História On My Own - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber, Kendall Jenner
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Jendall, Justin Bieber, Kendall Jenner, Romance
Exibições 26
Palavras 1.770
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Quem quer mais um capítulo põe o dedo aqui, que já vai fechar, não adianta chorar

Capítulo 6 - Successful Debt


 

— Onde pretende passar o natal? — perguntou Caleb e eu pude vê-lo bebericar um longo gole de seu vinho.

— Em meu apartamento? — mantive meus olhos fixados em minha agenda na tela de meu computador. — Sabe bem que não comemoro nenhuma data especial, não entendo o porquê de me perguntar isso todo ano. — recebi um suspiro longo como resposta. 

— Você nunca tem vontade de fazer algo diferente? Comer lasanha congelada todo natal e ano novo deve ser o maior saco. 

— Por que eu faria um banquete só para mim? — revirei meus olhos. — E de quê isso importa agora?

— Broo, nós estamos ha uma semana do natal, gostaria que aceitasse meu convite de passar o natal comigo e com os convidados da Carin. — eu pude notar um tom de suplica em sua voz, mas isso era algo totalmente fora de cogitação para meus costumes.

— Eu já disse que não sou muito sociável fora do trabalho, Mellark. — saquei meu celular e abri meu bloco de notas, anotando algumas observações sobre o show da Ariana Grande, na véspera de natal. 

— Eu entendo que não goste de passar com sua família, mas eu nunca duvidei da sua capacidade profissional, não teria motivos para receber um não. Meu trabalho depende do seu. — completou ele, fazendo-me pensar sobre os natais ao lados dos Wright's.

Em minha infância, o natal era algo que parecia demorar mais. Draven e eu ficávamos empolgados para a troca de presentes e, esperávamos a chegada do papai noel até cairmos no sono no sofá da sala. Com oito anos, eu ainda acreditava naquela história, porque meu pai nunca se prestou para se vestir como o bom velhinho até uma idade em que eu suspeitasse. Nunca suspeitei, porque ele nunca se importou com isso, na verdade. Minha mãe sempre me colocava os melhores vestidos quando reuníamos a família, mas eu odiava ser tratada como uma boneca delicada. Algumas vezes, quando tirava os sapatos na frente das visitas por serem apertados demais, ela me deixava de castigo porque eu não sabia me portar como uma dama. Aquilo dava para se relevar, afinal, eu era mesmo uma criança um pouco levada. 

Certa vez, naquele mesmo ano de 2003, meu pai fez a pergunta que mudaria totalmente a forma como eu o enxergava. Meu destino tinha o risco de ser traçado pelas mãos de quem eu deveria considerar meu herói e essa sensação não deveria cair em peso sobre uma garota de quase nove.

— O que pretende ser quando crescer, Brooke? — perguntou, sem me encarar com o mínimo de atenção. 
Certo, eu não sabia a resposta. 

— Eu, hm... — entortei os lábios, sabia que qualquer resposta que não o agradasse me caíria como desaprovação. — Acho que veterinária, papai. — aquela havia sido brilhante.

Ele engoliu em seco e negou com a cabeça, com um sorriso de canto de lábio. 

— Não é uma boa profissão para nossa família, Brooke. Você deveria ser como o Draven, ele também quer ser advogado. — meus olhos percorreram a mesa, encontrei os de Draven um pouco perdidos, mas não tanto quanto os meus.
 

— Mas eu não quero ser advogado, pai. — respondeu o meu mais velho. 
 

— Não precisa querer para ser, Draven. — aquilo havia soado como uma ordem, mas sem tempo para que eu pudesse pensar, minha mãe chegava com o principal prato da ceia, tomando a atenção de todos nós. 
Depois daquilo, os natais nunca mais foram os mesmos. Não sentia-me empolgada com o fim de cada ano, não se podia estar feliz ganhando um livro de direito todo natal seguido do outro. O fato de ficar mais velha me assustava, e Draven seguia fiél a carreira profissional que meu pai o obrigou. 

