História On My Own - Capítulo 37


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Categorias Alfredo Flores, Hailey Rhode Baldwin, Justin Bieber, Kendall Jenner, Pattie Mallette, Ryan Butler, Selena Gomez
Personagens Alfredo Flores, Hailey Baldwin, Jaxon Bieber, Jazmyn Bieber, Jeremy Bieber, Justin Bieber, Kendall Jenner, Pattie Mallette, Ryan Butler, Selena Gomez
Tags Bieber, Drama, Fama, Flashs, Jendall, Justinbieber, Kendalljenner, Novela, Romance, Trama
Visualizações 740
Palavras 5.409
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, oi gente. Estou postando super rápido, porque minha bateria está zerada. Desculpem a demora exagerada, eu ia postar fim de semana passado, mas era meu aniversário.
Eu não revisei este capítulo, perdoem e ignorem qualquer erro!
Obrigada pelos 506 favoritos!!!!

Capítulo 37 - Troubled weekend.


Fanfic / Fanfiction On My Own - Capítulo 37 - Troubled weekend.

 

Não era meu dever acompanhar Carin até a igreja alguns dias antes de seu casamento, tão menos ser testemunha de alguns de seus ataques de nervos, até porque, eu já lidava com uma cota bastante considerável dos meus. O ponto era: meu papel estava focado no desempenho de ser uma boa madrinha de Caleb e nem era com ele que eu estava desta vez, mas sabia que ele ficaria feliz se eu desse suporte a sua noiva — que estava prestes a enlouquecer por tamanha responsabilidade de organizar o próprio casamento. — A todo custo, quando aceitei encontrar a futura mulher de meu melhor amigo naquela manhã de quinta-feira, comecei a pensar no meio do caminho que uma onda de generosidade conseguiu me derrubar. Sentia que iria perder a companhia de Mellark nas saídas que a equipe fazia, e sofria antecipadamente com a frase pronta "preciso ir para casa e cuidar de minha esposa" dentro de minha cabeça. Mas então caí na real, não estava assim porque ele estava firmando seu compromisso com o amor de sua vida, eu fiquei assim porque estava longe de ter a mesma sorte — uma vez que Bieber nunca me enxergaria da forma que eu passei a vê-lo.

Acompanhando a chegada da equipe para a elaboração final do mapa feito pelas mãos de Carin, numa das brechas de seus surtos temperamentais, não pude evitar ficar um pouco entediada e com os pensamentos em outros lugares. Por sorte, ela nem se deu conta de que na verdade somente meu corpo estava ali. Como o casamento aconteceria no feriado de segunda, o jantar de ensaio estava programado para amanhã às sete da noite e logo após isso, os noivos se despediriam e cada um teria o último final de semana separados até a união matrimonial. 

Lebie deve estar ansioso para o fim de semana de farra que o espera — a sobrinha de Chelsey comentou, controlando-se para não morder as unhas enquanto vasos pesados e emoldurados adentravam ao local nas mãos de grandes homens de uniforme.

Eu detestava apelidos, o mais perto que chegava disso era chamar meu irmão pela inicial de seu nome, mas Carin e Caleb eram tão melosos que causavam-me náuseas. Será que um dia seria assim com alguém? Será que eu teria um alguém?

— Ryan disse que vai fazê-lo beber muito no sábado. Reservaram até a área VIP toda de uma boate só para que Mellark pudesse ter o maior coma alcoólico de sua vida — respondi, desacreditada de que ele realmente pudesse ficar tão bêbado quanto diziam. Porém, não colocava muito a mão no fogo, Carin sempre o controlava nesse quesito, ou às vezes eu também, só que nesse fim de semana não poderia interferir em nada. Era uma das regras bobas citadas nos folhetos bizarros que os garotos distribuíram entre os convidados.

— Contanto que tragam meu marido em sã consciência para a cerimônia... — ela suspirou, aparentemente preocupada com futuros imprevistos — Você tem certeza que não irá ter strippers? Eu não quero saber de nenhuma garota dançando no colo do meu homem. 

