História On Our Knees - Capítulo 4


Escrita por: ~

Visualizações 10
Palavras 2.319
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


As aulas voltaram, e o que vem com isso? Exatamente! A falta de tempo para escrever.
Mas, mesmo assim, eu consegui.
Eu adoro fazer referências, talvez você, leitor, encontre algumas em alguns capítulos.
Boa leitura!

Capítulo 4 - The Trooper


Apenas alguns minutos foram necessários para chegar na instalação militar mais próxima, que, no caso, era o principal quartel do exército.

Sempre achei que lugares assim eram mal arrumados e sujos, mas estava completamente errado, parecia que um viciado em limpezas era o dono do lugar. O chão e as paredes, por mais que antigos, sequer possuíam um grão de poeira.

Não era o único impressionado com o local, os outros também estavam, exceto a “tia”, porque, provavelmente, já estivera ali.

Na porta, um guarda nos parou.

— Identificações? – Ele pediu.

— Você me conhece. – Disse a “tia”.

— Ah. – Ele a reconheceu. – Bom vê-la novamente, capitã. – Liberou a passagem. – Podem entrar.

A seguimos até pararmos em uma recepção.

— No que posso te ajudar? – Perguntou um dos atendentes.

— Trouxe esses quatro para entrarem no exército.

— Certo... – Ele pegou uma folha de papel. – Vá para a sala na direita, eles ficam aqui.

— Tudo bem.

Ela entrou na sala.

— Ah... – Resmungou Troy. – Já faz dez minutos e nada!

Ela saiu da sala, uniformizada e carregando os nossos uniformes.

— Pronto. – Entregou um para cada um. – Agora, só faltam suas armas. Vamos lá.

Fomos guiados para uma sala enorme, com prateleiras e mesas cheias de armas brancas e de fogo.

— Podem escolher a de vocês. – Lembrou-se de algo. – Ah, é verdade, todas as armas têm algo de especial, então, testem a que vocês pegarem antes de irem para outra.

Andei pela sala, mas nenhuma me chamou a atenção, até que avistei um par de luvas, diferentes do normal. Eram feitas de algum tipo de metal, nas palmas, havia um símbolo estranho, que não identifiquei, ele era branco na luva direita e preto na esquerda. Coloquei-as, mas nada aconteceu.

“É interessante, mas não parece ter nenhuma vantagem em combate, já que teria que chegar muito perto”.

“Uma espada seria melhor...”

Os dois símbolos começaram a brilhar e uma fenda preta com um contorno branco surgiu na minha frente. De dentro dela, uma espada saiu.

A espada era igual a fenda, a ponta se mexia como a ponta de uma chama. Peguei-a, não tinha peso algum. Não fazia nenhum reflexo, mesmo o lugar sendo bem iluminado.

Um raio amarelo atravessou de uma ponta da sala à outra.

— Desculpe! – Disse Alice.

“É só pensar em um tipo de arma, que luva irá invocar, então”.

Aproximei-me da “tia”.

— Que espada legal você tem aí, hein? – Disse ela.

— É. Acho que vou ficar com ela.

— Tudo bem, espere aqui.

Alice voltou com uma lança. Ela era maior que a garota, em sua ponta, havia algo parecido com a guarda de uma espada, talvez para garantir que apenas a lâmina atravesse o alvo. Pequenas faíscas amarelas saíam da lâmina.

Dakota escolheu uma rapieira. Além dos vários ornamentos, a lâmina parecia estar em uma temperatura extremamente baixa, já que havia uma gota congelada na ponta.

Troy trouxe duas pistolas pretas. Uma Desert Eagle e outra que aparentava ser um modelo modificado de uma M1911, de acordo com ele.

— Todos já escolheram? Certo. É o seguinte, como não passaram pelo treinamento militar, vocês foram colocados na divisão de reconhecimento. A única ordem de vocês é ir para Estrasburgo. Como eu não estou na divisão de reconhecimento, não vou com vocês. Entenderam?

— Sim. – Respondemos.

— Ok, então, vou levar vocês para os vestiários para colocarem o uniforme.

