa e marcamos num pequeno café, recém-inaugurado nos jardins do castelo. O mesmo café que, ironicamente, tinha custado o meu emprego anterior.

Era um lugar bem mais sofisticado que o The Buttered Bun – todo de carvalho, com mesas e cadeiras de madeira patinada. Servia sopa caseira com legumes de verdade e bolos chiques. E você não conseguia beber um café simples, só latte, cappuccino ou macchiato. Não havia ali operários, nem funcionários do salão de beleza. Sentei-me e bebi vagarosamente meu chá, imaginando se a Sra. Dente-de-Leão se sentiria confortável o suficiente para se sentar ali e ler o jornal a manhã inteira.

— Lauren, desculpe meu atraso. — Milika Amasio Hansen entrou de repente, a bolsa enfiada embaixo do braço, vestida com uma blusa de seda cinza e calça azul-marinho.

Contive o impulso de me levantar. Sempre que eu falava com ela, tinha a impressão de estar participando de uma espécie de entrevista.

— Fiquei presa no tribunal.

— Eu que peço desculpas. Por obrigá-la a sair do trabalho, quero dizer. Só achei que... bom, achei que não dava para esperar.

Ela ergueu a mão e falou algo com a garçonete, que trouxe um cappuccino em segundos. Então sentou-se à minha frente. Seu olhar fez com que eu me sentisse transparente.

— Dinah chamou um advogado — falei. — Descobri que ele é especialista em testamentos e certidões.

Não consegui uma maneira mais delicada de iniciar a conversa.

Parecia que eu tinha lhe dado um tapa na cara. Percebi, tarde demais, que, na verdade, ela estava esperando que eu lhe dissesse alguma coisa boa.

— Advogado? Tem certeza?

— Procurei por ele na internet. Tem escritório na Regent Street. Em Londres — acrescentei, sem necessidade. — Chama-se Jerry Hernandez.

Ela piscou forte, como se tentasse entender.

— Dinah contou isso a você?

— Não. Acho que não queria que eu soubesse. Eu... eu descobri o nome do advogado e investiguei.

O café chegou. A garçonete colocou-o diante da Sra. Hansen, mas ela pareceu nem notar.

— Mais alguma coisa? — perguntou a garçonete.

— Não, obrigada.

— A sugestão do dia é bolo de cenoura. Feito aqui mesmo. Com um delicioso recheio de creme...

— Não — disse a Sra. Hansen, ríspida. — Obrigada.

A moça ficou ali por tempo suficiente para nos mostrar que ficou ofendida e então se retirou, seu bloco balançando visivelmente em uma das mãos.

— Desculpe — disse eu. — Você tinha dito que eu deveria avisar tudo o que fosse importante. Passei metade da noite acordada, pensando se deveria contar ou não.

O rosto dela parecia lívido.

Eu sabia como ela se sentia.

— Como ela está? Você... você teve outras ideias? Passeios?

— Ela não dá a mínima. — Contei a ela sobre Paris e sobre a gama de coisas que eu tinha compilado.

À medida que eu falava, podia ver, diante de mim, sua mente trabalhando, calculando, avaliando.

— Qualquer lugar — disse ela. — Eu pago. A viagem que você quiser. Pago para você. Para Normani. Apenas veja... veja se você consegue convencê-la a ir.

Fiz que sim com a cabeça.

— Se há algo em que conseguir pensar... só para ganharmos mais tempo. Pagarei seu salário além dos seis meses de contrato, claro.

— Isso... isso não é problema.

Terminamos os cafés em silêncio, as duas perdidas em pensamentos. Enquanto a observava, disfarçadamente, reparei que seu cabelo imaculadamente bem-cuidado estava agora salpicado de fios brancos, os olhos tinham tantas olheiras quanto os meus.

Percebi que não me senti melhor por ter contado a ela, por transferir minha preocupação para ela – mas que escolha eu tinha? As apostas estavam aumentando a cada dia. O som do relógio batendo duas horas pareceu tirá-la de um transe.

— Preciso voltar ao trabalho. Por favor, avise-me sobre qualquer coisa em que você... em que você consiga pensar, Lauren. É melhor que essas conversas sejam fora do anexo.

Levantei-me.

— Ah, a senhora vai precisar do meu novo telefone. Acabo de me mudar. — Enquanto ela procurava uma caneta na bolsa, acrescentei: — Mudei-me para a casa de Alex... minha namorada.

Não sei por que essa notícia a deixou tão surpresa. Ela pareceu espantada, e me entregou a caneta.

— Não sabia que você tinha namorada.

— Não sabia que precisava lhe contar.

Ela se levantou, uma das mãos apoiada na mesa.

— Outro dia, Dinah comentou que... você poderia se mudar para o anexo. Nos fins de semana.

Rabisquei o telefone da casa de Alex.

— Bem, achei que seria mais simples para todo mundo se eu me mudasse para a casa de Alex. — Entreguei a ela o pedaço de papel com o telefone. — Mas não fica muito longe. É bem ao lado da área industrial. Não vai atrapalhar minha carga horária. Nem a minha pontualidade.

Ficamos paradas ali. A Sra. Hansen parecia agitada, sua mão corria pelos cabelos, segurava a corrente no pescoço. Por fim, como se não conseguisse se conter, ela falou sem pensar:

— Teria doído muito esperar? Só umas poucas semanas?

— Como?

— Dinah... acho que Dinah gosta muito de você. — Ela mordeu o lábio. — Não sei... não sei como isso pode ajudar.

— Espere um pouco. Está insinuando que eu não deveria ter me mudado para a casa da minha namorada?

— Eu disse apenas que o momento não foi o ideal. Dinah está num estado muito vulnerável. Estamos fazendo de tudo para deixá-la otimista... e você...

— Eu o quê? — Eu podia ver a garçonete nos observando, o bloco parado na mão. — Eu o quê? Ousei ter uma vida fora do trabalho?

Ela abaixou a voz.

— Estou fazendo tudo o que posso, Lauren, para impedir essa... coisa. Sabe o que estamos enfrentando. E estou apenas dizendo que eu preferiria, uma vez que Dinah gosta muito de você, que você tivesse esperado mais um pouco para esfregar sua... felicidade na cara dela.

Eu não podia acreditar no que estava ouvindo. Senti meu rosto ficar vermelho e respirei fundo antes de falar de novo.

— Como ousa sugerir que eu poderia fazer alguma coisa para magoar Dinah? Fiz de tudo — sibilei. — Fiz tudo em que pude pensar. Dei ideias, levei-a para passear, conversei com ela, li para ela, cuidei dela. — As últimas palavras explodiram do meu peito. — Arrumei as coisas dela. Troquei o maldito cateter. Fiz ela rir. Fiz mais do que a sua maldita família tinha feito.

A Sra. Hansen ficou paralisada. Empertigou-se, colocou a bolsa embaixo do braço.

— Acho que essa conversa provavelmente terminou, Srta. Jauregui.

— Sim. Sim, Sra. Hansen. Acho que ela provavelmente terminou.

Ela se virou e saiu rapidamente do café.

Quando a porta se fechou com uma batida, percebi que eu também tremia.


Notas Finais


Obrigada pela atenção!


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