— Absoluta. — Lhe garanti — eu estarei lá, Hailey também e... bom, a nova namorada de Justin. — Controlei-me para não engolir em seco e evitar ao máximo a careta que queria fazer. Toda a informação não seria digerida tão facilmente — Além disso, não permitiria de jeito nenhum — afirmei com convicção. — Fique despreocupada, Carin. — pensei em confortá-la com uma mão em seu ombro, porém, apenas sufoquei meus pensamentos dado as circunstâncias; não era tão íntima dela ao ponto de demonstrar afeto daquela maneira, o que era engraçado, porque com Baldwin eu tinha essa vontade e liberdade.

— Oh, muito obrigada, querida. Você é um anjo em nossas vidas — oferecendo um sorriso, a alta mulher abraçou-me de canto e logo foi chamada por um dos organizadores para que uma dúvida lhe fosse tirada.

O resto de meu dia foi cálido, mórbido e tedioso, talvez fosse porque minhas esperanças morriam a cada minuto. Esperava mesmo estar errada sobre o que eu sentia por Justin, mas vendo que o sentimento crescia cada vez mais e que jamais poderia misturar minha vida pessoal com a profissional, ter que ver suas fotos com Richie era bastante doloroso e mesmo que perfurasse meu coração, ainda me mantinha atualizada sobre o que aqueles dois andavam fazendo. Parecia que o sentimento me deixava masoquista.

 Quando dispensada, peguei um metrô para casa no intuito de ver rostos diferentes durante o trajeto, crente de que minhas expectativas seriam atendidas por meio das minhas preces mentais; mas o amor da minha vida não estaria dentro de um dos vagões, lendo um de meus livros favoritos ou se destacando da multidão. Outra pessoa ocupava o lugar vago de esperanças e eu sabia muito bem quem era. Naquela mesma tarde, Draven fez um couro de "aleluia" com a notícia de que eu iria vender meu carro depois do concerto e por mais que eu quisesse usá-lo uma última vez, não era boa com despedidas. Ainda que se tratasse apenas de um bem material e uma lataria bem conservada em chumbo; achava até que tinha mais consideração por ele do que com muitos rostos que me cercavam. 

— Eu peguei um caso grande esta semana — meu irmão dizia de boca cheia do outro lado da linha — mas diga ao Caleb que farei de tudo para comparecer ao casamento, nem que tenha que estudar no avião. E também diga que eu desejo a maior ressaca de todas em sua despedida de solteiro.

— Pode deixar — afirmei, sentando-me no sofá de minha sala, completamente exausta — tenho que ajeitar algumas malas, a turnê volta na quarta e tenho coisas até a cabeça para resolver.

— Viva ao trabalho dos sonhos — saudou, brincalhão como sempre, mas eu o conhecia, havia exaustão em seu tom — por favor, me lembre o motivo de eu ainda ser mais um engravatado congelando de frio do Canadá. — murmurou, resmungando baixo como sempre fazia na infância por estar cheio demais para terminar seu jantar.

— Hm... dinheiro, persuasão de sua figura paterna e pressão familiar por conta de um maldito sobrenome? — debochei, arrancando uma gargalhada do mais velho.

— Eu podia jurar que era porque eu acreditava num mundo mais justo, mas você acaba de abrir meus olhos — dramatizou, ao som de alguns ruídos do outro lado da linha — Ah, olá, mamãe. Chegou cedo. O senhor Wright saiu com um cliente. Estava agora mesmo falando com a Brooke, ela disse que a saudade não cabe no peito.

— Draven! — exclamei, rindo alto com o escárnio vindo de sua parte.

— Desligue este celular, Draven. Não é hora para um papinho com essa bastarda — com clareza, ouvi ela dizer amargamente, satisfeita com o mau humor que eu a causava.

— Ei, Brooke. Ela disse que mal pode esperar para vê-la — consegui ouvi-lo enquanto parecia efetuar uma tentava de tirar o aparelho do alcance de nossa (in)felizmente mãe.

— É melhor obedecer, D, ou ela irá falar mal de você na rodinha das amigas — alfinetei, porém Rosalie venceu a pequena guerra com ele e conseguiu o telefone depois de tanto esforço.

