História On melancholy Hill - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Yu-Gi-Oh!
Personagens Jaden Yuki, Personagens Originais, Shay Obsidian (Shun Kurosaki), Sylvio Sawatari (Shingo Sawatari), Valon, Yuri, Yuto, Yuya Sakaki, Yuzu Hiragi
Tags Kurosaki Shun, Shiunin Sora, Yu-gi-oh!, Yuya Sakaki
Exibições 14
Palavras 3.225
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Aproveitem o capítulo... Se é que alguém anda tá lendo isso...

Capítulo 2 - Anjos


Na parte sul da academia, no final de um largo corredor, por trás de uma porta de ferro, estava uma área destinada aos enfermos.

Com os profissionais mais bem treinados de toda a fusion prontos para atender quem necessitasse de sua ajuda, junto aos mais diversos remédios destinados ao tratamento  de uma gripe simples até a doença mais grave.

Passando pelas salas daquele local, ao fundo esta um quarto isolado, nenhum paciente se atreve a entrar lá, é uma área destinada para pessoas com problemas considerados de “alto nível de gravidade” pelos médicos da academia. Ninguém que entrou conseguiu sair daquela sala. Não demorou muito para os pacientes darem ao local o “fofo” apelido de “A sala da morte” e começarem a espalhar lendas sobre fantasmas que assombravam quem passasse por perto.

Asuka entrou na ala de casos considerados de “baixo nível de gravidade” pisando fundo e com uma cara nada simpática, causando certa curiosidade nos soldados que estavam por lá. A loira sempre estava de bom humor, o que tinha deixado ela tão brava assim? Alguns se perguntavam enquanto outros já sabiam a resposta sem nem ao menos olhar para ela, somente uma pessoa conseguia deixar a mulher puta da vida logo de manhã.

-JADEN! –ela grita abrindo a porta do quarto com força, recebendo um “shii” das enfermeiras que estavam no local. – Quantas vezes vou ter que falar para ter cuidado com essas coisas? Solid vision não é brinquedo! – Seu rosto estava vermelho de raiva, o coração ainda estava acelerado com o acontecimento de mais cedo.

-Me desculpe Asuka, eu só queria experimentar meu novo deck com o Yuri, então a gente foi para a montanha aonde ninguém ia nos perturbar. – Seus ossos doíam só  de lembrar da experiência de ser jogado com toda a força em uma parede de pedra. –Não foi uma das nossas melhores ideias, prometo nunca mais fazer isso! Você já viu como o Yuri ficou?

- Não, quando vocês se machucaram eu não pude correr para onde estavam... – Ela se senta em uma cadeira de plástico que estava encostada na parede. – Como ele tá? – Fala olhando as unhas.

- No mesmo estado que eu... A diferença é que teve que levar ponto no joelho. Mas passa bem. – O moreno olhava para as ataduras em seu braço esquerdo. – Parece que não vou precisar fazer a prova! – Fala com um sorriso vitorioso. –Há males que vem para o bem, não é mesmo?

- Vai sim, e como vai. – Asuka se levanta e puxa as bochechas do amigo. – Você não perdeu a mão, ainda da pra escrever. – Ri ao ver a cara de reprovação do outro. Ela solta o rosto de Jaden e volta para a cadeira. Já estava mais calma ao ver que o amigo passava bem.

A porta abre devagar, revelando os cabelos azuis arrepiados em um rabo de cavalo e os olhos verdes como grandes esmeraldas. –Fiquei sabendo do que aconteceu. Esta tudo bem? – o pequeno tinha uma expressão preocupada.  -  Estou voltando do quarto do Yuri e ele me pareceu bem mal...

-Sim Sora, o perigo já passou. – Jaden sorri para o amigo. – Não foi nada, pode relaxar. Aquele frouxo não aguenta nem três pontos. – O moreno nota que Sora parece nervoso. –Aconteceu alguma coisa?

