História On My Way - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Cora (Mills), Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood
Tags Outlawqueen
Exibições 16
Palavras 1.104
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 14 - Amigas Novamente?


– Como você chegou até aqui? - Foi a única coisa que consegui perguntar

– Determinação - Ela soou como minha mãe - Eu tinha que retribuir sua ajuda - O sorriso em seu rosto era malvado, quase como o meu nos tempos de Evil Queen. Sua voz me deu arrepios, eu não estava com medo dela, mas sim do que ela poderia fazer.

– Me desculpe por te mandado você para longe. Quando você jogou a verdade toda na minha cara eu simplesmente queria matar você ali mesmo, mas eu não podia, eu não conseguiria, então te mandei para longe.. - Tentei me explicar. Não era mentira, mas parecia uma.

Ela soltou uma risada inocente – Eu te desculpo - Seus olhos se encontraram com os meus, eles confirmavam o que sua boca dizia. Ela respirou fundo e se sentou na ponta da cama - Você mandou para um reino quase esquecido, bem longe daqui, chamado Dragon Valley, passei muito tempo tentando voltar e nutrindo cada dia mais meu ódio por você. Quando eu finalmente cheguei, descobri que você havia lançado a maldição que mandou todos para outro mundo, inclusive meus pais. Eu comecei a procurar algum modo de ir para esse tal mundo, e a cada tentativa frustada, eu ficava com mais raiva de você e jurava que iria me vingar. Até que eu entendi sua necessidade de vingança e eu tinha certeza de que era algo que eu precisava - Ela parou de falar, seu olhar percorreu a cabana toda, como se ela quisesse falar algo, mas estivesse com medo.

– Então, porque eu ainda estou viva? - Perguntei já temendo a resposta

Merida fechou os olhos e rapidamente os abriu - Eu conheço o Robin - Ela desviou do assunto - E venho observando vocês

– VOC....

– Eu vi quando você e sua mãe salvaram Roland e o levaram até o pai dele - Merida se levantou da cama e começou a andar pela cabana - Vi quando você e Robin foram até o lago e ele te beijou, e também todo o resto... - Eu não conseguia processar tudo o que ela estava dizendo. Ela estava me seguindo esse tempo todo? Isso era loucura!

– Você ainda não respondeu minha pergunta - Disse entre os dentes, tentando disfarçar minha raiva.

– Eu percebi quando você se apaixonou por Robin, o seu olhar estava diferente, você estava diferente. Você não parecia Rainha Má que eu havia conhecido e sim aquela menina, que adorava cavalgar, que era apaixonada pelo cavalariço e que também era minha amiga. E eu não posso matar minha melhor amiga. - Ela parecia que estava a ponto de chorar, porém, ela tinha um enorme sorriso nos lábios.

Eu fiquei pasma com aquela confissão, abri a boca para dizer algo, mas não saiu nada. Então a abracei e dessa vez ela não recuou.

– Espera - Eu falei - Porque você me trouxe aqui? Quer dizer, foi você que me apagou na floresta,não foi?

– Sim fui eu - Ela falou um tanto envergonhada- Quando eu percebi que você havia mudado eu resolvi falar com você, mas então eu pensei: "Ela pode ter mudado, mas e se quiser me matar mesmo assim? Sem ao menos ouvir minha história", eu perdi a coragem e parei de te observar. Até que você apareceu por aqui, e deu no que deu. - Merida deu de ombros

– Okay - Respondi, não me importava muito com isso. Merida era mais velha do que eu, mas eu sempre dizia que era mais velha do que ela, talvez por conta da maldição eu seja realmente mais velha do que ela agora.

– A propósito, por que você estava correndo no meio da floresta? E sozinha? - Ela perguntou se sentando novamente na cama e me puxando para sentar ao lado dela.

– Bem... é minha vez de contar a história - Eu comecei a contar tudo o que havia acontecido comigo desde o começo do dia. Quando eu contei sobre Zelena ela se espantou:

– Como? Você tem uma irmã? E é aquela bruxa verde? - Ela disse tão confusa quanto eu

– É! e eu não sei como, ela sequestrou minha mãe! E agora eu tenho que salva-la, e eu não sei ao menos como derrotar aquela coisa verde! - A preocupação que eu estava sentindo antes voltou e eu realmente me dei conta de que não sabia como salvar minha mãe.

– E Robin? - Perguntou ela

– Bem... Eu não havia contado para ele que eu era a Evil Queen e minha querida irmã fez o favor de contar. Ele me chamou de bruxa e disse que eu não tinha coração e nem a capacidade de amar - Eu disse, eu lágrima desceu pela minha bochecha involuntariamente.

– Não fica assim - Ela me puxou para perto deixando apoiar a cabeça em seu ombro.

– Tem razão, eu preciso descobrir como derrotar Zelena!

Ficamos em silêncio,eu realmente estava tentando pensar em algum feitiço, poção ou qualquer outra coisa que derrotasse Zelena, mas ela era mais poderosa do que eu, então era quase impossível.

– Espere! - Merida deu um pulo da cama - "Pela porta, pise adentro. Do coração puro ela não se esconderá."

– O que é isso? - Perguntei sem entender nada

– Em um dos reinos que eu por onde eu passei, todos estavam falando sobre uma feiticeira, a Bruxa Boa Do Sul, que foi banida para o norte da Floresta Negra. Dizem que ela pode derrotar qualquer tipo de bruxa, talvez ela possa te ajudar.

– Onde fica essa Floresta Negra? - Perguntei me levantando

– Fica ao Norte, não é óbvio?

– É mesmo - Disse assim que percebi a pergunta idiota que havia feito - Quando vamos?

– Agora! - Respondeu. Ela pegou seu arco e a aljava e nós saímos.

Lá fora a neve já havia tomado conta, deixando a paisagem ainda mais bela e um pouco branca demais - Você tem certeza que ela vai me ajudar? - Perguntei tanto não deixar meu desespero transparecer

– Certeza? Não, mas é a sua melhor chance! - Ela respondeu calmamente

– E você? Porque está me ajudando? - Ela parou e se virou para mim

– Por que eu quero voltar a ser sua amiga, de verdade - Ela sorriu novamente, era aquele sorriso de quando passávamos horas e horas cavalgando.

Então eu também percebi que queria nossa amizade de volta. Em toda a minha vida Merida havia sido minha única amiga, e esses anos todos, mesmo que eu negasse, eu havia sentido a falta dela.

– Eu também quero - Respondi

– Então... Amigas novamente? - Ela estendeu a mão

– Amigas novamente - Eu apertei a mão dela, e a puxei para um outro abraço.



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