Depois de trocados, ela nos levou até um caminhão.

— É... – Ela disse. – É aqui que nos despedimos. Sentirei saudades.

Ela era como uma segunda mãe para mim, mesmo não sabendo sobre sua vida, nem seu nome.

— Nós também. – Disse.

— Apressem-se. – Ela sorriu. – Boa sorte.

— Obrigado.

Subimos pela parte de trás do caminhão, logo depois, ele começou a acelerar. Alguns minutos depois, estávamos na estrada.

Naquele momento, a destruição era bem perceptível, mesmo depois de quatro anos.

Plantações queimadas, moinhos e casas destruídas.

Alguns soldados também andavam ao lado da estrada, alguns iam até Paris, outros vinham da cidade.

Estrasburgo ficava a 300 milhas de Paris, cerca de quatro horas de viagem. De acordo com o horário que saímos, chegaríamos no começo da noite.

Presumi que teríamos algo para fazer assim que chegássemos, então, descansei um pouco.

A viagem demorou muito mais, já que paramos em cidades para levar alguns soldados, deixar outros, no fim, chegamos na cidade às nove da noite. Ela estava muito bem fortificada, haviam soldados para todo o lado.

— É aqui que vocês descem. – Disse o motorista.

Descemos. O caminhão deu meia-volta e seguiu novamente para Paris.

“A única ordem de vocês é ir para Estrasburgo”

Procurei alguém para saber se precisavam de algo. Um soldado me indicou onde ficavam os oficiais naquele momento.

— Senhor? – Chamei.

— Pois não, soldado? – Respondeu um.

— Há algo que possamos fazer? É que acabamos de chegar aqui e não recebemos mais ordens desde então.

— Por enquanto, não há nada. Vocês podem fazer o que quiserem, por enquanto.

— Tudo bem. Obrigado.

— De nada. – Voltou às suas atividades.

Decidimos simplesmente andar pela cidade, começando pelo seu exterior. Disseram-nos que a cidade havia sido tomada recentemente, o que explicava os corpos e armas deixadas por ali. Haviam enormes buracos no chão, alguns parcialmente cobertos por madeira queimada. Talvez fossem trincheiras improvisadas.

Ao longe, algumas fazendas eram vistas, ou, pelo menos, o que sobrara delas. Em outra parte, haviam dois grupos de tanques de guerra, com os canhões apontados uns para os outros, enferrujados e agora, tomados pela vegetação. Era provavelmente um legado deixado pela última guerra antes do fim.

Olhando para os restos de uma fazenda mais próxima, haviam quatro soldados. Um atirara na cabeça de um vampiro, a qual estava amarrada na varanda, uma das únicas partes que estavam intactas. A cabeça explodiu e seus pedaços caíram no chão, esfumaçando.

Assim como, normalmente, vemos antes de ouvir, o barulho do disparo veio alguns milésimos depois. Mas não era o som de uma arma, e sim, de um trovão. Com certeza, seu rifle era especial.

Enquanto isso, um oficial passou correndo por nós. Mas consegui ver a patente em seu ombro: General. Este correu para o encontro dos quatro. Começaram a conversar. Era estranho ver um general indo falar pessoalmente com um simples soldado. Provavelmente, era algo muito importante. Alguns segundos depois, o general voltou, correndo.

Os quatro começaram a andar de volta para a cidade. Assim que nos viram, um deles apontou para nós. Se aproximaram.

— Olá. – Disse o soldado de rifle. Olhando de perto, percebi que havia uma baioneta na ponta dele.

— E aí? – Respondeu Troy.

— Vocês já estão encarregados de algo?

— No momento, não. – Respondi.

— Não deram ordens para vocês?

— Não.

— Certo.... Então, nós estamos precisando de mais quatro soldados para partir em missão. Por acaso, vocês gostariam de ir conosco?

— Não vejo problema nenhum nisso.

— Nem eu. – Disse Alice. – Não é, Troy?

— Por mim, tudo bem. – Disse Troy, reagindo à uma pequena cotovelada de Alice.

— Também não vejo problema nenhum. – Disse Dakota.