- Nada novo... –Ele baixa a cabeça. – Ainda não encontraram nada que possa ajudar minha irmã. Estou começando a perder o pouco de confiança que ainda me resta...

- Calma Sora, sua irmã vai ficar bem! – Asuka não sabia o que falar, nunca teve muita intimidade com o baixinho e só ficara sabendo da irmã dele há um tempo por causa de Zane. – Qualquer coisa é só chamar que a gente te ajuda como pode.

- A Asuka pode doar um rim, eu até diria coração, mas ela não tem! – Ele ri da própria piada, recebendo um olhar negativo da loira.

-Se eu não tenho coração, então por que vim aqui te visitar? – Cruza os braços com raiva.

-Calma. Olha, já estamos fugindo do assunto.

- Ninguém sabe qual o problema dela... Muito obrigado por me animarem. – ele se despede dos dois e saí com o olhar triste

Asuka olha o garoto ir embora sem fazer nada, tinha uma noção da dor que o outro estava sentindo. – Então senhor Jaden vejo que já esta fazendo piadinhas e tudo mais. Vamos voltar para a sala? – ela estende a mão para o outro que faz uma careta, mas logo se levanta e a segue para fora da enfermaria.

Sora vai para o final do corredor, tentando ignorar os olhares de pena dos outros pacientes. Ele põe a mão na maçaneta da porta, fecha os olhos e conta até três, entrando no quarto com o seu melhor sorriso. –Bom dia Saoran! Dormiu bem? – vai até a garota e a beija na testa. A menina estava cada dia mais acabada, aquilo deixava o coração do menor em pedaços, já não havia esperança alguma. Ele puxa um banquinho para perto da cama da irmã e oberva as pinturas pregadas nas paredes em silêncio.

-Sim... – A voz saiu quase inaudível. Ela olha para o outro com um sorriso. – E você?...

- Não muito, os mesmos problemas com insônia de sempre. –Retribui o sorriso.

- Ei Sora, você acredita em anjos? –Ela se esforça para ficar sentada, mas não tem força o suficiente.

- Não muito, acho que prefiro me manter meio cético quanto a essas coisas. E você? – Arruma os travesseiros ajudando-a a encontrar uma posição confortável.

- Eu acredito por que já vi um!

- Sério? Quando?

- Há algumas semanas. – ela olhava para o dia ensolarado pela janela. - Ele me disse que a gente ia ver a mãe logo.

- Quem bom. Espero que ela nos visite em nossos sonhos.

- Shiunin Sora, estão te chamando. – Um homem alto entra no quarto, exibia algumas medalhas de hora em sua farda e sua postura era impecável. – Acho bom você ir logo. O general não acordou de bom humor hoje.

- Entendi. Estou indo senhor. Tchau Saoran, tenho que ir. – volta a beija-la na testa. –Até mais tarde.

-Até, Sora. –Ela retribui o beijo e o vê saindo do quarto. Poucos segundos depois de fecharem a porta, o quarto foi tomado por uma luz forte. O ser que saiu daquela luz não podia ser identificado como homem nem como mulher, sua beleza inimaginável deixou a garota ainda mais surpresa, não era o mesmo ser que tinha visto, mas era parecido. Os olhos azulados daquela “pessoa” percorriam o quarto com certo remorso, ele suspira cansado e da um sorriso, mostrando os dentes brancos e perfeitamente alinhados pra a garota. – Esta na sua hora. - fala com uma voz doce estendendo a mão para ela.

Saroan aperta a mão do ser. Por mais bizarro que aquilo pudesse ser ela não tinha medo, estava calma como nunca, pela primeira vez em muito tempo não sentia dores horríveis pelo corpo a cada movimento, conseguia ter força para falar normalmente e talvez até andar.

O outro a puxa para perto dele, colando seus corpos em um abraço. Saoran olhou para a cama com espanto. Finalmente entendeu o que estava acontecendo, seu corpo descansava na cama, os olhos verdes fechados e com um leve sorriso no rosto, deitada em um sono eterno enquanto sua alma era guiada pelo ser.