— Que ótimo que está rindo, Brooke. Mas não se esqueça de que quem ri por último, ri melhor. Passar bem. — antes que eu pudesse argumentar com mais zombaria, a ligação fora encerrada e eu não sabia se levaria aquilo como ameaça. Contudo, não conseguia tirar o sorriso satisfeito de meu rosto.

(...)

Com sucesso, o jantar de ensaio de Caleb chegava ao fim. Tinha a impressão de que seu primo Lorenzo não parava de me olhar por conta de meu vestido prateado de decote fundo, no entanto, eu cobria os braços com um blazer preto por cima da peça na torcida de que fosse só impressão minha. Definitivamente não fazia o meu tipo, além de ter dezenove anos e não ter ainda começado uma faculdade. Talvez porque não conseguia tirar da mente que somente Bieber fazia qualquer requisito e agora ele estava compromissado, aparentemente apaixonado por ela. Tanto que havia adentrado em uma discussão com sua ex namorada — e amada — Selena Gomez, defendendo com unhas e dentes seu relacionamento com Richie, ficando até mesmo contra uma boa parcela de suas fãs que desaprovavam a atitude. 

Uma coisa era certa, eu não tinha certeza se meu discurso era um dos melhores, só estava convicta de estar nervosa por imaginar todas aquelas pessoas olhando para mim quando a ocasião chegasse e uma deixa me fosse dada. Eu estava encaminhada de levar Mellark até a igreja, isso era um desejo pessoal feito por ele, o qual atenderia com muito gosto. Adorava a ideia de ser importante em tais extremidades.

— Um brinde aos noivos! — a mãe de Carin levantou sua taça, levando-a até o centro onde fizemos um encontro de copos que tilintaram no ar.

Chelsey também compareceu. Por mais que a cerimônia tradicional fosse íntima, a tia de Carin era próxima o bastante da sobrinha, mesmo que ambas morassem longe uma da outra. Quando a madrasta de Bieber me viu, cumprimentou-me com um singelo beijo no rosto e acolheu-me com seu sorriso simpático, perguntando como eu estava a medida que seu rosto me levava a primeira vez que a vi, na noite de natal do qual Aquele-Comprometido-e-apaixonado-Astro-Pop roubou a cena.

O conjunto de trinta pessoas se divertia em conversas paralelas sob as mesas extensas. Alguns não se viam desde a última reunião do grupo, outros contavam histórias engraçadas que envolviam os pombinhos e o clima era banhado pela sensação de uma família reunida — ressaltando apenas a parte de eu nunca ter tido um momento como aquele. — Até que o som alto e estrondoso vindo de algum canto invadiu o ambiente e nos fez encararmos uns aos outros com respectivos pontos de interrogações em nossas testas.

— Atenção, senhoras e senhores! — as portas do salão se abriram e chocaram-se com a parede.

O relógio marcava dez da noite em ponto e logo abaixo do grande objeto sobre a entrada, as pessoas fixavam seus olhos esbugalhados para lá, se deparando com as figuras de Ryan Butler, Alfredo Flores e Rudy Mancuso adentrando ao local com chapéus coloridos e bizarros, óculos maiores que seus rostos e gravatas neon de tamanhos exagerados. 

— Isto é um sequestro, e nós estamos levando o noivo — através de um mega-fone, mesmo que não precisasse gritar, Butler exclamou com animação a medida que Rudy colocava um chapéu de festa no topo da cabeça de meu melhor amigo e Alfredo tratava de enrolar um cachecol plastificado rosa em volta de seu pescoço. — E a próxima parada é Malibu! — o auto-falante ocasionou um enorme ruído, levando as pessoas de olhos arregalados a colocarem as mãos sobre seus ouvidos e cobri-los para evitar uma possível surdez momentânea.

— Caleb?! — Carin arqueou as sobrancelhas, vendo que os três levavam seu futuro marido para fora do salão sem dizer mais nada.

— Nem me pergunte, eu não planejei nada disso — Mellark gargalhou, mais confuso do que todos, acenando para Carin, pois não tinha muita escolha — Eu te amo, Car! Até o casamento! — cada vez que ficava mais longe e tentava resistir até a conclusão de sua frase, mais ele tinha que gritar. Até que teve a brilhante ideia de pegar o mega-fone e usá-lo também — Eu vou ser o noivoooo

— Beleza — tive que rir sem graça, pois estava no meu limite de constrangimento. Não eram esses os comandos que passei à Ryan — eu tenho que ir antes que esses malucos me deixem para trás.

