História On My Way - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Cora (Mills), Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood
Tags Outlawqueen
Exibições 16
Palavras 1.427
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Verdades


Não! Isso não pode ser verdade! Definitivamente não! Era muita coisa para explicar, muita coisa para entender, meu mundo estava começando a desmoronar e eu não conseguia fazer mais nada a não ser olhar. E pensar que o dia havia começado tão bem....

~Mais cedo, naquele mesmo dia~

Acordei e fiquei sentada na cama, observando a paisagem lá fora. Algo parecia diferente, mas eu não sabia dizer o que era. Parecia que tudo estava perigosamente acordado, ou talvez fosse só o fato de eu ter acabado de acordar. Me levantei e comecei a andar até o local do castelo onde eu havia decido chamar de "sala principal".

– Bom dia querida - Disse minha mãe assim que eu apareci. Ela, Robin e Roland estavam sentados em volta de uma mesa muito bem decorada com dois vasos de flores com gardênias brancas e um lindo banquete servido.

– Bom dia mãe! - Respondi me sentando ao lado dela - Você que fez isso tudo? - Perguntei para ela

– A ideia foi do Robin, ele queria que todos tomássemos café juntos - Ela me respondeu. Eu olhei para o Robin que estava com aquele belo e maravilhoso sorriso no rosto, fazendo eu me sentir nas nuvens. E ainda tinha aqueles lindos olhos, duas pedras brilhantes, profundas e intensas.

– Você gostou? - Perguntou ele me tirando da minha pequena transe

– Adorei! Essas flores são tão graciosas... São gardênias brancas?

– Sim, eu mesma as escolhi - Respondeu ele

– O símbolo de um amor secreto... - Disse minha mãe. Nós dois olhamos para ela - O quê? Essa flor é o símbolo do amor secreto

– Okay - Eu respondi rindo e comecei a tomar meu café da manhã.

Um longo silêncio se estabeleceu, tempo o suficiente para que eu terminasse meu café

– Então... Alguém tem planos para hoje? - Eu perguntei como quem não queria nada

– Bem, eu vou cortar lenha para nós usarmos na fogueira, já que o inverno está perto - Falou Robin

– Quer ajuda?

– Se for sua, é lógico que eu quero - Respondeu ele dando uma piscadela

– Quando vamos?

– Se você não se importar, pode ser agora? - Perguntou Robin se levantando

– Claro - Me levantei também

– Papai, eu quero ir - Disse o pequeno Roland que estava quieto

– Pode sim - Robin respondeu - Quer vir com a gente? - Ele perguntou se virando para minha mãe

– Não, eu vou ficar por aqui - Respondeu ela

Uma sensação estranha tomou meus sentimentos. Como a da hora em que eu acordei, só que dessa vez era pior, mas eu resolvi ignorar.

– Tudo bem, vamos então.

Nós saímos e fomos em direção a floresta, a medida que andávamos ficava mais frio. Eu cruzei os braços em uma tentativa de afastar o frio, o que não deu certo.

– Está com frio? - Ele perguntou, eu apenas fiz que sim com a cabeça. Ele me passou o braço por trás de mim e me puxou para perto - Está bom assim?

Eu o puxei para um beijo, que provavelmente o pegou de surpresa - Perfeito!- Respondi. Nós voltamos a andar até encontrarmos uma árvore, que Robin disse que seria perfeita, então ele começou a fazer o seu trabalho, enquanto eu fiquei brincando com o pequeno Roland em um rio que nascia ali perto.

– Olha isso - Falei para o pequeno e joguei uma pedra na água fazendo ela bater na superfície quatro vezes e depois afundar.

– Isso é legal - Ele tentou jogar uma, mas ela afundou - Como você consegue?

– Não sei direito, eu apenas jogo, assim - Eu peguei outra pedra, mas na hora que eu fui jogar, percebi que do outro lado, escondido atrás dos arbustos - Roland, vem aqui comigo - Me levantei e segurei a mão dele, indo em direção ao lugar onde a pessoa estava escondida, mas assim que cheguei lá, a pessoa desapareceu deixando uma nuvem de magia... verde.

– O quê foi? - O pequeno perguntou assustado

– Nada, vamos voltar para perto do seu pai - Voltamos para perto de Robin e esperamos mais algum tempo até ele terminar.

– O quê aconteceu? - O arqueiro perguntou enquanto realizávamos nosso caminho de volta para o castelo

– Nada - Respondi desviando o olhar dele

– Regina...