Sora ainda não sabia, mas aquela seria a última vez que veria sua irmã viva.

O garoto segue o homem até o pátio da academia. O ruivo indica o lugar em que o menor deve ficar e vai para o outro lado do local, onde estavam salas com uma placa de “acesso restrito”.

- Porque demorou tanto? – um jovem de estatura mediana perguntou ao rapaz.

- Me desculpe Amaeul-sama, fui ver minha irmã na enfermaria e acabei perdendo a noção do tempo.

-entendo. Mas da próxima vez trate de não demorar muito ou pode atrapalhar o serviço dos que chegaram cedo. – o moreno volta ao seu posto. – estão todos prontos? Essa não é a primeira vez em que vamos para aquela dimensão nojenta, então não me venham com desculpas para não conseguirem transformar o máximo de habitantes em cartas! –ele empunha o disco de duelos, levantando a mão direita. –GLÓRIA A ACADEMIA!

Os outros soldados fazem o mesmo, gritando com todas as forças. Um portal aparece ao lado de uma viga de concreto, todos atravessam e em poucos segundos já estão na XYZ. Lá os soldados se separam e grupos, indo cada um para um lugar da cidade.

Depois de um tempo, Sora vê uma sombra passando por uma rua mais escura e acaba se afastando do grupo. Dennis percebe o amigo e da um sorriso maldoso, indo atrás dele.

Ele atravessa o local e não vê nada, tenta voltar para o grupo, mas o mesmo já estava longe de sua vista. Sua única alternativa era continuar a busca. A cidade era bem maior do que o pequeno imaginava. Uma infinidade de ruas e becos e quase sempre davam em lugares sem saída, a névoa junto ao silêncio fúnebre deixavam certa sensação de melancolia no ar. Já tinham se passado mais de três horas e ele não havia encontrado ninguém, seus pés doíam a cada passo e sentia que sua cabeça poderia explodir de dor a qualquer momento.  

Ao passar do lado de uma viela ele pode ver um grande paralelepípedo levantado, junto com alguns cacos de vidro, gotas de sangue iam até o final da rua, mostrando que aluem estivera por perto a um curto tempo. Sentiu um pouco de apreensão, mas logo deixou de lado e seguiu o rastro vermelho. Tentando se convencer de que poderia dar conta se fosse alguém da XYZ. Depois da viela, uns amontoados de casas simples formavam o bairro, uma pequena praça que antes tinha plantas bem vivas e que agora estavam secas se projetava mais a frente.

Dennis observava Sora pela janela de uma casa, com uma arma em mãos ele mira bem na cabeça do garoto quando o mesmo saí da rua e vai em direção à praça. Aperta o gatilho com força, o coice da arma faz Dennis desequilibrar e cair no chão. A bala quebra a janela, fazendo o ruivo se ferir com o vidro. Sora escuta o barulho, virando-se em sua direção. Sente uma dor forte no ombro, levando a mão ao local doído sentindo uma coisa quente escorrer pelo seu braço. Ele se desespera ao ver o liquido vermelho que já pingava no chão. Ele caiu no chão, exausto e fraco.

Olhou para as casas, aquilo só poderia ter vindo de lá. Talvez o vulto que avistara mais cedo? Tinha a impressão de que tinha sido outra pessoa.

Com muita dificuldade se obrigou a ficar de pé, estava perdendo muito sangue e tinha que encontrar uma casa para tentar tratar da ferida e descansar. Ele avistou uma pequena casa no fim da rua, ela seria perfeita.

Depois de um tempo, segurando-se nas paredes, fraco demais para suportar o próprio peso sem que lhe fosse dado um apoio, ele conseguiu chegar frente à casa. Ao abrir à porta a mesma fez um enorme rangido, Sora tampou os ouvidos com o barulho desagradável, sua dor de cabeça estava cada vez pior. Era como se o tempo tivesse parado dentro por lá. Nas outras casas os móveis estavam jogados e tudo era um caos, mas nessa a única coisa que indicava o abandono era a camada de poeira que se formou por cima dos móveis. Era como se alguém quisesse preservar os momentos antes do ataque da academia.