— Oh, céus. Cuide bem do meu Caleb — pediu, vermelha por estar aflita e envergonhada, assim como eu — Me desculpem, gente. Os amigos de Caleb são os maiores malucos que já vi. — Carin tentou contornar a situação, pedindo mais vinho para seus parentes e amigos.

Despedindo-me brevemente, saí apressada pela mesma porta e quando o fiz, dei de cara com uma limousine azul, enfeitada com adesivos de bebidas, mulheres e chapéus de cowboy. Minha boca se abriu em um formato de "o", pouco antes de eu negar com a cabeça. Esses garotos não tinham cérebro.

— Vamos, Brooke, não temos tempo a perder, vamos! — Flores saltou pelo teto solar, bebendo algo que eu não consegui distinguir. 

— Não acredito que vocês fizeram isso — revirei meus olhos, colocando-me para dentro do automóvel exageradamente extenso — Nós não combinamos de virem buscá-lo só depois que o jantar chegasse ao fim? E eu não mandei esperarem até que ele saísse por conta própria? — dei um tapa na mão de Rudy quando ele se atreveu a me colocar um chapéu também — Nem pense em me colocar isso. — o repreendi, semicerrando os olhos — E que tipo de carro é este? Eu tenho certeza de que pedi para serem discretos.

— Ô Devon! — Butler bateu contra a divisória privativa do carro, esperando até que o vidro a prova de som se abaixasse — podemos parar na próxima esquina? Eu confundi a melhor amiga do noivo com a mãe dele. Tenho certeza que nossa amiga Brooke deve ter ficado por lá — tirou sarro, embaralhando a voz. Definitivamente já devia ter tomado algumas doses antes.

— Vá à merda — bufei, tendo que engolir a tiração de sarro vinda dos três caras mais desmiolados da face da terra. 

— Pode tomar, meu irmãozinho. — Rudy abriu uma garrafa escura, despejando um líquido na taça acrílica que segurava — Quando chegarmos ao nosso destino, quero ver você tão louco, que não vai saber mais o seu nome — incentivou Mancuso, entregando-a para Mellark, que a essa altura também se deixava levar pela tentação causada pelo teto solar.

— Deus, onde é que eu vim parar? — clamei, jogando-me para trás até tomar parte do banco, cobrindo o rosto de tanta vergonha alheia.

Quarenta minutos depois, perdi a conta de quantas vezes Ryan havia batido a cabeça no teto ou nas laterais do carro, a quantidade de copos que meu melhor amigo havia tomado e seus companheiros de farra também. Sabia que conforme nos aproximávamos de Malibu, mais perto eu estava de encontrar Justin pela primeira vez em três semanas. Alfredo não parava de falar da nova namorada dele, o que me enojava só de pensar em como ela seria e de que desculpa eu usaria caso Sofia fosse uma pessoa legal e eu só não aprovasse por desejar seu namorado de aluguel.

— Eu sei que eu falei que a próxima parada ia ser só em Malibu, mas preciso mesmo dar uma mijada — Ryan se ajoelhou no banco, apertando o botão para que o motorista Devon pudesse escutá-lo apesar da música alta vinda do som. — Santa Mônica há um quilômetro, Devonzito, vamos parar num posto de gasolina.

— Eu concordo — Caleb segurou as próprias calças — se eu rir... mais um pouquinho, vou chegar na boate com um vazamento no cano entre as pernas — que meus ouvidos pudessem me perdoar, não tinha feito a escolha de ouvir um palavreado tão chulo em apenas uma hora.

— Devon, por favor, se pararmos agora, me deixe jogar todos para fora — exigi, notando que o motorista já desviava a rota para encontrarmos um posto de gasolina o mais rápido possível. Devia ter experiência com bexigas de bêbados explodindo o tempo todo naqueles bancos. Ew!

— Pensando seriamente em considerar este pedido — o motorista respondeu, logo depois de ouvir alguns resmungos vindo do bando de brutamontes, vulgo meus amigos.