— Todos estão de acordo? Certo. – Ele apertou minha mão. – É um prazer conhece-los. Sou Glaven, ela é a Aiko, esse aqui é o Shiva e aquela é a Iris.

Nos apresentamos, também.

— E, quando nós vamos? – Perguntei.

— Philippe disse que sairíamos daqui onze horas. Mais ou menos, oito e meia da manhã. – Respondeu Glaven.

Presumi que Philippe fosse aquele general.

— Então, nós temos que passar a noite em algum lugar. – Ele completou.

— Vamos procurar, então. – Disse.

Voltamos para a cidade. Glaven falou com alguns soldados.

— Aparentemente... – Disse ele, se aproximando de nós. – Não tem nenhum lugar pra ficar. Sabe? Nenhuma casa. Então, nós vamos ter que arrumar algum lugar na rua.

Ventos fortes passaram por nós.

— Tem alguns becos, a gente pode fazer um fogo, ou algo parecido. – Disse Iris.

Isso me lembrou dos mendigos.

No fim, após andarmos bastante, achamos um círculo de sacos de areia. Shiva conseguiu um pouco de madeira e fez uma pequena fogueira no meio.

Algum tempo depois de nos assentarmos, Iris, Alice, Troy e Shiva acabaram caindo no sono.

— Parece que a Aiko fez uma amizade com Dakota. – Comentou Glaven.

Elas estavam conversando e davam risadas de vez em quando.

— É realmente muito bom. Ela não é de falar muito, então dificilmente faz amigos. – Disse.

— É bom todos terem confiança uns nos outros. A nossa missão não é fácil.

— É verdade, você não disse qual é a missão.

— A gente tem que atravessar a Alemanha e fazer uma aliança com a Polônia. Tudo isso em segredo, porque os comandantes não querem cooperar com os poloneses.

— Então, basicamente, estamos agindo contra o próprio exército?

— É. Só que é a melhor opção para nós. Se não, vai ser que nem em filmes pós-apocalípticos. O mundo acabou, os humanos têm que sobreviver, e, mesmo assim, guerreiam uns contra os outros. Uma guerra só aceleraria a destruição da humanidade.

Ele estava coberto de razão.

— Pelo menos, eu espero que dê certo. – Completou.

— É basicamente uma missão suicida, já que a Alemanha é uma terra de ninguém.

— Sim. E também não sabemos como está a Polônia. Vai que eles viraram neonazistas e, quando chegarmos lá, nos levariam para um campo de concentração ou algo assim. Só de pensar nisso já dá um nervoso. – Se acomodou. – Mas, então... vamos ter que sair cedo, então, tente dormir também. Boa noite.

— Boa noite.

Levei bastante tempo para dormir.

Acordei antes de todos. Já havia amanhecido, mas não era tão tarde, talvez sete e meia ou oito horas.

Philippe estava nos esperando. Ele estava fora da cidade. Fomos ao seu encontro.

Ele estava ao lado de um caminhão, um pouco diferente do que embarcamos para ir para Estrasburgo. Haviam três mochilas dentro e algum soldado estava dirigindo.

— Chegaram cedo, hein? – Disse ele.

— É. – Disse Glaven.

— Olha, sei que não é o melhor transporte nem os melhores suprimentos, mas, sabe? Não podemos levantar suspeitas.

— Sim.

— De qualquer maneira, tem comida o suficiente para pelo menos dez dias. Também tem kits de primeiros socorros, caso vocês passem algum perrengue, e eu sei que Iris é boa com essas coisas.

Iris sorriu, confiante.

— E... ah, sim. Também há um mapa e cantis para todos vocês.

— A viagem é direta? – Perguntou Troy.

— Não, eles iriam notar o sumiço desse caminhão velho. Apenas podemos leva-los para Mainz, depois, terão que ir a pé até lá.

— Ok.

— Boa sorte para vocês. E... não morram, talvez o futuro da França dependa de vocês. – Começou a murmurar. – Tecnicamente, nas suas fichas, vocês já estão mortos ou desaparecidos... mas... ah, tanto faz! Vejo vocês na Polônia.