A decoração aconchegante da casa fez Sora esquecer a dor em seu ombro e sentir uma dor ainda pior em outra parte do corpo, no coração. Parecia uma moradia de uma família feliz, com desenhos feitos pelas mãos de uma criança em quadros nas paredes e uma boneca gasta jogada no sofá velho.

Seu pai desapareceu quando tinha cinco anos, uma coisa considerada “normal” na sociedade de violência e abandono onde sua família vivia. Certamente ele deveria ter fugido com alguma outra mulher naquela época, mas aquilo faz muito tempo e Sora não tinha interesse de saber sobre o seu paradeiro depois do ato de infidelidade do homem. A mãe acabou tirando a própria vida um tempo depois e sua irmã sempre teve uma saúde frágil. O que foi o principal motivo para ele ter entrado na academia, lá ela teria o melhor atendimento da fusion.

Uma pontada de dor faz o menor voltar à realidade. Subiu as escadas e entrou no primeiro quarto que viu. Ao sentar na cama, retirou a mochila das costas à procura de ataduras e outras coisas para limpar a ferida. Quando terminou, deu um suspiro de felicidade ao ver que a bala tinha passado de raspão. Ele já pensava em diversas formas dolorosas de como ia tirar aquela coisa de dentro dele.

Depois de um tempo conseguiu fazer o curativo, aquele ia ter que dar para o gasto. Quando descansou decidiu ir olhar o resto da casa. Do lado do quarto onde estava tinham outros dois. –A família devia ser grande...

Ao abrir a porta do segundo quarto, viu uma figura de casaco roxo em cima da cama. Por um momento Sora pensou que era o cara que tinha te dado o tiro, mas logo foi descartada, pois a bala tinha vindo de outra direção. Aquela roupa era familiar. –Kurosaki Shun!- O menor levou as mãos à boca, suas palavras tinham saído muito altas.

Kurosaki se revirou na cama. Entre tantas outras casas em Heartland, Sora tinha vindo parar debaixo do mesmo teto que o seu pior inimigo. A vida só poderia estar tirando uma com a sua cara.

- q- quem é?... – A voz do mais alto saiu falha. Seu rosto estava inchado e os olhos vermelhos por causa do choro. Ele passou as mãos pelo rosto e olhou para o garoto a sua frente – Shiunin Sora?! – seu coração acelerou quando viu quem estava na porta do quarto.

Sora olhou para o homem assustador, ele parecia ainda mais alto e a luz do quarto sob o corpo de Kurosaki deixava ele mais medonho aos olhos do menor. Mas alguma coisa tinha mudado, Shun não estava com a expressão carrancuda de sempre, seu rosto parecia cansado. O garoto não tinha percebido a vermelhidão de seus olhos.

Em movimentos rápidos Kurosaki desceu da cama e pegou Sora pelo ombro, fazendo o menor soltar um grito de dor e surpresa. A ferida começou a sangrar outra vez, seus olhos automaticamente encheram-se de lágrimas.

O mais velho soltou instantaneamente, assustado com o grito vendo o sangue escorrer e o menor se contorcer de dor. –Me desculpe...  

Sora cobriu a mancha com as mãos pequenas. – Não tem nada... –Sua respiração estava pesada, e a vista turva. O estomago doía, não tinha comido nada desde o café. Ele ainda Procurava a maldade nos olhos do outro, se Shun quisesse dar um fim em sua vida ele não conseguiria impedir, estava fraco demais até para manter-se de pé.

As pupilas amarelas cheias de lágrimas refletiam outra face de kurosaki, uma que ninguém até o momento conhecia. Pela primeira vez Sora via o medo em seu inimigo, a tristeza e o sofrimento que a academia tinha causado ao homem, aquilo não era justo, ele não tinha feito nada e mesmo assim era vitima da ambição do professor. Como não tinha percebido antes? Talvez tivesse notado, mas fechava os olhos para a verdade. Tinha esquecido de que Shun também era humano e sentia dor. Talvez fosse bem mais humano do que todos os seus companheiros da fusion.