Conforme aqueles três iam usar o banheiro e mirar de maneira correta no vaso sanitário, tratei de jogar as embalagens vazias fora, praguejando os vinte minutos restantes daquele trajeto infernal. Quando todos voltaram, pareciam estar ainda mais pilhados. Céus, como eu queria um fone de ouvido e uma revista!

No mesmo clima de antes, Mellark já estava bêbado ao ponto de deitar no chão do carro e não conseguir levantar sem ajuda. Alfredo tentava gravar a cena, mas sua coordenação motora deixava a desejar e o celular mais tremia do que focava em alguma cena, já Ryan, tomava uma garrafa inteira de alguma bebida barata, com os botões da camisa abertos — tais como o de meu melhor amigo. 

— Chegamos — anunciou Devon, arrancando gritos desenfreados daqueles homens embriagados. 

— Não vou carregar ninguém, já vou logo avisando — anunciei, descendo para o lado de fora dos fundos da boate.

Não havia como sermos discretos, a limousine era tão chamativa que quis culpar os três patetas por terem pensado naquela maldita ideia, contudo, sem muito o que fazer, a ajuda nos veio na hora certa e os seguranças de Bieber escoltaram-nos porta à dentro, onde a música alta ganhava de dez à zero daquela que vinha sendo tocada o caminho todo. 

— Arthur, será que pode dar uma mãozinha ao noivo? Ele não chegará até o fim se depender do tanto de álcool que já ingeriu.

— Sim, senhorita Wright — confortou-me, passando por mim para prontificar-se quanto ao meu pedido.

Passei a mão pelo tecido amarrotado de meu vestido e retirei meu blazer, entregando-o para uma das funcionárias aptas a guardá-lo e recebendo um cartãozinho com o número de meu cabide. A seda de meu traje insistia em enrugar na altura da coxa pelo tanto de tempo que havia ficado sentada, mas não era nada que pudesse me preocupar ou tirar-me do sério. Eis ali o motivo: a primeira coisa que fiz quando subi as escadas da área vip, foi ver Bieber saindo de um camarote de dedos entrelaçados com Sofia. Meu sorriso — que já não era dos mais consideráveis — se desfez e eu quis baixar o olhar. Só não tive forças para lutar contra minha curiosidade e minha vontade de olhá-lo pelo tempo que me era permitido. Ele ainda não tinha me visto, até que Alfredo esbarrou seu cotovelo em meu antebraço e recebeu um xingamento que deixei escapar por entre os lábios. 

A música parou em minha imaginação, no campo de visão que meu cérebro projetara, apenas Bieber e sua namorada se destacavam entre os resto de nossos amigos. Pensei em cumprimentá-los por educação, quem sabe me apresentar à garota que Bieber tanto defendia e dizia amar nas redes sociais, mas Richie fez com que eu mudasse de ideia no instante em que ela o beijou e Justin tirou os olhos de mim para colocá-los em sua namorada.

— Brooke, sua safada! — Hailey esbarrou nossos quadris, empurrando-me com seu traseiro um pouco para a esquerda — Vamos dançar até cairmos duras e sermos tiradas daqui por cadeiras de rodas. 

— E-eu... tenho que ficar de olho em Caleb — gaguejei, sentindo meus lábios ressecados quase grudarem a medida que os de Bieber continuavam muito bem hidratados pelos de Sofia. 

— Acho que o estrago já está feito — apontou ela, indicando meu melhor amigo sendo carregado por dois dos seguranças do loiro canadense. 

— Nem pensar — Chaz tomou a frente, carregando uma garrafa d'água — nós vamos fazer ele se recuperar para induzirmos outro porre. Hoje a noite é desse cara. Outra comemoração dessas, só no divórcio.

Poo Bear, Maejor Alli, Lil Za, Christian Beadles, Johnny Erasme e Benjamin Houston também estavam ali. As dançarinas da turnê se divertiam criando passos de dança para o som tocado e Dj Tay James — por mais que fosse um convidado —, tomou a cabine para si e tocou músicas exclusivas, remixes e reproduziu uma playlist das músicas favoritas de Bieber. Ainda que Caleb fosse a estrela da noite, não se podia competir com Justin, mas ele estava tão bêbado que não ligou para isso.

