História (On) purpose - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Fifth Harmony, Norminah, Vampire!lauren, Werewolf!camila
Visualizações 87
Palavras 2.187
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olha quem voltou?
Não culpem a mim culpem minha preceptora que deu um dia pra eu fazer um relatório que já tava pronto...

Capítulo 9 - Mess


Fanfic / Fanfiction (On) purpose - Capítulo 9 - Mess

Aquilo ficou martelando na minha cabeça o resto do dia.Porque aquela psicóloga achou que Normani e eu estávamos juntas? Por que aquele velho nos expulsou de sala? O que eles viam em nós para achar...? Para o que eles olhavam quando disseram aquilo?

Mani e eu?. .. juntas?

Permaneci em silêncio enquanto caminhávamos lado a lado, mais afastadas do que todas as outras vezes.Camila me perguntou se eu estava bem com os olhos apenas, não era preciso que ela proferisse palavras,ela era um livro aberto com letra tamanho 40 para mim,sinalizei que sim com a cabeça mas soube pela sua expressão que ainda voltaríamos a falar disso.

Estávamos indo para a aula seguinte,eu mais afastada das outras quatro, minha companheira de quarto e sua amiga de olhos verdes iam de braços dados mais a frente, tentei pensar num motivo para o qual aquilo me incomodava mas nenhum me pareceu plausível de imediato. Oras, acaso nós duas também não andávamos da mesma forma? Camila e eu andamos de mãos dadas para cima e para baixo e nem por isso alguém falaria algo do gênero sobre nós duas.

O alarme para o almoço tocou e, se dissesse que sabia o conteúdo ou até mesmo o nome das aulas eu estaria mentindo. A morena até fez um movimento para pegar na minha mão no caminho para cantina mas eu recuei, precisava ficar um pouco afastada para pensar com clareza. Camila sumiu logo depois de comer e eu mal notei, fui atrás dela assim que me dei conta,seguindo o seu cheiro.Precisava falar com ela. Camila saberia o que dizer,ela assopraria todas as incertezas para fora da minha cabeça.

Não cheguei a encontra-la ,ao invéz disso esbarrei num garoto loiro de olhos claros,um pouco mais alto que eu,surpreendentemente. Ele era bonito, para um garoto.

Digo isso pois,não era fácil para mim achar alguém atraente,especialmente homens. Garotos são tão proporcionalmente incorretos,quadris estreitos,ombros largo demais, maxilar proeminente, eles poderiam ser sexys ou fofos mas belos, jamais. Já garotas conseguiam a façanha de serem as três coisas,ás vezes até ao mesmo tempo.

Ele se apresentou e falou comigo normalmente , o que era difícil de acontecer. O fato de ele agir normalmente contava pontos em seu favor.

- Vai pra aula agora? –Perguntei quando soou o sinal.

-Na verdade estava pensando em não ir pra aula nenhuma.

-E isso é permitido?

-Se ninguém me pegar é.Ele deu de ombros.

-Não há inspetores ou coisa assim?

-É só uma questão de saber onde se esconder. Não quer vir comigo ?

Porque não ? pensei. Não era como se algum aula pudesse me ensinar algo realmente útil,como por exemplo o porquê eu não conseguir parar de analisar minha relação com a minha linda companheira de quarto.

Ele não era a pessoa mais interessante do mundo, pude comprovar ao resto da tarde mas definitivamente eu gostava desse tipo de atenção e bajulação que ele estava fazendo. Ao menos ele conseguiu me distrair por algumas horas. Recusei seu convite de acompanha-lo à uma festinha de boas vindas,não tinha paciência para lidar com mais meia dúzia de garotos adolescentes,fui atrás de Camila.

Bati na porta do seu quarto uma única vez, ela abriu rapidamente,estava me esperando.Entrei e sentei na sua cama, ela se juntou a mim em seguida.

-Cadê sua roomie?

-Não está,ela não fica muito por aqui, o que é uma dádiva divina considerando que não a suporto e ela desconfia ativamente de nós. Temos que procurar saber pra onde ela tanto vai –Disse ela.

-Será que a gente pode falar disso amanhã? – Pedi, me largando na sua cama.

- O que houve lá na coordenação? –Ela deitou de lado apoiada num braço.

- Não sei,ainda estou tentando entender. O professor achou que nós estávamos ..tipo juntas, entende?

-Entendo, ainda existem muitas pessoas ignorantes no mundo. É por isso que você está assim?

-Assim como? –Quis saber.

-Distante,pensativa. Lhe incomoda tanto assim que pensem que está com uma garota? –Ela falou num tom magoado.

-Não... Sim... Eu não sei Camila.Você acha ... você acha que seria possível?

-O quê seria possível ? Alguém pensar isso de vocês duas? Ou algo realmente acontecer entre vocês?

-As duas coisas?

- Bom sim para a primeira pergunta e um " não sei " para a segunda, obviamente você ficou mexida com isso. Me pergunto se é por medo.

