História On My Way - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Cora (Mills), Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood
Tags Outlawqueen
Exibições 14
Palavras 992
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 12 - Neve


"Pessoas fazem coisas das quais se arrependem. Eu havia matado, torturado e feito outras coisas lastimáveis. Poderia dizer que estou arrependida de ter feito tudo, mas seria mentira. Eu nunca me arrependerei das coisas que fiz no passado, por mais cruéis que elas tenham sido. A única coisa que me causa arrependimento, foi a que eu nunca fiz, foi não ter contado a verdade a Robin, antes que a verdade viesse até ele"

Medo, culpa, aflição... Talvez fosse o que eu estava sentindo naquele momento, ou talvez não. Nem eu sabia o que era e talvez nunca venha a saber, mas não importava, estava tudo acabado.

– Regina - Chamou ele, com sua voz era carregada de ódio. Eu continuava parada no mesmo lugar, mesmo depois de Zelena ter ido. Eu não podia olhar para trás, não queria ter que enfrentar o que estava por vir, mas eu também não podia ficar parada.Respirei fundo e virei.

Ele estava mais perto do que eu imaginava, seus olhos brilhavam de fúria, porém estavam úmidos. - É verdade? - Perguntou ele. Eu não queria responder, só pioraria tudo, mas um "Sim" saiu de minha boca no automático. – Eu não consigo acreditar! - Ele se aproximou mais e eu dei um passo para trás. - Sabia que não era para ter acreditado em você, uma pessoa que usa magia não pode ser mesmo do bem

– Eu mudei - Retruquei tentando parecer forte, mesmo sendo quase impossível - Eu mudei, de verdade

Pude ver um breve lampejo de surpresa em seu rosto, mas sumiu tão rápido quanto apareceu - Isso não importa, por que você sempre será uma bruxa! - Gritou ele - Eu não consigo acreditar que eu me apaixonei por você, sem ao menos te conhecer de verdade.

Aquela declaração caiu sobre mim como uma bomba, mais uma. Eu havia esperado tanto para ouvir aquilo, mas não naquela situação, não com esse ira toda na voz dele - Eu também me apaixonei por você! - Falei com uma lágrima descendo do olho esquerdo

– Não seja ridícula, alguém que fez tudo o que você fez não tem coração e muito menos a capacidade de amar, não importa se você tenha mudado, o mal ainda está aí a espera de uma faísca para começar o incêndio. E quando isso acontecer eu não quero estar por perto! - Gritou ele

– Papai - Roland apareceu na porta e veio correndo em direção a seu pai, o menino olhou para ele e depois olhou para mim - O que aconteceu? - Perguntou. Roland era uma criança especial, dava para ver em seu olhar. Mesmo não tendo passado tanto tempo com ele -não tanto quanto minha mãe - eu havia criado um certo afeto com ele na tentativa de usa-lo para substituir o Henry.

Eu não queria fazer isso, não queria ir embora, entretanto, era o certo a se fazer, deixar Robin em paz. Ele viveria melhor sem mim, mesmo nós dois sendo almas-gêmeas. Nunca acreditei muito nisso, Tinkerbell estava certa quando disse que ajudava as pessoas a encontrarem o que elas precisavam, e de fato ela me ajudou, eu encontrei Robin e com isso percebi que não precisava de amor.

– Adeus - Eu disse mais para Robin do que para Roland, eu me virei e sai com o coração sagrando.

Assim que sai do castelo eu comecei a correr floresta a dentro, sem olhar para trás e sem prestar atenção em nada a minha frente, apenas desviando dos vultos. Eu corria e corria, como se aquilo fosse me libertar de tudo e me entregar uma vida nova e mesmo sabendo que não era verdade eu continuei correndo, o vento batia em meu rosto e em meu cabelo me fazendo esquecer sobre tudo, e corri o máximo que pude, quando meus pulmões imploraram por ar e meus joelhos por um descanso eu parei. Só então percebi a fina camada branca no chão e os flocos caindo, estava nevando. Me sentei no chão e encostei em uma árvore e a ali, com os pequenos flocos de neve como companhia, eu me permitir chorar.

"É horrível essa sensação, que não tem nome nem explicação. Que te coloca num inferno inacabável com fantasmas soprando as verdades que não querem ser ouvidas. E você quer fazer algo, talvez concertar as coisas, mas você não pode fazer nada, pelo simples fato de que ninguém pode mudar o passado"

Estava a ponto de desistir de tudo, até de salvar minha mãe. Era uma decisão egoísta, mas eu não conseguia lutar mais. "Será que a vida de todo mundo é assim? Uma hora está as mil maravilhas e na outra tudo desmorona, ou é só a minha?" Me peguei pensando nisso, a resposta deveria ser sim.

Não sei quantos minutos haviam se passado até eu ouvi um barulho, me levantei rapidamente e comecei a andar de costas para o lado oposto do barulho, poderia ser o Robin, se fosse, eu teria que fugir. Houve outro barulho, dessa vez atrás de mim, eu me virei e de repente, tudo ficou escuro.

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Abri os olhos e a primeira coisa que vi foi o teto que parecia ser de uma cabana, eu não sabia onde estava. Queria me levantar e olhar ao redor, mas eu estava deitada num lugar tão confortável, como uma cama, quando por fim me sentei, percebi que eu realmente estava em uma cabana. Meus olhos vasculharam o local, era arrumado e limpo. Então eu vi alguém, uma mulher, ela estava de costas para mim, mas aquele cabelo vermelho era inconfundível. Mesmo depois de todo esse tempo, eu sabia que era ela.

Ela se virou - Olá Regina, se lembra de mim? - Perguntou ela. Era ela, a ultima pessoa que eu pensei que veria em anos, estava mais velha, porém os olhos azuis brilhantes que causavam inveja e as bochechas rosadas ainda eram as mesmas/os mesmos.

– É você! - Exclamei, surpresa e talvez com um certo medo



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