Se eu achava que tinha presenciado uma farra de verdade, aqueles homens todos provaram-me o quão errada estava.

Ao passo que tomava coragem para contar à Hailey a grande bobagem que havia feito por mentir sobre seus sentimentos ao meu-amigo-noivo-embriagado, não tomei mais do que duas doses e nem estas foram capazes de me dar algum ânimo. No meio de nossa gritaria por cima da música, Baldwin contou a breve experiência que teve com Richie e constou que se fosse possível, até ao banheiro ela iria junto a Justin. Era de se notar, mais de duas horas depois, Bieber só havia se levantado para pegar algumas doses, pedir uma ou outra música e trocar salivas com aquela loura sem muitas expressões. Eu me achava ranzinza até encará-la por alguns momentos e notar que a garota era dona de uma careta entediada que não mudava nunca. Sofia não demonstrava-se muito animada com a festança.

— Não sei não. Ele já teve piores, mas as garotas ao menos se esforçavam para se enturmar e acabarem conquistando os amigos. Já essa aí, só disse oi para mim porque sua educação a obriga — resmungou minha amiga, dando de ombros como se me enganasse. Ela estava mais do que incomodada.

— Eu não queria parecer indelicada de não ir falar com os dois, mas ambos estão em seu próprio mundinho ali — gesticulei minuciosamente com a cabeça.

— Por mim, ela iria embora. Ninguém a convidou. Será que aquele cabeça mole não se toca de que isso é para os íntimos? — Baldwin estava mais do que chateada, a frustração por perder seu melhor amigo era nítida.

— Que tal sairmos daqui e descermos lá embaixo? — sugeri, olhando através do vidro fumê, a movimentação de pessoas no andar inferior ao nosso.

— Você não poderia ter tido ideia melhor — os olhos dela se iluminaram e a loira abandonou seu copo pela metade para pegar em minha mão — Vamos, não olhe para trás — num só puxão, Hailey desencostou-me da parede e guiou-me para a porta de saída e acesso às escadas. 

Não segui seu conselho e fui teimosa: olhei para lá uma última vez para que meu coração se acostumasse com a visão que eu teria dali para frente. Mas ao contrário do que imaginei, Justin não estava engolindo Sofia, ele olhava para mim fixamente, acompanhando minha saída com uma expressão enfurecida. Será que Richie havia lhe dito algo desagradável? Bem, eu não ficaria para descobrir.

Obviamente, a pista de dança era mais apertada. Sem os seguranças por perto, as pessoas não se importavam em tirar uma lasquinha de nós duas, sem contar que Hailey era o centro das atenções.

Corpos suados, palavreados chulos e alguns casais confundindo a pista de dança com um quarto de motel, conseguimos espaço e arrastamos Arthur para o meio da bagunça só para garantir que algo não desse errado. Ali, no meio da multidão eu dancei motivada a esquecer que dentro de alguns dias estaria um pouco mais sozinha porque meu melhor amigo se mudaria para uma casa maior e não teria tanto tempo para mim. Uma parte de meu ser estava feliz, afinal um de nós teria que encontrar alguém e esquecer das loucuras cometidas na faculdade. Já a outra parte, o resto, pensava porque não acontecia o mesmo comigo.

— Ei, Broo! — Hailey segurava seus próprios cabelos, gingando-se majestosamente de um lado para o outro — você quer tomar alguma coisa?! — gritou, próxima ao meu ouvido.

— Quero! — imitei o seu tom — temos que subir de novo? — apontei para cima, encontrando a figura de Justin pendurada na janela, nos fuzilando com os olhos.

— Nem pensar — Hailey negou com a cabeça, virando-se de costas para um cara inconveniente, tentando gravá-la ao seu lado — vamos até o bar daqui e pedir duas sex on te beach. — sugeriu, e eu apenas concordei com um polegar para cima.

Nós entrelaçamos nossos braços e deixamos Arthur para trás. Não víamos problema em comandá-lo a nos esperar ali, queríamos garantir que aquele espaço que arranjamos não fosse preenchido por outras pessoas, por isso ele ficou de guarda até que voltássemos. Os cantos da boate eram revestidos por caixas de som, por isso não tive muito o que fazer para tentar uma comunicação menos escandalosa com Baldwin. Entretanto, estávamos decididas de qual seria o nosso pedido e apenas aguardamos na fila, pois algumas pessoas já nos olhavam torto por sermos chamativas demais para aquele espaço. Quem dirá se cortássemos fila.