Um barulho vindo da porta da frente quebrou o silêncio do quarto, fazendo cada um sair do seu transe.

- O que foi isso? – O menor levantou-se surpreso com a batida.

- Devem ser seus amigos da academia. –Falou sem olhar para o garoto. –acho que esse é o momento perfeito para me encurralar, mas não vou me entregar sem lutar! – Shun ficou de pé, colocando o disco de duelo em seu braço.

- não é isso! Eu não sei de nada! Vim aqui depois de ter me perdido dos outros, acho que estão muito longe daqui. – Sora se encolheu ainda mais. – eu estou sozinho...

Shun decide dar um voto de confiança ao outro. Abaixa-se ficando a poucos centímetros de Sora. A solidão que os dois compartilhavam era a mesma, nenhum sabia pra onde ir nessa guerra, sozinhos a mercê da própria sorte e sobrevivendo nas sombras, depositando suas esperanças em dias melhores que viriam uma hora ou outra. O homem queria sair xingando todos de “filhas da puta”, mas aquilo parecia infantil demais. As batidas da porta continuavam, eles estavam ferrados, mas cada um estava tão absorto em seus pensamentos que nem se importavam.

-Estamos fudidos... –Sora falou olhando para o mais velho. –Sério cara, a gente vai se foder legal se for alguém da academia.

-Eu sei. –Deu um sorriso discreto. –Mas eu tomo no cu todo dia, não to nem aí. –Ele se deita no chão empoeirado do quarto, dando a entender que não se importava com quem estava do lado de fora.

Sora se surpreende com a reação de Kurosaki. –Então você não se importa se meus companheiros chegarem aqui e te pegarem?

-Me levem logo. Um merda como eu não vai salvar a XYZ nem em mil anos... Vou ser bem mais útil virando carta. – seus olhos começaram a se encher de lágrimas.

O menor sentiu a raiva o dominar, não podia aceitar que seu maior inimigo simplesmente se entregasse daquela forma humilhante. –O que? Cadê aquela pose de machão? Não foi você que disse que não ia se entregar sem lutar? – ele senta-se em cima do peito de Shun, segurando o casaco do maior e deixando seus rostos quase colados. –Seja homem! Você lutou por Heartland até agora e vai continuar lutando, nem que eu tenha que te dar uma surra pra ver se toma juízo!

Kurosaki estava com os olhos arregalados, a proximidade de seus rostos fez o mais velho corar. – Saí de cima! –Empurra o outro e se senta, arrumando a posição. – Por que de repente esta me falando o que fazer? Você não manda em mim.

-Por que quem tem que acabar com você é eu! E não se atreva a ser derrotado por outra pessoa, seu filho da puta!- sabia que estava desafiando o outro o chamando daquele jeito, mas alguma coisa dentro de Sora dizia para fazê-lo. As lágrimas começaram a cair sem motivo algum.  

Shun viu  YUto no lugar de Sora, as palavras do menor tinham sido as mesmas que seu melhor amigo tinha lhe dito no dia em que se conheceram.  “eu vou te superar”, no começo o moreno sempre falava isso, pensar que mesmo com uma rivalidade tão grande eles conseguiram se tornar amigos inseparáveis e deixar as diferenças de lado em um curto espaço de tempo era quase impossível de acreditar.

Tudo estava para acontecer de novo. Naquele quarto, Sora e Shun deixaram suas diferenças e inimizades desaparecerem, eles agora compartilhavam a mesma dor, e junto com as lágrimas e os soluços mostraram um ao outro o “eu” que ninguém sabia que existia em seus corações.

Porém novamente o momento foi interrompido por um barulho bem mais forte que os anteriores. A porta tinha sido derrubada.

 



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