-Medo? – Disse encarando o teto.

- Medo de que seja verdade, medo de estar começando a sentir algo por ela. Você não estaria aqui, me perguntando essas coisas se não achasse que há uma chance nem que ela seja ínfima.

- Você acha que eu gosto dela?

-Não sou eu quem deve lhe responder isso. Mas, definitivamente gosta de tê-la por perto, se interessa por ela, de uma forma que nunca vi você se interessar por alguém, nem mesmo pelos seus casos amorosos passados, confesso que fiquei com ciúmes. Pode ser que seja somente platônico ou não, o tempo dirá.

-Nunca senti atração por mulheres, Mila. Eu saberia se sentisse, não sou nenhuma criança por favor.

-Também nunca sentiu atração, desejo ou interesse nem que fosse amistoso por nenhum dos homens com quem esteve, que não foram muitos -Ela rebateu, era irritante falar com alguém que me conhecia tão bem.

- Ainda assim tampouco senti qualquer uma dessas coisas por uma mulher. E homens são idiotas mesmo,eu só ainda não encontrei o certo. É disso que eu preciso me dar uma chance de conhecer alguém que me desperte tudo isso....Você sempre soube? Que gostava de mulheres? –Falei tirando o foco da conversa sobre mim.

-Você nunca me perguntou isso antes – Ela me olhou com os olhos semicerrados- Em 180 anos que nos conhecemos...Ela mexeu mesmo com você.

Revirou os olhos indicando que ela respondesse logo.

-Ok, ok. Sim e não. Não é como se eu tivesse nascido com uma grande placa abaixo do pescoço dizendo "Lésbica", eu só me interessava mais por mulheres,as achava bonitas,mas até aí tudo bem. Conforme eu cresci, eu me sentia atraída por garotas,mas só tive a certeza disso depois que beijei uma pela primeira vez.

- Ariana?

-Não. Meu primeiro beijo foi com uma nômade que passou por Progresso brevemente,nunca mais a vi. Ariana foi, e ainda é o grande amor da minha vida.-Ela disse com aquela cara de trouxa que fazia quando falava da mulher em questão.

-Não teve vontade de ficar com mais ninguém depois dela? Sei que não foi por falta de opção.

-Tive desejo de ficar com outras e até me permiti envolver por algumas, mas não da mesma forma, e nunca estive fisicamente falando, com nenhuma delas.

- Ai preguiça de você, Camila. Acorde gata você está no século XXI,não precisa casar pra transar. Vixe, deve estar com teias de aranha aí embaixo. Ela riu.

- Talvez, mas eu não ligo. Eu só não consigo, eu travo sabe? –Eu assenti.

-Como era? Estar com ela? Como foi o primeiro beijo? A primeira vez de vocês?

-Eu e Ariana?

-Sim,digo eu entendo que foi um casamento meio que diferente....

-Não foi assim tão diferente. Minha irmã mais nova estava apaixonada por um homem incrível que correspondia seus sentimentos e queria se casar com ele,mas não podia porque a lei dizia que eu deveria me casar primeiro. Meus pais me pressionaram, me enviaram várias candidatas e candidatos que eles consideraram estar a minha altura e eu neguei todos, ao final de alguns meses meu pai me implorou pra que eu me casasse logo, nem que fosse com uma árvore e foi aí que conheci Ari. Cinco meses depois nos casamos, mas se não fosse a insistência dos meus pais ainda assim teria me casado com ela, era a mulher da minha vida, ela ainda é. O nosso primeiro beijo foi ..foi como encontrar o caminho de casa depois de se perder na floresta a noite.

Definitivamente eu nunca havia sentido nada como aquilo,pensei.

- E .. a nossa primeira vez foi ,pasme, horrível.Éramos ambas inexperientes e estávamos bem nervosas as duas, a segunda vez foi melhor. Nunca me senti assim por mulher nenhuma,como se eu pudesse sucumbir se não a tivesse pra mim,como se o sangue correndo pelas minhas veias se aquecesse com o seu toque,com seu olhar . Uma entrega tão grande de ambas as partes que não havia espaço para inseguranças,timidez e receios... um prazer incomparável.

-Definitivamente eu nunca senti algo como isso.- Coloquei meus pensamentos em palavras. –Talvez eu tenha algum defeito, talvez eu seja incapaz de sentir essas coisas.

-Se esse for o caso de fato, não há nada de errado. Digo está tudo bem, algumas pessoas não gostam de chocolate, mesmo que 90% da população goste.

A conversa com Camila havia me deixado melhor como eu já sabia que iria. Ela tinha razão o tempo diria, mas por enquanto iria ocupá-lo de maneira mais sábia. Me mantive distante da minha companheira de quarto,falávamos apenas o necessário, de manhã e á noite quando inevitavelmente eu tinha que estar no quarto.