O problema era que a mesma estava enorme. Haviam apenas três barmans e eles não tinham a habilidade de atender todo mundo com tanta agilidade. Hailey foi chamada para uma foto com o dono da boate e eu lhe tranquilizei depois de receber um olhar de "me tire dessa", dizendo que guardaria seu lugar na fila e que não sairia dali nem se quisesse. Cinco minutos mais tarde, dei apenas três passos para o lado e o balcão parecia estar mais longe. Não obstante, resolvi ignorar minha impaciência e debrucei-me sobre uma cadeira desocupada logo ao meu lado, olhando para o interior do bar e analisando os tipos de bebidas que eles serviam.

Devo ter me prendido ao cardápio fluorescente e slides de copos e preços, tanto que deixei duas pessoas passarem em minha frente e enfureci-me com a brecha que acabei dando para um alvoroço acontecer. Sentindo um peso em minhas costas, virei-me imediatamente para encontrar os olhos de quem estava com a mão pousada sobre ela, esperando dar de cara com Hailey, mesmo que o peso de sua mão fosse muito para sua estatura. 

— Por que é que você dem... — preparei minha pergunta, mas a engoli por bater meu rosto no peito de um homem grandalhão. 

— É você a acompanhante do Justin Bieber? — inquiriu, com a voz trovejante de tão grossa.

Não sabia dizer se com "acompanhante", ele se referia ao nosso ciclo de amizade, contudo, dei de ombros e afirmei com a cabeça, sem entender o intuito de seu questionamento.

— Sim, por quê? — o peitei, porém, sua mão foi parar em meu traseiro e o apalpou com força.

— Mas que porra é essa?! —  enfurecida, cravei minhas unhas em seu braço e o empurrei com toda a determinação em mim reunida — tire suas mãos de mim, seu canalha. — Rosnei, mas ele não me deu tempo de escapar, só ficou mais motivado em aproximar-se.

— Eu pago o dobro por uma rapidinha — em meio a pouca luz e o barulho enorme, o homem disse com malícia, colocando as mãos em meu corpo pela segunda vez.

Como é que ninguém via uma coisa dessas?

— Seu nojento repulsivo — virei meu rosto, não conseguindo raciocinar em meio ao pânico.

— Está nítido que você é uma das vadias que ele come. Acha que eu também não posso pagar, princesa? — num movimento rápido, desvencilhei-me de seu enorme tronco que antes me cercava e dei dois passos para trás, esbarrando mais uma vez com outro alguém. 

Justin.

— Que merda é essa, Brooke? — Ele estava ofegante pela correria. Por um instante, as pessoas ao redor o notaram e só assim conseguiram ver que algo de errado acontecia ali. — Quem você pensa que é, seu filho da puta?! — alterou seu tom de voz e apontou o dedo no rosto do homem, que era muito maior que ele por sinal.

— Do que você me chamou, seu arrombado? — o cara encheu o peito, empurrando Bieber para trás, fazendo-o quase perder o equilíbrio e bater suas costas na porta de vidro.

— Eu te chamei de filho da puta. Você é surdo? — sem deixar-se abalar, ele se recompôs e meu coração quase foi parar na boca novamente. Todos ali preparavam seus celulares e câmeras e o que menos poderia nos ajudar agora, era uma confusão ainda maior. — Se tocar num fio de cabelo dessa garota de novo, eu acabo com você — ameaçou, mas eu queria mesmo era sair dali e levá-lo comigo para longe dos flashes.

— Deixa isso pra lá, Bieber. Está tudo bem comigo, vamos subir. — pedi, segurando forte o seu braço totalmente fechado com tatuagens. 

— Ah, é? Você acaba comigo ou vai chamar um dos seus seguranças para fazer isso? — tirou sarro, mas Justin se injuriou e afundou suas duas mãos no peito daquele homem, causando um estrondo no chão quando o braço do brutamontes esbarrou-se numa bandeja e levou duas garrafas de whisky a se quebrarem em diversos pedaços.