– Ok... Eu estava brincando com o Roland na beira do rio, e eu vi alguém escondido atrás dos arbustos e quando eu fui ver, não havia ninguém

– Só isso?

– E desde que eu acordei hoje, eu estou com uma sensação estranha... Algo que eu não descrever - Terminei de dizer tentando não demonstrar o quão nervosa eu estava

– Sensações estranhas são ruins, eu sei, mas - Eu ficou de frente para mim, me fazendo parar - eu estou aqui com você - Dito isso, ele me deu um beijo carinhoso e lento, fazendo todas as minhas preocupações desaparecerem por um momento.

– Regina! - Ouvi Roland chamar - Olhe! - Ele apontou para o castelo, onde dava para ver uma fumaça verde

Comecei a correr em direção a porta - Espere! - Robin gritou, eu apenas ignorei e abri a porta. Lá dentro só havia escuridão,

– Mãe! - Eu chamei não muito alto, sem resposta.

– Regina, eu pedi para você esperar - Robin parou do meu lado e ficou encarando a escuridão.

– Robin, tem algo errado - Sussurrei e senti ele segurar minha mão. Então sem pensar duas vezes, eu entrei naquele lugar as cegas puxando Robin junto comigo. A porta foi fechada com um estrondo, e tochas se acenderam com um fogo um tanto estranho, que dava ao lugar uma aparecia mais sombria do que o normal.

Meus olhos percorreram a sala, nada estava diferente, a não ser algo no canto direito... Era minha mãe, ela encontrava-se no chão, desacordada. - Mãe! - Eu corri até ela, mas uma onda de magia me jogou de volta para trás, só nessa hora que eu percebi a figurava verde parada ao lado dela.

– Quem é você? - Questionei enquanto Robin me ajudava a levantar

– Então Cora não te contou? - Peguntou a criatura - Meu nome é Zelena, mas pode me chamar de irmã - Aquelas palavras caíram como uma cachoeira de pedras em cima de mim. Não era possível! Era algo surreal, porém eu não poderia parecer abalada com aquela notícia,que poderia ser mentira, eu precisava descobrir o que aquela bruxa verde queria. Então eu coloquei minha máscara de prefeita e disse o melhor que eu consegui:

– Isso não é possível, você é verde - Sorri ironicamente ao declarar isso

– É você é rude! - Ela gritou - Na verdade, sou sua meio irmã, mas isso são detalhes - Falou ela se aproximando - O quê importa, é que eu estou aqui em busca de vingança, contra ela, que me abandonou - Zelena apontou para minha mãe que ainda estava desacordada no chão - E contra você, que teve a vida que era para ser MINHA!

Naquele momento eu perdi a paciência e conjurei uma bola de fogo com a mão, porém ela a apagou e bloqueou meus movimentos - Não adianta querida irmã, minha magia é mais poderosa do que a de qualquer um!

– Solte ela! - Robin gritou de algum lugar atrás de mim, mas ela também bloqueou os movimentos dele

– Olha, parece que minha querida irmã tem seu próprio cavaleiro de armadura reluzente - Ela voltou ao alcance de minha visão - Ele parece tão apaixonado por você, disposto a fazer tudo para te salvar. Será que ele conhece a verdadeira você, Regina? - Um nó se formou na minha garganta quando eu percebi o que ela iria revelar.

– Não! - Gritei fazendo ela sorrir

– O quê ela está dizendo? - Peguntou ele

– Ele não conhece a EVIL QUEEN, que baniu todos daqui para um mundo distante, que matou e torturou varias pessoas, não é? Pois agora ele sabe! E não precisa me agradecer por isso. Ela soltou uma gargalhada maléfica - Agora que a parte boa acabou, tenho que ir - Disse ela se virando para a porta - E ela vai comigo, se quiser recuperar sua mãe, venha até o seu antigo castelo para uma verdadeira batalha de bruxas - Dizendo isso, bruxa desapareceu numa fumaça verde e levou o minha mãe junto.

Quando eu finalmente consegui me mexer, as lágrimas já escorriam pelas minhas bochechas, e eu estava sem coragem para olhar para trás. Não! Isso não pode ser verdade! Definitivamente não! Era muita coisa para explicar, muita coisa para entender, meu mundo estava começando a desmoronar e eu não conseguia fazer mais nada a não ser olhar.



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