 

Ao menos ele começou a gostar de estagiar cedo no escritório da família, depois de um tempo, virou o exemplo mais jovem de lá por ingressar na faculdade de direito um ano mais cedo. Aos meus quinze anos, meu irmão já saia de casa para morar em sua própria. Seus dezenove nunca foram tão concretos e programados, enquanto eu, morava na casa de uma amiga até que pudesse ter idade suficiente para colocar minhas mãos em minha poupança e comprar meu próprio apartamento.

— E então? — Caleb apoiou-se em minha mesa, fazendo peso. — Você topa? — pisquei várias vezes para poder digerir o que ele tinha me dito, mas não queria demonstrar que não tinha prestado atenção em nada do que me disse, por conta de minha viagem no tempo. 

— Claro! — sorri amarelo e ajeitei meus cabelos para trás de meus ombros. 

— Jura? — sua empolgação fez com que eu me arrependesse. — Então eu vou ligar para Carin e dizer que convenci você a ir. — ele pousou sua mão esquerda em meu ombro e esticou seu outro braço para pegar sua maleta. — Esse natal vai ser inesquecível, Brooke. — disse alto, dando as costas para mim enquanto andava até a porta.

Ah meu Deus, eu acho que acabei de aceitar em passar um natal em um ambiente sociável. 

— Caleb! — levantei-me da mesa, mas a porta já havia sido fechada. 

Oh, inferno.

P.O.V — Justin Bieber — Antevéspera de natal. 

— Sua mãe deu certeza que não quer vir? — perguntou meu pai, afastando minha cerveja da mesa de centro, para abrir espaço para a dele. 

— Sim, ela disse que está tudo bem se ficar por lá mesmo com a vovó. — meus olhos estavam fixados naquela partida de basquete. — Também seria estranho se ela viesse para cá sem toda a família, ainda mais sabendo que não vamos comemorar em casa. — completei depois de alguns segundos. 

— Você poderia visitá-la no ano novo. Ela acharia legal. — sugeriu o meu velho, se jogando para trás. 

— Eu estava pensando mesmo, talvez Hailey queira ir comigo e com alguns amigos, sei que a dona Pattie gosta de bagunça. — ri um pouco ao imaginar e ele concordou. 

— Por que ainda não assumiu nada com ela? —  questionou, mas não era o tipo de pergunta que me deixava confortável, mesmo que ela venha de meu pai e não de um repórter intrometido. 

O lance é que eu gostava da companhia da Hails, ela me fazia bem como nenhuma amiga, talvez seja por isso que eu não quisesse nada a mais.

— Nós não nos gostamos assim, e você sabe que eu prefiro as morenas. — empurrei seu ombro e levei minha lata de cerveja até a boca. — Está tudo certo para comemorarmos na casa da sobrinha da Chelsey¹ amanhã? — Tratei de mudar o assunto, ele podia ser um Bieber como eu, mas minhas táticas eram infalíveis e limitadas para uma só pessoa.

— Sim, já vou avisando que vão ter bastante famílias juntas, nem pense em levar algum amigo escandaloso. — o jeito que ele tirava sarro, nem parecia uma bronca, mas no fundo era. 

Eu estava longe de arranjar mais alguma confusão. Na semana passada, havia abandonado uma rádio e o palco de um show privado pela falta de respeito comigo e com meu trabalho. Obviamente, aquilo não teve uma boa visão aos olhos da mídia, mas eu estava cansado de tentar agradar a todo mundo enquanto meus próprios gostos não se valorizavam. 

— Não, dessa vez eu vou sozinho. — afirmei e fechei meus olhos, relaxando um pouco no sofá após finalmente descansar depois de uma semana longa e agitada. 

— Que ótimo, assim você me ajuda a ficar de olho nesses dois. — apontou para meus dois irmãos vindo correndo em nossa direção. 