Podia jurar ter visto as veias da testa do homem saltarem pela raiva que o consumiu. Dei uma olhada por cima dos ombros, temendo o que viria a seguir e procurando um dos seguranças de Justin, mas tudo que vi foi Arthur empacado em meio a multidão, tentando correr até nós. Não era rápido o bastante. Quando virei-me, o moreno segurou Bieber pelo colarinho da camisa e o acertou de punho fechado e em cheio o seu rosto. A pancada havia sido tão forte, que o loiro caiu aos meus pés por cima do líquido e cacos de vidro das garrafas quebradas.

Só então as pessoas viram o quão grave a situação se tornara e largaram seus celulares por um só minuto para impedir decorrências piores.

— Oh, meu Deus! Justin! — agachei-me, ofegante demais para conseguir me conter. Parecia até que minhas crises de asma na infância jamais haviam ido embora. 

O astro pop não entregou-se, eu o vi tentar levantar para avançar, mas o homem já estava contido pelos seguranças da boate enquanto outras ajudavam Bieber a se colocar de pé.

— Me soltem, eu estou bem! — gritou irritado, tirando por conta própria os cacos de vidro da camisa e alguns que o causaram cortes pequenos no braço. 

Suas costas estavam molhadas, mas não tinha certeza se as mesmas encontravam-se feridas, tanto pelo impacto, como por cortes. O rosto estava vermelho de tanta fúria e por mais que tivesse levado um bom golpe, tudo parecia estar normal com sua face. Só não podia afirmar que não doía. 

— Quer levar outro, viadinho? — o cara o provocou, gritando por cima da música e alvoroço da multidão. 

— Levem-no daqui! — não reconheci quem disparou a ordem, só conseguia examinar Justin e sentir culpa pelo seu atual estado. 

— Dá licença, me deixem passar. Eu sou segurança dele! — Arthur afastou alguns curiosos, que mesmo com o ocorrido, insistiam em colocar as câmeras em cima de Justin. 

O homem foi levado para a saída mais próxima. Um enfermeiro ofereceu-se a levar Bieber para a ala hospitalar da boate, porém ele recusou e gritou com todos que insistiam para que o mesmo fosse.

— Você tem certeza que está bem, Justin? Eu sinto muito... Me deixa cuidar de você, eu posso buscar gelo. — toquei em suas costas, recebendo um olhar severo de sua parte.

— Eu estou ótimo, Brooke. Não está vendo? — Ah, sua típica ironia. — Não teria acontecido se você não desse uma de independente. Mas você e Hailey são iguaizinhas, fazem tudo ao contrário. O que teria acontecido se eu não tivesse chegado lá na hora? 

— Por favor, não vamos brigar agora. Eu estou péssima com o que aconteceu — pedi, engolindo em seco. Apesar dos homens dele já terem se reunido para nos fazer escolta até a área VIP, não escapávamos dos questionamentos, flashes e tentativas de tocá-lo. 

— Amor! — Sofia apareceu de repente, ao pé da escada, correndo em nossa direção. — Céus, Justin, o que aconteceu? Você está bem? Te machucaram? — ela tocou no rosto de seu namorado, que fez uma careta de dor pelo toque afobado da própria — Sua bochecha está inchada. Quer ir para casa? Eu posso cuidar de você. 

Era agora, Justin negaria, porque ele já havia deixado bem claro que não precisava de ajuda alguma. Inclusive a minha. Foi então que ele me olhou de canto de olho e travou o maxilar, voltando seus olhos para Richie em questão de segundos.

— Sim, eu quero — afirmou para ela, depositando um beijo calmo em seus lábios carnudos, o que me fez desviar os olhos para Dennis, o segurança à esquerda. — Você dirige, Arthur? Nós queremos ir embora. — bastou uma afirmação para que eles me deixassem na porta da área reservada para nós e os demais — Boa noite, Brooke. — Disse ele, olhando-me uma última vez — Tome cuidado. 


Notas Finais


Me digam o que acharam, viu? Não deixem de comentar, é muito importante, aliás, eu adoro cada cometário recebido. Vocês são muito amáveis comigo.
<3


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