Nos despedimos dele e nos acomodamos naquele caminhão. Ele era realmente velho, fumaça preta saía do escapamento, o motor produzia um som estranho, provavelmente eram esses pontos negativos que o tornavam tão fácil de pega-lo sem ninguém notar.

A viagem para Mainz era muito mais rápida que ir de Paris para Estrasburgo, já que sempre estávamos em alta velocidade e não parávamos.

Assim que descemos, o caminhão deu meia volta, com pressa, e voltou.

— Não parece ter ninguém aqui. – Disse Glaven.

— Isso é bom para nós. – Disse.

— Mesmo assim, é melhor ter cuidado.

Todos estavam prontos para sacar as armas, caso qualquer inimigo fosse avistado.

Mainz não era uma cidade tão grande antes do Marco-Zero, menor ainda agora. Talvez chama-la de cidade fosse algo completamente estranho.

A única maneira de atravessá-la seria seguindo pela avenida principal, depois virar à direita e seguir na diagonal.

Chegamos em um cruzamento, além do caminho de volta, só havia um livre, que era o que deveríamos seguir. Os outros dois estavam bloqueados por corpos, escombros e restos de veículos.

— Estranho. – Comentei.

— O caminho livre é o correto, mesmo assim, continua sendo bem estranho. — Concordou Glaven.

Sons de passos. Alguns corpos caindo e inimigos tocando o chão. Fomos cercados em frações de segundos.

— E mais caem na armadilha, parece que não aprendem... – Comentou um vampiro.

Abri a venda e arranquei uma espada grande de dentro. Os outros também sacaram suas armas.

Um grupo grande de inimigos pulou no meio de nós, nos separando.

— Droga! – Disse Glaven.

Partiram para o ataque, três vieram pela frente, bloqueei os ataques e suas lâminas derreteram, algumas gotas de metal derretido caíram aos seus pés. Olharam surpresos para mim. Sorri, vitorioso. Não deixando uma janela de tempo para desviar, ataquei lateralmente, cortando o trio ao meio. Cheiro de sangue, de carne tostada e de metal queimado tomaram conta do ar.

Uma cabeça de vampiro voou de minha direita. Shiva apareceu em um pulo.

Um disparo de Glaven fez o chão tremer, assim como meus ossos.

— E aí? Conseguindo matar alguns deles? – Perguntou, sorridente.

Ele levantou sua Katana negra. Possuía uma lâmina afiada o suficiente para cortar um cavaleiro junto de seu cavalo.

— Três, até agora. – Disse, defendendo um golpe e desferindo outro, matando o atacante. – Agora são quatro.

— É melhor permanecermos juntos até achar uma brecha e fugir.

Retalhamos mais dois ataques.

— Alí! Vamos! – Anunciou Iris.

Olhei para trás, mas não consegui vê-la.

— Droga, parece que não tem jeito mesmo, me desculpem. – Disse Glaven. – Vamos.

— Atrás deles! – Gritou um.

— Ficamos para trás... droga... – Disse ele.

Um corte de raspão atingiu seu rosto.

A única opção era lutar contra todos eles.

O cerco continuou a fechar.

Continuava atacando lateralmente, era a maneira mais efetiva de lidar contra grupos.

Algo atingiu meu braço. Senti os ossos se partindo lentamente, as mensagens da área em direção ao cérebro para alertar sobre os danos.

Um corte diagonal atingiu levemente as costas dele. Shiva jogou-se ao chão como resposta.

— Gire! – Ele gritou.

Segui seu conselho. Matei a maioria, os outros recuaram em resposta.

— Vamos! – Ele correu.

Um machado de dois fios voou em suas costas.

Uma distração perfeita, que nos convenceu que era possível escapar. Não tínhamos percebido os arqueiros nos telhados das casas.

Não consegui nem pensar, todos dispararam.

Pernas, braços, as costas, o tronco. Todos atingidos, mas a real finalização foi no pescoço. A flecha atravessou minha garganta.

Não havia mais ar e eu me afogava no próprio sangue. Tudo escureceu, enquanto minha mente lutava para continuar.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...