— Jaxon, me devolve! — Jazmyn gritava sem parar enquanto meu irmão pulava os meus pés e os de meu pai para se esconder entre nós dois. Em suas mãos, havia uma das bonecas de Jazzy completamente descabelada. 

— Então brinca comigo de carrinho! — ele respondeu com manha e eu ri de sua tentativa de persuasão. 

— Justin, fala pra ele que eu não gosto quando ele atropela minhas Suzy's! — ela cruzou os braços e parou de correr. — Ô pai! 

— Jaxon, se vocês vão brincar juntos, não se pode atropelar uma boneca indefesa — o puxei pelas pernas, mesmo que estivesse tentando escapar.

— Mas eu disse que ia pegar minha ambulância! — ele respondeu e sentou-se depois de se livrar de minhas mãos. 

— Viu só, Jazzy? Seu irmão ia chamar a ambulância para a sua Suzy. — meu pai respondeu, tentando conter o riso. 

— Mas ele atropelou de propósito! — Jazmyn estava realmente irritada, e isso me fez ter ainda mais vontade de rir, ainda que as provocações de Jaxon fossem erradas. 

— Então tá legal, peguem seus brinquedos, vamos brincar todo mundo junto. — sugeri e Jax foi o primeiro a se colocar de pé, correndo primeiro que Jazzy para de volta às escadas.

— Me espera! — ela gritou e logo tratou de alcançá-lo, deixando a sala. 

Sem querer, pisei em cima do controle que meu mais novo acabou derrubando depois de sua tentativa falha de se esconder atrás de mim e o canal mudou rapidamente para o TVZ. 

— Aqui é a Addie Rubens e nós já voltamos ao vivo diretamente da cobertura do show da Ariana Grande aqui em Vancouver na  Roger's Arena. A programação já está rolando ha mais de três horas e agora é a hora da ultima pausa para o encerramento. Vamos falar exclusivamente com uma das responsáveis pelo evento, Brooke Wright. Brooke, as expectativas para o show desta noite coincidiram com a sua realização? — Aquele nome. A mesma garota. 

— Com certeza — respondeu a morena com convicção. — Eu me sinto muito realizada ao ver todas essas pessoas felizes com o evento, a arena está completamente lotada e todo mundo tem passado uma energia muito forte aqui. Não há resposta melhor para meu trabalho. — sua feição séria e profissional me despertou um sorriso de deboche. Era aquela a sua demonstração de felicidade? 

— Você não vai mudar para o jogo? — meu pai pegou o controle da minha mão. 

— Não, espera aí! — eu tapei o sensor do controle para que ele não conseguisse trocar o canal. — Estou vendo uma coisa. 

— Essa morena aí? — indagou com tom de deboche — Ela é bonita, mas o placar do jogo está importando mais. — ele caçoou e logo voltou para o canal de esportes. 

Então agora me parecia que o meu dever estava cumprido, eu com certeza não devia mais nada a ela, assim como nem sequer devia antes. 

— O que foi? É alguém que você já pegou? — persistiu no seu questionamento e eu o encarei incrédulo. 

— Tá maluco? Aquela ali tem o rosto de vinte com uma alma de cinquenta. — gargalhei — Essa louca invadiu meu camarim.

— Ela não tinha muita cara de fã maluca. 

— Não, eu não chamo de fã o tipo de pessoa que tenta me acertar golpes. — meu pai me olhou sem entender. — Não vale a pena contar a história. Agora que não precisaremos nos ver mais, fico feliz de sair dessa inteiro. 


Notas Finais


¹ - Chelsey Rebelo, esposa do Jeremy. *
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É, Bieber. Que bom que se livrou, hm?
E aí, meninas? Muito obrigada pelo carinho e apoio, eu espero que esse capítulo tenha demonstrado minha gratidão! Amo vocês demais e espero que comentem o que acham que vai vir por aí. Obrigada pelos comentários anteriores, vocês são umas fofas!


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