Estava me encontrando com o rapaz de olhos claros todas as noites, não por gostar dele mas por me sentir melhor,se eu conseguia ficar com ele,quer dizer que eu era definitivamente hétero ,certo?Digo eu deveria gostar de suas mãos grandes passando pelo meu corpo certo? Todo mundo acha beijo de língua meio nojento,certo? Por que parece que estou me enganando? Por que me sinto assim?

Precisava tirar uma última prova aí então teria certeza, de um jeito ou de outro precisava falar com Mani, sentia falta dela, das nossas conversas longas, do seu sorriso direcionado a mim...

Não pude seguir adiante com a minha última prova, quando eu e ele começamos a trocar amasso mais quentes no sofá do meu apartamento naquela sexta feira, tudo que sentia era inquietação,queria estar em qualquer lugar menos ali.

Ele era pesado demais,bruto demais e seu tanquinho por mais que bonito,não me tirava o enjoo do cheiro de suor misturado com aquela colônia masculina que usava. Parei o beijo na metade,levantando-me.

-Desculpe, não acho que devemos continuar.

-Tá. A gente não precisa fazer nada demais, podemos ficar só nos beijos- Ele se aproximou e eu coloquei uma mão no seu peito .

-Desculpe mas isso entre nós não vai continuar.Eu sinto muito por ter lhe dado a entender que sim.É melhor você ir agora.-Falei fria. Ele resmungou se levantando ,calçando os sapatos em silêncio e,quando ele puxou a camisa do encosto do sofá,a porta da sala se abriu, Camila e Ally estavam ali.

 A vampira nos olhou com verdadeiro ódio,seus olhos ficaram escuros e seu corpo tremeu imperceptivelmente a olhos humanos, Camila, atrás dela,passou o braço pela sua cintura preparada para segurá-la efetivamente, para um observador distraído parecia um simples abraço, mas para mim a tensão era palpável.

O que a vampira fez a seguir surpreendeu a nós duas.

Seus olhos ficaram claros num piscar e ela sorriu tão largo que seu rosto poderia rasgar.

Mas que diabos?

-Desculpe atrapalhar vocês – Ela falou num tom doce, sua voz aveludada me causou calafrios na espinha.

-Não atrapalhou nada- Disse o rapaz – Eu já estava indo -

–Não precisa ir por nossa causa, não se preocupem, Camila e eu vamos pro quarto e vocês fiquem bem a vontade.– Ela arrastou o" bem "– Porque eu sei que nós duas ficaremos,não é? -Ela perguntou virando-se para minha irmã, que lançou um sorriso malicioso para ela, puxando–a pela cintura.

-Claro. Se vocês nos dão licença – Disse minha irmã, conduzindo-a em direção ao corredor – Ah, Dinah pode levar o carro, amanhã nós pegamos um táxi - Ela me jogou as chaves e direcionando um último olhar superior para o rapaz paralisado na nossa sala de estar, abriu a porta do seu quarto, a vampira entrou a sua frente e ela a seguiu,fechando a porta,o silêncio no local era tanto que creio que até o humano ouviu o barulho da chave rodando sobre a fechadura.

Espero que Camila consiga algum avanço com a garota depois disso, só me preocupa saber que ela ainda nutre sentimentos pelo garoto.

-Elas estão ficando ? Perguntou o dito cujo.

- Você não as  ouviu? 

-E você acha que a sua irmã vai conseguir conquistá-la ?

-Ela já fez isso.- Falei sorrindo exagerademente, observando as feições do rapaz se contorcerem -  Ela não consegue parar de falar sobre tudo que elas têm em comum,sabe? Parece ter sido um encontro de alma entre as duas, houve uma resistência inicial por parte da sua amiga - Coloquei ênfase na última palavra -  mas Camila é muito paciente e dedicada aos seus objetivos, soube contornar essas barreiras graciosamente.  

 Sabia que não era bem assim,mas qual o problema em deixá-lo acreditar que sim?

- E Ally?

- Ela está nesse momento trancada no quarto com a minha irmã - Respondi com um sorriso malicioso- Muitas garotas disputariam a tapa a atenção de Camila, mas ela só tem olhos para aquela baixinha, sua amiga é muito sortuda. Agora vamos,  talvez eu possa lhe dar uma carona.

 

Ele recolheu sua camisa e saí logo em seguida, daria aquelas duas alguma privacidade.

E eu precisava conversar com a minha linda companheira de quarto. 

 

 


Notas Finais


Gente vamo falar sério aqui rapidão? Vcs estão gostando do rumo dessa história? Pq eu tenho ideias bem formadas na minha cabeça e pode parecer que eu tô enrolando mas eu não estou,juro.
Tenho dúvidas se estou fazendo algo que não está agradando,falem comigo ok?
Ah, e desculpem por essa história Dinah/Troy ter parecido meio apressada mas eu n sou nem obrigada a desenrolar casal hétero pela mor de todos os deuses, esse lance foi só meios para um fim, e chegou ao fim. Amém.


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